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uma Ășltima nota autoral (ou) eu abro no fecho
Desabrocha.Â
Desabota.Â
Desmancha.Â
Vai assim devagarzinho.Â
E para.Â
Parou. Como os Ășltimos meses foram incrivelmente difĂceis, acho que minhas lĂĄgrimas e meu desespero merecem uma nota autoral minimamente decente: com cara de eu. Com cara de sĂŁo quatro da manhĂŁ e eu nĂŁo consigo dormir, ou essa Ă© a quinta vez que estou chorando hoje.Â
Eu dormi do seu lado no fim de semana, no meio do seu abraço, na certeza de que ninguĂ©m ia invadir o silĂȘncio do quarto, sem medo de que tudo acabasse ali[. Mas vocĂȘ ainda quer a rua, e eu nĂŁo posso viver assim.Â
Fica com a rua entĂŁo.Â
Vai assim devagarzinho.
E acaba.Â
SWIPE ME RIGHT - PRĂLOGO
Primeiramente, e antes de tudo, essa nĂŁo Ă© uma histĂłria de amor.Â
Ă importante que vocĂȘ se lembre disso quando chegarmos ao final da histĂłria, para que vocĂȘ nĂŁo odeie Emma e seus trejeitos estranhos, menos ainda James, que no final vai ser sĂł um idiota.Â
Estou te adiantando os detalhes para poupar a raiva, e acredite em mim, vocĂȘ vai precisar. Eu adoraria que alguĂ©m tivesse me dado spoilers do que vem a seguir, teria evitado uma enorme fadiga.
Mas essa Ă© uma histĂłria de como um garoto e uma garota se conheceram numa tĂpica noite de dezembro, dividiram uma cerveja num bar e sobre sexo no primeiro encontro. Mais ainda de como Emma se apaixonou por James e sobre ele nunca ter ido embora - nĂŁo que ela fosse deixar. Ă um clichĂȘ adorĂĄvel sobre um dia de chuva e uma falha de comunicação que acabou com uma garota encharcada morrendo de rir no banco do passageiro de um carro preto, mas nĂŁo espere um final feliz.
Eu nunca saberia explicar exatamente porque nĂŁo existe um final feliz, existe uma histĂłria fofa sobre como as pessoas estĂŁo interligadas por linhas e que nĂŁo importa o que aconteça: o destino delas Ă© se encontrar, e se tem algo que eu posso afirmar sobre os dois Ă© isso. âTava escrito nas estrelas. Ou numa bio clichĂȘ de aplicativo.Â
Adianto pra vocĂȘ: talvez eles nĂŁo fiquem juntos.Â
(suffocate) or (live and let die) - Part 1
Quando vocĂȘ estĂĄ por perto, eu sou propensa a acreditar que hĂĄ pouco para o mundo alĂ©m desse pequeno espaço dentro do seu abraço. HĂĄ pouco para a linguagem, mas as palavras de amor; O planeta dentro de minha visĂŁo encolhe para sĂł envolver os elementos e reflexĂ”es de vocĂȘ em tudo. HĂĄ pouco para a noção de tempo, mas as manhĂŁs de domingo voltam de vez em quando; Ali, hĂĄ pouco da realidade, que Ă© vocĂȘ indo embora as 7 da manhĂŁ, mas tem vocĂȘ dormindo do meu lado, o braço solto na minha cintura. HĂĄ pouco para o ar, mas um cheiro fraco de sua pele e cabelo; Da mesma forma, hĂĄ pouco para a mĂșsica, mas existe The Killers, e sua voz ecoando das paredes daquele lugar especial que minha mente criou para vocĂȘ habitar. Havia pouco espaço pras outras pessoas antes, de tempos em tempos eu tentava abrir a cortina pra ver se um pouco de sol entrava, mas no fundo eu nĂŁo sentia um terço de nada. Quando vocĂȘ apareceu eu senti um pouco de tudo, e infelizmente foi tudo ao mesmo tempo. A gente sonha em conhecer o "amor da nossa vida" e ficar com ele pra sempre e hoje em dia isso soa quase inviĂĄvel em um ambiente de constante mudança. Mas eu podia sentir as silhuetas das suas vidas passadas tentando ter forma alĂ©m de sombras, e a soma de experiĂȘncias - nem sempre com sentido - tentando afogar em som a paz dos corpos nus. NĂŁo temos o privilĂ©gio de ficar refazendo coisas do passado, mas infelizmente ele insiste em ficar voltando. TĂŁo verdadeiro quanto nĂłs dois dizendo palavras de amor seis meses corridos Ă© l fato de que nĂłs nĂŁo pertencemos um ao outro. VocĂȘ pode domesticar o hoje, amanhĂŁ, uma dĂ©cada, cem anos. No entanto, quando se trata de um futuro mais distante - mais distante do que uma mente jovem pode compreender - sua alma estarĂĄ vivendo em uma casa de amanhĂŁ, vocĂȘ nĂŁo pode visitar, nem mesmo nos sonhos. Nesse exato momento eu estou sentindo meu coração em tantos pequenos pedaços que acho que pela primeira vez eu realmente entendi o que essa aflição Ă© de verdade. Por incrĂvel que pareça, nossa histĂłria nĂŁo Ă© um clichĂȘ, apesar de ter sido verĂŁo. E te digo isso porque vivi um clichĂȘ, com direito a beijo na chuva e alguĂ©m entrando aos prantos em um aviĂŁo. A gente passou todo o tempo possĂvel no abraço um do outro, mensagens bobas e conversas cheias e meu deus, como vocĂȘ foi fascinante. A gente conversava sobre sĂ©ries, religiĂŁo, suicĂdio e mĂșsica com a mesma facilidade que um quĂmico fala de uma molĂ©cula. O fato de eu estar completamente intoxicada de cerveja facilitou o processo, e eu mostrei o melhor de mim. Ou tudo que eu podia dar. VocĂȘ fez com que eu me sentisse viva, e eu sei disso pelo tanto que eu me sinto sem vida agora, e eu sei que nĂŁo era sua intenção, porque depois de todas essa memĂłrias, vocĂȘ me afogou.

