Ozge Ozacar? não! é apenas LIPNIA KATSAROS AKAR (Λιπνία κατσαρός), ela é filha de CIRCE do chalé 15 e tem VINTE E SETE. a tv hefesto informa no guia de programação que ela está no NÍVEL II por estar no acampamento há QUATRO ANOS, sabia? e se lá estiver certo, LIP/LILI é bastante DEDICADA mas também dizem que ela é MANIPULÁVEL. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
Conexões ✷ Extras ✷ Tasks ✷ Biografia ✷ Musings
Resumo:
Lipnía é, como todas as filhas de Circe, um produto de suas atribuições mágicas. Cresceu dentro do C.C Spa & Resort, desfrutando de uma criação completamente direcionada às artes da magia e usufruindo do rico material da biblioteca da mãe. Tornou-se devota das magias obscuras com o objetivo de atrair a atenção da mãe para si, mas não obteve o êxito que esperava.
Seu nome foi escolhido pela semideusa quando ainda era criança. Surgiu da junção do nome de duas Algea, sendo Ania a daemone que trazia dor psicológica aos homens e Lipe a daemone que trazia a dor emocional. O nome de Lipnia diz muito sobre ela, gosta de praticar uma misandria que chega a dar dor de cabeça.
Foi sequestrada pelos piratas com a derrubada do Resort, conseguiu escapar do barco com uma irmã e juntas passaram a sobreviver em Tristan Da Cunha, na cidade de Edimburgo dos Sete Mares, uma ilha no meio do nada. Acontece que, quando os poderes de Lip e sua irmã se manifestaram, um pescador concluiu que ambas eram criaturas divinas, dignas de um culto. Dessa forma, o homem mobilizou a comunidade e cerca de um ano depois, quase todos os moradores da ilha já cultuavam as garotas como divindades, e elas, perante todos os benefícios daquele culto, mantinham-se no personagem, aguardando o possível resgate de Circe para retornarem para a ilha.
Sua irmã morreu durante um dos ataques de sereias que costumavam receber na ilha, situação em que buscavam proteger os habitantes daquele local em troca da cega devoção. Lip, a deusa remanescente, manteve o culto a si mesma, adotando a métodos não convencionais vinculados à magia obscura.
Mas a festa chegou ao fim quando um barco se aproximou da costa e estava ocupado por um grupo de semideuses que, não somente identificaram Lip como uma das filhas perdidas de Circe, como a levaram para o acampamento em um resgate indesejado usando a desculpa que devolveriam a semideusa ao Resort.
Lip permaneceu no acampamento por achar tudo muito interessante e após os alertas, ainda que desejando fugir vez ou outra, ela não quis mais ir embora. Seu culto permanece vivo na pequena ilha e o seu algoz ainda a procura.
PODERES: Retrocognição - Ao tocar um objeto de grande relevância emocional/mágica, Lip acessa uma visão do passado relacionada ao objeto ou ao seu detentor. Normalmente, durante a visão, seus olhos adquirem uma colocarão amarela iluminada, sendo perceptível aos demais sua manifestação (mas pouquíssimas pessoas sabem disso, como Quíron, Dionísio e alguns poucos semideuses).
HABILIDADES: Velocidade sobre-humana e previsão.
ARMA: Possui um cetro feito de bronze celestial o qual usa como uma maça frequentemente (já que não faz ideia de como se defender usando ele). O cetro tende a retornar para ela, mesmo ela tentando se livrar dele por achá-lo inútil.
EXTRA:
Faz parte da equipe dos filhos da magia, da equipe azul de canoagem e do clube de artesanato.
Possui interesse por pedras e cristais curativos, tal como pratica "magia obscura" através de práticas sexuais peculiares.
É grande fã de Fleetwood Mac.
Inspirada em Charlotte Matthews (yellowjackets), Jessica Jones (Jessica Jones), LeBlanc (League Of Legends).
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"Obrigada?" A turca começou a rir com o resmungo da amiga, mas ainda segurava o rosto alheio entre suas mãos para poder verificar como ela estava. Não era normal que a Lip estivesse dormindo em qualquer canto e horário daquela forma. "Me desculpa, mas pensei que você tinha desmaiado! Fiquei muito preocupada. Olha meu coração, disparado." Abaixou uma das mãos que usava para segurar o rosto de Lip e colocou em seu próprio peito, sentindo os batimentos acelerados de seu coração. Agora que a filha de Circe estava falando novamente, no entanto, Melis sentiu que poderia se acalmar e parar de segurá-la. Abaixou suas mãos, mas manteve o olhar atento na amiga, enquanto ela relatava sobre ter adormecido durante uma atividade de rotina. "Eu acredito, mas isso não é normal, Lip! Você tem sempre muita energia..." Mordiscou o interior de sua bochecha. Agora estava preocupada novamente e sequer conseguia pensar sobre a fofoca que esteve compartilhando anteriormente com a amiga. "Sim, foi isso mesmo..." Balançou a cabeça em concordância e tentou voltar para o rumo da história, gesticulando, enquanto compartilhava os detalhes. "Mas eu estava lá! Invisível, porque a ideia era treinar meu poder. O dedo que ele colocou no nariz, depois ele colocou na garrafa de água. A mesma que depois eu usei para jogar a água nele, porque ele foi um idiota. Até revelei essa imagem horrível que presenciei, mas depois fiquei muito irritada com essa nojeira que ele pretendia fazer um menino que não tinha nada a ver com nada be... Lip." Parou subitamente. Apesar da fofoca precisar ser compartlhada com alguém, Melis ainda não conseguia deixar sua preocupação de lado. "A noite você tem dormido?"
