As lagrimas que percorriam minha face eram de total alivio e ao mesmo tempo de medo. Eu o abracei num gesto desesperado e comecei a chorar. Ele via desespero no pranto, não sabia o que dizer. Seu abraço, como seu abraço me conforta, me conforta como nenhum outro. Eu só queria que durasse para sempre aquele momento. Eu queria que ele entendesse o porquê disso, desse desespero todo e desse medo. Mas de certa forma acho que sabe, acho que entende, eu não queria perde-lo, não queria viver longe dele, eu nunca tinha sentido isso por ninguém, e ele sabia disso. Ele me preencheu de uma forma que ninguém tinha conseguido, ele conseguiu preencher o vazio que havia em mim, chegou de maneira calma e tomou tudo que havia aqui, tomou tudo que havia em mim. Mas ele, com aquele abraço, com aquele olhar, com aquele jeito calmo, me conforta, diz que nada nem ninguém vai me tirar dele, que nenhum obstáculo conseguiu nos separar (e olha que passamos por muitos) e não vai ser agora que vai, e mesmo com toda minha insegurança, eu confio nele, ele me traz essa certeza, essa certeza de ser amada, certeza de um amor recíproco, certeza de que Deus me colocou neste mundo para ele e o colocou neste mundo para mim.