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(here's to the fuck ups who open up) or (play another Disney song)
A vida toda me falaram pra esconder as coisas que a gente sente, mesmo os sentimentos que fazem cosquinha no coração, porque a partir do momento que a gente verbaliza eles se tornam reais. E isso vale pros sentimentos que batem nas bolhas dos sapatos, os que fazem sentido quando a gente acorda as trĂȘs da manhĂŁ e pensa numa coisa que jĂĄ passou faz anos. Normalmente a gente coloca tudo num grande catĂĄlogo, o meu Ă© separado por cor, quando as coisas estĂŁo bem Ă© como se eu mudasse de VHS pra blu-ray imediatamente. Foi numa dessas que eu aprendi que se eu nĂŁo verbalizar tudo, que Ă© amor e que Ă© dor, nĂŁo importa se alguĂ©m vai ouvir ou nĂŁo, isso vai pro catĂĄlogo tambĂ©m. Vira uma coisa ruim andando aqui dentro. "Eu gosto de vocĂȘ" significa uma sĂ©rie de coisas bem grandes e na maior parte do tempo eu mal sei o que fazer com a informação. Me disseram que a gente se vulnerabiliza quando conta pros outros o que sente, mas se eu nĂŁo te falasse logo de cara que eu sou um apanhado de coisas enroladas em arame farpado eu acho que vocĂȘ nĂŁo entenderia metade da pessoa que eu sou. Sejam os relacionamentos malucos, ou uma famĂlia louca, ou amigos que nĂŁo fazem sentido, nada disso teria ligação se vocĂȘ nĂŁo soubesse de tudo. Mas as vezes eu me pergunto o quanto isso influencia/ou O quanto vocĂȘ conhecer minha essĂȘncia alterou o que vocĂȘ pensava de mim ou a imagem que vocĂȘ tem de mim na sua cabeça. Eu amaria me ver pelos seus olhos e da mesma forma que eu me derreto as vezes queria ver vocĂȘ me contar um monte de coisas de uma vez. Amar Ă© sentir um monte de coisas de uma vez, Ă© um passo no presente com o outro no futuro, imaginar uma sĂ©rie de coisas e acreditar que a pessoa 'tĂĄ imaginando tambĂ©m. Mas as pessoas mentem. Algumas dizem "eu te amo" como se fosse brincadeira, outras ouvem como se fosse. Seria tĂŁo fĂĄcil. VocĂȘ virou muito rĂĄpido um monte de coisas e eu nem vi. Acho que foram as conversas banais sobre qualquer coisa, o seu riso frouxo ou as piadas com tudo. Quando nada era problema e ainda assim a gente era solução. Eu nĂŁo quero ter que sentir sua falta porque vocĂȘ se tornou muito rĂĄpido uma pessoa pra quem eu confiaria a chave do cofre 713 mesmo sendo expulso de todos os lugares. VocĂȘ apareceu numa hora que nĂŁo devia ter aparecido, que foi a melhor hora possĂvel, e eu nĂŁo tenho muita coisa nova pra dizer. Meus amigos todos desapareceram de uma hora pra outra e eu literalmente nĂŁo tenho mais nada pra "fall back on". NĂŁo tem ninguĂ©m pra lamber ferida comigo e tĂĄ sendo pĂ©ssimo lidar com o que aconteceu sozinha porque eu nĂŁo entendo. As coisas pra mim nĂŁo tĂȘm um sentido moral lĂłgico como pras outras prssoas. EntĂŁo to falando pra vocĂȘ. Eu tive muitas opçÔes no Ășltimo mĂȘs, e eu sĂł soube dizer que era amor quando eu vi que dadas todas as minhas opçÔes eu decidi ficar. Eu decidi enfrentar, por nada mais do que eu amo a pessoa maravilhosa que vocĂȘ Ă© e a infinidade de assuntos que existem. As coisas em comum e as divergĂȘncias. Medos, paranĂłias e alegrias simples. Eu decidi ficar porque nĂŁo Ă© sobre nĂłs dois num conjunto. Ă vocĂȘ. Vamo assistir um filme da Disney e deitar a um metro de distĂąncia, cantar as mĂșsicas em vĂĄrias lĂnguas e tagarelar sobre teorias que nĂŁo fazem muito sentido, comendo pipoca que eu nĂŁo sei fazer, sem intenção nenhuma de nada. SĂł to te pedindo pra ficar e eu sou pĂ©ssima em pedir as coisas e explicar sem dar muita volta. E o tanto de paranĂłia que tem no meu metro e meio nĂŁo me deixam achar que ta tudo normal, nĂŁo ta. Estou com saudades jĂĄ. Desculpa.
(for you I'd bleed myself dry) or (heaven is a place on earth with you)
EntĂŁo, acho que Ă© mais que Ăłbvio que eu amo vocĂȘ. Eu amo vocĂȘ como o amigo que me salvou no carnaval, como o cara que me dĂĄ a mĂŁo a meio metro de distĂąncia na cama cantando mĂșsica da Disney, como o cara que tem o armĂĄrio de bagunça da Monica dentro da cabeça. A ideia de nĂŁo te ver me assusta, a ideia de nĂŁo ter vocĂȘ me abraçando na cama parece idiota, tanto que eu volto e nĂŁo me arrependo. Nem uma vezinha, porque definitivamente o paraĂso Ă© um pedacinho da Terra onde cĂȘ ta. Te amo de vĂĄrios jeitos possĂveis, tantos jeitos que as vezes eu atĂ© me perco, tantos que a Ășnica coisa no universo que me deixa de boca torta sĂŁo as "7 ex namoradas de Ramona", porque ao contrĂĄrio do Scott eu nĂŁo posso lutar contra elas. Eu menti pra mim mesma porque achei que ia chegar aĂ, te dar o presente e vazar, nĂŁo esperava que meu rolĂȘ fosse cancelado. Eu menti porque eu sabia exatamente o que eu queria, ou melhor, quem eu queria. DaĂ menti pra mim mesma de novo, falando que eu ia chegar, te dar o presente e vazar porque vocĂȘ nĂŁo ia dar bola. E ai acontece. De novo. Eu nĂŁo me arrependi nenhuma das vezes porque todas elas eu sabia o que tava acontecendo, o que eu tava fazendo e as consequĂȘncias da minhas decisĂ”es, que isso fique bem claro. A nossa amizade existe, existe o lado que divide as coisas, que bate papo de madrugada, que conta casos. Mas existe uma coisa no meio que nĂŁo Ă© amizade, Ă© uma blurred line que a gente sabe que existe porque vocĂȘ me mantĂ©m por perto, porque sempre que eu falo de ir embora vocĂȘ conversa comigo. Porque vocĂȘ Ă© o caos quando eu to tranquila e marĂ© de calma quando eu to no caos, e eu te sigo pra luz porque eu sei que nĂŁo importa quanto barulho tenha, eu olho pra vocĂȘ e o mundo fica quieto. There must be something in the water. Porque vocĂȘ gosta de me ouvir dizer que te amo, ou que eu abra o jogo com vocĂȘ por qualquer razĂŁo que seja. Eu sendo louca e vocĂȘ ficando em silĂȘncio, eu pedindo desculpas e vocĂȘ dizendo que nĂŁo precisa, that's our game. As nudes, as sacanagens e eu na sua cama, that's our game. That's our thing. Porque a ideia de nĂŁo ter vocĂȘ me assusta, de nĂŁo te beijar de novo semana que vem, de nĂŁo rir das suas piadas tortas. A ideia de nĂŁo ter seu corpo no meu parece muito idiota toda vez que eu penso nela porque eles vĂŁo muito bem juntos, e bem mesmo. Mas nĂŁo me assusta mais do que a ideia de que a Gaspar, a Gabi, a Bruna e todos os meus amigos tĂȘm de que vocĂȘ gosta de mim e tĂĄ lutando igual um louco contra isso, por qualquer razĂŁo que seja. Hoje eu menti pra mim pra provar que eu tava errada, pra provar que nĂŁo existe nada, but there must be something in the water. Eu nĂŁo vou arrombar o armĂĄrio com um cartĂŁo de crĂ©dito, mas vocĂȘ nĂŁo precisa esconder o que tem lĂĄ dentro pra sempre. Eu jĂĄ te mostrei o meu, tudo que eu tenho, tudo que eu sinto, entĂŁo me dĂĄ logo esse tiro na testa porque se eu ouvir mais uma mĂșsica que eu acho a sua cara sem poder te mandar eu vou ter que mandar meme do gavin que vocĂȘ odeia.
