Nossa histĂłria tem trĂȘs partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histĂłrias se desenrolam, ainda nĂŁo consigo acreditar que a nossa nĂŁo durarĂĄ para sempre.
Querido John (via livrariapessoal)
Cosimo Galluzzi
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Nossa histĂłria tem trĂȘs partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histĂłrias se desenrolam, ainda nĂŁo consigo acreditar que a nossa nĂŁo durarĂĄ para sempre.
Querido John (via livrariapessoal)

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Eu sei que no fim, eu nĂŁo terei ele. Sei tambĂ©m, que nĂŁo fomos feitos um para o outro. Ele Ă© arrogante demais, eu, falo sem parar. Ele gosta de defender o que acredita, eu nĂŁo mudo de opiniĂŁo, nunca ! Sem contar os nossos gostos musicais, que pode-se dizer, sĂŁo bem diferentes. Ele gosta da mĂșsica agitada, eu prefiro uma que me faça pensar. Ele gosta de futebol, e eu ainda nĂŁo sei porque pessoas ganham dinheiro pra correr atrĂĄs de uma bola. Ele ama os filmes de terror, eu assisto apenas filmes romĂąnticos, e nem procuro experimentar o resto. Ele ama aquela academia, e eu nĂŁo consigo correr mais que quatro quarterĂ”es. Diferentes em tudo, ou quase tudo. Eu, querida pela famĂlia dele. Ele, odiado pela minha. Somos praticamente Romeu e Julieta do sĂ©culo XXI. Isso deveria ser romĂąntico, mas Ă© triste. Porque nĂŁo hĂĄ nada mais triste do que vocĂȘ ter que ficar longe de alguĂ©m que ama porque ele nĂŁo se encaixa no seu mundo. Eu sei que nĂŁo combinamos em nada. E sei tambĂ©m que uma casa com a gente junto pegaria fogo em 3 horas, pelas nossas brigas interminĂĄveis sobre profissĂŁo, banda e livros. Mas eu amo ele, e poxa, nĂŁo me importaria de queimar algumas casas. Porque apesar dele nĂŁo caber no meu mundo, eu criaria um especial pra ele, porque queria mais momentos com ele do que provavelmente vou ter.
Miss (para o meu Romeu)
CAP. 216ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Sophia Narrando
 Porque às vezes a teimosia faz parte de nossa vida, e a gente vive na guerra de quem acredita, se é nos pensamentos ou no amor da nossa vida.
 Eu acreditava em Micael, e em tudo o que ele havia dito, havia verdade em seu olhar, e eu não duvidava disso. Porém, alguma coisa estava errada, e eu sentia isso claramente, só não conseguia compreender o que era.
A essa altura, Micael jĂĄ se encontrava em nosso quarto. E eu, apesar de querer muito, nĂŁo tive coragem de acompanhĂĄ-lo, fiquei perdida em suas palavras, e no jeito que ele pedia pra ficar com ele, nĂŁo era um pedido, era uma sĂșplica, como se fosse uma necessidade.
Fugi de meus pensamentos quando Lua apareceu no quarto:
 -Mentira que vocĂȘ deixou ele ir....- ela protestava.
-Lua, por favor, me deixe sozinha...
-Ele se declara pra vocĂȘ, fala tudo aquilo, e vocĂȘ ainda o deixa partir? O que tem na sua cabeça Sophia ?
-NĂŁo vai me dizer que estava ouvindo atrĂĄs da porta ? â perguntei
-Tecnicamente nĂŁo â ela suspirou â Ouvi apenas as Ășltimas frases, aquela coisa de desejo e tal...e na boa, pelo tom de voz de Micael, pude ver que ele nĂŁo saiu com ninguĂ©m hoje. Ele falava como se precisasse agora de vocĂȘ sabe...Isso nĂŁo Ă© uma fala de um cara que trai. EntĂŁo nĂŁo fique pensando besteiras, porque Micael nĂŁo fez nada hoje, eu te garanto...
-Muito feio da sua parte ouvir nossas conversas...
-Mal agradecida vocĂȘ hein? Eu sĂł vim ver como estavam as coisas...e quando ouvi isso, precisei parar para analisar...
-E acha que eu peguei pesado ?
-VocĂȘ ta aqui ainda ? Por Favor Sophia, vai correndo atrĂĄs dele...
 Lua disse aquilo, e eu nĂŁo pude deixar de ouvi-la. As nossas duvidas nos fazem perder aquilo que com frequĂȘncia podemos ganhar, entĂŁo percebi que nĂŁo precisava de palavras, ou duvidas naquele momento, eu sĂł queria Micael, e isso bastava.
Caminhei atĂ© o nosso quarto, em pequenos passos. JĂĄ estava agitada demais para quem carregara trĂȘs crianças, e eu tinha ciĂȘncia que extrapolar poderia ser prejudicial naquela reta final. EntĂŁo, com muita paciĂȘncia cheguei a porta do quarto, respirei fundo, e entrei. O quarto estava vazio, e era notĂĄvel apenas o barulho do chuveiro, deduzi entĂŁo, que Micael se encontrava lĂĄ. Pensei duas vezes antes de entrar, parecia mais uma adolescente nervosa prestes a encontrar o namorado. E era realmente isso.
Suspirei lentamente, tomei coragem, e abri a porta de nossa suĂte.
Quando entrei, pude notar a porta do box fechada, mas mesmo assim, era possĂvel ver Micael com a cabeça encostada na parede do banheiro, como se pensasse em alguma coisa. A cor clara do box, deixou bem visĂvel o corpo sedutor do meu marido. Sorri com meus pensamentos, e me senti feliz em saber que tudo aquilo pertencia a mim. A realidade Ă© que fazia tanto tempo que nĂŁo o via assim, que pude sentir minha boca ficar seca, e minha respiração descompassada. Quase voltei pra trĂĄs, nĂŁo aguentaria.
âSophia, calmaâ. âSophia, calmaâ â eu repetia isso diversas vezes, como se algo fosse resolver â âĂ© o seu marido, jĂĄ viu esse corpo milhares de vezesâ. Eu estava ficando doida, mas ficar ali por muito tempo seria pior, entĂŁo me aproximei e abri o box:
 -Eu amo vocĂȘ Mica â foi o que consegui dizer, e ele olhou para trĂĄs sorrindo. Senti minhas pernas tremerem.
-Eu sei disso â ele respondeu e desligou o chuveiro. Fiquei paralisada olhando-o lentamente, matando um pouco a saudade que estava sentindo. Nesse momento, ele me puxou para a parte de dentro do box, e continuou a me olhar fixamente sem dizer nada. Senti suas mĂŁos em minha cintura, e quando me dei conta jĂĄ estava prĂłxima do seu corpo. Micael, completamente nu em minha frente, eu estremeci. Eu ainda fazia uso das minhas roupas, e agradeci mentalmente por estar assim, pois nĂŁo responderia por mim â Eu estava morrendo de saudade â Foi o que ele sussurrou antes de me puxar para um beijo, seu frescor suave, e seus lĂĄbios envolvidos ao meu, me davam uma sensação inexplicĂĄvel, eu nĂŁo tinha dĂșvidas do nosso amor. Senti sua lĂngua pedindo passagem, e eu cedi, enquanto suas mĂŁos percorriam todo o meu corpo.
 Quando dei por mim, Micael jå estava tentando se livrar de minha blusa. E soltava um riso bobo vez ou outra, eu até deixaria aquilo continuar, se não fosse o enorme peso em minha barriga que me impossibilitava.
 -Amor ?â sussurrei â Vamos dormir. JĂĄ estĂĄ na hora.
-Mas jĂĄ ? â ele resmungou enquanto me beijava â NĂŁo estĂĄ bom?
-Claro que esta, e Ă© por isso que Ă© bom parar â disse rindo
-Esse castigo nĂŁo acaba nunca â disse me olhando.
-Eles estĂŁo chegando, falta pouco, e serei totalmente sua novamente.
-Mas por que nĂŁo pode ser minha agora ? â disse mordendo meus lĂĄbios
-Porque nĂŁo dĂĄ , oras. Â â sorri
-A gente vai pra cama, aĂ vocĂȘ fica deitadinha, bem quietinha, e eu cuido do resto. Li sobre isso na internet, e ajuda atĂ© para o parto sabia ?
-Amor â disse batendo em seu ombro â Ă inacreditĂĄvel que vocĂȘ tenha alguma atração mesmo com essa barriga enorme...
-E o que tem ? â ele me puxou â Isso te deixa muito sexy, pena que nĂŁo acredita em mim.
-Ă um pouco difĂcil de acreditar nĂ©...
-Entenda uma coisa â ele sussurrou â Eu te desejo agora, mais do que nunca.
-VocĂȘ nĂŁo estĂĄ me ajudando dizendo isso, e ainda mais desse jeito  - disse isso me referindo ao seu membro exposto e animado.
-Hum...esta desconcertada com isso amor? â ele brincava âNĂŁo faz isso comigo...
-Micael â disse firme e saĂ do boxe â NĂŁo dĂĄ pra ficar contigo .
-Cinco minutos ?
-NĂŁo
- Dois minutos ? â ele implorava.
-Vamos pra cama amor â pedi gentilmente
-Adorei a ideia â ele respondeu vestindo a cueca
-Amor , eu nĂŁo estou me referindo a isso e...
-VocĂȘ disse vamos pra cama, entĂŁo vamos â ele respondeu rĂĄpido e foi me puxando delicadamente, atĂ© encostarmos na cama e deitarmos â Eu te amo muito, nĂŁo se esqueça disso.
-Nunca vou me esquecer â disse isso e ele me puxou para mais um beijo caloroso, que eu acabei me entregando, e esquecendo-me da realidade, mas logo, logo , nossos filhos nos acordaram âEles mexeram amor, mexeram...-Disse isso me afastando para que ele pudesse ver minha barriga em festa.
-Acordaram na melhor parte â ele disse rindo
-Bobo...
-Eu nĂŁo vejo a hora de vĂȘ-los â disse acariciando minha barriga.
-Ta ansioso pra ver as carinhas deles ?
-Sim...mas estou mais ansioso por ter de volta nossas noites â disse rindo
-Amor..
-To brincando â ele se aproximou â Eu sĂł quero que essa noite nĂŁo acabe, que vocĂȘ durma bem juntinho a mim, e que se lembre pra sempre do amor que sinto por vocĂȘs...
-Eu nĂŁo preciso me lembrar disso, terei vocĂȘ sempre ao meu lado, e isso nĂŁo deixarĂĄ eu esquecer do nosso amor...
-EntĂŁo me beije Soph, me beije para que eu nĂŁo me atreva a me esquecer do calor que sinto nos seus lĂĄbios...- ele disse aquilo e eu o beijei. Um beijo caloroso, cheio de amor, o beijo de nossas vidas.
CAP. 215ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Micael Narrando
 Jå amou tanto alguém na vida, que a ideia de pensar em ficar sem essa pessoa te causa medo ? Eu acho que o amor é isso, e a vontade exagerada de ter alguém até o fim da vida, e o medo absurdo de talvez não conseguir chegar ao fim.
 Eu havia me atrasado, isso era fato, e eu sabia que sofreria uma âleveâ punição por isso, umas broncas, discussĂ”es, uma birra aqui, outra ali, e depois resolveria tudo. Mas Sophia era uma caixa de surpresas, nĂŁo dava pra levar as coisas iguais com ela, eu deveria saber disso.
 A esta hora, estava eu, na porta do quarto dos nossos filhos, implorando pra Sophia abrir. Ela estava irredutĂvel, e nada que eu falasse era capaz de convencĂȘ-la :
-Amor, por favor, nĂŁo estrague tudo o que estĂĄvamos vivendo â dizia
-VocĂȘ jĂĄ estragou Micael, nĂŁo coloque a culpa em mim â ela respondia do outro lado.
-Por que Ă© tĂŁo difĂcil de acreditar que eu estava ocupado?
-Ocupado com o que? Eu liguei para o meu pai, e ele disse que nĂŁo tinha nada hoje.
-A reuniĂŁo de hoje nĂŁo teve nada a ver com o Sr. Renato..
