domingo, 31 de maio de 2020 às 23hrs40. estou deitada ao seu lado. você aparentemente está dormindo ou sei lá, apenas tirando um cochilo. hoje eu estou bastante ansiosa desde quando eu fui pra minha casa. eu não sei muito bem explicar, mas eu tenho tentado de todas as formas possíveis ser para você o que nunca foram para mim, eu acho bem difícil eu conseguir ser a namorada perfeita. estou longe disso. mas, é isso que você é pra mim: a namorada perfeita. quando nós estamos nesses nossos momentos de falar sobre coisas do passado, que por incrível que pareça, eu até gosto de falar sobre, eu fico bem triste. não por ciúmes -talvez um pouco de insegurança-. fui impedida no meio do texto, você acordou e perguntou se eu não iria ficar abraçada contigo. voltando, agora são 23hrs54. eu tento lidar bem, entende? pro teu bem, por saber que faz parte de você. do que você viveu. do que você vive. que um dia fez sentido pra você e talvez ainda faça. mas eu tenho bastante medo. medo de um dia ter outra pessoa deitada em meu lugar ouvindo você falar sobre como foi o nosso relacionamento, sabe? como você acabou de fazer falando da ‘fadinha’. espero que você não leia isso. eu não teria cara pra olhar pra você, de tanta vergonha. o medo me suga e me faz pensar que a qualquer momento nós duas podemos simplesmente nos perder no caminho, ou na verdade, nos encontrar com nós mesmas e seguir caminhos diferentes. que dor. mas faz sentido eu pensar nisso. bom, vou deixando por aqui, qualquer minutinho você pode acordar de novo e melhor não dar de cara com isso.











