É possível avistar [LEYLA KORKMAZ] pelos corredores de Exspiravit, a caminho de sua próxima aula; estando no [MÓDULO II], não pode perder nenhuma delas. Com [29 ANOS], essa futura caçadora se parece muito com [HANDE ERÇEL]. Possui [VISÃO] como Talento, e busca aperfeiçoá-lo até a conquista de seu diploma.
T.W.: morte
De quantas tragédias uma pessoa pode viver? Com certeza o limite é um pouco maior quando se é uma caçadora. Quando se nasce para ser uma, quando seu sangue é herdado deles. Filha de dois caçadores de fantasmas, a fama de seu sobrenome é antiga na Turquia e em países da região, mas não importava quantos casos sua mãe tivesse conquistado, ela ainda pereceu para o mal puramente feminino: o parto. Na noite em que veio ao mundo, sua mãe virou uma bolinha luminescente e passou para o mundo dos mortos, deixando para a filha apenas seu nome e seu colar.
Leyla cresceu tendo uma certeza: queria seguir os passos dos pais e ser uma caçadora brilhante como eles. Mas, ao mesmo tempo em que crescia aprendendo sobre o mundo sobrenatural dos fantasmas pelas palavras de seu pai e madrasta, tentava proteger a irmã mais nova do que percebia ser um trabalho muito perigoso. O que apenas se provou verdade quando, em uma viagem de família, acabaram indo a um hotel mal-assombrado, e fugindo dos fantasmas mais agressivos - e para o qual não estavam preparados - acabaram se envolvendo em um acidente de carro.
Muitos caminhos foram trilhados depois do evento daquela noite: seu pai perdera uma segunda esposa, e sua irmã mais nova agora também ficava sem mãe. Seu pai, em seu luto, finalmente decidiu lhe enviar para a Academia de Istambul, algo que ela postergava desde a adolescência, argumentando que aprenderia muito mais com ele e em campo do que em qualquer outra escola. Depois do acidente, houve um certo afastamento das filhas, e enquanto Leyla, que sempre quisera aquela vida, agora ia para a Academia, sua irmã, que nunca a quisera, teve seu dom desperto e mudava de ideia sobre o negócio da família.
Por algum tempo, tudo seguia certo, as irmãs, sempre companheiras, eram as estrelas da Academia - tanto por causa do sobrenome quanto por causa do óbvio entendimento delas sobre o assunto e a vivência prática. Seus pais tinham licença de mentores, então ambas iam em missões de campo constantemente, até que seu pai resolvera aceitar um caso em conjunto com a Academia, e uma negligência severa causou a morte do patriarca. O segundo módulo das garotas não foi concluído, uma vez que fugiram levando tudo o que conseguiam carregar.
Por uma feliz coincidência, Leyla carregava o mesmo nome de sua mãe, e foi fácil usar a licença dela para continuar indo em missões com a irmã sob o pretexto de ser sua monitora - facilitava o fato de já ter idade para isso, já que entrara tarde na Academia. Por um tempo, evitaram ficar por perto de Istambul e Turquia de modo geral, voltando para o país apenas depois de algum tempo, se aproveitando da pouca verificação de documentos.
Continuaram na vida de caçadoras de fantasmas por anos, passando por diversos países da Ásia, Europa e ainda alguns na Oceania e África, mas tinham cuidado de evitar o Reino Unido por rumores de serem muito atentos ao passado e documentação dos caçadores. E justamente quando estavam confortáveis demais, confiantes demais, pegaram um trabalho que pagava muito bem em um interior perdido do Reino Unido. Sinceramente, Leyla nunca imaginaria que a Exspiravit e um membro da SISCEF estaria por lá - era um trabalho muito difícil e tentador.
E assim as irmãs Korkmaz se viram diante de uma decisão: serem autuadas por estarem trabalhando sem licença e sem formação acadêmica - e possivelmente nunca mais trabalharem no ramo, pois foi fácil para o SISCEF lhe tirar a licença de sua mãe - ou ingressarem na Academia Exspiravit. É, não é preciso um gênio para descobrir por que as duas caçadoras com mais de 10 anos de experiência prática em campo agora andam pelos corredores como alunas do segundo módulo.
Trivia:
Desde o acidente de carro que sofreu com toda a família e em que perdeu a madrasta, Leyla só anda de carro sem cinto de segurança. Além do trauma de ficar presa debaixo d’água dentro do carro, também demorou para salvar a irmã por causa disso. Sempre prefere andar de moto ou por meios de transportes públicos.
Também por causa disso (e de praticidade) ela mantém um canivete de bombeiro consigo sempre, e seu modelo contém um corta cinto e um quebrador de vidros.
Herdou o colar de sua mãe e nunca o larga; ele é um conjunto com o de seu pai, agora pertencente à sua irmã. Trata-se de uma relíquia de família, passada por gerações, e os colares eram fontes de um casal apaixonado, que repassaram para o filho durante a guerra, e têm a habilidade de identificar quando o portador do par tiver falecido. Como é feito de prata e forjado à sal, sua corrente também serve para afastar fantasmas em uma situação de urgência.
É bastante atlética e já fez aulas de vários estilos de luta, se mantém em forma correndo todos os dias e sempre que ficam um tempo a mais numa cidade, tenta entrar em uma academia de luta.
Foi treinada pelo pai com a rapieira e sempre mantém uma consigo, mas também é adepta de correntes quando trabalha em campo. Tem uma arma porque em suas palavras “o problema do ramo dos fantasmas são os humanos” - e ela não vai deixar que mais nada aconteça à irmã.
Nos anos em que viveram sozinhas, Leyla e Hya desenvolveram sinais próprios, além de usarem os de sua família, de modo que a fluidez com que trabalham juntas é incomparável. Por viajarem por diversos países, Leyla acabou aprendendo frases e palavras em outras línguas e dialetos, algumas das quais sabe falar muito bem, no entanto, na maioria delas não sabe ler ou escrever uma palavra - até porque a maior parte das pesquisas são feitas por Hyacinth.

















