MARY ELIZABETH BENSON, que sempre morou aqui, tem 31 anos e se parece muito com TERESA PALMER. Ela trabalha como MICROBIOLOGISTA E PROFESSORA e faz parte da comunidade muito feliz de St. Johns.
É a filha mais nova de uma família muito tradicional de uma cidade muito pequena onde é comum que todo mundo conheça todo mundo. Com Lizzie não foi diferente. Todo mundo a conhecia, todo mundo a cumprimentava no caminho para escola, todo mundo sempre esperava um sorriso simpático por parte da caçula da família - bastante raro, por sinal;
Muito curiosa desde sempre, bastou que aprendesse a ler e a escrever para que registrasse suas descobertas novas em um caderninho de anotações. Anotava tudo o que via, cada bichinho novo que observava, cada notícia interessante exibida na televisão ou na capa do jornal que seu pai lia no café da manhã. Não se importava em sujar as mãos de terra se isso significasse entender para onde as formigas iam e de onde as minhocas vinham. Costumava dizer que, diante de bichinhos tão pequenos, se sentia muito poderosa e inteligente;
Não foi muita surpresa que se destacasse na escola, especialmente na área de exatas e biológicas. Era inteligente o suficiente para ser querida pelos professores e bonita o suficiente para manter um nível bom de popularidade, ainda que fosse mais carrancuda do que boazinha como sua aparência sugeria. Muitas vezes referida como irmã do Frank, Lizzie teve uma adolescência agitada e cheia de histórias ao lado do irmão. Foi e continua sendo muito apegada ao mais velho;
É bastante teimosa, reclamona, e dona de si, e gosta bastante de estudar para se manter em uma posição de poder através da sabedoria. Na hora de escolher uma carreira, cogitou entre microbiologia e farmácia - áreas que lhe dariam um bom campo de pesquisa, mas optou pela primeira após uma feira de profissões organizada por sua escola;
Engravidou de sua primeira filha no último ano de faculdade e faltou muito pouco para que não surtasse de vez. Formou-se já próxima a dar a luz, mas não se arrepende nem um pouco do sacrifício da época. Além de tudo, recebeu muito apoio de sua família e deu seu noivo à época;
Depois da licença maternidade e quando já não amamentava mais, iniciou o mestrado e logo depois o doutorado. Havia acabado este último quando engravidou de seu segundo filho, dessa vez em um ambiente muito mais estável com uma situação muito mais tranquila;
Entretanto, com o estresse do trabalho associado à dificuldade inerente à criação de duas crianças, veio o desgaste no casamento assim como a monotonia de quem muito trabalha e chega à exaustão ao entrar em casa. A separação foi inevitável, ainda que divórcio nenhum tenha sido assinado, e segue tendo no ex-marido um porto seguro, sua pessoa favorita no mundo; muitas vezes se pega pensando se tomaram a decisão correta;
Iniciou a vida acadêmica como professora há pouco mais de 1 ano, e jamais pensou que gostaria tanto de lecionar. Por vezes leva fama de carrasca, mas se preocupa muito com a boa formação de seus alunos, sendo mais exigente durante as aulas do que na formulação das provas;
Além de dar aulas, coordena a equipe de controle de infecções no hospital local e utiliza sua pesquisa em resistência microbiana como base para seu trabalho.
