-Se realmente era uma reuniĂŁo, entĂŁo prove. Ligue pra algum sĂłcio seu que estava lĂĄ...
-Eu nĂŁo vou fazer amor â explicava â O que eles vĂŁo achar de mim ?
-VĂŁo achar que vocĂȘ Ă© um mentiroso, que precisa de ĂĄlibi para se âsafarâ das suas escapadas.
-Escapadas Sophia ? NĂłs temos meses de casamento, pra que eu precisaria disso?
-EntĂŁo se fosse um tempo maior, vocĂȘ faria ?
-Claro que nĂŁo â respirei fundo- Eu amo vocĂȘ, e nĂŁo preciso de mais ninguĂ©m comigo.
-Mentira â ela gritou
-Meu amor, por favor, abre essa porta e nĂŁo se exalte, pense nos nossos filhos.
-Se nĂŁo fosse eles, eu jĂĄ estaria bem longe dessa casa.
-Amor â disse baixo â Estamos iguais ao dia que nos casamos lembra ?
-Não tente tirar minha atenção pra escapar de uma briga.
-VocĂȘ estava no hotel, pra nĂŁo correr o risco de eu te ver e dar azar pro nosso casamento.
-Nem precisava disso...jĂĄ estamos com azar...
-Soph, nĂŁo fala isso â me sentei encostando na porta â VocĂȘ Ă© a maior sorte de toda minha vida â Fechei os olhos â VocĂȘ estava do outro lado da porta, como estĂĄ agora, mas eu sabia que no outro dia vocĂȘ seria minha, e ficaria pra sempre comigo, entĂŁo por favor, cumpra a nossa promessa, abra essa porta e deixa eu ficar com vocĂȘ, se nĂŁo for pra sempre, que seja apenas por hora, sĂł faça isso...Se quiser se afastar de mim amanhĂŁ, ou depois, eu deixo, mas hoje, sĂł quero que fique comigo.
 Um silĂȘncio se formou, e por um momento eu achei que teria que deixar Sophia sozinha, no canto dela, e voltar a procura-la quando estivesse mais calma. Engano meu, pois sem demora, ouvi o barulho do trinco, e a porta se abrindo, sorri aliviado.
Levantei-me do chão, entrei no quarto e fechei a porta novamente. Ela estava com os olhos vermelhos, porém linda, como sempre. Custei-me a me aproximar, mas com muito esforço cheguei perto do seu corpo:
 -Eu amo vocĂȘ branquinha, e nĂŁo faria nada pra te magoar, acredite.
-Por que demorou Micael ?â ela disse com a cabeça baixa - Eu fiquei pensando coisas horrĂveis.
-Shiuuu- coloquei o dedo em seus lĂĄbios â NĂŁo diga isso...Eu nunca faria uma coisas dessas com vocĂȘ.
-Como posso confiar nisso?
-Eu te amo â disse rĂĄpido e me aproximei dos seus lĂĄbios â SĂŁo teus lĂĄbios que eu desejo beijar, Ă© o seu corpo que eu desejo todas as noites comigo, e sua presença Ă© a Ășnica que quero ter enquanto eu viver, entĂŁo me responda, achas mesmo que eu ficaria com outra pessoa?
-Eu nĂŁo sou mais desejĂĄvel, certamente outras pessoas podem te atrair com mais facilidade.
-NĂŁo Ă© desejĂĄvel ? â ri com tal especulação â Ah Soph, se vocĂȘ soubesse o quanto te desejo, o quanto penso em vocĂȘ durante o meu dia, o quanto meu corpo se contrai quando lembro do seu toque â respirei fundo â Seu toque...
-O que tem meu toque ? â ela perguntou
-Seu toque Ă© ... âdisse e segurei em sua cintura â Ă a coisa mais incrĂvel. Me desperta de uma vida normal e me leva pra uma outra dimensĂŁo...Sophia, se vocĂȘ nĂŁo Ă© desejĂĄvel, ninguĂ©m mais Ă©.
-Mica...- ela sussurrou
-Ah Soph, se vocĂȘ soubesse o quanto estou te desejando nesse momento â disse e fechei os olhos â Eu preciso me controlar pra nĂŁo te fazer minha aqui mesmo.
-Mica eu...
-NĂŁo precisa dizer nada â disse encostando nossas testas.
-Eu te amo â ela disse sorrindo â E por mais que uma parte minha queira te beijar nesse momento, existe outra me trazendo pra vida real e me mostrando que talvez eu esteja certa sobre minhas especulaçÔes...
-Deixe a parte que me ama prevalecer. Pois eu juro que tudo que disse foi verdade. Eu nĂŁo preciso de outra Sophia, nĂŁo mesmo, eu tenho tudo o que eu quero bem aqui na minha frente.
-Me deseja mesmo depois de tantas mudanças? â ela perguntou tĂmida.
-Te desejo igual no dia da nossa primeira vez â disse sorrindo â Aquele mesma vontade que me invadia naquele dia, continua a me invadira â sussurrei.
-Amor...- ela dizia com os olhos fechados. Fiquei feliz por ouvir ela me chamar daquela maneira.
-Eu te amo â disse beijando seu pescoço â Te desejo - continuei a beijar â e te desejarei todos os dias. Eu sĂł peço que deixe a raiva de lado, pelo menos hoje. Se quiser brigar comigo amanhĂŁ, e me deixar afastado eu vou entender. Mas hoje eu sĂł quero ficar do seu lado e aproveitar contigo...
-EntĂŁo me diz ....- ela se afastou â onde vocĂȘ estava ?
 Eu nĂŁo acreditava que Sophia continuava a insistir sobre o assunto. Ăs vezes ela conseguia me tirar do sĂ©rio, pois eu e amava, e isso deveria bastar.
 -Eu jĂĄ disse onde estava...mas parece que vocĂȘ estĂĄ desconfiada demais, ao ponto de duvidar de mim, e do nosso amor. Eu nĂŁo posso fazer vocĂȘ confiar em mim, isso vocĂȘ precisa fazer sozinha â respondi e saĂ, deixando ela sozinha no quarto dos nossos filhos. Eu queria resolver nossa situação, terminar aquela noite bem, porĂ©m Sophia nĂŁo parecia estar disposta ao mesmo, e eu nĂŁo queria ficar ali assistindo seu olhar de dĂșvida, enquanto o que havia em mim era a verdade.  EntĂŁo fui para o nosso quarto, na esperança de algo melhorar. A realidade Ă© que nĂŁo tinha muito tempo, e eu sĂł queria mais uma noite.
CAP. 214ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Narrador
 O tempo passou. Maria ficou com a mesa arrumada, sem saber o que fazer, e Lua tentava controlar a amiga, que a essa altura, jĂĄ estava tirando todas as roupas do armĂĄrio. Sophia era uma mulher casada, mĂŁe, porĂ©m, sua essĂȘncia era de menina, nossa doce menina incontrolĂĄvel, ah se ela soubesse:
 -Soph, deixa de besteira â falava segurando o braço da amiga
-Besteira ? â protestou â Temos um acordo, jantamos juntos nĂŁo importando o quĂŁo atarefado ele esteja.
-VocĂȘ Ă© uma mulher agora, nĂŁo uma menina do ensino mĂ©dio. EntĂŁo se ponha no seu lugar de esposa e mĂŁe, e entenda que ele precisou ficar na reuniĂŁo, imagina sĂł, todas as vezes que ele atrasar, vocĂȘ pensar em sair de casa....
-Isso nĂŁo vai acontecer de novo â disse.
-Em nome dos seus filhos , por favor, fica quieta ...- Lua implorava.
-Eu nĂŁo vou ficar quieta â respondeu rĂĄpido e pediu que Maria colocasse as roupas na mala.
-VocĂȘ vai pra onde? â Lua
-Qualquer lugar...
-VocĂȘ estĂĄ me obrigando a fazer algo que eu nĂŁo quero...-Lua
-Quer mesmo que eu fique aqui deitada, como uma morta, enquanto Micael se diverte por aĂ?
-Ele estĂĄ em reuniĂŁo e ... âLua
-NĂŁo existe reuniĂŁo quando se tem apenas uma pessoa â Sophia disse sĂ©ria â Eu liguei pro meu pai, e Micael saiu no horĂĄrio normal...
-Eu vou matar o Mica â Lua disse pegando o celular.
-NĂŁo precisa perder tempo â Sophia respondeu indo em direção a porta enquanto Maria segurava a bolsa.
-Estou pensando seriamente em te matar primeiro â Lua se colocou em frente a porta â Maria, por favor, liga para o Mica e pede pra ele vir correndo pra casa que a mulher dele ta louca.
-Lua, me deixe sair â Soph cruzou os braços.
-De jeito nenhum â ela respondeu deixando apenas um espaço para Maria passar, logo depois trancou a porta â Sophia, eu te conheço muito bem, entĂŁo por favor, sem mĂĄscara comigo ok ?
-NĂŁo estou brincando , me deixe sair â dizia com os olhos marejados.
-NĂŁo precisa âbancarâ  a forte comigo, pode ser a patricinha de sempre â Lua disse isso e abriu os braços. NĂŁo demorou muito, e Sophia âcorreuâ para o abraço em lĂĄgrimas.
-Ta acontecendo alguma coisa Lua, eu sinto â Soph dizia entre o abraço.
-NĂŁo importa. VocĂȘ precisa se manter firme, pelo bem dos seus filhos. Esqueceu o quanto desejou eles durante meses ?
-Claro que nĂŁo ...
-EntĂŁo Soph, se tiver acontecendo algo, ou nĂŁo, deixe pra lĂĄ...Se concentre em vocĂȘs, falta pouco, nĂŁo vai querer que tudo dĂȘ errado agora, ou quer?
-NĂŁo... eu amo meus filhos, e quero que tudo corra bem ....mas....
-Mas nada ! Eu sei que Micael tem uma boa explicação pra isso, vamos apenas esperar...
-Eu não sei se quero ouvir a explicação...Quero estar bem longe quando ele chegar...
-Eu sei que vocĂȘ nĂŁo quer isso...
-Quero sim, como quer que eu olhe pra ele, ou até mesmo encoste nele, sendo que eu nem sei por onde anda ?
-Falando assim, atĂ© parece que ele ta fazendo algo horrĂvel.
-Apenas olhe o horĂĄrio e tire suas prĂłprias conclusĂ”es â Sophia respondeu e foi atĂ© a porta novamente.
-Nem adianta, nĂŁo abro essa porta hoje, nem por decreto.
-Eu me recuso a dormir aqui. Me deixe pelo menos ir para o quarto dos bebĂȘs...
-Se eu deixar, vocĂȘ promete que vai ficar lĂĄ quietinha ?
-Prometo
-EntĂŁo vamos lĂĄ â Lua disse, vencida pelo cansaço.
 Sendo assim, as duas foram para o quarto dos bebĂȘs. LĂĄ Sophia sentou na cadeira, e acariciava sua barriga lentamente, enquanto seus olhos fitavam do alto, a entrada da casa. Ela estava inconformada com tal situação, estavam vivendo todo o perĂodo de sua gravidez aos risos e abraços, e pensar que algo poderia estar acontecendo nĂŁo soava muito bem.
 Depois de um tempo, Lua ouviu um barulho na entrada da casa e saiu Ă s pressas, antes mesmo que Sophia percebesse, ela queria tirar toda a histĂłria âa limpoâ, e preparar o mesmo para a discussĂŁo que veria a seguir. EntĂŁo, ela correu nas escadas , e num minuto jĂĄ se encontrava na porta principal, onde Micael entrava com semblante cansado:
 -VocĂȘ tem duas opçÔes : ou me conta o que esta acontecendo, ou me conta o que acontecendo â Lua dizia sĂ©ria, enquanto Mical fechava as portas.
-Boa noite pra vocĂȘ tambĂ©m â disse calmo
-Como consegue manter a calma diante de tudo ?
-Tudo o que ? â perguntou curioso
-VocĂȘ sabe a âferaâ que tem em casa nĂŁo sabe? Agora multiplica isso por trĂȘs, e acrescenta o fato dessa mesma âferaâ ser mĂŁe, pronto, agora sabe o que estĂĄ acontecendo.