(take a breath, take it in, love has no expiration date) or (gotta cut through the noise so you can know what love sounds like)
Dear T., Eu sempre acreditei muito em cartas, sempre fui do tipo que escreve (as vezes eu escrevo aqui e apago), gosto muito de cartas porque existe um princĂpio de que sĂŁo de alguĂ©m pra alguĂ©m, que em algum momento ela vai chegar e a pessoa vai saber. NĂŁo precisa entender, sĂł saber. Desculpa eu nĂŁo ter sido pra sempre a garota sorridente e brilhante do primeiro encontro, que fala de coisa sĂ©ria fazendo piada. Por todo trabalho, por todos os textĂ”es. Por tudo. Desculpa eu ter aparecido numa hora ruim, por nĂŁo ser fĂĄcil de lidar como eu tentei mostrar. desculpa por eu ter acreditado tanto quando vocĂȘ me chamava de amor, e por ter dito que te amo tantas vezes. Desculpa pelos âshowsâ e pelos âdramasâ que eu nĂŁo consigo controlar. Desculpa por eu ter acreditado na Gaspar ontem - e por ter contado isso pra vocĂȘ -, porque como cĂȘ disse, nada na gente nunca fez sentido, Ă© possĂvel que seja carinho, mas Ă© possĂvel que nĂŁo seja sĂł isso. Acontece que uma parte de mim acredita mesmo que vocĂȘ gosta de mim, de um outro jeito que ainda nĂŁo Ă© o jeito de antes, mas tambĂ©m nĂŁo Ă© sĂł carinho. VocĂȘ leu tudo, viu tudo, ouviu tudo, me controlou, me segurou, me deixou salva e a gente nĂŁo faz essas coisas sĂł por amizade. VocĂȘ me deixou falar absolutamente tudo que eu tinha pra falar e eu sou grata por isso, e peço desculpas. Acontece. Ă possĂvel. Porque pra mim nada Ă© tĂŁo frĂĄgil que muda totalmente em doze horas, pra mim nada acaba assim do nada, entĂŁo desculpa por pensar assim mesmo sabendo a verdade. Eu nĂŁo preciso que vocĂȘ me diga que somos apenas amigos, eu sei tudo isso. Mas uma parte de mim insiste, resiste e nĂŁo desiste. TĂŽ fazendo tudo errado, mas juro que Ă© com amor, porque quando eu amo "do jeito certo" eu mato em mim tudo que Ă© espontĂąneo. Eu sou grito na escada, crise de choro e medo do escuro, a Ășnica coisa que eu acredito mesmo Ă© em amor. E todos os meus amigos falam que Ă© loucura minha, talvez seja. Talvez seja. A camisa xadrez que eu levei na viagem era a mesma que vocĂȘ tava usando no primeiro encontro, era a mesma que vocĂȘ tava usando no dia da minha foto favorita. O cheiro de vocĂȘ me acalma, me faz pensar que eu tĂŽ bem, que o mundo ta calmo. O seu sorriso me dĂĄ a maior paz do mundo, eu guardei todas as fotos da gente sĂł pra lembrar dele, e as sardas do seu rosto sĂŁo a coisa mais linda. Com vocĂȘ eu consegui falar no telefone, parei de comer mcdonalds e voltei a tomar remĂ©dios. Acontece que quando eu tomo remĂ©dio eu penso pelo menos 4 vezes no dia em como seria se eu tomasse a caixa inteira - e isso nĂŁo tem nada a ver com vocĂȘ, nĂŁo pensa isso nunca! Queria vocĂȘ sentado na cama, reclamando dos seus alunos, falando dos seus amigos, fazendo pipoca sem camisa na cozinha. Seu sorriso de bĂȘbado, as piadas, atĂ© a musiquinha idiota. Sim, iâll think youâre gorgeous, and iâll m want to hug you, and iâll want to kiss you, all that whenever i see you. Eu tentei a vida toda nunca colocar fĂ© em ninguĂ©m, porque ninguĂ©m precisa lidar comigo alĂ©m de mim, e vocĂȘ me deu coragem. Um monte de coragem. Ficou do meu lado depois de vĂĄrios surtos, segurou minha mĂŁo, me esperou. E continuou esperando que eu pegasse um ritmo que eu nunca consegui alcançar direito. VocĂȘ teve todos os motivos pra me odiar, pra ir embora e vocĂȘ nĂŁo foi. E essa parte nĂŁo faz sentido a nĂŁo ser que exista alguma coisa porque nĂŁo Ă© possĂvel que vocĂȘ se culpe por isso, por quem eu sou. Vou te pedir desculpas pra sempre, por todo trabalho, por todo o incĂŽmodo. Vou sempre achar que vocĂȘ me odeia porque eu insisto em dizer que te amo (e agora acho que sua irmĂŁ me odeia tambĂ©m). Eu sei que nĂŁo Ă© de mim que vocĂȘ quer ouvir isso, mas Ă© tudo que eu tenho agora. Eu sei que eu sou um peso e que provavelmente foi o pior match possĂvel. Vou sentir culpa pra sempre por ter te mostrado esse lado de mim que eu odeio, por sentir que te obriguei a ficar. Vou pedir desculpas pra sempre por eu nĂŁo ser a garota do primeiro encontro, mas por ser a que sai de casa no meio da tarde com uma caixa de nuggets porque meu jeito de amar Ă© incerto e eu nunca sei se vou querer acordar amanhĂŁ, entĂŁo tento fazer tudo ao mesmo tempo. NĂŁo sou boa malabarista. Vou pedir desculpas pra sempre por todos os textĂ”es, bĂȘbada ou sĂłbria, e por essa ultima semana ter espiralado completamente errado e eu ter me descontrolado. Desculpa por tudo que eu fiz, por ter te feito perder a paciĂȘncia, por ter te pedido pra me salvar, por nĂŁo ser sempre leve. Desculpa por eu te amar do meu jeito. Desculpa por eu te amar. Desculpa. T.