Melis sabia dos risco de expor as mãos de Lipnia à pertences de grande estima e, mesmo assim, permitiu que a amiga tocasse a região. A ponta dos dedos da filha de Circe formigaram, por um instante pôde sentir a luz amarela subindo por seu braço quando encostou no colar da filha de Hermes, provocando uma pequena luminescência que se esvaiu como o vento. Nada. A magia parecia insuficiente para a conclusão de suas visões. "Está bem rápido, realmente." Concordou com uma feição atordoada na face, desanimada com a incapacidade de produzir sua magia de forma eficaz. Lipnia mordiscou o lábio aguardando o fim do relatório, os olhos empolgados com a informação ainda que a sonolência atingisse parte de seu raciocínio. O riso surgiu ao ouvir sobre o lançamento da água e, subitamente, bufou quando foi novamente questionada pela amiga. "Não..." Respondeu com o traçar de sua honestidade. "Eu tenho aproveitado para fazer alguns rituais, uma forma de me recuperar na magia, ganhar um pouco de força para voltar ao normal, mas não está sendo muito eficaz. Noite passada uma das harpias quase alcançou meu vestidinho quando estava voltando correndo para o chalé, precisei deixar um pote de cogumelos pra trás e ela acabou comendo. Passou o resto da madrugada andando em círculos." A utilização de matéria alucinógena era parte de seus hábitos ritualísticos, é claro. "Mas eu ando cochilando bastante durante o dia, principalmente depois do almoço já que estou comendo no chalé para fugir dos... pra ficar em paz."
Se servia de algum consolo, os tempos atuais não deixavam espaço para uma diversão tão bobinha quanto a do chalé de Hermes. Candace via por todos os lados o mesmo clima sombrio e sem graça, salpicado de semideuses tentando colocar alguma normalidade na vida enjaulada. E ela sofria, como uma flor esquecida na sombra. ╰ ♡ ✧ ˖ O que você faria? Assim, só por curiosidade. ♡ ˙ ˖ ✧ Chegar ao chalé de Eros era mais experiência do que visita simples. O cheiro perfumado, as flores na entrada, a limpeza do lugar (essa patrocinada pelos demônios internos da conselheira, tudo bom?). Candace passou pela porta com orgulho e logo chegou ao quarto, tirando as roupas mais 'discretas' que tinha. ╰ ♡ ✧ ˖ Secreto ou não, não acho que eles nos impediria de assistir. ♡ ˙ ˖ ✧ Reclamou com um bico nos lábios, as roupas já sendo tiradas. Não tinha problemas com a figura esguia nem a exposição sem avisos, não quando aprendeu a se amar com tanto custo. Puxando uma legging escura até a cintura, ela continuou. ╰ ♡ ✧ ˖ E por onde o ódio sairia? Calma, não a estou criticando, mas é absolutamente revoltante ainda estarmos presos aqui. Com ou sem Traidor, não somos exclusivos dos deuses. ♡ ˙ ˖ ✧ Quando, na verdade, queria dizer: meu pai não me deixaria aqui, murchando. Suspirou, cansada, ao passar o pesado moletom pelos braços e encaixar a cabeça (uma peça herdada do ex). ╰ ♡ ✧ ˖ Espero que eles façam aquelas formações complicadas. Levantando, abaixando, todos os ângulos. ♡ ˙ ˖ ✧ Ela enrolava uma mecha no indicador, sonhando acordada.