-Sophia â ele disse entendendo a situação â CadĂȘ ela ?
-No quarto dos seus filhos, e acho melhor vocĂȘ ir logo, porque sua esposa estĂĄ pensando em sair de casa.
-Como Ă©? â Disse exaltado â Eu sabia que ia dar problema....
-Mica â Lua disse puxando seu braço â Se eu souber que vocĂȘ estĂĄ aprontando com a Soph eu...
-Nem termine de falar â ele interrompeu â VocĂȘ sabe o que ela significa pra mim, eu prefiro morrer ao deixar ela magoada.
-Eu espero que isso seja verdade.
-Acredite, ela Ă© a minha vida â Ele disse e depois subiu as escadas correndo.
 Realmente, Sophia era vida de Micael.

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CAP. 213ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Narrador
 O dia fora longo e ao mesmo tempo curto, para duas amigas que tinham muito o que conversar. Na realidade fora cansativo demais, porĂ©m proveitoso, pois Sophia e Lua conversaram atĂ© nĂŁo poder mais, e riram atĂ© que suas energias se esgotassem. Era incrĂvel ver o quanto a amizade tinha suportado a distĂąncia e ao tempo, e o quanto faziam bem uma a outra.
A noite jĂĄ havia caĂdo, e a hora do jantar se aproximava. Ambas se aprontaram para a refeição deliciosa que Maria fazia questĂŁo de preparar todas as noites, sem falta, tudo isso para a saĂșde de Sophia e dos bebĂȘs.
 Enquanto Maria terminava de colocar o jogo de porcelana na mesa, Lua entrava gritando para a amiga:
 -Por que eu fui abrir minha boca? â Lua
-VocĂȘ fez o seu papel de amiga â Sophia respondia
-Papel de amiga? â perguntou â Eu estraguei tudo colocando caraminholas em sua mente, como se nĂŁo bastasse as que jĂĄ tem normalmente.
-Eu fico feliz por ter âaberto meus olhosâ, estava nessa emoção de gravidez e acabei ficando âcegaâ para algumas coisas â respondeu puxando a cadeira.
-Aiii Soph, não começa por favor.
-O que houve meninas? â Maria perguntava enquanto arrumava a mesa
-Sophia estĂĄ tendo crises de ciĂșmes â Lua â E eu tenho uma parcela de culpa nisso.
-NĂŁo estou com ciĂșmes, sĂł fiquei pensativa. Micael nunca se atrasa para um jantar, e olha sĂł o horĂĄrio.
-Ele avisou que atrasaria Sophia âLua
-Sim, eu sei...Porém isso não quer dizer nada.
-Acha mesmo que alguĂ©m que pretende trair vai sair avisando? â Lua
-Eu sei...mas ....
-Aiii meninas, parem com essa discussĂŁo âMaria interrompia â Senhor Micael nunca se atrasa, se o fez, Ă© porque realmente Ă© necessĂĄrio.
-Diz isso para a mamĂŁe do ano aĂ â Lua dizia rindo â EstĂĄ toda apavorada porque ele nĂŁo chegou.
-Eu nĂŁo estou apavorada, estou pensativa, isso Ă© diferente.
-Os dois te deixam nervosa, entĂŁo tanto faz... âLua â E isso Ă© uma perca de tempo, pois conheço meu amigo como a âpalma da minha mĂŁoâ, e sei que ele Ă© âcegoâ por vocĂȘ.
-Mesmo se eu tiver alguns quilos a mais, e estiver parecendo um âpĂŁo em vidaâ?
-Acredite, mesmo assim â Lua sorriu.
-Sophia Ă© teimosa, nem adianta falar nada, se ela tem uma coisa na cabeça, fica assim atĂ© conseguir resolver â Maria respondeu â EntĂŁo Ă© melhor desistir...
-Sou teimosa mesmo â cruzou os braços â E se ele nĂŁo me aparecer em cinco minutos acabo com nosso casamento.
-Para de drama Soph, por causa de um atraso? Se vocĂȘ vivesse com Arthur nĂŁo ia aguentar um dia, ele se atrasa sempre.
-Mas eu nĂŁo estou casada com Arthur â respondeu firme â E jĂĄ cansei de esperar tanto.
-Onde vocĂȘ vai Sophia ? â Lua perguntava
-Perdi a fome, vou me deitar â disse brava e saiu.
-Eu nĂŁo acredito que ...- Lua mal conseguiu falar, e Sophia jĂĄ tinha adentrado aos cĂŽmodos.
-Melhor a gente ligar pro Senhor Micael, o que acha ? âMaria perguntava
-Eu acho bom que ele realmente esteja ocupado â Lua disse e saiu.
  Micael Narrando
 As horas passaram mais rĂĄpido do que o esperado. Sophia me esperava em casa, e eu estava aflito pelo atraso. Durantes as Ășltimas semanas busquei jantar todas as noites em famĂlia, queria aproveitar todo o tempo do mundo ao lado dela, e nĂŁo cumprir com isso hoje, me deixava irado.
 -Eu preciso disso o mais rĂĄpido possĂvel â Dizia olhando para o relĂłgio â Estou atrasado.
-Posso mandar entregar no seu escritĂłrio.
-NĂŁo Ă© seguro â respondi firme â VocĂȘ me liga, e eu venho buscar.
-TĂnhamos acordado que nĂŁo haveriam ligaçÔes.
-Me ligue de nĂșmero restrito, vou saber do que se trata.
-Fechado â se aproximou â Ainda podemos achar outro jeito.
-NĂŁo.
-Nem por....
-NĂŁo existe escolha.
-Sempre tem.
-Nesse caso nĂŁo.
-Quanto tempo ainda tem?
-Menos do que eu queria.
-Lamento.
-Eu sei â disse e desci as escadas.
CAP. 212ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Narrador
 Uma verdadeira amizade sobrevive ao tempo, a distĂąncia, a tempestade, e a diferença de idade. Quando vocĂȘ tem uma pessoa verdadeira, ela pode se manter ausente, mas quando se encontrarem vai perceber que nada mudou, porque Ă© assim que acontece com quem consideramos amigos de verdade.
Sophia e Lua nĂŁo paravam de conversar. Elas passaram a manhĂŁ inteira vendo cada detalhe da casa, e principalmente dos quartos dos bebĂȘs. Sophia mostrava atentamente todo o enxoval, desde as pequenas peças de roupas atĂ© os brinquedos comprados por Micael para quando chegasse a idade. Era muita coisa, porĂ©m, elas viram tudo e riam ansiosas pela chegada dos pequenos:
-Eu vou querer ficar aqui por muitos meses âLua comentava enquanto pegava um par de sapatinhos em suas mĂŁos â Vou querer mimĂĄ-los atĂ© nĂŁo poder mais.
-Eu nĂŁo tenho dĂșvidas que vocĂȘ farĂĄ isso...Meus filhos serĂŁo as crianças mais sortudas do Mundo, por ter esses tios babĂ”es.
-Como se Micael nĂŁo tivesse babĂŁo o suficiente para nos recompensar â risos
-Ele realmente estĂĄ um bobo com tudo isso...
-Eu percebi...NĂŁo parava de falar o quanto estava ansioso, o quanto eu iria me surpreender com sua beleza na gravidez e por aĂ vai....
-Beleza? â Sophia riu â Ele exagera Ă s vezes.
-VocĂȘ estĂĄ linda Sophia. Nem parece que vai ter trigĂȘmeos.
-Estou enorme, Ă© diferente.
-Sua barriga estå normal. Acredite, eu esperava te encontrar numa cama, sem movimentos, sem forças e totalmente fora de si (risos)
-NĂŁo exagere â risos- Eu estou tendo o devido repouso, mas nĂŁo preciso ficar morta.
-Eles nascem quando?
-A qualquer momento â ela riu nervosa â A mĂ©dica estĂĄ surpresa por estar aguentando tantas semanas de gravidez, devo isso ao excelente cuidado do meu marido, que estĂĄ se saindo um perfeito mĂ©dico â risos
-EntĂŁo quer dizer que a qualquer momento a gente vai ter essas trĂȘs coisinhas em nossos braços ?
-Sim...eu nem acredito que esse mĂȘs chegou...parecia estar tĂŁo distante, e agora sinto que passou rĂĄpido demais. Mas estou tranquila, na medida do possĂvel, jĂĄ estĂĄ tudo preparado, e agora com vocĂȘ aqui estou mais segura.
-Achei que a minha presença não fosse necessåria senhorita Borges...- ela alfinetou
-Eu nunca disse isso... O que eu nĂŁo queria era atrapalhar sua vida pessoal com a chegada dos nossos filhos.
-Que por sinal, sĂŁo meus sobrinhos â ela completou â Ou seja, nĂŁo Ă© sacrifĂcio algum, e mesmo que ele nĂŁo me chamasse, eu jĂĄ estava decidida a vir. Ou vocĂȘ acha que ia passar essa aventura sozinha?
-Boba â ela disse sorrindo â Estou feliz que estĂĄ aqui. Senti sua falta...
-NĂŁo foi bem isso que o Mica me disse, pelo que eu estou sabendo vocĂȘ soube me substituir rapidinho...
-Aiii, o Micael nĂŁo segura a lĂngua mesmo nĂ©? Aposto que ele comentou da Margareth.
-Comentou... e confesso que estou louca pra conhecer essa mulher. Mas estou mais louca ainda Ă© pra ver ela bem longe de vocĂȘ.
-O que ele te falou Lua ? Aposto que contou um monte de mentiras. Ele vĂȘ erro em tudo que ela faz, quando ela apenas tenta ser uma boa amiga e me ajudar.
- NĂŁo precisou ele me contar nada, com apenas alguns comentĂĄrios eu jĂĄ sei que nĂŁo vou gostar dela.
-Tinha me esquecido do quanto vocĂȘs dois sĂŁo iguais â disse brava â Eu aposto que ele te trouxe atĂ© aqui pra me afastar dela nĂŁo Ă© mesmo?
-Claro que nĂŁo Soph, a minha vinda atĂ© aqui nĂŁo tem nada a ver com ela. Somos amigas, e eu estava realmente preocupada com vocĂȘ e querendo ajudar, me surpreende muito vocĂȘ duvidando disso.
-Me desculpa â ela disse baixo- Eu e Micael estamos muito bem. Mas vez ou outra ele começa a questionar o carĂĄter dela sabe, Ă© como se ele conseguisse enxergar alguma coisa que eu nĂŁo consigo.
-VocĂȘ jĂĄ tentou ao menos escutar o que ele tem a dizer em relação Ă ela?
-JĂĄ tentei...Mas sĂŁo coisas sem sentido, e pra mim, Ă© puro ciĂșmes. CiĂșmes porque ela ama nossos filhos como se fossem dela.
-E isso nĂŁo Ă© estranho ? Ela amar seus filhos, que mal nasceram ?
-VocĂȘ tambĂ©m os ama nĂŁo Ă© mesmo?
-Sim, desde o momento que vocĂȘ descobriu a gravidez. Mas Ă© diferente, porque eu estava com vocĂȘ todos os dias difĂceis, a gente tem uma histĂłria de amizade, e seus filhos significam muito pra mim. Ela acabou de chegar, e jĂĄ se sente tĂŁo prĂłxima deles assim...Bom, pode ser coisa da nossa cabeça, mas eu nĂŁo duvido do pensamento do Mica, ele nunca julgaria alguĂ©m que nĂŁo conhecesse.
-Acha que eu devo me preocupar ?
-Eu acho que vocĂȘ deveria se preocupar em ouvir seu marido. VocĂȘs jĂĄ passaram por muitas coisas, que atĂ© parece mentira, entĂŁo ele apenas estĂĄ tentando te proteger.
-Falando em se preocupar...- Sophia continuava- Micael comentou alguma coisa com vocĂȘ Lua?
-Que tipo de coisa?
-Bom...ele nĂŁo falou nada diferente ?
-No caminho ele sĂł falava do quanto vocĂȘ estava linda, dos filhos e voltava a falar de vocĂȘ â risos.