Pois se te provoco a ira
o que te move? Como vocĂȘ acorda todos os dias e levanta da cama? O mundo ainda Ă© o mesmo, mas vocĂȘ nĂŁo. Os tempos mudaram, em seu rosto eu vejo um cansaço. Um abatimento tĂŁo sereno que vocĂȘ tenta esconder. Um esgotamento de cada uma das suas cĂ©lulas. VocĂȘ estĂĄ desistindo de si e isso nĂŁo Ă© bom. Ora vamos, nĂŁo Ă© o fim dos tempos! amor Ă© cĂłlera e sabemos bem disso, mas cĂłlera passa e vocĂȘ precisa se desapegar. VocĂȘ precisa deixar o mundo girar de novo. Fora do eixo, pra fora da Ăłrbita! Teu mundo Ă© bem diferente do deles, mas vocĂȘ nĂŁo pode se trancar aĂ dentro pra sempre, precisa abrir a porta e dar uma sacudida nesse tapete. Teu peito dĂłi agora, essa dor Ă© minha tambĂ©m. Mas admita que mesmo que vocĂȘ diga com todas as letras: ele nĂŁo volta porque ele tambĂ©m se doeu de sua estupidez. Ele tem orgulho como vocĂȘ! Pensa bem meu amor, vocĂȘ faria o mesmo (exceto que Ă© meio burra e abriria mĂŁo da tua pose por amor). Pensa bem meu amor, vocĂȘ ainda o ama com força e nĂŁo tem nada que nĂŁo daria para mudar isso, para tirar esse sentimento do peito de vez. Mas nĂŁo Ă© assim! Se te provoca a ira, se te incita a cĂłlera, Ă© porque estĂĄ viva ainda. Eu sei que vocĂȘ o ama, mas o amor que sente por si mesma devia ser um pouco maior e seus olhos cansados de acordar no meio da noite te denunciam. Seu rosto estĂĄ inchado, por Deus, seque essas lĂĄgrimas que vocĂȘ Ă© durona! VocĂȘ nĂŁo Ă© assim. VocĂȘ o quer de volta mas nĂŁo pode fazer nada a nĂŁo ser dizer o que pensa, e saber que por mais que o que vem nĂŁo seja o que espera, vocĂȘ consegue. Eu sei que nada nunca te doeu tanto. Ou foi tĂŁo forte. Mas vocĂȘ escondeu isso bem! Foi tĂŁo bem por um mĂȘs inteiro! Estou orgulhosa por nĂŁo ter corrido antes, sinceramente foi mais do que eu imaginei. Mas vocĂȘ precisa recomeçar. Colar tudo, cabeça no lugar. Se ele nĂŁo te quer mais a gente consegue. Vou inventar mentiras sobre ele pra te deixar bem! Uma bobagem que seja atĂ© vocĂȘ se convencer que tudo passa. Se eu causo ira Ă© porque vocĂȘ ainda sente alguma coisa.
(bring on the rain and bring on the thunder)
Eu acho que vocĂȘ fez tudo de errado que dava pra fazer, e eu tinha mil motivos pra te odiar e eu simplesmente nĂŁo consigo. Porque eu nĂŁo sei o nome disso que eu to sentindo, mas eu to vazando por dentro. E eu nĂŁo aguento mais escrever textĂŁo porque eu sei que vocĂȘ acha um saco, EU TAMBĂM ACHO! e eu nĂŁo aguento mais fazer todas as milhĂ”es de coisas que eu faço que te afastam, nĂŁo aguento minhas frescuras, minhas paranĂłias, odeio o jeito que eu acordo todos os dias pontualmente as 5:40 mas eu nĂŁo consigo de outro jeito, jĂĄ tentei. E eu me acho idiota sempre que eu me preocupo com vocĂȘ porque vocĂȘ Ă© adultinho e vivia sua vida muito que bem antes de eu aparecer e ta vivendo muito bem sem mim, diga-se de passagem, mas eu nĂŁo tĂŽ porque eu tĂŽ procurando seu rosto o tempo todo e isso Ă© um caralho porque eu passei o dia lutando contra a vontade de mandar uma mensagem idiota. Eu to completamente apaixonada por vocĂȘ, do mesmo jeito que tava na terceira vez que eu te vi, do mesmo jeito que tava quando surtei na sua cama, do mesmo jeito que tava quando fiquei esperando noticias no ano novo, do mesmo jeito que tava quando cĂȘ parou o carro no meio do eixĂŁo pra ter certeza se o que eu tava sentindo era real. Sempre foi real pra mim. Que pena. Que merda. Mas eu queria que as coisas fossem pra mim como elas sĂŁo pra vocĂȘ, que eu conseguisse negar tudo isso trĂȘs vezes e bola pra frente, mas Ă© carnaval, meu feriado favorito da vida, e eu sĂł consigo pensar que to com saudade do teu abraço em mim. E eu me sinto trouxona porque eu te amo e isso nĂŁo passa, e ai vocĂȘ fala que cogitou ir ver a Luiza e eu fico em cacos porque ela te deixa em cacos, e eu nĂŁo quero te ver assim nunca porque eu te amo. Essa vontade de te ver nĂŁo passa. Esse ciĂșme nĂŁo passa. Esse cuidado nĂŁo passa. Nada disso passa! E nĂŁo tem essa de dar tempo ao tempo, eu me conheço. E eu nĂŁo entendo como eu tava tĂŁo plena numa sexta, com suas pernas no meio das minhas e como eu vim parar onde eu to agora. Mandando mensagem 3 da manhĂŁ dizendo que te amo, e repetindo isso diversas vezes pra a torneira para de vazar. Eu queria vocĂȘ do meu lado, e isso Ă© uma merda porque a coisa que eu mais quero eu nĂŁo posso pedir de vocĂȘ. Queria as conversas sobre filmes, vocĂȘ me explicando quadrinhos, as risadas, os beijos, as piadas bobas, o sexo, queria roubar de volta todas as vezes que te chamei de amor sĂł pra poder repetir tudo de novo, sem pressa. Mas foi sĂł no babydoll, olhando na cara do Igor, que eu entendi tudo isso. Que eu te amo, e que cĂȘ sente tesĂŁo pelo jogo que a gente joga, mas esse jogo nĂŁo Ă© suficiente pra mim porque fico lembrando de como a gente combina, na loucura, na cama e no universo, com seu cheiro em mim ou na minha roupa, da sensação de que eu tĂŽ segura e que o mundo nĂŁo vai explodir em caos quando a gente ta junto. Queria a minha roupa no chĂŁo do teu quarto, tua respiração pesada na minha orelha, minha mĂŁo apertando e arranhando cada pedacinho de pele que eu conseguisse alcançar enquanto sua mĂŁo descia pela minha barriga. Queria seu corpo pesando no meu pra lĂĄ de depois da meia noite, um sorriso frouxo preso na boca enquanto a sua aperta a minha. Queria os vinte minutos de sono e acordar com vocĂȘ beijando meu ombro, vocĂȘ me deixando na frente do prĂ©dio e me dando aquele Ășltimo beijo de sempre bem na portaria. As mensagens de "cheguei em casa", "to bem". Todas essas coisas que eu nĂŁo posso pedir. Que eu nĂŁo tenho direito de pedir. Eu nĂŁo falo que amo, mas pra vocĂȘ eu abri uma exceção, pra vocĂȘ eu saĂ da apatia pra um espectro horrĂvel de sentimentos que eu nĂŁo controlo. E que sĂŁo muito piores porque sĂŁo sĂł meus, e vocĂȘ nĂŁo deixa. VocĂȘ sĂł nĂŁo deixa.

