Feliz dia do trabalhador!

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Feliz dia do trabalhador!

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Dia do trabalhador - Profissão: Professora de Língua Portuguesa
Muitos feriados existem para que constantemente tenhamos a oportunidade de refletir sobre o fato que o deu origem, muitas vezes, que pensemos sobre o tema, tanto na perspectiva de hoje quanto de ontem. Este é o caso do Dia do Trabalho ou o Dia do Trabalhador: é uma data que remete à conquista, à luta. Por isso, como uma jovem trabalhadora, fruto de uma sociedade que valoriza o trabalho, não poderia deixar de tecer algumas reflexões sobre o tema.
O trabalho, em uma visão ampla, é tudo aquilo que modifica o mundo. O homem trabalha, logo transforma o meio, os objetos, as pessoas etc. Além disso, nossa vida só acontece, porque alguém (muitos “alguéns” trabalham); nossa busca, desde pequenos, é pelo trabalho ideal, aquele com a melhor remuneração e que, ao mesmo tempo, traga-nos felicidade (que nem sempre, na visão de alguns, é o dinheiro pelo dinheiro).
Segundo a lei, podemos ser menores aprendizes, começando a trabalhar a partir dos 14 anos. Se quisermos fazer um estágio, podemos começá-lo a partir dos 16. Temos uma vida para trabalhar: a aposentadoria só sai aos 60 e aos 65 anos, respectivamente, para mulheres e homens. Alguns sonham com esse dia, outros não sabem o que fazer quando ele chega. Há de tudo nesta vida!
E se a pessoa não trabalha, como a vemos? Com certeza os adjetivos serão “vagabundo” e “preguiçosa” (porque ainda temos uma língua machista, mas isso é tópico para outro momento). E se faz greve, então? Pois é... Justamente a greve, que é o maior direito do trabalhador, segundo a minha visão. É justamente esse direito, essa conquista, que nos trouxe o Dia Trabalhador e, com ele, um histórico de luta e resistência para continuarmos exigindo nossos direitos para melhor executar nosso trabalho. O que se quer é dignidade. Ser lembrado pelo que se faz, pelo afinco, pelo amor, pela dor, pelo esforço sobre aquilo que se faz.
Bem, no ano passado, aqui no estado do Paraná, infelizmente passamos por um momento difícil: os servidores e professores das Universidades Estaduais e Escolas Estaduais entraram em greve, manifestando-se, na condição de povo, de cidadãos, sobre injustiças do Governo Estadual sobre o plano previdenciário desses trabalhadores (um direito também conquistado com luta). O resultado das manifestações? Desrespeito. Tiro. Porrada. Bomba. Nosso governo não ouviu o anseio da população, dos trabalhadores da educação, e jovens como eu, que estavam ainda na Universidade ou mesmo nas Escolas Estaduais, cujos direitos à educação foram lesados.
Lembro-me de ouvir as pessoas nas ruas reclamando sobre a greve dos professores, em vez de aderirem-se a ela, apoiando justamente aquilo o que dizem faltar na nação brasileira: a educação. Enfim, é bom lembrar também que muitos jovens se organizaram e foram protestar às ruas. Lamento por não termos, todos, conseguido manter nossos direitos, além disso, de sermos desrespeitados pelo Estado (pelo governador, pelos deputados, pela polícia).
Este ano, eu sou oficialmente Professora de Língua Portuguesa. Ano passado, ainda era aluna. Mas você também depende da educação (logo, você convive com aquelas que tiveram e as que não tiveram uma boa educação), pois todas as pessoas passam pela escola, isso é um direito. É direito ter merenda. É direito ter bons professores. É direito estudar em um lugar aconchegante. É direito trabalhar com dignidade.
Qualquer trabalhador tem o direito de fazer greve, pois ela é um dos meios de se afirmar como sujeito, de fazer a sociedade lembrar do que você faz e de como não tem sido valorizado. Fazer greve não é sinônimo de “fugir ao trabalho” ou qualquer outra bobagem do tipo que se possa propagar.
Viva a todos os trabalhadores do mundo. Que eles sejam respeitados, lembrados e valorizados pelo que fazem e pelo que são.
O passado nos ajuda a sermos quem somos hoje, portanto não nos esqueçamos, jamais, sobre a luta dos trabalhadores.
Descubra mais em: http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-do-trabalho.htm
Bildungsroman, por quê?
O termo, mais especificamente literário, é alemão, sendo tipicamente composto pela aglutinação das palavras que, traduzidas, significam “formação” e “romance”, respectivamente. Beeem, isso quer dizer que esse tipo de romance traz uma personagem ao longo de sua vida, de sua trajetória, contando-nos os caminhos, os rumos que construíram exatamente a essência daquela personagem, ou seja, todos os fatores, circunstância, acontecimentos, vivências etc. etc. que esse personagem levou para ser quem é. Enfim, e isso quer dizer que esse é um termo, uma paixão, uma experiência de vida e literária que eu carrego comigo: de que a formação de quem somos, além de nunca acabar (apesar de chegar a um ápice), de quem fomos, de quem viremos e deixaremos de ser, percorre um caminho complexo, pontuado por infinitas circunstâncias (de tempo, espaço, lugar, pessoas, condições etc. etc. etc.)... São reticências e mais reticências, somos mesmo imperfeitos (que vem de imperfeição, isto é, inacabados).
Um dia tentei fazer um Tunblr, lá com meus 17-18, não rolou. Voltei por acaso, por uma dessas circunstâncias da vida; uma querida aluna precisa de um incentivo para escrever, ao mesmo tempo, ela mesma me deu esse incentivo, e voltei cheia de vontade de escrever. Não me importo muito se muitas pessoas chegarão a ler. Eu escrevo, porque existo, e existo, porque escrevo! É a afirmação do sujeito, e, bem, o Facebook já não me dá mais esse espaço.
Às vezes precisamos lembrar e fazer lembrar que somos mais do que mais um.
E viva ao romance de formação!