-Para de fazer graça...
-Ele nĂŁo comentou nada Soph, por que ? Tem acontecido alguma coisa entre vocĂȘs?
-Não é com a gente...Como eu disse, estamos numa fase ótima. Mas... faz um tempo que eu encontrei uns papéis estranhos nas coisas dele ... Eu não sei dizer o que eram, mas pareciam exames ou algo do tipo. Fiquei confusa, e optei por não perguntar pra ele, e esperar ele mesmo vir até mim, mas não aconteceu isso...
-Mulheres contam tudo, nĂŁo poupam os detalhes, homens nĂŁo sĂŁo assim, Ă s vezes ele fez exames, e nĂŁo quis comentar nada com vocĂȘ pois sabe que vocĂȘ sempre fica preocupada sem motivos. NĂŁo vejo problema nisso...
-Ă...deve ser â disse pensativa.
-Eu acharia estranho se vocĂȘ encontrasse marca de batom na roupa dele, calcinha de mulher no meio das pastas, mas nĂŁo um exame nĂ© Sophia...
-Eu devo estar ficando pirada mesmo....
-Mas fica tranquila, se Ă© importante pra vocĂȘ, pode deixar que vou procurar saber mais sobre Micael...
-Obrigada Lua...Eu sĂł quero que vocĂȘ se certifique de que ele estĂĄ bem, pois durante esses meses ele tem cuidando tanto de mim que nĂŁo deixa eu saber de nada que preocupa ele...enfim...
-Mica sempre foi assim, deveria ter se acostumado. Ele odeia dar problemas, ou dor de cabeça aos outros, e gosta de salvar o mundo, é fato...
-Bom, se vocĂȘ conseguir descobrir isso, serei muito grata...
-Eu nĂŁo garanto muita coisa, atĂ© porque pra fazer Micael falar algo Ă© muito difĂcil, se vocĂȘ que Ă© a esposa e tem o âpoderâ sobre ele, nĂŁo consegue nada, imagina eu...
-Ătimo comentĂĄrio pra fazer nesse momento Srta. Blanco.
-Desculpe, eu nĂŁo pude perder esse momento...ou nĂŁo seria eu.
-Muito engraçadinha...pois saiba que ultimamente meu âpoderâ estĂĄ negativo.
-NĂŁo tem cumprido seu papel de esposa Sophia? â disse rindo
-Como cumprir algum papel com essa barriga enorme aqui? â tocou o enorme volume de sua barriga â Mal consigo caminhar...
-Ah Sophia, isso não precisa de esforços né? Serå que vou ter que te ensinar?
Ă sĂł ficar deitadinha e quietinha, pronto.
-LUAAA â ela gritava rindo â Me poupe de seus ensinamentos...E mesmo que eu tentasse, Micael nĂŁo me toca depois que entrei no sĂ©timo mĂȘs, ele deve ter medo de ser prejudicial, ou ficou apavorado com a mudança do corpo.
-E vocĂȘ fala isso nessa calmaria ?
-Quer que eu faça o que ? Estou gråvida, e acredite, o apetite sexual de uma gråvida é muito grande.
-Seduza-o. VocĂȘ sabe fazer isso...
-Sim, eu sei...mas confesso que atĂ© eu estou com medo. Essa nĂŁo Ă© uma gravidez ânormalâ nĂ©? Todo cuidado Ă© pouco...
-Eu sei...mas vocĂȘ poderia fazer outras coisas pra satisfação...Sophia, vocĂȘ nĂŁo Ă© criança, sabe muito bem como funciona.
-A verdade Ă© que nem coragem de ficar perto dele eu tenho mais...
-VocĂȘ me disse que estavam bem...
-Sim, e estamos. Micael tem sido muito mais carinhoso, cuidadoso e zeloso, e vivemos todos os dias assim, aos beijos e carinhos...Mas não avançamos, temos muito receio, e ficamos na nossa. Bom, isso não tem me preocupado, afinal, é uma gravidez esperada, e somos pais de primeira viagem, então estamos tentando fazer tudo dar certo...
-Eu concordo...porĂ©m Micael ainda Ă© homem, e vocĂȘ ainda Ă© mulher. VocĂȘ fica em casa por conta da gravidez, mas ele sai pra trabalhar todos os dias, e acaba cruzando com mulheres no meio do caminho...Micael te ama demais, e eu sei que ele nunca faria nada, mas vocĂȘ sabe como algumas mulheres sĂŁo, elas nĂŁo perdoam nada.
-VocĂȘ estĂĄ querendo dizer que...
-Que o mundo Ă© cruel Sophia. E ta cheio de gente querendo o que nĂŁo pode ter. Quando elas veem um homem bonito, sucedido, ficam doidas e vĂŁo pra cima. Claro que o Mica Ă© confiĂĄvel, nĂŁo dĂĄ pra confiar Ă© nas galinhas que andam por aĂ...
-VocĂȘ estĂĄ me assustando...
-Verdade, nem sei porque estou falando isso pra vocĂȘ, to achando que o Mica Ă© o Chay, ou sei lĂĄ quem...Enfim, nĂŁo se preocupe com isso !
-Mas o que vocĂȘ falou tem sentido mesmo...imagina se...
-NĂŁo imagina nada â Lua interrompeu â Eu falei isso porque sou uma ciumenta nata com o Arthur. A relação de vocĂȘs dois Ă© diferente...
-Mas mesmo assim foi bom vocĂȘ alertar...NĂŁo que eu vĂĄ poder resolver isso agora, mas pelo menos vou ficar de olho nele, nĂŁo quero que nenhuma aproveitadora apareça...
-Ă amiga, tem que cuidar do que Ă© seu...Fica aĂ preocupada com exames, tem coisa mais importante...
-Verdade, eu nem sei porque âencanoâ nesses detalhes... Ainda bem que agora tenho vocĂȘ pra me aconselhar, estava me sentindo perdida.
-NĂŁo se preocupa nĂŁo, estarei sempre aqui.
-Ă bom ter vocĂȘ de volta...
-VocĂȘ jĂĄ disse isso...
-E vou repetir umas mil vezes se for necessĂĄrio. â elas riram juntas e ficaram no quarto dos bebĂȘs vendo mais algumas coisas. A realidade Ă© que ninguĂ©m sabia o que era importante, ou o que era detalhe, mas o tempo iria mostrar.
CAP. 211ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Sophia Narrando
 E num piscar de olhos...chegamos ao 8° mĂȘs.
 Eu não consigo me lembrar de algum momento da minha vida em que eu estive tão feliz assim. Obviamente que vivenciei episódios maravilhosos, que ficarão em minha mente para sempre. Mas estar gråvida é totalmente diferente de tudo que vivi até o momento. Sinto uma mistura completa de uma felicidade que não då pra calcular, percebo que antes desse momento eu só existia, mas agora, bom, agora eu realmente me sinto viva.
 Os dois Ășltimos meses foram MARAVILHOSOS. Micael e eu estĂĄvamos aproveitando essa gravidez ao extremo, e digo isso com propriedade. NĂłs cuidamos de todos os detalhes juntos, e aquilo era um sonho na qual eu nĂŁo queria acordar. Ele estava comigo todas as horas do dia, intercalando sua rotina de sĂłcio com seu papel de marido leal, e posso dizer que ele fazia isso com primazia. Foram os nossos meses mais intensos, e se em algum momento eu pensei que a gravidez custaria nossa relação, eu estava redondamente enganada, pois ficamos mais apaixonados e ligados, se Ă© que isso era possĂvel.
 Minha rotina, nĂŁo tinha mudado muito. Eu ainda era vigiada por Micael, Maria, e Margareth, que nĂŁo âarredavamâ o pĂ© da minha presença nem por um segundo. Confesso que ficar âparadaâ nunca foi meu forte, e meu marido achou por bem essa vigia intensa para proteção e cuidados de nossos filhos. Como se nĂŁo bastasse o grande grupo que tinha em minha casa, agora tambĂ©m contaria com a ajuda de Lua, que Ă pedido de Micael veio me acompanhar atĂ© o nascimento de nossos filhos, que estavam quase chegando em nossas vidas.
-Eu nem acredito que vou ver minha amiga depois de tanto tempo â Dizia terminando de me arrumar.
-Eles jĂĄ devem estar chegando â Maria falava enquanto me ajudava.
-Se bem que eu ainda acho desnecessĂĄrio Micael tirar Lua de seus compromissos no Rio, sĂł pra vir ficar comigo.
-O Senhor Micael se preocupa com vocĂȘ Soph, Ă© normal ele fazer isso..
-E coloca se âpreocuparâ nisso, durante esses Ășltimos meses ele tem controlado atĂ© minha respiração â risos.
-Ele te ama, e quer cuidar de tudo pra ver vocĂȘ e as crianças bem...
-Eu sei, por isso nem questionei â sorri â Eles estĂŁo demorando demais, serĂĄ que Micael se perdeu no caminho atĂ© o aeroporto? Eu disse que deveria ir junto.
-Ele nunca deixaria vocĂȘ ir junto, sabe disso â Maria
-Se depender de Micael, vou ficar atĂ© o final da gestação trancada nessa casa â disse isso e rimos juntas, um riso que foi interrompido pelo som das chaves se encaixando na porta. Ela tinha chegado.
Depois de tantos meses, ela estava lĂĄ, em pĂ© na porta, com os olhos marejados e o sorriso incontrolĂĄvel. Lua, era minha metade louca. Nos Ășltimos tempos ela tinha se tornado uma verdadeira irmĂŁ pra mim, e foi doloroso ter que deixa-la para seguir a vida em SĂŁo Paulo. Lua sempre fora a peça principal no meu relacionamento com Micael, por causa dela nĂłs havĂamos chegado onde querĂamos, e ter ela ali naquele momento tĂŁo especial de nossas vidas, tinha sido a escolha perfeita de Micael.
-Eu nĂŁo acredito que vocĂȘ estĂĄ aqui â disse chorando enquanto abraçava-a.
-E eu nĂŁo acredito que seu corpo ainda continua bonito mesmo estando grĂĄvida de trĂȘs mini criaturas.
- Ao menos uma vez na vida seja melancĂłlica, e finja estar com saudade â respondi sorrindo.
-Eu? Saudades? â brincou â VocĂȘ e Micael me deram trabalho demais, agradeci por morarem aqui, assim pude viver em paz.
-Eu tambĂ©m te amo amiga â Respondi batendo em seu braço.
-E sĂł pra constar, vocĂȘ Ă© a grĂĄvida mais linda que jĂĄ vi...
-Ta vendo amor, eu sempre falo que vocĂȘ estĂĄ linda como grĂĄvida â Micael lembrou
-VocĂȘ diz isso porque Ă© meu marido, e precisa fazer com que minha autoestima permaneça elevada.
-Sophia, continua sendo Sophia â Lua começou a rir
-Ă isso que eu preciso aguentar todos os dias Lua, por isso trouxe vocĂȘ, pra dividir essa tarefa â Micael brincava.
-Vou deixar bem claro que eu estava muito bem aqui com a Maria e Margareth- respondi.
-Maragareth ? â Lua perguntou â A mulher que vocĂȘ comentou Micael?
-NĂŁo acredito que ele jĂĄ foi colocar âminhocasâ na sua cabeça Ă respeito da Margareth.
-Eu nĂŁo disse nada amor â pegou em minha cintura â Ela sĂł queria saber se vocĂȘ tinha feito amizades.
-Micael, eu espero de verdade que vocĂȘ nĂŁo tenha deixado a Lua cheia de dĂșvidas sobre o jeito da Marga, vocĂȘ sabe que ela tem me ajudado muito.
-Eu nĂŁo disse nada â ele se defendeu â E agora vocĂȘs precisam colocar os papos em dia e eu preciso trabalhar.
-Tudo bem vou acreditar â disse sorrindo e me despedi com um selinho rĂĄpido.
-Cuida dessa ferinha pra mim Lua...Qualquer descuido, ela apronta â ele disse rindo e saiu.