"Acredito que teríamos um grande exposed dos podres do corajoso." Respondeu o questionamento como se a resposta estivesse óbvia entre elas. Os poderes eram, quase sempre, utilizados para acumular informações alheias em prol de seu divertimento, não temeria em usar seu potencial para sangrar a imagem de alguém tão petulante. O visual do chalé de Eros era como uma passagem no universo, uma realidade paralela onde o belo era essencial, mesmo que não fosse totalmente útil. A arquitetura sempre arrancava suspiros de Lili e, naquela ocasião, não seria diferente. Acompanhava a loira com passos rápidos, mesmo que estranhamente ela parecesse flutuar em seu território. Capturou um moletom disponibilizado por Candy com uma reação confusa em sua face, jamais imaginaria que a amiga teria uma peça como aquela em seu armário. "Impedir não, mas mudarem o comportamento sim. Particularmente, adoro o visual selvagem que eles compartilham quando acreditam na privacidade inexistente. Tão... brutal." A imagem arrancou um sorriso diferente no rosto da semideusa. Vestiu o casaco, fechando o zíper em seu peito, assentindo em concordância. "Sem falar que esse lugar, que era pra ser uma colônia de férias, está caindo aos pedaços. Sem sol não podemos pegar uma praia, esquentar o corpo depois do mergulho ou usar uma roupa mais adequada. E o pior, durante a noite preciso me atentar em dobro nas minhas ações, sempre pareço estar sendo seguida por alguém e não são as harpias." A queixa sincera foi complementada com a última experiência. "E olha, nesse clima de inquisição, não está fácil ser uma filha da magia, a energia do mistério não está funcionando tão bem como um ímã de curiosos, mas sim um ímã de malucos." Notando que a amiga já estava vestida e tão preparada quanto ela, tomou a frente na saída do quarto, rumando na direção da porta do chalé. "Eu estou ansiosa para ver aquela dinâmica em dupla, quando precisam proteger a bola no chão bem próximos. É o momento mais alto do treino, uh? Sem falar nos grunhidos de dor quando se batem. É o tempero do meu dia, um fetiche inalcançável."
Duas horas da manhã e Montanna ainda estava de pé, arrumando detalhadamente a muda de samambaia em seu novo vaso. O presente inusitado era para a filha de Circe, Lip. Montanna sabia que ela gostava de plantas e, bem, tinha um certo interesse em entrar nas boas graças dela. Com a muda de samambaia em mãos, Montanna caminhou até o Chalé Quinze. Imaginava que Lip estaria dormindo, então preparou um pequeno bilhete para acompanhar o vaso. No entanto, ao chegar, se surpreendeu ao ver que Akar ainda estava acordada.
"Pelo visto, eu não sou o único que tava com formiga nas calças. Não sei por quê, mas não consigo parar quieto…" comentou Montanna, sabendo que a hora não era das mais adequadas para estar ali. Ele ergueu o vaso com a planta, um sorriso tímido se formando em seu rosto. "Eu ia deixar aqui na frente pra você. Imaginei que fosse gostar." Ele sempre acreditou que as plantas carregavam um pouco da energia de quem as cultivava, e esperava que essa transmitisse seu apreço por ela.
Lipnia possuía hábitos noturnos peculiares e era do conhecimento de alguns semideuses. Os efeitos de seus rituais sempre eram amplificados pelo período em que a lua estampava o céu e, apesar da ausência desta desde o sumiço de Artemis, mantinha a rotina com precisão. A roupa que cobria seu corpo era um mero elemento decorativo já que não censurava parte alguma de si, um longo vestido transparente na tonalidade branca, como um véu. Sentia-se ativa, as mãos juntavam os ingredientes de uma poção sobre o balcão, os frascos abertos perfumavam o espaço, dando a mescla de aromas ideais para o chalé de magia. O som de passos subindo pelos degraus do chalé naquele horário causaram certa curiosidade na filha de Circe. Inicialmente, tentou olhar através das frestas da janela a silhueta de quem se aproximava e, ao ver o robusto porte do semideus, optou por apresentar-se na porta do chalé, antes que ele pudesse partir. A porta pesada de madeira deslizou, mostrando Lip por completo, iluminada pelas chamas do caldeirão ao lado de si.
O rapaz era interessante. Lili notava seu olhar curioso vez ou outra e contribuía da mesma forma. Os lábios sugestivos estavam comprimidos, o cenho erguido em uma surpresa prazerosa. "Não necessariamente nas calças, mas com algumas inquietações no mesmo local." Respondeu aproximando-se do portal, a mão apoiada no batente da porta, próxima o suficiente para ser vista. O sorriso surgiu ao avaliar a planta, um presente generoso e significativo. "Eu adorei!" Os ramos cheios escorriam do vaso, como uma fonte abundante. "Sabe o que ela significa?" Questionou antes de levar a mão na direção dos ramos, tocando a folhagem com cuidado. "Os eslavos diziam que ela atraía cobras de todas as espécies, mas que também era um antídoto do veneno. Uma proteção para os males, um ótimo elemento mágico." Os olhos claros atravessaram a planta e encontraram as íris castanhas de Montanna. "Entre! Não quero que as Harpias estraguem esse presente lindo e muito menos você." Deu alguns passos para trás, ofertando espaço suficiente para que o semideus adentrasse seu território. Sabia da familiaridade dele com as ervas e logo se dedicou a puxar o assunto. "Eu não sei como te agradecer pelo presente, honey. Estava tão entretida em separar alguns elementos para o ritual que fui pega desprevenida com sua presença. Sem café algum para te ofertar, só um chá..."