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(the way you look tonight)
you look lovely with sleepy eyes, and i can't help but notice how your voice tones down when you're almost sleeping, the way your lips curve up in a tiresome style and how peacefully you look when youâre almost there, but havenât fallen asleep yet. I love the sound of your voice and even the way you used to breathe down my neck, with your arms in a tight grip around my waist. You look lovely by my side, even when youâre not really here. Wish I could tell you this will all go away. That I can control myself, but hereâs the real thing: you look lovely inside me aswell. Your hands strolling down my body and your voice fading as iâm screaming in your ear, you look lovely with sleepy eyes and i love the way you look tonight, but i love it even better when iâm in your bed.
(what lies beneath)
A primeira vez que eu te vi o mundo inteiro ficou quieto. Todas as neuroses, todas as Ăąnsias, todo o medo que eu senti o dia inteiro, tudo desapareceu. Comecei a me arrumar quatro horas antes do nosso encontro, e nĂŁo porque eu demoro pra me arrumar - faço isso em 10 minutos - mas porque eu senti uma ansiedade imensa, e as minhas amigas me fizeram beber cerveja pra parar de falar compulsivamente, eu falo demais quando fico nervosa. Quando vocĂȘ convive com uma neurose psicĂłtica vocĂȘ nĂŁo tem muitos momentos de silĂȘncio, de quietude. Eu acordo achando que algo de ruim vai acontecer todos os dias, um aperto no peito sem tamanho, as vezes passo a madrugada achando que alguĂ©m vai entrar pela porta ou que extraterrestres vĂŁo invadir a Terra ou que espĂritos andam pela minha casa, eu vou dormir pensando se desliguei tudo, se fechei as portas do armĂĄrio, se tranquei todas as portas possĂveis. Mas a primeira vez que eu te vi a Ășnica coisa que eu consegui pensar era como o seu rosto inteiro sorriu quando vocĂȘ me viu e eu soube naquele exato minuto, pelo pulo que meu estĂŽmago deu, que o mundo estava quieto. Eu te perguntei entre risos se vocĂȘ planejava me matar - porque ninguĂ©m sabia pra onde eu estava indo - e eu normalmente pensaria em oito possibilidades de vocĂȘ me matar e nĂŁo entraria no carro. Mas entrei. No nosso primeiro encontro eu passei muito tempo tentando falar de todas as coisas que pareciam importantes no universo pra evitar falar de mim, mas eu fui entregando meu jogo com tanta facilidade que nĂŁo tive medo. De nada. Pela primeira vez o mundo estava quieto e eu nĂŁo estava pensando nos dois cenĂĄrios possĂveis. Num dos encontros que se seguiu eu nĂŁo entendi a mensagem, e fiquei nervosa o suficiente pra inventar um cachorro e nĂŁo parecer boba, eu estava encharcada e mesmo assim vocĂȘ riu, me abraçou e me beijou e de repente todo o nervoso se acalmou. E eu aprendi a te amar com muita facilidade, o jeito como vocĂȘ sempre parecia nervoso e tentava quebrar o gelo com uma imitação, sua risada mas principalmente a forma como vocĂȘ sempre parecia prestar atenção. A primeira vez que o mundo fez barulho enquanto eu estava com vocĂȘ foi como um susto, uma frase boba que nem me lembro mais e eu senti todo o medo. Sua porta estava trancada? O portĂŁo fechado? Todos dentro de casa? E de repente eu me perdi, nĂŁo era minha casa, e se alguĂ©m me achasse ali? Quem se daria conta? Eu me perdi vĂĄrios segundos nisso e entĂŁo a sua voz fez o mundo calar de novo, enxerguei cada detalhe do seu quarto pelos seus olhos, o cheiro do seu perfume e isso foi suficiente pra que eu voltasse. E eu tive medo quando cheguei em casa nesse dia porque eu soube ali que vocĂȘ teria medo de mim. E que o mundo nĂŁo ficaria em silĂȘncio pra sempre. Mas vocĂȘ me trouxe de volta todas as vezes, a ponto de parar o carro no meio do eixĂŁo pra esperar que eu parasse. VocĂȘ era o suficiente pra que o mundo ficasse quieto e eu nunca depositei tanta confiança em alguĂ©m. E deitada na sua cama, todas as vezes, eu soube que eu estava segura, todas as vezes sem exceção. NĂŁo foram cervejas, nĂŁo foi sexo, nĂŁo foi o seu conhecimento relevante sobre Disney ou o seu incrĂvel gosto musical, mas era o fato de que do seu lado eu me senti... Eu. NĂŁo tinha barulho. NĂŁo tinha medo. Eu acordo todos os dias as quatro e meia, e volto a dormir as sete, as vezes quando vocĂȘ fala comigo me acalma e eu durmo mais rĂĄpido. Nem sempre. Mas sempre que eu te vejo, nĂŁo importa quanta confusĂŁo eu esteja sentindo, o mundo fica quieto e eu vejo tudo com clareza. VocĂȘ me disse que precisava ir embora e nesse dia eu enrolei pra te deixar ir porque o mundo estava tĂŁo quieto que eu achei que na hora que eu fechasse sua porta ele ia explodir. VocĂȘ sĂł foi parcialmente, e eu nunca entendi porque. Agora me disse que queria voltar pro mundo, e que talvez vocĂȘ tivesse sido um erro. Mas como pode ser um erro se pela primeira vez eu nĂŁo estava pensando que a gente ia sofrer um acidente de carro, ou que eu ia ser assassinada na porta de casa. Se pela primeira vez o mundo estava em silĂȘncio? Amor nĂŁo Ă© um erro e me mata o fato de que vocĂȘ Ă© capaz de lidar com isso com tanta facilidade que pode virar as costas e voltar pro mundo e eu nĂŁo posso. Que eu nĂŁo consigo sair como qualquer pessoa normal e conhecer pessoas novas porque o mundo faz barulho, e eu me vejo parada. Que demorou um ano inteiro pra que eu conseguisse sair com alguĂ©m de novo - se eu te contasse quantos encontros eu marquei e assim que olhava pra pessoa eu saĂa correndo vocĂȘ ficaria surpreso - r que vocĂȘ Ă© a coisa mais incrĂvel a qual eu jĂĄ fiquei apegada. Que eu sei que nĂŁo foi sua intenção, mas vocĂȘ nĂŁo me deixou tentar! Que eu queria acordar todo dia de manhĂŁ lembrando do jeito que vocĂȘ se empolga com as mĂșsicas no carro ou do cheiro da sua pele. Acontece que agora eu vou ficar pensando pra quem vocĂȘ vai imitar um golfinho e eu nĂŁo consigo pensar que o mundo dessa pessoa talvez nĂŁo fique em silĂȘncio. Que ela talvez nĂŁo se importe com a forma como vocĂȘ ajeita seus Ăłculos, ou com a camiseta xadrez que vocĂȘ usou no primeiro encontro, com a coleção de chaveiros que existe na sua estante ou com o prego na parede, onde ficava um dos trĂȘs quadros. Que ela talvez nĂŁo se preocupe se vocĂȘ chegou bem em casa todos os dias ou durma no seu carro debaixo do prĂ©dio porque nĂŁo quer que vocĂȘ dirija bĂȘbado pra casa. E nĂŁo importa quantas vezes eu diga pra vocĂȘ que estĂĄ tudo bem, tudo que eu queria ouvir Ă© que vocĂȘ quer tentar de novo. Do inĂcio, da primeira vez que o mundo ficou em silĂȘncio pra eu poder arrancar de vocĂȘ todo o barulho que me acalma, porque eu sei que existe alguma coisa, e eu sĂł queria que vocĂȘ confiasse em mim.
