Break the news
Oi, tudo bem?
Ciente que sumi nos últimos meses, já que a inconstância é esse fantasma que persegue os meus dias e noites e isso não faz ser um bom amigo ou confidente.
Só quero dizer que as coisas estão indo como sempre estão, nada de extraordinário, apenas a conhecida corrente ininterrupta de pensamentos e da continuidade do tempo. Resumindo: marasmo.
Escrevo isso às 22h22, de uma quinta-feira, enquanto ouço Ryan Beatty pela primeira vez — lembra Frank Ocean no Channel Orange — e subitamente lembro que teve mudança, sim. Voltei a morar na capital, com a minha família, mas com um novo membro: Cacau, a caçula da casa, e eu a amo tanto que "isso não pode ter fim", parafraseando Rosa Neon.
Brasiléia ainda se faz presente, só não sei por quanto tempo ainda, porque estou na iminência de trabalhar em outra cidade mais próxima de Rio Branco. As pendências me deixam inquieto, apesar de ter colecionados algumas por aí.
O amor ainda parado, saio vez ou outra, me aventuro em aplicativos na mesma frequência, mas ninguém me desperta um interesse genuíno em desvendar as essências alheias. A ideia de estar em um relacionamento não apetece de uma forma que não sei explicar, podendo ter uma resposta para essa e outras incógnitas em um futuro próximo (?)
Toda essa conversa me deu uma conclusão: a vida precisa de movimento e eu tenho que me movimentar. A coragem surge da pequena faísca e ela precisa de um veículo e alguém para acendê-la e esse alguém sou eu.
Penso eu que já falei isso com você, mas é bom reiterar a ideia, pois assim que a tenho a virada de chave e o motor da vida passe a funcionar.
É só isso, por enquanto!
— A.M.G. (02.07.2026)