"Você quer dizer treinar ou ver os outros treinando?" Perguntou, sem entender muito bem. Kitty até aceitaria treinar, mas havia apenas uma pessoa capaz de captar sua atenção na arena durante um treinamento. E ultimamente ela não se sentia muito disposta a ver essa pessoa. "Eu já pensei em muitas coisas, Lip." Respondeu, os olhos voltando-se então para o lado. "Todas as coisas ruins. Queria matá-lo, mas a morte é fácil. Uma penalidade nas mãos dos deuses pode ser bom, como uma maldição." Parecia uma boa ideia aos seus olhos, ganhar algum tormento eterno para que essa pessoa jamais pensasse na ideia de traição novamente. "Não me importo se seja alguém próximo ou que eu amo. Sempre que considero a possibilidade de alguém próximo a mim ser esse traidor, a minha raiva cresce de tamanho. Todas as pessoas que considero família estão aqui, o acampamento é meu lar, então independente de qualquer coisa, não posso permitir que escape impune. Uma pessoa morreu. Duas, na verdade. Deuses, isso é errado demais. Quem será o próximo? Não tem como apenas ficar de braços cruzados esperando a tragédia acontecer." Estava cansada. Sentia-se cansada, a mente pesando uma tonelada sob a pressão de noites sem dormir e do corpo doendo ao rolar na cama. O discurso era grande, mas repleto das palavras que poucas vezes tinha contado antes para alguém.
"Ver os outros treinando, é óbvio! Acha mesmo que tenho um porte de quem gasta o tempo brincando de espadinha? Prefiro ver as espadinhas e conduzir elas para outras atividades que não sejam o duelo. Principalmente dos mais esquentadinhos." O sorriso malicioso surgindo na face antes ao se recordar de suas operações de risco na arquibancada da arena, deleitando-se com as filhas de Ares enraivecidas e suas habilidades excepcionais em combate, tal como os filhos de Apolo e as crias de Zeus. Um hobby pessoal. "Só uma maldição?" Questionou um tanto indignada com o feitio tão gentil da filha de Hades. "Depois dele matar dois semideuses e deixar o nosso cabelo fedendo a madeira queimada? Sejamos sinceras, essa pessoa será torturada por metade do acampamento. Corpo exposto na praça, talvez uma cabeça presa em uma estaca na frente da Casa Grande... são inúmeras as possibilidades, e nenhuma dela me parece chegar próxima do sentenciamento de uma mera maldição." Os olhos azuis mediam os semideuses no espaço, como se pudesse presumir quem seria o primeiro a erguer a espada que iria derrubar a cabeça do traidor. "E digo mais, é provável que salguem o chão do chalé quando descobrirem sua origem, para que não sobre nenhuma energia dele. A vingança une as pessoas, todo mundo tem dentro de si o espírito do julgamento, sempre latindo para sair do confinamento. É isso que a maioria desse lugar apoia." A pontuação era fundada em uma experiência não amistosa. "Lembra quando cheguei? A forma que alguns me tiraram como aberração? Supondo que eu fazia sacrifícios e coisas do tipo? Eles só precisam de uma certeza para colocarem as unhas para fora, Kitty. Não vão deixar um banquete para os deuses." Deu de ombros, afastando-se daquela lembrança. "Enfim, o que importa, é que precisamos arrancar você desse luto e te mostrar que existe vida além da dor. Vamos dar um mergulho? Sei que não temos sol, mas estou louca pra usar meu biquini novamente."
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Baixou o olhar de novo para a semideusa, pressionando os lábios com certo pesar. Se identificava com o cansaço no semblante da outra e sabia que não era um cansaço apenas físico, depois dos últimos acontecimentos. Helena esboçou um sorrisinho de canto ao ouvir o risinho e deixou com que o corpo caísse ao lado dela, puxando os joelhos para perto de si. "Mais ou menos..." respondeu encolhendo os ombros. "Tudo isso veio depois de waterland?" indagou com o tom baixo, a resposta deveria ser obvia, afinal os filhos da magia foram diretamente afetados durante todo ataque. "Tenho a sensação de que todos estão exaustos desde então, mas se quiser companhia para treinar agora..." oferece sem muito ânimo, mas Helena era frequentadora do lago mesmo não estando mais em nenhuma das equipes há anos.
Assentiu com a cabeça, os fios bagunçados acima de si, como que um redemoinho tivesse passado por si. "Desde o dia do parque me sinto a mosca da bosta do cavalo." Pontuou rindo da expressão adquirida com amigas. "Acho que o sono, na verdade, é um tédio. Não tenho investido meu tempo cuidando da vida alheia e esse lugar parece testar minha paciência diariamente." Deu de ombros. "Não acho que seriamos uma boa dupla na água. normalmente Melis é minha parceira para treinos, mas provavelmente está atormentando outras pessoas por aí. O que acha de me fazer companhia? Não me lembro da última vez que trocamos mais de três palavras e acho que sua vida movimentada deve ter mudado bastante nos últimos tempos, não?" Questionou reajustando o corpo, acertando sua posição. "Você se machucou durante o ataque ou também apagou? Não aceito que tenha sido um evento único para os filhos da magia, alguém mais deve ter levado um nocaute do traidor."