-Ele continua o mesmo bobo apaixonado da Ă©poca de escola â Lua comentou
-E consegue ser mais perfeito Ă cada dia.
-Que enjoo â ela protestou â VocĂȘs me causam nĂĄuseas. â risos
-Como se vocĂȘ e o Arthur nĂŁo agissem assim nĂ©?
-Mais ou menos....nos amamos muito. Mas se fosse pra competir, vocĂȘs ganhariam ârisos
-Boba, aposto que ficamos em nĂveis iguais.
-NĂŁo acreditaria tanto nisso.
-Mas e aĂ, como vĂŁo todos ? Mel, Chay, Arthur ?
-Todos eles estĂŁo como sempre, chatos ârisos â Mas a gente aguenta em nome da amizade.
-Quero saber se esse povo todo vem me ver depois que os bebĂȘs nascerem, ou sĂł no aniversĂĄrio de um ano.
-Claro que eles vem para o parto Soph, ninguém perderia isso por nada.
-Acho bom mesmo, quero uma torcida comigo...
-Vai precisar mesmo....Mas me conte, como Ă© estar grĂĄvida ?
-Olhe para mim â fiz graça â gorda, inchada, cansada, acabada. Isso Ă© a gravidez .
-Falando desse jeito, confesso que estou super animada para começar a procriar.
-Comece logo entĂŁo, quero amigos para meus filhos brincarem â rimos juntas â Mas antes de contar minha experiĂȘncia, quero que veja a casa e quero conversar com vocĂȘ seriamente.
-Começou...eu disse que minha vida estava em paz, e vocĂȘ jĂĄ quer me contar problemas ârisos.
-Para de reclamar, vocĂȘ Ă© minha amiga e Ă© seu dever me orientar.
Rimos juntas e começamos um âtourâ pela casa. Eu havia sentido falta de Lua, uma falta imensurĂĄvel ! Era bom tĂȘ-la de volta.
Ele nĂŁo faz ideia o quanto aquela camiseta preta fica perfeita nele.
Flores de Cerejeira. (via importunarei)
Viver longe dos irmĂŁos
Ă viver meio longe de nĂłs mesmos
Houve um tempo em que morar na mesma casa é que era o problema. Começamos com as disputas pelos brinquedos, depois pelo controle remoto, evoluindo para a trilha sonora no carro e o tempo de ocupação do banheiro. Tudo era razão para eclodir um embrião de guerra civil.
Todos nĂłs jĂĄ desejamos, do alto da nossa imaturidade convicta, que eles desaparecessem daquela casa. Que eles nĂŁo acabassem com as bolachas recheadas, nĂŁo comessem o Ășltimo pedaço da lasanha, nem sumissem com as nossas meias preferidas. JĂĄ gritamos enfurecidos, dizendo que preferĂamos dividir quarto com um animal qualquer do que com eles.
E entĂŁo os anos passaram e finalmente saĂmos de casa. NĂłs ou eles, ou nĂłs e eles. Carreira, estudos, casamento ou qualquer outra razĂŁo fez com que aquele velho ninho da discĂłrdia passasse a fazer parte apenas da memĂłria e nĂŁo mais de um dia a dia conturbado.
Pareceu-nos, muitas vezes, na ignorĂąncia da infĂąncia ou na estupidez da adolescĂȘncia, que a felicidade seria muito mais viĂĄvel sem a presença diuturna daquelas criaturas que insistiam em invadir nosso espaço, apesar de todas as ameaças que julgĂĄvamos lhes fazer.
Mas essa ideia, como tantas outras que imaginĂĄvamos sobre a vida adulta, era uma cilada.
Hoje descobrimos que Ă© extremamente dolorido ter que aproveitar a presença deles em eventos com hora marcada para terminar. Almoços, jantares, visitas. Que coisa sem cabimento. Eles tĂȘm hora para ir embora? Eu tenho hora para ir embora? NĂŁo, espera aĂ. IrmĂŁos nĂŁo foram feitos para ir embora. Foram feitos para ficar aqui, para podermos brigar sem pressa, ofender sem querer e amar sem prazo.
Agora nos flagramos adultos, acelerando as conversas quando nos vemos, tentando aproveitar-nos ao måximo, lutando contra o relógio. Nos vemos tapando buracos com mensagens de whatsapp e linkando seus nomes em publicaçÔes de redes sociais que só eles entenderão. E às vezes, como quem sente uma pontada no peito, nos damos conta de que isso é tão, tão pouco.
As distĂąncias variam. Alguns moram a 50 metros, outros a 50km. Outros mais sofridos vivem a 500km ou 5.000km. Em sua medida, todos sabem como doer. Os beliscĂ”es de antigamente foram substituĂdos por abraços sedentos. E nĂłs descobrimos que os abraços raros doem muito mais do que os beliscĂ”es raivosos.
à bom saber que todos tomamos algum rumo, ainda que torto. à bom ver que a vida de cada um de nós caminhou. Mas é quase insuportåvel a ideia de tornar-se um espectador na vida de um irmão. Logo nós! Logo nós que sempre fomos os protagonistas de todos os espetåculos e shows de horrores das vidas deles⊠Logo nós.
IrmĂŁos nunca deveriam ficar longe uns dos outros. Juntos sempre foi melhor. Brigando, criticando, estapeando. O problema Ă© que a vida adulta nĂŁo nos faculta o luxo do perdĂŁo automĂĄtico, nem da memĂłria curta. Talvez por isso o tempo nos obrigue a aceitar alguma distĂąncia. Talvez, depois de abandonar a infĂąncia, a distĂąncia seja exatamente o que nos mantenha mais unidos.
NĂŁo sei. Sei que, de um modo ou de outro, machuca. Ir embora sem conversar tanto quanto queria, pedir socorro Ă s tecnologias para sentir-se menos distante, nĂŁo ter nem tempo para brigar e beliscar como sempre foi. Mas Ă© uma daquelas dorzinhas de sorte. Da qual sĂł usufrui quem teve a sorte de ter um irmĂŁo presente, que jĂĄ foi odiĂĄvel e irritante, mas que hoje Ă© uma saudade diĂĄria e a certeza de que para estar junto nĂŁo Ă© preciso estar perto.

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Quem deixou meus pais envelhecerem? O combinado nĂŁo era eles serem jovens para sempre?  Meus pais nĂŁo sĂŁo velhos. Quer dizer, velho Ă© um conceito relativo. Aos olhos da minha avĂł sĂŁo muito moços. Aos olhos dos amigos deles, sĂŁo normais. Aos olhos das minhas sobrinhas, sĂŁo muito velhos. Aos meus olhos, estĂŁo envelhecendo. NĂŁo sei se lentamente, se rĂĄpido demais ou se no tempo certo. Mas sempre me causando alguma estranheza.  Lembro-me de quando minha mĂŁe completou 60 anos. Aquele nĂșmero me assustou. Os 59 nĂŁo pareciam muito, mas os 60 pareciam um rolo compressor que se aproximava. Daqui uns anos ela farĂĄ seus 70 e eu espero nĂŁo tomar um susto tĂŁo grande dessa vez. Afinal, sĂŁo apenas nĂșmeros.  Parece-me que a maior dificuldade Ă© aprendermos a conciliar nosso espĂrito de filho adulto com o progressivo envelhecimento deles. EstĂĄvamos habituados Ă falsa ideia que reina no peito de toda criança de que eles eram invencĂveis. As gripes deles nĂŁo eram nada, as dores deles nĂŁo eram nada. As nossas Ă© que eram graves, importantes e urgentes. E de repente o quadro se inverte.  Começamos a nos preocupar- frequentemente de forma exagerada- com tudo o que diz respeito a eles. A simples tosse deles jĂĄ nos parece um estranho sintoma de uma doença grave e nĂŁo uma mera reação Ă poeira. Alguns passos mais lentos dados por eles jĂĄ nĂŁo nos parecem calma, mas sim uma incĂŽmoda limitação fĂsica. Uma conta nĂŁo paga no dia do vencimento nos parece fruto de esquecimento e desorganização e nĂŁo um simples atraso como tantos dos nossos.  Num dado momento jĂĄ nĂŁo sabemos se sĂŁo eles que estĂŁo de fato vivendo as sequelas da velhice que se aproxima ou se somos nĂłs que estamos excessivamente tensos, por começarmos a sentir o indescritĂvel medo da hipĂłtese de perdĂȘ-los- mesmo que isso ainda possa levar 30 anos.  Frequentemente nos irritamos com nossos pais, como se eles nĂŁo estivessem tendo o comportamento adequado ou como se nĂŁo se esforçassem o bastante para manterem-se jovens, vigorosos e ativos, como gostarĂamos que eles fossem eternamente. De vez em quando esbravejamos e damos broncas neles como se estivĂ©ssemos dentro de um espelho invertido da nossa infĂąncia.  Na verdade, imagino eu, nossa fĂșria nĂŁo Ă© contra eles. Ă contra o tempo. O mesmo tempo que cura, ensina e resolve Ă© o tempo que avança como ameaça implacĂĄvel. A nossa vontade Ă© gritar âChega, tempo! JĂĄ basta! 60 jĂĄ estĂĄ bom! 65 no mĂĄximo! 70, nĂŁo mais do que isso! NĂŁo avance, nĂŁo avance mais!â. E, erroneamente, canalizamos nos nossos pais esse inconformismo.  O fato Ă© que Ă s vezes a lentidĂŁo, o esquecimento e as limitaçÔes sĂŁo, de fato, frutos da idade. Outras vezes sĂŁo apenas frutos da rotina, tĂŁo naturais quanto os nossos equĂvocos. Seja qual for a circunstĂąncia, eles nunca merecem ter que lidar com a nossa angĂșstia. Eles jĂĄ lidaram com os nossos medos todos- de monstros, de palhaços, de abelhas, de escuro, de provas de matemĂĄtica- ao longo da vida. Eles nos treinaram, nos fortaleceram, nos tornaram adultos. E nĂŁo Ă© justo que logo agora eles tenham que lidar com as nossas frustraçÔes. Eles merecem que sejamos mais generosos agora.  Mais paciĂȘncia e menos irritação. Menos preocupação e mais apoio. Mais companheirismo e menos acusaçÔes. Menos neurose e mais realismo. Mais afeto e menos cobranças. Eles sĂł estĂŁo envelhecendo. E sabe do que mais? NĂłs tambĂ©m. E Ă© melhor fazermos isso juntos, da melhor forma.