<the stories of how i love you changed the game> or <became the best thing i could ever tell you>
"VocĂȘ Ă© incrĂvel". Emma se assustou a primeira vez que ouviu, sempre tĂŁo acostumada a andar empertigada e tĂŁo cheia de si que ouvir um elogio desse tipo pareceu acertĂĄ-la em cheio bem no meio das suas dĂșvidas. Seus lĂĄbios se curvaram num sorriso torto enquanto ela assistia a cena inteira se desenrolar, como se o mundo inteiro estivesse congelado num Ășnico instante e ela pudesse, finalmente, saborear a felicidade de se sentir apreciada. Ela se perguntou da onde vinha isso, fosse sua enorme capacidade de compreensĂŁo ou o tamanho do seu coração de reconhecer a necessidade de outras pessoas ante a sua, ela sempre foi egoĂsta e orgulhosa, mas pela primeira vez parecia entender que as pessoas tĂȘm direito de escolher entre ir ou ficar e que nĂŁo havia problema nisso. Emma sabia bem que era incrĂvel, dedicada, maravilhada com tudo no mundo, e que era pouco provĂĄvel que outras pessoas lhe parecessem tĂŁo interessantes quanto ela, ah, ainda que as pessoas soubessem das histĂłrias que ela tinha pra contar. Ela quis gritar com Rhys, talvez gritando ela conseguisse eliminar toda a confusĂŁo que estava em sua cabeça, porque afinal de contas ela nĂŁo estava triste ou heartbroken ou nada do tipo, ela sĂł nĂŁo entendia, mas Emma nunca foi de causar cenas, falava baixo num compasso tranquilo, a voz ritmada se alegrava quando estava bĂȘbada, mas ainda assim nunca elevava o tom, desde pequena fora ensinada que gritos servem apenas pra assustar, e "nĂŁo conquistamos nada com gritos". Ela queria que Rhys apontasse defeitos, que dissesse que ela era demais pra aguentar, que a relação deles estava fadada ao fracasso desde o inĂcio, mas ele sĂł a disse que ela era incrĂvel e Vanity nunca pensou que haveria espaço em seu coração pra batalhar em uma guerra que sabia estar perdida, mas ela achou. E se sentiu bem por isso. Ela queria fazer o que sempre fez, declarar guerra ao inimigo, sentar horas no chĂŁo do quarto difamando pra todas as amigas que tinha na Sonserina, mas sĂł se deixou abrir de forma longa - e humilhante - pra senhora Vanity. A garota se acostumou Ă forma como os olhos de Rhys brilhavam pro mundo, como seus olhos diminuĂam quando ria, como ele sempre parecia querer ouvir e falar, e rir. TĂŁo bem humorado, sempre tĂŁo alegre e eram sim, de mundos bem diferentes, ele era uns bons anos mais velho quando se encontraram a primeira vez, mas quando estavam juntos pareciam coexistir num mesmo universo, sĂł deles. E por isso Emma nĂŁo entendeu quando foi chamada de incrĂvel e quando mesmo assim ele foi embora. VĂĄrias vezes. Emma sabia que ele nĂŁo queria ficar, mas entre tudo que tinha sido falado e atĂ© o nĂŁo dito, ela nĂŁo entendia como ele nĂŁo tinha vontade de apertar sua mĂŁo na dele o tempo todo que estavam juntos como ela tinha. Emma nunca teve atitude, jamais forçaria uma situação e se retrai com a ideia de ter um capricho negado, ela pode ser vĂĄrias coisas mas coragem Ă© seu maior fracasso, entĂŁo ela deixou passar. Mas todas as vezes ele repetia e ela ficava ainda mais perdida nas palavras, ela entendia o que estava acontecendo, mas nĂŁo conseguia assimilar. Seus olhos dançavam pelo painel do carro e pela rua na frente antes de se voltarem discretamente pro nariz sardento de Rhys. Emma nunca entendeu por que, e talvez nem nunca entenda, mas sempre aceitou, no entanto sua cabeça se encheu de "mas" todas as vezes que ouviu que era incrĂvel. Em sua cabeça nĂŁo fazia o menor sentido alguĂ©m desistir e ir embora assim tĂŁo fĂĄcil, sendo que um dia antes os dois estavam deitados na cama de Rhys falando sobre coisas banais, como se nada no universo fosse algum dia ser diferente. A ambiciosa Vanity nĂŁo fez questĂŁo de se diminuir pra caber em Rhys, pelo contrĂĄrio, quis mostrar pra ele exatamente tudo que estava pensando e sentindo, e no entanto nĂŁo conseguia. Emma gritou, chorou por horas e entĂŁo pediu desculpas pela cena. Amos, Nate e Ian diriam que ela estava irreconhecĂvel e talvez a sua capacidade de tentar tirar do peito tudo que estava sentindo fosse incrĂvel, talvez fosse seu sorriso abobado depois de ver um filme ou sĂł o fato de que ela nĂŁo se esforçava pra ser compreensiva, isso era quem ela era. Emma nĂŁo culpa Rhys, e no fundo nem a si mesma, e Rhys diz coisas que soavam quase condescendentes e nem assim ela sentia raiva porque sabia que era exigir demais pedir que ele ficasse ali cada vez que ela quisesse chorar. A garota queria uma resposta que ele dizia nĂŁo saber dar e que parecia cada hora mais rasa. Cada conversa mais rasa atĂ© o ponto que nĂŁo vai existir mais nada submerso alĂ©m dos dedos dos pĂ©s. Emma se ressente um pouco disso, porque queria que Rhys visse o mundo do jeito que ela vĂȘ, mas esse mundo Ă© dela e sĂł dela. Ă importante frisar que ela nunca pediu pra que ele voltasse pra ela, ainda que quisesse, ela sempre soube que nĂŁo se pode pedir isso de alguĂ©m. Emma sempre foi um poço confuso de coisas, mas ela finalmente tinha entendido que amor nĂŁo espera nada de volta, e talvez as dores passem com o tempo, que a vontade de ver e beijar se torne um ponto comum na memĂłria. Talvez seja sĂł da dela. NinguĂ©m sabe, mas a Ășnica coisa que ela tinha medo era de perder a companhia dele, da qual tinha se tornado tĂŁo fĂŁ. Perder a pessoa que falava da vida, e compartilhava segredos e histĂłrias. Por orgulho, ela precisava dizer que preferia nunca ter dito que o amava, ou que eles nunca tivessem se conhecido, mas por coragem ela precisava dizer que foi a melhor coisa que ela podia ter dito. E que ele era incrĂvel tambĂ©m.