# ────── A abordagem quase frenética e misteriosa de Lipnia a deixava intrigada, mas ligeiramente temerosa sobre o que seria abordado. Estava evidente se tratar de um assunto importante e sigiloso, o que abria pretexto para muita especulação por parte de Fahriye, mas também muita apreensão. A atmosfera que circundava o acampamento era pesada, a cada novo dia mais sufocante, sem qualquer espaço para considerações otimistas, que levava a semideusa a suspeitar que havia feito alguma descoberta relacionada ao mistério dos ataques. E quando foi informada de que o motivo daquela conversa envolvia o suposto traidor entre os campistas, seus olhos se arregalaram. Com vários amigos queridos compartilhando o chalé vinte e um, ela receava descobrir a identidade de quem a referia. Não estava pronta para desconfiar de algum deles como o inimigo. Engolindo em seco, percebeu que não podia mais evitar a situação, já que sua curiosidade e preocupação estavam aguçadas. ── Anda, desembucha logo, Lip! De quem é que está falando? ── A incentivou, aflita, esperando que a revelação acontecesse de uma vez, como um curativo retirado da pele com um único puxão. ── E o que aconteceu pra ter chegado a essa conclusão? ── Indagou, interessada em cada pequeno detalhe que levou a outra pessoa àquela suposição.
"Primeiro, precisamos começar do começo." Ajeitou-se na poltrona, encontrando uma posição confortável o suficiente para iniciar seu discurso. "Eu consigo acessar algumas memórias de objetos, últimas interações por exemplo, e eu acabei fazendo isso com o Grimório de Hécate, em um dos treinos." O dedo se afastou do fio de cabelo que enrolava, encerrando de vez a tentativa de regular suas emoções, a mão caiu sobre o colo, gesticulando em sua fala com lentidão. "E eu não quero te assustar, não quero causar problemas, mas eu vi... Eu vi a Pietra fazendo o feitiço proibido no bosque, durante a noite." A frase escapou de si, o mais objetiva possível. " E a a visão estava um tanto diferente, como se houvesse algo obscuro no local. Foi curta, foi intensa e foi assustadora. Não é como se eu estivesse no controle, era como se eu estivesse olhando pela fechadura, num campo estreito de visão." Os dedos passaram a se movimentar de forma acelerada, a voz acelerando no mesmo compasso, os olhos piscando de forma insistente, como se a memória estivesse gravada em suas pálpebras, como se tentasse recuperar os detalhes daquela imagem com fidelidade aos fatos. "Eu não estou acusando ela, mas aquela cena não sai da minha cabeça. O feitiço envolvia eventos futuros, uma previsão, um ato proibido para os bruxos que trabalham com a temporalidade como eu. O futuro não pode existir em nossas mãos, ele é volátil, ele é dobrável e qualquer alteração gera um grande impasse." A entonação era reduzida conforme a fala saía de seus lábios. "É muito estranho a conselheira do chalé de Hécate ter infringido as ordens de Quíron naquele local, perto de onde a fenda está, escondida de todos."
Acabou por ceder e parar de insistir com Lip, simplesmente porque, apesar de tudo, a mulher sabia se cuidar. "Feito, feito. Como você perdeu a pulseira, aliás?", perguntou com curiosidade, colocando o braço em torno dos ombros da filha de Circe e a trazendo mais para perto. Por mais que Lip não gostasse que falassem com ela como se precisasse de ajuda, ela sabia que a amiga precisava ser consolada naquele momento. Não deveria estar sendo fácil para ela. "Lá fora está... bem", parou um momento para pensar em como descrever a situação no Acampamento. "Tudo está meio caótico de novo, como tinha ficado com a aparição do Petrus. O pavilhão está destruído, todo mundo desconfia de todo mundo... ninguém parece muito bem. Não é um bom lugar para se estar." Por mais que não se orgulhasse disso, Sawyer era mais o tipo que fugia dos problemas do que tentava resolvê-los. Revirou os olhos com o que Lipnía disse. "Eles são uns idiotas. Estão com medo e acham que apontar dedos vai resolver alguma coisa. Isso é uma grande perda de tempo."
O aconchego fez com que um sorriso amável surgisse em sua feição, mesmo preocupada. "Eu fui mergulhar na cachoeira e quando eu subi para a superfície não encontrei mais, talvez tenha rompido em algum lugar. Não faço ideia." De fato, não se atentou aos movimentos que fez aquele dia. Depois de mergulhar, a temperatura da água fez com sentisse o choque térmico atingir seu corpo inteiro de uma única vez, somado ao movimento intenso das águas que sacudiram seu corpo. Era perigoso aquele tipo de atividade, mas não conseguia se afastar do insano desejo de sentir seu espírito livre de seu corpo físico por alguns segundos com a adrenalina. "Eu acho cômico quando dizem que esse lugar era como um santuário. Me parece bem distante dessa realidade. A forma como enfrentamos monstros mensais me parece um longo filme de terror onde o inimigo evolui conforme os personagens se fortalecem." Mencionou um dos enredos que Sawyer havia apresentado para ela. "Obrigada por pensar dessa forma e não conduzir mais facas em nossa direção. Me sinto na inquisição novamente."
closed starter - @stellesawyr
local: chalé de Circe.