RUTH MANUS
VĂȘ se fica, tĂĄ?  NĂŁo Ă© por causa de amarras, de juras, muito menos de cadeados. NĂŁo Ă© porque eu precise acreditar que Ă© eterno ou que a gente tenha que ser passado, presente e futuro incondicional. NĂŁo. Eu quero vocĂȘ por muito tempo, mas nĂŁo por esse lance de âpra sempreâ. Isso nĂŁo tem a minha cara, jĂĄ li mais Bauman do que contos de fadas. Duração imposta por promessas de amor eterno nĂŁo me soa como caminho feliz, mas como uma chegada obrigatĂłria num lugar completamente sem sentido. Quando penso na gente, o que eu quero Ă© mais tempo. Horas que durem mais, noites que nĂŁo acabem, manhĂŁs que nĂŁo sejam interrompidas pela hora do almoço, primaveras que demorem para virar verĂŁo, verĂŁo que nĂŁo veja folhas antecipadas de outono. Quero mais tempo porque ainda preciso fazer muita coisa com vocĂȘ. Sim, a gente jĂĄ caminhou bastante. JĂĄ correu para nĂŁo perder o ĂŽnibus, para nĂŁo perder o voo, para nĂŁo se perder de vista. JĂĄ descobriu o restaurante da rua de trĂĄs, o brinquedo do kinder ovo, uma ou outra mentira, tudo bem. JĂĄ tomou uns porres, cafĂ© da manhĂŁ na padaria, tomou coragem pra dizer tanta coisa. Mas ainda falta⊠Falta muito. Falta tanto! Ainda falta a gente achar uma ĂĄrvore de pitanga bem carregada e competir quem cospe o caroço mais longe. TambĂ©m falta o pĂ© de amora, pra manchar a sola do sapato e virar histĂłria. Falta te mostrar aquele lugarzinho da minha infĂąncia que provavelmente vocĂȘ nem vai ligar muito, mas eu quero mostrar mesmo assim. Falta estar passeando numa tarde quente e cair um pĂ© dâĂĄgua para a gente tomar banho de chuva enquanto um mĂșsico de rua toca Lenine debaixo de um toldo verde. Falta pegar tatu bola pretinho de jardim e dar peteleco pra ficar redondo. Falta a gente entender bastante de vinho (ou pelo menos conseguir fingir melhor que entende) e juntar dinheiro para desbravar vinĂcolas ensolaradas que nem nos filmes. Falta vocĂȘ fazer aquela carne de porco que cozinha 14 horas que vocĂȘ sempre diz que vai fazer, mas no fim sĂł sai ovo mexido. Falta um monte de temporadas de um monte de sĂ©ries. Falta descer gramado sentado em caixa de papelĂŁo. Falta a gente comprar o mesmo livro, ler na beira da piscina tomando um coquetel mais bonito do que gostoso e, no fim, discutir impressĂ”es nĂŁo muito profundas sobre o enredo. Falta vocĂȘ aceitar a ideia de que eu canto muito bem, vocĂȘ que ainda nĂŁo soube ouvir com bastante atenção. Falta o frango com molho de cerveja da minha avĂł. Falta vocĂȘ me flagrar dormindo numa tarde de domingo, enquanto um Ășltimo feixe de sol ilumina meu rosto e o vizinho de cima colocar Stevie Wonder para cantar e te fazer, em silĂȘncio, encostado no batente da porta, me achar tĂŁo lovely, tĂŁo wonderful, tĂŁo precious. Talvez ainda falte um juiz de paz, um bom marceneiro, um fiador, um obstetra, um emprĂ©stimo do banco. NĂŁo sei, esses Ășltimos sĂŁo hipĂłteses. Todo o resto Ă© certeza. Principalmente o tatu bola e o feixe de sol. Eu quero vocĂȘ por muito tempo, por um milhĂŁo de momentos, por dias e mais dias. Talvez isso seja menos que pra sempre. Ou talvez seja bem mais. Mas Ă© a certeza que posso te dar: eu quero que vocĂȘ fique. VĂȘ se fica, tĂĄ? Fica porque ainda falta muita coisa.
Ruth Manus
Miss, vc sabe o que aconteceu com a somicdeixaseenvolver que desativou o tumblr dela? VocĂȘ lembra o nome das webs dela? Eram adaptaçÔes, eu procuro Ă tempos e nĂŁo encontro. Desculpa o incomodo.
Oieeee, entĂŁo, eu nĂŁo sei o que aconteceu com ela...Fiquei umas semanas sem entrar aqui e quando fui ver a maioria tinha mudado o nome ou desativado, e ela foi umas das que fez isso !Â
Muita gente abandonou esse lugar, Ă© tristeÂ
CAP. 210ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Sophia Narrando
A vida pode ser injusta muitas das vezes.
Quantas pessoas passam suas vidas sem encontrar alguĂ©m que faça seu coração bater mais forte?... Quantas pessoas amam sem serem correspondidas?... Quantas pessoas se amam, mas nĂŁo podem ficar juntas?...E Ă© sobre isso que penso todas Ă s vezes quando acordo. Penso naquelas pessoas que nĂŁo podem ficar juntas por algum motivo, seja pela distĂąncia, pelas diferenças, pelas incertezas, pelas lutas, ou simplesmente pela linha tĂȘnue da eternidade atĂ© a vida. Pois bem, a vida Ă s vezes Ă© tĂŁo injusta... Mas eu acredito que no final, bom, no final de tudo, hĂĄ justiça ! A vida vale a pena... E nĂŁo importa o que aconteceu entre vocĂȘ e o amor da sua vida, o fato de terem em algum momento ficado juntos, jĂĄ valeu a pena... Porque nĂŁo Ă© preciso ficar pra sempre pra ser especial,  precisa apenas acontecer !
As semanas passavam rapidamente, voavam, para ser mais exata. Eu jĂĄ estava no sexto mĂȘs, e as coisas aconteciam em seu curso normal. Micael trabalhava todos os dias, e se dedicava a empresa da famĂlia como se sua o fosse. Eu amava esse âladoâ dele. Ele e meu pai criaram um laço de amizade e cumplicidade fora no normal, e esse era um detalhe, que apesar de ser estranho, tambĂ©m me deixava feliz, pois meus pequenos chegariam a uma famĂlia sem Ăłdio ou brigas... Minha rotina era a mais equilibrada possĂvel, jĂĄ que Micael, Margareth, minha mĂŁe e Maria nĂŁo me deixavam tocar em um copo sequer. Ăs vezes me sentia âsufocadaâ com tantos cuidados, mas outras vezes achava aquilo o mĂĄximo.
A gravidez estava sendo tranquila, não podia negar que aqueles eram os melhores meses da minha vida. Obviamente as coisas estavam mais dificultosas agora, a barriga havia crescido e era notada por todos os cantos que passava, o que me limitava um pouco, nada que não podia ser resolvido...Eståvamos em contagem regressiva, e meu coração não aguentava de tanta ansiedade.
Era sĂĄbado, dia de compras, pelo menos pra mim, por que Micael ainda permanecia deitado:
-Amor, eu tinha dito que hoje farĂamos as compras...- falei puxando a coberta
-Mais compras? Vamos ter trĂȘs bebĂȘs, nĂŁo um time de futebol...- disse e se enrolou novamente
-VocĂȘ sabe que bebĂȘs precisam de muitas coisas, nĂŁo preciso repetir...
-VocĂȘ tem saĂdo mais que o normal amor, isso ta virando compulsĂŁo...Duvido que eles vĂŁo usar tudo que vocĂȘ comprou.
-Micael vocĂȘ nĂŁo entende nada sobre bebĂȘs â respondi fazendo birra
-VocĂȘ tambĂ©m nĂŁo entende â ele disse â NĂłs ainda nĂŁo sabemos nada sobre isso, vamos aprender juntos...
-Eu sei disso â respirei fundo â Mas ainda quero ir Ă loja...
-Tudo bem amor â ele se deu por vencido â O que vocĂȘ nĂŁo pede que eu nĂŁo faço hein?
-Eu sei â me deitei ao seu lado â VocĂȘ Ă© o melhor marido do mundo...
-Como vocĂȘ sabe? Nunca casou antes...
-Bom, nĂŁo preciso casar muitas vezes pra saber....- risos
-Agora tem uma condição â disse â SĂł vou sair da cama quando vocĂȘ me dĂĄ um beijo de bom dia...
-Hum....seu pedido Ă© uma ordem â respondi e o beijei ternamente, mas Micael era incansĂĄvel, e intensificou o beijo, quando dei por mim suas mĂŁos jĂĄ estavam apertando meus seios â Tenha modos Micael, esse Ă© o restaurante dos seus filhos, esqueceu?
-Eles ainda nĂŁo chegaram, por enquanto tenho direitos â respondeu e começou novamente. NĂŁo dava pra parar, aquilo era bom demais â E eu sei que vocĂȘ gosta...
-Eu gosto mesmo â suspirei â Mas iremos nos atrasar...
-Amor, temos o sĂĄbado inteiro....
-Se vocĂȘ continuar a reclamar vou ter que acabar chamando a Margareth pra me fazer companhia...
-NĂŁo, isso nĂŁo â disse rĂĄpido e se pĂŽs de pĂ© â Melhor eu ir...
-(risos) JĂĄ sei que agora vou ter que usar o nome dela em tudo, assim vocĂȘ decide fazer as coisas rapidinho....
-VocĂȘ usa o nome dela porque sabe que eu nĂŁo gosto dela com vocĂȘ...entĂŁo faz pra me irritar...
-Eu ainda nĂŁo consigo entender esse Ăłdio todo por ela, nesse tempo que estive aqui, ela sĂł fez coisas boas...
-Eu nĂŁo odeio ...Eu sĂł prefiro a Lua e a Mel, apenas isso...
-Mas vocĂȘ sabe que elas tem os compromissos no Rio de Janeiro, entĂŁo nĂŁo posso contar muito com elas...A Margareth tem sido uma Ăłtima companhia...
-Eu nĂŁo tenho duvida disso... mas Ă s vezes ela se intromete demais, pronto falei...
-Amor, ela sĂł quer o meu bem e de nossos filhos...
-Sophia, sĂł vocĂȘ nĂŁo vĂȘ uma coisa dessas...Ela e o marido mal dormem juntos...
-E o que isso tem haver?
-NĂŁo confio em casal que nĂŁo dorme junto, aĂ tem...
-E como vocĂȘ sabe disso?
-Ele tem que cara de pessoa que nĂŁo faz sexo, e ela tambĂ©m...Sem contar que ouvi vocĂȘs um dia conversando...
-Ahhh Micael, ouviu nossa conversa?
-Foi sem querer, mas ouvi, e foi Ăłtimo...Adorei saber as coisas que vocĂȘ pensa quando estamos juntos...
-Amor, vou te matar â fui caminhando em sua direção
-Calma ferinha â ele disse me segurando â NĂŁo esqueça dos nossos filhos...
-Quando eles nascerem , vou te dar uma surra....
-SĂł porque ouvi uma conversinha caliente sobre nossas noites? â ele brincava
-Micael â falei alto
-Eu tambĂ©m te amo amor â ele disse rĂĄpido e me puxou para um beijo â Amo vocĂȘs.
-Eu tambĂ©m te amo coisa chata- respondi abraçando-o â Eu sei que esta cansado, mas quero vocĂȘ nas compras.
-Eu vou amor, nĂŁo se preocupe, eu disse que participaria de tudo em relação a vocĂȘs, e estou cumprindo...
-Então tudo bem, vå tomar um banho que eu vou pegar minha bolsa, e por favor, não demore muito...Maria jå fez o café e só esta nos esperando...
-Tudo bem bravinha â ele disse sorrindo e entrou no banheiro
Antes de sair do quarto eu precisava achar a bendita lista de compras que havia feito na noite passada, eram tantas coisas pra comprar que acabei me organizando em agendas, dessas forma nĂŁo esqueceria de nada...O problema Ă© que atĂ© o momento eu nĂŁo havia encontrado...Continuei a procurar por todos os lugares do quarto, atĂ© chegar as  gavetas, abri todas elas, e ao abrir  o compartilhamento de Micael encontrei um papel estranho... NĂŁo era algo do meu feitio mexer nas coisas dele, mas nĂŁo podia deixar de notar aquele envelope com o nome de uma clĂnica... Parecia um exame... Decidi abrir devagar, e no auto do exame estava escrito o nome do Micael como paciente...NĂŁo entendi aquilo, e antes que pudesse abrir Micael apareceu na porta:
-Ainda esta aqui amor? Achei que tivesse descido...
-Eu estou procurando minha agenda, deixei uma sĂ©rie de coisas pra comprar anotado nela â respondi fechando a gaveta â Achei que pudesse ter colocado aqui por engano...
-Eu tinha visto ela na cozinha, talvez devesse olhar lĂĄ...
-Sim, eu vou â comecei a andar â Micael...
-Sim amor...?
-VocĂȘ me contaria, caso acontecesse algo com vocĂȘ, nĂŁo contaria ?
-Como assim amor? â ele respondeu- Claro que contaria, por que a pergunta?
-Eu sĂł fiquei pensativa...
-Deixa de bobeira, eu nunca esconderia nada de vocĂȘ â ele falou, mas aquilo nĂŁo me convenceu.
-VocĂȘ ta bem Micael?
-Como assim bem?
-Ta se sentindo mal?
-NĂŁo amor â ele riu â O que foi...
-Acho melhor ficarmos em casa, vocĂȘ deveria deitar...
-Sophia, calma â ele se manifestou â Eu estou bem, nĂŁo quero deitar...O que aconteceu ?
-Me fala vocĂȘ Micael â dizia com os olhos marejados â VocĂȘ jura que ta bem?