<the stories of how "i love you" changed the game> or <why is everything a competition?>
Emma nunca foi a pessoa mais emocionalmente disponĂvel, parte disso provavelmente deve-se ao fato de que nĂŁo tinha muito disso em casa, filha de uma famĂlia nobre, Emma praticamente foi criada pelos elfos domĂ©sticos enquanto sua mĂŁe, uma workaholic assumida, e seu pai, que estava fazendo sabe-se deus o que, faziam o que faziam de melhor: sumiam. Sua mĂŁe se culpa por isso atĂ© hoje mesmo que Emma saiba que nĂŁo Ă© bem assim. Na vida de Emma passaram trĂȘs caras que pareceram importantes sob seu ponto de vista. NĂŁo que tenham existido apenas os trĂȘs, mas nenhum dos outros chegou a ouvir nenhuma histĂłria relevante, ou frase de suspense. Sobre dois deles ela teve dĂșvidas, muitas delas, antes de dizer as trĂȘs palavras que aparentemente mudam completamente o curso da vida de alguĂ©m. O primeiro foi Nathaniel Avery - Nate pros Ăntimos. Emma e Nate se conheceram em Hogwarts, colegas de casa que inegavelmente nĂŁo tinham nada em comum, mas mesmo assim dividiam mil histĂłrias. Nate roubou um beijo de Emma quando eles tinham treze anos, e Emma se achou a garota mais sortuda da face da terra! Umas duas semanas depois Nate mandou um bilhete no meio da aula dizendo que a amava, e os olhos escuros de Emma perderam mais ainda a cor porque ela nĂŁo queria responder. Mais tarde naquele ano ela se agradeceu por nĂŁo ter dito porque descobriu que Nate tambĂ©m beijava sua colega Dorcas e dizia que a amava. Depois de Nate veio Amos. Emma e Amos tinham menos coisas a ver do que Emma e Nate, ele era mais velho e assumidamente um chato, pouco tempo depois se revelou controlador e Emma nĂŁo sabia o que fazer. Todo mundo que tem a garota em sua rede de contatos prĂłximos sabe do que acontece, mas quando Amos apareceu na vida dela essas coisas ainda estavam pouco tratadas e ela teve um episĂłdio complicado enquanto estava na rua com uns colegas, e Amos nĂŁo hesitou em correr em socorro para deixĂĄ-la em casa. Amos disse as trĂȘs palavras. Ela desceu do carro, bateu a porta e saiu correndo pra dentro de casa. Pobre Emma, completamente vulnerĂĄvel deixou que Amos visse muitas das suas fraquezas e acabou acreditando naquilo porque achou de verdade que tudo estava bem. Mas nĂŁo Ă© certo que usem suas frestas pra empurrar alguma coisa, e Emma entendia tĂŁo pouco do que estava acontecendo que se deixou ser domada e ninguĂ©m viu. "nĂŁo pode batom" "nĂŁo gosto quando vocĂȘ sai" "para de beber" "nĂŁo consegue melhor" "quem Ă© esse?". Poucas pessoas sabem que Emma ainda evita fazer um monte de coisa por medo, mas ta tentando melhorar. TrĂȘs anos se passaram disso, e ela chegou a dizer as trĂȘs palavras um dia, hoje Emma tem vontade de vomitar quando pensa nisso. Logo depois dele Emma se exilou, passou um tempo fora pra "pensar na vida" quando na verdade queria sumir do radar e voltar uma pessoa nova, cortou o cabelo e comprou logo um batom vermelho - foi a primeira compra com o primeiro salĂĄrio em dĂłlar - conheceu um monte de gente interessante, fez as pazes com o espelho e voltou. Dava pra ver que ela estava diferente, a menina. Pintou o cabelo assim que chegou, uma mecha pequena de rebeldia naquela massa enorme de cabelo, praticamente aboliu as calças de dentro do armĂĄrio e conheceu mais gente interessante aqui. Saia praticamente todos os dias da semana com os amigos novos e os amigos antigos nĂŁo aguentaram ter sua atenção dividida, Emma geralmente era a amiga que todos procuravam com um problema e ela decidiu que sĂł queria coisas boas pro ano. Algumas merdas aconteceram. Seus novos amigos viajaram e Emma ficou. Sozinha. A um mĂȘs atrĂĄs algumas coisas mudaram. Emma conheceu um cara novo, que nĂŁo foi apresentado por ninguĂ©m alĂ©m do acaso. Quando combinaram de se conhecer Emma nĂŁo esperava nada porque nĂŁo tinha expectativas, no entanto conheceu alguĂ©m que nĂŁo se importava de ficar com a cara suja de batom no meio de um bar ou que nĂŁo reclamava que ela estava bebendo cerveja com as pernas cruzadas que nem criança (os pĂ©s dela nĂŁo alcançam o chĂŁo e ficar com elas pra baixo Ă© desconfortĂĄvel). AlguĂ©m que fez questĂŁo de sair com ela todos os dias da semana nem que fosse sĂł um pouquinho, e que contou vĂĄrias pequenas coisas - mas soube ouvir muito bem tambĂ©m. Que a viu durante a noite e quis ver durante o dia e na primeira vez que Emma desceu na frente da casa dele ela nĂŁo queria nem avisar que chegou de tanta vergonha. Ela tem uma dificuldade enorme de se permitir um pouco, mexe no cabelo e esconde o rosto quando fica nervosa, mas Emma se sentia tĂŁo leve do lado dele que tomou coragem. Quase toda coragem do mundo, mas foi dentro de um carro que o cenĂĄrio mudou. Emma nunca foi do tipo que manda bilhetes ou vomita as palavras e deixa a outra pessoa segurar a bomba, mas eles tinham um combinado, nĂŁo devia ser uma competição e sim uma questĂŁo de conforto e segurança. "entĂŁo sĂł existem duas opçÔes, Ăłdio e amor?" "sim?!" "vocĂȘ jĂĄ disse que nĂŁo me odeia entĂŁo vocĂȘ me...". Ela se lembra de ficar sem graça e sem palavras. Nunca tinha pensado no que isso realmente significa, nĂŁo sĂŁo trĂȘs palavras que te amarram a ninguĂ©m mas que te abrem e ali dentro do carro ela ficou um tempĂŁo pensando no peso que isso poderia ter. Pensou que era cedo demais, mas o que Ă© "cedo demais" afinal? Iria eternamente parecer cedo e ela sabia disso. Pensou que estivesse exagerando, mas nĂŁo tinha outro nome pra dar pra sensação boa de que o universo cabe todo no banco do passageiro, pra ideia de que o mundo de repente parece pequeno demais. Rhys insistiu mais algumas vezes e ela nĂŁo disse nada, queria, mas pensou demais e quando Emma pensava demais as coisas pesavam. NĂŁo existe hora certa. NĂŁo existe momento certo. NĂŁo existe cedo demais. Existem situaçÔes impropĂcias, no entanto, e Emma escolheu uma pĂ©ssima, mas quando viu jĂĄ tinha aberto a boca. Pela primeira vez ela nĂŁo ficou preocupada em ouvir de volta ou de uma reação ruim. Ela tinha falado e quis dizer cada uma das palavras. Elas tinham o significado que deviam ter e quanto mais Emma falava, mais real parecia. Seu corpo pequeno foi tomado por uma fĂ© cega no significado daquele gesto. Logo ela, sempre tĂŁo comedida, tĂŁo politicamente correta, que se escondia atrĂĄs de uma armadura tĂŁo silenciosa, logo ela.