Flashback.
Sentia-se um animal bestializado pelo grupo que havia a resgatado e, querendo ou não, ela era. Quando notou que o grupo não estava rumando para o C.C Spa & Resort, manifestou uma explosão emocional perigosa, fez uma das semideusas da equipe de refém e ameaçou lançar seu corpo ao mar vezes o suficiente para ser tratada como uma inimiga. E eles deixavam muito claro que sua presença naquele barco tornou-se repudiada, que estava ali por ordens de Quíron, por um possível risco que ela poderia viver na ilha. E, dos piores incentivos, ouvia que, dentre as filhas de Circe, era a mais selvagem. Estava em fúria. Suas mãos só foram desamarradas quando a equipe atravessou a fronteira do acampamento, acessando a praia para que todos descessem da embarcação e se apresentassem para Quíron. Mesmo impressionada, mantinha-se em uma ira completa. O centauro fez curtas apresentações sobre o local, arguiu que ela se adaptaria e que a presença das irmãs seria essencial. Assim que Lipnía ouviu sobre suas irmãs, seus olhos brilharam com um fio de esperança, um acalento familiar que pudesse trazer satisfação depois de ser enganada e amordaçada. Seus pés quase correram na direção da porta do denominado "chalé de Circe", empurrando a estrutura de madeira com o baque, caminhando pelo local com os pés descalços, um vestido transparente que flutuava com a passagem de ar, sentindo o perfume inebriante e familiar das poções e dos venenos que tomava o local. Era como uma viagem para casa, um passeio pelos caldeirões da deusa da magia, repletos de mistérios e feminilidade. Até que viu, atrás de uma fumaça esverdeada, um semblante familiar. "Você?" Murmurou em um rosnado baixo, esbanjando a rouquidão adquirida após dias com a boca lacrada por uma fita adesiva. "Você está aqui?" Era inaceitável, era ultrajante. Recordava-se que Estelle, quando feita de refém pelos piratas junto de Alice e Lipnia, optou por fazer amizade com os sequestradores. Lili era violentada diariamente enquanto Elle recebia benefícios pelo comportamento manso e adequado. A fúria da traição se tornava cada vez mais latente conforme se aproximada do caldeirão onde Estelle preparava uma poção. Cogitou despejar o líquido no chão, lançar o conteúdo na direção de Estelle e acertar sua cabeça com a primeira coisa que visse pela frente. "Sua... víbora! É aqui onde você se esconde depois de tudo que fez? Percebeu que eles estavam te levando para uma prisão ou o quê? Enquanto nós sofríamos para te defender você se juntou à eles, você aceitou se entregar."
Atualmente.
Lipnía selecionava com a ponta dos dedos as folhas mais relevantes que havia encontrado entre os escritos mágicos que havia escrito com a irmã. Feitiços, receitas de poções e venenos, rituais especificamente detalhados. Todos em um amontoado de folhas amareladas pela maresia das ilhas em que viveram. O dedo encontrou um ritual em específico, escrito com a letra de Alice. O título estava rabiscado, mas era fácil identificar sua utilidade: revitalização mágica. Posicionando o papel sobre a mesa, virou-se de costas para os armários, coletando os ingredientes que necessitaria para o êxito de sua ação. Ramos de alecrim e de vincas de Madagascar, velas e um frasco com um conteúdo viscoso amarelado. Ao ouvir a porta se abrir atrás de si, olhou, por cima do ombro, a irmã se aproximando, notando a curiosidade estampada em seu olhar e, antes mesmo de deixá-la questionar, se apressou em responder. "Revitalização. Precisamos nos recompor magicamente o quanto antes." Um sutil sorriso surgiu no canto dos lábios enquanto reunia todo os materiais na superfície de madeira. "Na biblioteca de nossa mãe existia uma sessão para a magia temporal. Foi onde eu desenvolvi meu poder..." Introduziu a justificativa enquanto destampava o frasco de vidro e despejava seu conteúdo no caldeirão, subindo um cheiro cítrico peculiar. "Lá, em grande parte dos escritos, era recomendado que praticantes da magia não fizessem feitiços relacionados ao futuro. Era algo perigoso, principalmente por ser o campo das Parcas." Alcançou um novo frasco, dessa vez um tom de vermelho quase negro. "Pois eu acho que uma certa bruxinha inexperiente achou ser capaz de fazer isso."