-Amor, calma, eu to bem, por que nĂŁo estaria? â ele perguntou e depois me abraçou
-VocĂȘ vai me prometer agora que vai estar do meu lado sempre... â disse firme â Promete
-Por que essa promessa?
-Apenas prometa...
-Eu prometo â ele suspirou â Eu sempre estarei do seu lado....Agora vem cĂĄ â ele me puxou â NĂŁo pense bobeiras, nĂŁo quero vocĂȘ chorando pelos cantos por nada...
-Eu sĂł fiquei preocupada...
-NĂŁo quero que se preocupe, ainda esta no sexto mĂȘs, precisa de cuidados...Vai me prometer que vai se cuidar, e vai parar de pensar coisas bobas...
-Eu prometo â disse sorrindo e a conversa terminou ali. Era coisa da minha cabeça, mas Micael com um envelope de exame mĂ©dico dentro de uma gaveta era estranho, nĂŁo poderia negar...Por hora, deixaria meus pensamentos de lado, mas sabia que algo nĂŁo estava normal, e eu descobriria.
CAP. 209ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Micael Narrando
A tarde fora Ăłtima, nada foi programado, porĂ©m nĂŁo posso negar que os momentos vividos foram especiais. Eu sĂł queria isso a partir de agora, aproveitar ao mĂĄximo Sophia e nossos filhos, aproveitar cada momento, cada partĂcula de segundo ao lado deles...E ia fazer isso com exatidĂŁo, aproveitar, era isso que passava na minha cabeça de agora em diante.
Sophia estava a essa altura, na cozinha. Aliås, esse era o seu segundo cÎmodo preferido depois da gravidez, então, ela sempre ficava por lå cozinhando, posso até dizer que depois da gravidez seus dotes culinårios ficaram melhores, isso eu tinha que concordar.
LĂĄ estava ela...usando minha blusa, com um coque no cabelo, e cozinhando deliciosamente...Tive que parar um pouco para admirĂĄ-la, era impossĂvel nĂŁo paralisar com aquela cena...Sophia era dona de uma beleza Ășnica, incomparĂĄvel e eu tinha sorte por tĂȘ-la comigo:
-Que visĂŁo privilegiada essa que estou tendo â dizia ao abraça-la
-Eu nĂŁo posso ficar um minuto longe â brincou
-NĂŁo pode mesmo nĂŁo, quero aproveitar tudo com vocĂȘ...
-Mas estou fazendo nosso jantar, Ă© impossĂvel aproveitar comigo dessa maneira...
-DĂĄ pra aproveitar sim, eu jĂĄ estou aproveitando â disse beijando seu pescoço
-Eu vou acabar queimando a comida â ela falava e continuava a mexer na panela
-Tudo bem, a gente cozinha novamente...
-O que deu em vocĂȘ hein? â perguntava
-Eu sĂł quero ficar com meu amorzinho....
-VocĂȘ esta terrĂvel amor...
-VocĂȘ que esta me provocando com essa roupa...quer dizer, com essa blusa...
-Gostou de como sua blusa caĂ perfeitamente em mim?
-Sim, claro que gostei...vocĂȘ esta sexy...
-Micael â deu um tapa em meu ombro â JĂĄ disse para nĂŁo dizer essas palavras em voz alta, nossos filhos podem ouvir...
-Mas a gente ta fazendo coisa bem pior nĂŁo acha ? â brinquei
-Aiii Micael, serĂĄ que isso os incomoda? â ela perguntava preocupada
-Como assim incomoda?
-Sei lĂĄ....sĂł fiquei pensando nisso agora...
-Ai amor, Ă© claro que nĂŁo incomoda...Eu atĂ© li numa matĂ©ria que faz muito bem para o bebĂȘ, e como a gente tem trĂȘs, poderĂamos atĂ© aumentar a frequĂȘncia sabia ?
-Para de ser bobo â ela protestava enquanto a beijava â VocĂȘ Ă© tĂŁo perfeito, parece atĂ© que nĂŁo Ă© real...
-Eu sou real amor, bem real...
-Deixa eu testar â ela respondeu rĂĄpido e me mordeu meus lĂĄbios â hum...bem real...
-O que foi isso amor? â disse segurando-a â VocĂȘ vai ser punida por isso...
-NĂŁo Micael, por favor, nĂŁo.....
-Nem adianta protestar...vocĂȘ me machucou, merece uma punição severa...
-Que tipo de punição ?
-Bom....eu atĂ© poderia ser mais maldoso, mas pretendo pegar leve â disse sorrindo e a peguei no colo colando-a sobre a mesa â VocĂȘ vai ser o meu jantar...
-Me solta amor...
-Nem adianta pedir, isso Ă© por ser tĂŁo malcriada.... â disse brincando e comecei a beijar de forma que ela nĂŁo conseguia se libertar...Logo mais cedeu aos beijos e pude sentir que o clima estava como eu queria...NĂŁo demorou muito para que eu pudesse sentir sua respiração falha â O que tem por debaixo dessa camisa?
-Nada amor â confessou sorrindo travessa
-Ah Sophia, por que tens que ser tĂŁo encantadora?
-Oh meu Micael, por que tens que ser uma tentação?
-Sou uma tentação ?
-Das piores tentaçÔes que possa existir...Olha sĂł como esta na minha frente, Ă© impossĂvel nĂŁo querer fazer nada contigo.... â disse enquanto me beijava
-E vocĂȘ me deixa louco...
-Deixa de papo e me beija â ela disse aquilo e eu a tomei ali mesmo, na mesa da cozinha...

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CAP. 208ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Narrador
Ă tarde sĂł estava começando, e aqueles dois estavam num âgrudeâ fora do normal. Sophia se encontrava no sofĂĄ da sala, enrolada por uma coberta pois fazia muito frio naquela tarde...enquanto Micael terminava a pipoca que houvera prometido antes para sua esposa:
-Esse filme Ă© horrĂvel â Sophia dizia â nunca vi tanto sangue na vida.
-VocĂȘ assiste coisa pior amor â Micael dizia ao entrar na sala com um balde de pipoca.
-Eu sou Ăłtima nas escolhas de filmes...- disse pegando a travessa de pipoca- VocĂȘ demorou muito, estava morta de fome.
-VocĂȘ sempre esta morta de fome â ele brincou
-Seus filhos, eles sĂŁo a causa de tanta fome...
-NĂŁo fala assim dos meus filhos â ele dizia beijando sua barriga â Amo tanto essas coisinhas aqui...
-Eu sei que ama, dĂĄ pra ver sua cara de babĂŁo...
-Tenho que ser babĂŁo mesmo- dizia alisando o volume da sua barriga- Ela esta linda, mas nĂŁo vejo a hora de conhecer eles...
-Ta chegando papai, ta chegando â ela imitava uma voz de criança- Mas agora tira suas mĂŁos daqui, porque esta em terreno perigoso...
-SĂł estou acariciando sua barriga amor, nĂŁo tem nada demais nisso.
-NĂŁo teria se eu nĂŁo estivesse grĂĄvida, e se meus hormĂŽnios estivessem normais.
-Hum....eu posso resolver isso â Micael disse e se pĂŽs em frente de Sophia. Ela ficou rindo de canto sabendo o que aconteceria dali pra frente. Ele entĂŁo, começou a depositar beijos lentos sobre seu pescoço, beijos esses que se estendiam atĂ© seu colo, enquanto ela aproveitava com exatidĂŁo cada toque do seu marido, e recordava o quanto gostava do jeito que ele a tocava...NĂŁo demorou muito para que as mĂŁos de Micael fossem para a blusa de sua amada e a libertasse daqueles tecidos que o impediam de a sentir por completo.
-VocĂȘ Ă© muito rĂĄpido â disse sorrindo e segurando com força os braços musculosos de Micael. Naquele momento ela tinha que confessar, ele era possuidor de uma matĂ©ria prima chamada corpo, e qualquer olhada que desse sobre o mesmo fazia ficar em pedaços. Perguntara se poderia viver sem aquilo, e jĂĄ sabia a resposta, ela nĂŁo viveria sem ele.
-Eu quero vocĂȘ â disse firme enquanto suas mĂŁos seguravam com força a cintura da mesma. O corpo de Sophia jĂĄ estava mudando, tinha âganhadoâ mais corpo, e Micael estava descobrindo naquele momento o quĂŁo formosa as grĂĄvidas ficavam...Talvez nem todas, mas ela havia ficado linda, disso ele tinha certeza.
-Nem precisa dizer â Sophia disse e suas palavras soaram mais como um sussurro. Suas pernas se entrelaçaram no corpo de Micael, e ela o puxava para si com fĂșria. Como conseguira ficar dias sem aquele homem? Fugiu de seus pensamentos quando sentiu seu marido puxar delicadamente o fino tecido que abrigava sua intimidade, sorriu por isso, ele era perfeito em tudo que fazia, ela sabia.
Tentando se controlar, Sophia cravou suas unhas nas costas de Micael, enquanto ele brincava com sua esposa demorando nas preliminares, e a deixando furiosa por fazer tal ação. Ela o puxava para si, e ele sorria com gosto.
-O que vocĂȘ quer hein? â perguntou maldoso
-Sou mĂŁe dos seus filhos, nĂŁo me deixe irritada.
-Sou seu marido, e tenho posse de vocĂȘ, isso quer dizer que posso enrolar o quanto quiser...
-Micael, eu nĂŁo vou pedir mais uma vez...
-Amor...tenha paciĂȘncia, temos a tarde inteira pra isso â ele sorria.
-EntĂŁo fique sozinho â ela disse firme, tentando fazer charme, e saiu do sofĂĄ com a coberta em seu corpo â SĂł irei voltar quando decidir nĂŁo me enrolar.
-Eu nĂŁo te enrolando amor â ele falou manso se levantando do sofĂĄ â Eu sĂł quero ficar mais tempo com vocĂȘ.
-Ta me enrolando sim. Por que razĂŁo eu nĂŁo o fiz assinar o pacto nupcial?
-NĂŁo precisamos disso...
-Precisava sim, iria colocar nele os seus deveres e obrigaçÔes para comigo â disse fazendo bico
-Por favor, nĂŁo faça essa carinha, Ă© demais pra mim â ele disse colocando ela contra a parede da sala â VocĂȘ sabe que jamais faltaria com meus deveres de marido â respondeu sorrindo e ali mesmo a tomou para um beijo. Ela queria revidar, se manter firme em sua birra, mas era quase impossĂvel nĂŁo ceder para um homem como Micael.. Antes que desse conta, ele jĂĄ tinha sentado no sofĂĄ com ela em seu colo. O cobertor ficara ao chĂŁo e agora era notĂĄvel seus corpos nus naquela imensa sala.
-NĂŁo enrola amor â ela sĂł repetia, e ele obedecia. Sophia era tudo pra ele, e nĂŁo negaria tal pedido. Dessa forma, ele a deitou no sofĂĄ lentamente, sorriu malicioso, e começou a marcar seu corpo por beijos, ela o puxava, suas mĂŁos passeavam em seu corpo moreno, e sua respiração era falha...Suas pernas voltou a se encaixar sobre Micael, e antes que pudesse dizer alguma coisa, pode sentir seu membro invadindo-a, possuindo-a por inteiro....Ali, nada mais existia....
Sobre gemidos e respiraçÔes descompassadas eles se amavam.
O tempo lå fora não era agradåvel, acontecia uma tempestade, mas nada disso era capaz de cobrir os sons que se formavam naquela sala. O sofå fora tomado de uma dose de amor incomparåvel. Micael tomava Sophia em seus braços com propriedade, sede, determinação, como se não fosse existir o amanhã...                  Jå estavam soados, esgotados, porém, não se desgrudavam...A cada movimento feito por eles era notåvel o quanto aquele encaixe era perfeito, como algo sobre medida, como um quebra-cabeças, eles se completavam....
-Eu te amo Sophia â Micael dizia beijando o topo de sua cabeça. Ela se encontrava deitada em seu peito, se recuperando do que acontecera minutos antes.
-Eu tambĂ©m te amo meu pretinho- respondia sorrindo â Eles tambĂ©m te amam â respondia apontando para a barriga.
