O eco melancólico das sombras eternas
Em terras onde o crepúsculo dança,
Sob céus sombrios de uma herança.
Um castelo erguido em pedras frias,
Guardião de segredos e sombras vazias.
No coração do caos, onde ecoa o tormento,
Lamentos perdidos em um manto de vento.
Entre muralhas altas, um silêncio profundo,
O eco de almas perdidas no lapso de um segundo.
Os corredores, labirintos de desespero,
Onde o semblante se perde no nevoeiro.
Olhares vazios, sombras a espreitar,
Na dança macabra do destino a se entrelaçar.
No salão de mármores, onde a luz é proibida,
O eco do passado, uma melodia esquecida.
O caos se mistura com o gótico encanto,
E o silêncio ressoa como em um canto.
Nas tapeçarias que enfeitam os muros altivos,
Tramas de nobres e vassalos, de vidas e deivos.
No semblante dos retratos, a eternidade repousa,
Reflexo do pretérito, sombra que se arrasta e encanta.
Assim, nessa cena de beleza e degradação,
O caos se entrelaça com silêncio, numa trama em comunhão.
E no semblante das pedras que narram a história,
Desvela-se um eco eterno de melancolia e memória.