Há um momento no qual a questão “Por que não consigo receber mais de Deus?” bate à porta com tanta força que chega a ser impossível ignorá-la. Não apenas isso: no momento de cansaço extremo e desesperança, Deus nos confronta no íntimo, e a indagação se torna ainda mais profunda.
Recebemos mais de Deus quando começamos a responder com a dignidade que Ele merece. Ainda que pensemos que existam motivos legítimos, Deus é claro e cristalino: enquanto existirem outras coisas no caminho que valham a sua vida e o seu amor, você não é digno de mim.
Então, o que antes era uma trava nebulosa começa a ganhar nome: ídolo. Como se não bastasse, os caminhos que antes pareciam intermináveis e desgostosos começam a se identificar como perdição. Sem o Senhor e longe do Senhor, não sobra nada. Andamos em círculos e morremos insatisfeitos.
A questão nunca reside no quanto o Senhor deseja revelar de Si mesmo. Tudo o que estava ao Seu alcance, Ele o fez. Veio até nós de todos os meios possíveis e impossíveis para nós. Nunca é sobre Ele querer ou poder satisfazer; Ele responde de maneira afirmativa para ambas. O ponto central é: o quanto nós respondemos com dignidade ao Senhor? O quanto nós vamos receber d'Ele?
Deus nos ama incondicionalmente, mas uma vida cheia da plenitude da Sua presença requer uma entrega completa. Podemos provar nuances do Seu infinito amor, ou viver uma vida que pode parecer, por vezes, dolorosa, mas que encontra resguardo na plenitude de quem Ele é.
Os apóstolos viram Alguém digno de todas as suas vidas para sempre; eles não hesitaram em viver negando a si mesmos pela plenitude de Cristo.
Deus, eu também quero ver.
Mateus 10: 37-39.
Vitoria Chiati.















