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Djanira da Motta e Silva em seu ateliê.
Alfredo Volpi, Sem título (Santa Rita de Cássia), 1960
Tarsila do Amaral, Sagrado Coração de Jesus, 1926
Sero Te Amavi (1992)
Performance: 3 performers, camisas brancas, termômetro, rubis, dedais, agulhas, velas, fogo, tubos de borracha/torniquete, vinho do Porto, seringas
Obras geradas a partir de toda ou qualquer relação entre três elementos similares. Três eixos, três mechas, três meninas, três velas ou três bolas de sabão. Em todos os trabalhos o três é ao mesmo tempo três e um. As três chamas que viram uma de Sero te Amavi, a Trança e os questionamentos de Santo Agostinho, se comparam a força do torque no encontro das três colunas de ferro dos tripés da Trindade Tríade.
A performance Sero te amavi requer três meninas que ficam de pé, apoiadas uma na outra. Cada uma segura na mão esquerda uma pequena agulha, um termômetro, um rubi e um dedal. Vestindo, cada uma, três camisas brancas masculinas de diferentes comprimentos, sem a manga esquerda. As três mangas retiradas das camisas vestem três garrotes de borracha que estão presos a parede da sala e ligados entre si por um nó borromeu. [um nó borromeu é composto de três anéis entrelaçados de tal modo que o corte de qualquer um dos três desfaz os outros dois]. Os tubos de borracha estão cheios de vinho do Porto. Um furo feito por uma agulha faz macular o vermelho nas mangas brancas, a ponto de encharcar aquela parte do tecido e através do gotejar do vinho, formar no chão, três poças que ao longo da performance se transformarão em uma só. Ao lado, três enormes velas, dispostas como um sarrilho, estão queimando. Sarrilho é a uma formação em três apoios feito por soldados quando apoiam três fusis. O vinho e a cera caem em gotas. O diâmetro das velas é calculado de acordo com o tempo da performance. A três chamas as consomem até o ponto de apoio que as mantem em pé se transformando em uma. Este tempo dura cerca de duas horas e meia; A medida que as meninas se cansam de ficar de pé e apoiadas entre si, sentam-se, ainda ligadas por suas cabeças e ombros. Quando as três chamas de unem, as meninas não aguentam mais e deitam no chão numa posição de estrela.

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A Realidade e o Eu, ou sobretudo o Eu e a Pessoa (exista ou não Mundo), só se cumpre, se dá, pelo momento altruístico da piedade (e da complacência) sem fusão, em pluralidade. O ato não instintivo de Piedade, retendo-se o lúcido discernimento de pluralidade, sem confusão do Outro com o Nós, é a finalidade do Existir Algo, do Mundo, e é o unicamente ético: ser outro ainda no fazer tudo por um outro.
Fragmento de Museu do Romance da Eterna, de Macedonio Fernández.
Convento de Sainte Marie de La Tourette, em Éveux-sur-Arbresle, Rhône, construído por Le Corbusierc, c. 1960.
Le Corbusier at Couvent Sainte Marie de la Tourette, Photo by René Burri, 1959
Pedro de Villegas, Santo Tomás de Aquino com Santa Catalina, c. 1575
St. Catherine of Siena besieged by demons, c. 1500