-E eu os amo mais ainda- acariciou a barriga de Sophia.
-JĂĄ imaginou como vai ser quando eles nascerem ? â ela perguntava curiosa â Por exemplo, como serĂŁo os rostinhos, as mĂŁozinhas, essas coisas...
-Eu penso nisso o tempo inteiro, nĂŁo vejo a hora...
-Ăs vezes sonho com eles â ela disse suspirando â Vejo a gente na varanda, e eles correndo pelo jardim, brincando um com o outro.
-Eu sonho com vocĂȘs felizes...
-Com â a genteâ nĂ© Micael?
-Sim Sophia â ele disse rindo â Eu sonho com todos nĂłs felizes...
-NĂłs merecemos nĂŁo Ă© mesmo amor? â ela falava beijando seu pescoço â Depois de tantos dias ruins, merecemos dias ensolarados, quer dizer, merecemos uma eternidade ensolarada...
-Minha menina â Micael falava manso â NĂŁo importa quantos tempos de sol teremos, o importante Ă© aproveitar cada momento.
-Claro que importa...eu quero muitos dias assim com vocĂȘ...
-Levada â ele disse mordendo-a de leve â mudando de assunto, eu tenho que te fazer uma pergunta...
-Pode fazer...
-Bom, preciso saber com quem vocĂȘ aprendeu ser tĂŁo boa âde camaâ. â disse rindo
-Micael â ela bateu em seu braço â Que pergunta indiscreta
-SĂł estou curioso amor, vocĂȘ Ă© tĂŁo boa no que faz, preciso do telefone do seu professor pra poder agradecĂȘ-lo pessoalmente.
-Vai tomar banho â resmungou
-SĂł se for com vocĂȘ, bem grudadinho...- apertou-a fazendo gracinha â To pronto pra outra.
-Pra quem ficou enrolando a tarde inteira, agora quer repetir a dose...
-Eu nĂŁo enrolei, sĂł queria curtir minha princesa...
-Curtiu bastante, eu suponho...
-Demais â sorriu â VocĂȘ fica melhor a cada dia que passa...Me deixa louco.
-Foi o tal professor que me ajudou â ela brincou
-Ele fez um Ăłtimo trabalho contigo...
-Achas mesmo â perguntou curiosa â Estou tĂŁo boa assim?
-Esta MARAVILHOSA â respondeu sorrindo
-Sou melhor que aquelas vacas da escola?
-Amor, esquece o passado...
-Ă sĂł uma dĂșvida...
-VocĂȘ sempre me pergunta isso...
-Eu sei, mas gosto de ouvir vocĂȘ dizer...
-Pois bem â ele suspirou â Com elas foi apenas sexo, atração e terminou por aĂ...VocĂȘ foi a primeira pessoa que eu fiz amor de verdade, e isso tem um peso muito grande, pois vale mais que qualquer coisa que tenha acontecido com outra pessoa...
-EntĂŁo vocĂȘ jura pra mim que sou a melhor?
-VocĂȘ Ă© a melhor em tudo que faz â ele falou manhoso enquanto alisava seu rosto â E nĂŁo estou falando isso pra te alegrar, estou sendo sincero. Eu nĂŁo trocaria vocĂȘ por nada nesse mundo...
-Nem por uma mulher com mais pernas, mais seios, mais...
-Shiu â ele calou-a com um beijo â Eu nĂŁo te trocaria nem se fosse obrigado, nĂŁo trocaria por nada nesse universo.
-Bom saber â ela falou satisfeita
-Eu te amo e tudo em vocĂȘ Ă© perfeitamente perfeito pra mim â respondeu â VocĂȘ sempre serĂĄ a melhor coisa da minha vida.
-Eu te amo Sr. Borges â ela se aninhou ao seu corpo â Fica comigo pra sempre...
-Ficarei o bastante para se tornar inesquecĂvel â e a beijou com vontade. Eles se amavam
CAP. 207ââ 2 TEMPORADA -PONTO FRACO: TUDO PODE MUDAR DO DIA PRA NOITE
Sophia Narrando
NĂŁo demorou muito para que a consulta acabasse. Eu estava tĂŁo feliz, que mal conseguia falar, nossos filhos estavam Ăłtimos, e era questĂŁo de meses para tĂȘ-los em nossos braços, a ansiedade me consumia por inteiro sĂł em pensar nesse grande dia que chegaria mais rĂĄpido do que eu imaginava.
Na volta pra casa, Micael insistiu em me levar, eu fui totalmente contra, afinal, Margareth tinha dedicado seu dia para me levar a consulta e nĂŁo queria que ela voltasse sozinha de carro pra casa. Mas convencer meu marido de alguma coisa Ă© impossĂvel, com uma insistĂȘncia aqui, Â outra ali, ele acabou vencendo e fomos juntos pra casa...
-Enfim, chegamos â dizia abrindo a porta.
-Ainda bem, estava querendo isso â Micael dizia se aproximando...
-O que foi amor?
-Quero ficar um pouquinho com a mulher que esta me fazendo muito feliz nesse momento...
-VocĂȘ nĂŁo precisava trabalhar?
-Sim, eu precisava...Mas a vida Ă© curta demais para ficarmos nos dedicando aos trabalhos, enquanto se tem uma esposa maravilhosa ao meu lado...
-VocĂȘ ta bem amor? â Perguntei sem entender sua atitude naquele momento.
-Eu sĂł quero ficar um pouco com vocĂȘ â ele disse enquanto me puxava para o sofĂĄ.
-Juro que nĂŁo estou te entendendo...
-Deita comigo aqui â Ele me puxou para seu colo e começou a acariciar minha barriga...
-VocĂȘ esta estranho....meu pai sabe que esta em casa?
-Sim, e eu tenho certeza que nĂŁo liga pra isso...
-Amor...
-Esquece seu pai, esquece o trabalho, esquece tudo ok? Eu sĂł quero aproveitar vocĂȘ...Acabamos de ver nossos filhos entende? Eles estarĂŁo com a gente em breve...e isso merece ser aproveitado...
-Eu entendo...sĂł que...
-Shiuuu â ele colocou seus dedos em meus lĂĄbios â JĂĄ reparou o quanto sua barriga esta grande? Eu nĂŁo tinha notado...ta tĂŁo grande....e grande...e vai ficar maior e depois eles vĂŁo nascer e...
-Calma Micael â dizia colocando os braços em seu pescoço, ele parecia aflito â Barrigas crescem....
-Eu sei...mas eu mal tinha percebido...ta chegando tĂŁo perto.
-Ainda faltam meses amor â disse rindo â VocĂȘ diz como se eles fossem nascer no prĂłximo mĂȘs...
-O tempo ta voando Sophia, e eu quero ficar com vocĂȘs â ele dizia baixo
-E vocĂȘ vai ficar...que coisa boba de se dizer...- beijei seus lĂĄbios carinhosamente- Me diz o que houve? VocĂȘ nĂŁo Ă© de ficar falando essas coisas...
-NĂŁo Ă© nada...Eu sĂł fiquei surpreso quando te vi ali na clĂnica hoje...Te observando eu pude ver quanto tempo passou, eu mal tinha notado o estĂĄgio da gravidez...a barriga esta enorme...
-Isso aconteceu porque estĂĄ hĂĄ tempos sem me tocar â disse rindo
-Mas nĂŁo Ă© porque quero, Ă© que gosto de cuidar de vocĂȘ...
-Vai cuidar se fizer amor comigo, to precisando disso....
-Falando assim, parece que faz anos que nĂŁo fazemos nada...
-Ă como me sinto â disse me encaixando em seu colo â Sinto sua falta... Eu sei que precisa se dedicar muito na empresa com meu pai, atĂ© porque ela esta assim por causa de tudo que aconteceu com a gente lĂĄ atrĂĄs, mas eu quero atenção tambĂ©m, nĂłs quatro precisamos...
-Mais atenção minha princesa ? â ele me acariciava â Meus dias sĂŁo todos dedicados a vocĂȘ, quer dizer, a vocĂȘs â risos
-Mas mesmo assim, queremos muito mais atenção...- disse beijando-o- Eu sei que precisa trabalhar então...- disse me levantando.
-Eu nĂŁo vou Ă tarde, hoje vou ficar com minha famĂlia...
-SĂ©rio ? â perguntei sorrindo
-Sério...Ta começando a chover, então vamos fazer algo em casa, assistir um filme, pipoca, chocolate, beijos, abraços...
-Hum...ta melhorando...se continuar a dizer as coisas boas que vĂŁo acontecer, talvez eu aceite seu pedido.
-Ainda tem duvida? NĂŁo acredito â ele disse me puxando â Vou ficar a tarde inteira te mimando, enchendo de beijos e ainda ta pensando?
-Claro...sou mĂŁe, me canso muito, posso nĂŁo gostar de vocĂȘ a tarde inteira comigo...
-Deixa de coisa, e vem aqui sua chata â ele disse rindo e me tomou para um beijo. Ah como eu gostava daquele beijo, poderia passar anos, mas sempre teria a sensação que era a primeira vez. Nossas lĂnguas se encontraram e dançavam juntas, poderia passar uma vida inteira, mas ainda nĂŁo seria suficiente para apagar aquilo que sentĂamos, aquelas sensaçÔes eram maravilhosas, eu jamais queria perder aquilo â VocĂȘ beija bem Srta. Borges...
-Pratiquei muito na minha adolescĂȘncia sabe...altos caras, loiros, malhados, sabe como Ă© nĂ©...
-Sophia â ele dizia firme â vocĂȘ gosta de me irritar...
-Claro que nĂŁo amor, eu sĂł expliquei o porquĂȘ de eu beijar tĂŁo bem...
-EntĂŁo antes de mim vocĂȘ ficava muito com os homens?
-Hum...acho que sim...- disse rindo â Mas nenhum deles tinha um beijo tĂŁo bom quanto o seu..
-Ă que eu pratiquei muito tambĂ©m...VocĂȘ sabe nĂ©...muitas garotas do colĂ©gio...
-Micael, pode ir parando...nĂŁo quero ouvir vocĂȘ falar daquelas cobras.
-Amor, elas eram pessoas legais, um dia vou trazer aqui pra vocĂȘ conhecer...
-Bobo â disse mordendo seu ombro
-Hum...eu amei essa mordida sabia? Quero mais â ele brincava
-Eu vou morder, mas Ă© de raiva, porque vocĂȘ falou dessas cobras.
-VocĂȘ tem o melhor beijo, nĂŁo ligue pra isso...
-Eu te amo meu amor, te amo muito...
-Eu tambĂ©m te amo Sophia...e eu queria que vocĂȘ soubesse que a minha vida jĂĄ valeu a pena, porque ao final de tudo eu posso dizer como Ă© amar alguĂ©m, porque eu amo vocĂȘ !
-Se continuar a falar essas coisas, vou começar a chorar, pois meus hormĂŽnios estĂŁo horrĂveis.
-Sua boba â ele me abraçou forte â Eu sĂł quero me lembrar de como Ă© estar com vocĂȘ...
-NĂŁo precisa lembrar-se de uma coisa que jĂĄ tem, sou sua amor, pode me ter contigo quantas vezes quiser...
-Eu sei disso, e te amo por isso â ele disse me olhando firme, e passou suas mĂŁos em meu rosto. Fechei os olhos ao sentir seu toque quente sobre minha pele. Aquilo era tĂŁo bom, tĂŁo confortante, que eu desejaria ficar ali todas as tardes se fosse possĂvel â VocĂȘ Ă© linda amor...
-Ai Micael, vocĂȘ tirou o dia pra ficar todo bobo comigo, foi isso?
-Eu sĂł estou aproveitando o momento com vocĂȘs... â ele respondia enquanto eu deitava sobre seu peito â Sophia?
-Sim...
-Me promete que nunca vai esquecer o quanto te amo?
-(risos) Vai ser impossĂvel, vocĂȘ me diz sempre...
-Mas eu quero que vocĂȘ se lembre atĂ© quando eu nĂŁo falar...
-Eu me lembrarei sempre...
-VocĂȘ Ă© minha vida â ele respondeu e me puxou para um beijo.