(stay away) or (stand alone)
Dear Ex Lover, If there's something that people should know is that being with someone is more than often being alone. Is listening to the sound of tears sometimes, feeling the warmth of the water rolling down your cheeks when it's way past your bed time and you find yourself looking at the roof with a head full of thoughts that sometimes don't connect, and like a movie you see everything, you remember the first time he dropped you off at your front door, the first kiss and the first "i love you". You didn't knew how much it meant to say that for the first time, or how much it would hurt when the last came. They never told me you, my first love, would be the death of me in a certain way. You broke me so many times I can't even count. By your side I felt insecure and small, I felt like you loved me the most and sometimes not at all, sometimes everything else was much more meaningful than me being by your side. You wouldn't pay attention to what I had just said to the point it made me feel... Worthless. It's something that takes time to be destroyed, love, but we managed to do that. We got so tired as we walked together that we didn't know how to sit back and enjoy the view anymore, to lie in the grass and watch the lake as we did before. After you I thought I would never be liked by anyone else, that every man was after the only thing I couldn't give to you. That I was finally defeated. But then I wasn't. Someone came along, not too far along the way, but this someone was also at a great distance and we were doomed from the beginning, I was figuring out who I was without you and I decided to put myself first, and so I had to leave him. I left this great person because, for the first time, I was my priority, and so I went on and cut my hair, said bye to the dye, accepted the greatest experience that was yet to come, and even found out that love can pop out from the most unexpected. I still love you, but I learnt that I also love myself a great deal, and no matter how much I love you it'll never be enough to let you hurt me again. I'm shielded now, I should've known better. But I also remember that I told you I loved you a month into the "we" matter, maybe I jumped ahead of myself. Maybe I should never say it. Love isn't meant to be hurful. It should be such a wonderful experience that you cannot wait to see someone's face again, to hear his laughter or to lie in his arms and hear his heartbeat in the silence of the room. Love is supposed to be something you could easily drop everything and meet someone in a pouring rain, but that this person would also know to wait until your shift is over. I'm not sixteen anymore. I "got a grip" and realized that maybe you were really never meant for me, because I am too good. And maybe dealing with me was a little too much, I know how overwhelming I can be, but you didn't have the right to make me feel small and I won't let you haunt me anymore. From the relationship I biult with myself and looking at the ceiling I realized that I now worry about another guy. I'll think about you sometimes, but your face will be mixed up wiyh someone else's until it fades completly to nothing but a picture in a box. I loved you in every color, but now I'll let you go black and white. Thank you for making me stronger, I'm not made of you anymore.

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(prety girls donât know the things that I know) or (letters)
Dear Love,Â
Lying in my bedroom floor I know that I canât actually name what I feel right now. Iâm stuck between a mix of extremely happiness and a feeling of vacancy, is like something is missing from a very specific routine, something I got used to even though I shouldnât have. Right now, to be completly honest, I feel weakened. Itâs not a matter of what happened to us anymore, itâs what happened to me that bothers me. Itâs not like I have never felt in love before, I have indeed, nothing feels different from the first times except that everything is. I am. You know how thereâs always a reason? I never dreamed of prince charming, wasnât saving-myself-for-marriage, so donât get me wrong, from the second I met you I didnât had any doubt of what I wanted. But now lying in the bedroom floor I recall bits and pieces, and realize that what we had could never have a label, because we werenât worried about it and I still ainât.Â
Itâs a very fascinating thing to be so starstrucked by the vision of someone how I was whenever I saw your car pulling up to the security point, each and everytime thinking Iâd be stood up, this feeling never went away, but it wasnât until I had you sitting on my living room and talking to my roomate that I realized it that I had crossed a line. I tried to tell you on the that day, and many occasions after that, but I knew that from the moment I told you that youâd... Run. I mesured it very well, what and when to say everything I did regarding this fact but it grew on me as Iâd pull myself deeper to you.Â
Though in my mind the stuck image of our first kiss seems to be very important, it didnât get magical until the last one. You said youâd leave the room as if you were going to see me again tomorrow or a couple days later, and you stayed until I seemed calm enough to handle that, instead of leaving me crying. You stayed and we danced until you made me laugh, and the crying eased until it softly stopped, and now I have a memory and a picture.
At first I had to measure all I did and said, for good old reasons we always think that lying at first is a good way to make someone like you, I wanted you to like me enough to hang, but as the day became the night I was no longer worried, focused on the idea of not seing you again. And as the one night became a rather large amout of nights, I let you witness my dark and twisted places, if not, I let you take a good peek of it.Â
I thought that having your arms around me and my head on your chest would mean the most of it, but apparently I was wrong. Itâs how youâre not here but the memory of your touch still ignites something inside me.Â
Iâd like you to forgive me for giving everything I had, even if it wasnât all at once, you shouldnât have to deal with it right now. I was so sure to keep it safe and locked from the ones that came before you that in the moment you scratched the surface it boiled, and I wanted you to have it all. I still do.Â
And if you think thatâs something that you donât want right now, or ever, just tell me to stop. It may seem like I donât know how to do it but I do, I understand my noâs better than yes sometimes, and weâll understand that better once us are no longer... Us.Â
So if dawn has to go down, and nothing gold can stay, Iâd like this memory do go with me.
<some awful quote that made me melt>
VocĂȘ jĂĄ se apaixonou? Ă horrĂvel, nĂŁo Ă©? Isso te faz tĂŁo vulnerĂĄvel. Isso abre seu peito e abre seu coração, e isso significa que alguĂ©m pode entrar em vocĂȘ e te bagunçar completamente. VocĂȘ constrĂłi todas essas defesas, vocĂȘ constrĂłi uma armadura inteira, pra que nada possa te machucar, e entĂŁo uma pessoa estĂșpida, nĂŁo muito diferente de qualquer outra pessoa estĂșpida, vaguea pela sua vida estĂșpida... VocĂȘ entrega a ela um pedaço de vocĂȘ. E ela nĂŁo podiu por isso. Eles fizeram algo estĂșpido um dia, como te beijar ou apenas sorrir pra vocĂȘ. Isso te consome por dentro e te deixa chorando no escuro, de forma que uma simples frase como âtalvez nĂłs devamos ser apenas amigosâ se transforma em um copo de vidro explodido em direção ao seu coração. Isso dĂłi. NĂŁo Ă© apenas a sua imaginação. NĂŁo Ă© apenas na sua mente. Ă uma dor-de-alma, uma dor do tipo entra-em-vocĂȘ-e-te-destrĂłi.  Eu odeio o amor. - Neil Gaiman.Â