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"Eu preciso conversar com alguém sobre isso, não vou aguentar ficar com essa loucura dentro da minha cabeça." A voz era sussurrada para Fae, como se um grande segredo estivesse prestes a ser proferido em busca de paz. Mas não existe segredo se a informação se torna compartilhada para mais de uma pessoa. "Eu não sei se você vai acreditar nisso, se vai entender o que eu quero dizer, mas acho que tem algo de errado com uma pessoa específica do chalé de Hécate." Os olhos azuis se conectaram à feição da filha de Hipnos, o medo pairando ao redor de seu semblante, demonstrando a complexidade do assunto que viria a tratar. Desde a visão que obteve durante o treino de feitiços, sentiu parte do sentimento que cobria os semideuses, alcançar seus pensamentos. Não era rotineiro que teorizasse sobre algo ou que até mesmo se vinculasse com as preocupações gerais dos campistas, sempre aderindo à posição de telespectadora, com a estranha certeza que logo retornaria para sua ilha e deixaria aquele caos para os semideuses que aceitavam aquelas condições. Mas tinha algo muito errado. Sentia que um dos poucos valores que carregava estava em risco por um descuido ou por uma má intenção. Chamar Fae para terem aquela conversa era como um grito de socorro, uma repartição da responsabilidade daquela confidência. "Eu acho que sei quem é o traidor. Ou ao menos quem está ajudando."
Lip mostrava os sinais de que tinha chegado tarde demais para salvá-la das consequências. E Candace não estava nem um pouco triste. Em seus anos de acampamento, não mostrara nenhuma tendência de ser baderneira ou caótica. Sim, participava de uma ou outra coisinha nos bastidores, mas nada que sua presença não pudesse ser escondida. ╰ ♡ ✧ ˖ Se tem essa solução na cabeça, nem preciso sugerir onde procurar. ♡ ˙ ˖ ✧ Ofereceu um sorriso cúmplice, o olhar piscando enquanto desviava o olhar e cobria a boca com os dedos. Por um segundo, sentiu falta da lua. Os períodos noturnos dando todas as justificativas e razões para conseguir aquele tipo de serviço sem gastar dois fôlegos. O segundo passou e ela agradeceu por mostrar suas pernas do jeito tradicional. ╰ ♡ ✧ ˖ Eu não comentei suas escolhas de roupa em respeito da condição. Vai que dormiu e alguém pregou uma peça? Trocando suas roupas? ♡ ˙ ˖ ✧ Mordeu o lábio inferior, a cabeça balançando em decepção. ╰ ♡ ✧ ˖ Não vou carregá-la, Lip, mas se aguentar o trajeto... Meu armário pode ser aberto para você. ♡ ˙ ˖ ✧
Novamente arqueou as costas para trás. O desconforto estranhamente se esvaindo, como se fosse um situação momentânea de dor. Um ótimo sinal. "Se alguém me pregar esse tipo de peça eu juro que não respondo pelos meus atos. Principalmente se for um daqueles idiotas de Hermes." As mãos passaram a deslizar pelo próprio corpo, afastando a sujeira que havia adquirido no tempo em que permaneceu ali, deitada sobre a arquibancada do anfiteatro. Toda a proposta de assistir o treino da equipe paralela de rugbi parecia tentadora e, querendo ou não, a melhor forma de fazer isso era estar na companhia de uma das filhas do amor. "Então vamos trocar de roupa. Não podemos ser vistas, vamos precisar de algo vem discreto." Arquitetou tomando ciência de que ninguém no espaço estava ouvindo. O treino fechado era uma característica da confidencialidade do esporte naquele lugar, já que as demais atividades, como o treino de combates, era mais incentivada. "Soube que o treino vai estar bem intenso, principalmente depois de todo o caos no pavilhão. Nada melhor que o ódio para impulsionar técnicas esportivas."
Como filha de Hermes e precisando conviver com vários meio-sangues que ainda não haviam sido reclamados por seus pais, ela aprendeu a ser muito hospitaleira. Aprendeu não, apenas aprimorou aquela qualidade, pois sempre teve muito gosto por conhecer pessoas novas, então cosquistou a amizade de Lipnia quando ela chegou no acampamento. Desde então, as noites de fofoca entre as duas se tornaram uma tradição. Mesmo que o ambiente estivesse sombrio e pesado devido às últimas tragédias, Melis não desistia de tentar animar ao menos um pouco o clima, então compartilhava uma confusão cômica que se envolveu mais cedo. O problema era que Lipnia não parecia interessada em suas fofocas desta vez. Percebendo o comportamento estranho da amiga, Melis virou-se para ela e segurou seu rosto com as mãos. "Lip? Lip! Está tudo bem? Você não parece bem. Nem quis saber o que eu gritei para o filho de Apolo depois que derrubei todo a água nele!" Ela parecia que estava dormindo de olhos abertos, mas naquela hora do dia? Estranho. "Olha aqui, nos meus olhos! Fala alguma coisa. Meu nome? Qual é?" | @memoryremainsl
Os olhos da filha de Circe reviravam de sono. Literalmente. A voz da amiga ondulava entre seus devaneios, quase sendo inserida em seus sonhos. A fofoca era fantástica, óbvio, mas o sono que a atingia era surpreendente. Ao sentir o toque macio das mãos em seu rosto, despertou, arregalando os olhos azuis assustada. Quanto tempo havia dormido? Sequer conseguia precisar. Um sorriso curvou o canto dos lábios, tímida com a situação. "Eu te acho linda, mas acordar com você tão perto é meio assustador!" Resmungou piscando algumas vezes, aguardando o corpo despertar por completo. Levou a mão até a lateral do rosto da filha de Hermes e riu. "Eu só estou esquisita. Acredita que eu cochilei quando estava penteando o cabelo? Só acordei por causa do som da escova no assoalho." Desde o baile sentia que o sono do mundo pairava sobre sua cabeça. Antes da ocasião, costumava gastar toda sua energia coletando pequenos fragmentos de fofoca pelo espaço e, desde então, não mais conseguia se aplicar na atividade jornalística. "Volte para o começo da história. Eu estou acordada agora. Parei na parte em que ele estava colocando o dedo dentro do nariz, achando que estava sozinho na arena." Referiu-se à fase inicial da conversa.