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San Juan Evangelista, en Patmos, atribuído a José de Ribera, século XVII.
Monge no Jardim do Getsêmani, Jerusalém, 1950. Fotografia de Willem van de Poll
Giottto di Bordone, "A entrada de Cristo em Jerusalém" (detalhe), afresco da Cappella degli Scrovegni, c. 1304–1306
Na sua última carta, você me enviou um ícone de Adão e os animais no Paraíso. Então pensei em enviar, por minha vez, o desenho de um pássaro, meu amigo mais próximo, porque se eu lhe enviasse o desenho de uma cobra, acho que você ficaria apavorado. Dei a ele o nome de Olet, que em árabe significa "criança". Ele vive em uma colina a quinhentos metros da minha casa. Todas as tardes, trago-lhe guloseimas e petiscos. Assim que lhe dou algo para comer, ele pega um pouco e vai embora. Eu o chamo, mas ele vai embora e, depois de um tempo, vem sorrateiramente por trás e se esconde debaixo da minha jaqueta. Quando vou embora, ele caminha atrás de mim a uma distância de cerca de cem metros e eu, para que ele não continue me seguindo e se canse, deixo-lhe uma migalha para que ele se distraia, e saio rapidamente para que ele me despiste.
Ultimamente, ele abandonou o ascetismo e busca bons momentos! Ele não come arroz quebrado nem pão seco e encharcado, mas apenas minhocas, que ele quer que eu coloque em um "prato" — a palma da minha mão — e ele sobe lá e come. Progresso!
Há dias em que celebro com Olet e seu parceiro. Alguém pode perguntar: "Por que você abre exceções para Olet? Por que não faz o mesmo com outros pássaros?". Eu respondo: "Quando chamo Olet, ele traz consigo outros pássaros, seus amigos, que correm direto para a comida, mas Olet vem por obediência e amor. Mesmo quando está com fome, ele se senta um pouco comigo e esquece da comida; eu o lembro. E agora que o tempo está bonito e ele encontra insetos para comer, quando o chamo, ele ainda vem por obediência, mesmo estando satisfeito e sem fome. Bem, como não se alegrar mais por este pássaro filotimo do que pelos outros pássaros?".
Muitas vezes sou movido por um amor tão grande que quero abraçá-lo com força, mas temo ser como o macaco que, por amor, aperta seu filhote e acaba sufocando-o. Então, cerro os dentes e me alegro por ele de longe, para não lhe fazer mal.
Um dia, cheguei atrasado à colina e Olet, como estava piando muito, tinha relaxado mais cedo. Deixei sua comida e parti sem vê-lo. No dia seguinte, saí bem cedo, pois estava preocupado que um gavião o tivesse comido. Quando ele viu a comida que eu havia deixado durante a noite, seus "pensamentos o perturbaram" e ele foi até a metade do caminho e me esperou. Quando me viu, ficou como um louco de alegria. Dei-lhe comida, mas ele queria companhia mais do que comida. Maravilho-me com seu ascetismo e o amor que ele tem, assim como sua gratidão. Rezo para que eu possa imitar suas virtudes.
Creio que você não se queixará, pois lhe contei tudo, que não obtive o consentimento de Olet. Espero não o ter magoado, embora essas coisas não sejam do conhecimento público. Receba as saudações dele e minhas, de muitos.
Em meu kalyvi, não só tenho pássaros do céu, mas todos os animais vêm aqui - chacais, lebres, furões, tartarugas, lagartos, cobras - eles se fartam da abundância do meu amor, e eu me satisfaço quando eles estão satisfeitos, e todos nós juntos, "as feras, o gado, os pássaros e os répteis", "louvamos, bendizemos e adoramos o Senhor".
Carta enviada por Paísio Atonita às freiras do Monastério de São João,o Teólogo, em Souroti, na primavera de 1975.
E encontrou ali uma gruta e levou-a lá para dentro. E pôs à disposição dela os filhos dele e, saindo, procurou uma parteira hebreia na região de Belém.
Eu, José, caminhava e não caminhava. E olhei para cima, para o ar: e vi o ar espantado. E olhei para cima, para a abóbada do céu: e vi-a parada; e as aves do céu descansavam. E olhei para a terra: e vi uma tigela no chão e trabalhadores reclinados; e as mãos deles estavam na tigela. E os que mastigavam não mastigavam; e os que levantavam [comida] não [a] levantavam; e os que [a] levavam à boca deles não [a] levavam; mas os rostos de todos olhavam para cima.
E vi ovelhas a serem apascentadas; e as ovelhas estavam paradas. E o pastor levantou a mão para lhes bater com o bastão; e a mão dele ficou parada em cima. E olhei para a torrente do rio; e vi as bocas dos cabritos paradas e sem beberem. E todas as coisas, de repente, voltaram ao seu curso.
Fragmento do Protoevangelho de Tiago.

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Gerontissa Makrina Vassopoulou
Ci interessa in particolare la storia del monachesimo, a partire da quello più antico, quello dei Padri del deserto, passando per le esperienze ai margini e al di fuori dell’istituzione, basti pensare al beghinaggio e alla celebre eresia del Libero Spirito, fino ad arrivare ad oggi, alle tante esperienze contemporanee di invisibili comunità dove si pratica vita eremitica o cenobitica. Allora, la scommessa che ci sentiamo di fare, con la modestia necessaria e tutte le cautele possibili, è un metterci, quasi come discepoli, sull’onda lunga di quel monachesimo che nei secoli si è fatto straniero al mondo così com’era, e non semplicemente per rifiutarlo, ma per combatterlo. Nessuna suggestione della fuga mundi, non un meccanismo di difesa, piuttosto l’apertura di un nuovo fronte di attacco, che non abbandona altri fronti ma si aggiunge ad essi, una volta misurata e verificata la specifica necessità dei tempi.
In questo modo pensiamo di andare a leggere, nelle sue diverse pratiche, anche interreligiose, la possibilità di pensare cosa significhi o possa significare per noi oggi tenere insieme una dimensione contemplativa e una di combattimento. Poiché la vocazione, la chiamata del monaco e della monaca, non consiste solo nell’ascoltare e curare la propria interiorità, ma risponde al grido della realtà e ad essa obbedisce. Guardare solo dentro di sé, apre inevitabilmente la porta al demone della tristezza, mentre la stessa parola «contemplazione» allude a uno sguardo libero verso il cielo che ispira l’azione.
Fragmento do artigo "Xeniteia. Contemplazione e combattimento", de Mario Tronti e Marcello Tarì.