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Tombou a cabeça para o lado, o olhar analítico recaindo sobre a amiga para garantir que ela estivesse mesmo bem. "Você comeu hoje? Almoçou? Eu posso roubar alguma coisa do chalé de Hermes se quiser, aqueles pestinhas estão sempre escondendo comida", ofereceu. Apesar de ser imprudente com a própria pessoa, Sawyer era muito cuidadosa com seus amigos, da mesma forma que eles eram com ela própria. Acabou cedendo e se sentando ao lado de Lipnía na cama. "Mamma Mia? Aquele filme é um marco cultural, é claro que aceito. Mas só depois de me certificar se você está mesmo bem."
"Sawyer, eu realmente estou bem. Não tem com o que se preocupar." O murmúrio já impaciente foi baixo como um sopro. Estava cansada da exposição de sua vulnerabilidade e, mesmo assustada, optou por abandonar as hipóteses daquela noite para buscar pela paz. Ao menos por um momento. "Então vamos assistir o primeiro filme e depois vamos fazer uma pulseira nova da amizade. A antiga sumiu." Aconchegou-se ao lado da amiga, quase aninhando o corpo por completo. "Mas antes... me diga como está... lá fora." Indicou com a cabeça a porta de seu quarto. "Eu não me sinto bem o suficiente para sair agora. Os olhares estão me deixando bem irritada. Me olham como se eu fosse um animal, uma fera. O mesmo olhar que me lançaram quando cheguei no acampamento e surgiram as minhas histórias na ilha." A memória da exclusão causava um incômodo na garganta de Lip que, por muito tempo, se manteve como uma estrangeira no local, sendo arisca com todos, até ver os olhos da semideusa curiosa pelos seus segredos. "Não gosto de me sentir exótica dessa forma. Gosto que me vejam com desejo, curiosidade, mas não com um olhar acusatório."
❝ ― Pelo menos alguém está fazendo perguntas! ❞ — Respondeu de maneira firme, sem largar a posição de antes. Não se abalou pelo deboche ou qualquer piada que pudesse a vir. Havia sofrido a vida toda pelos próprios campistas e seu preconceito com os chalés de deuses mais sombrios, aquilo não era nada comparado ao que já havia passado por ali. Tão menos achava o momento inoportuno uma vez que o acampamento não estava na sua paz desde o chamado e o ataque no Natal com a chegada de Petrus, pelo contrario, a confusão vinha triplicando de tamanho desde então. ❝ ― Você desmaiou também ou só fingiu para lançar alguma magia por ai? ❞ — Ergueu uma sobrancelha, curiosa com a resposta. Tinha memorias fragmentadas da noite devido a coroa de espinhos pressionando sua cabeça e só de lembrar, podia sentir o latejar na cabeça.
"E faz perguntas como uma criança recém alfabetizada. Por que o céu é azul? Por que a terra é marrom? Por que os pássaros voam? Por que, por que e mais por que." Repetiu imitando uma voz infantil durante as indagações. Poderia dissipar as indagações respondendo a ruiva com sinceridade. Sim, esteve desmaiada durante o baile e foi muito prejudicada por isso já que o corpo ficou lesionado pelas chamas. Mas fugir do problema não era lá sua intenção. "Desmaio? Que história é essa?" Indagou com seriedade na entonação. "Eu não sofri nenhum desmaio. Só vim para a enfermaria por conta das queimaduras. Estavam bem feias." Complementou apontando para a perna exposta, com uma larga faixa de queimadura. Se Yasemin não a daria paz, também não concederia paz para a ruiva. "Eu não sabia que todos tinham desmaiado. Sequer vi algo! Estava no banheiro, retocando o batom, aproveitando o final do show. Ah! E preciso dizer: você foi ótima!"