Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Sade Olutola

JVL
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Janaina Medeiros

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@krsadaisy

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krsademether.
O tempo que for preciso. - respondeu a azulada, os braços sendo cruzados na frente do peito quando ouviu as palavras da outra e sentiu uma pequena raiva diante das palavras negativas com relação aquele lugar que era sua casa. - Então pode ir. Fique a vontade e quem sabe você seja tão brilhante que não tenha sido você mesma a criar essa falha de segurança. - soltou desconfiada, ela não era de desconfiar das pessoas mas aquelas palavras de Daisy tinham lhe deixado com um pé atrás.
— Eu?? — Daisy perguntou, levantando uma sobrancelha para a menina de cabelos azuis. Enquanto conhecia o Training e lia as fichas dos agentes nos computadores da Staff, Daisy escutou muito sobre Demether. — E como você sabe quem acusar, tão fácil assim? Pelo que eu sei, seu sangue é bem sujo. Quem me garante que não tem trocado informações com seu pai?
krsamomo.
❛ ei, florzinha, acalma as tetas porque a culpa disso é do povo da staff também. onde vocês tavam quando invadiram a empresa? a gente não tem bola de cristal não! ❜ talia estava visivelmente alterada por conta de toda aquela situação. ela não parava de olhar para os lados, procurando suas sobrinhas para ter a certeza de que todas estavam bem. ❛ ea maior culpada disso tudo na verdade é a boss. aquela velha caduca com cara de manga chupada abandonou a gente aqui! aposto que ela já sabia desse ataque. ❜
— Não é minha culpa quando eu estava na sala de robótica, criando armas pra vocês, agentes, conseguirem nos proteger. — Ela rebateu, cruzando os braços na altura do peito. Acabou levantando uma sobrancelha para o próximo comentário da mais nova, deixando um pequeno sorriso aparecer nos lábios. — Ok, agora a gente está na mesma página. Na verdade, eu não sei o que estamos esperando para amarrar o Eagle e fazer ele contar tudo que sabe sobre a Boss.
krsahera.
“Eu sei tanto quanto você, gracinha.” Respondeu. Ainda sentia todo seu corpo dolorido, mas agora que a ameaça de morte havia sido dissipada, tudo parecia um pouco melhor. O local da picada que recebera ainda latejava e encontrava-se inchado, mas era melhor sentir aquilo do que a falência múltipla de seus órgãos. “Não consigo pensar com toda essa conversa e esses gritos aqui. E nem acho que seja uma boa ideia botar todo mundo junto, podemos ser todos mortos agora mesmo.” Resmungou, ajeitando-se contra a parede na qual estava escorada.
— Eu sei. Esse é o problema. — Disse, revirando os olhos antes de puxar uma cadeira para que Hera pudesse se sentar. Daisy cruzou os braços, observando os arredores como se algo pudesse acontecer a qualquer momento. — Isso ia acontecer uma hora ou outra. E, se tem alguém pronto pra explodir esse lugar, esses idiotas só estão facilitando o trabalho deles. Eu poderia estar em casa, tomando um banho relaxante, mas não. Eu decidi aparecer pra trabalhar aqui hoje.
krsamagnolia.
Assim como qualquer outra pessoa presa naquele pequeno abrigo, Karen se via completamente perdida e apreensiva com a situação. Por dentro ela chorava e pedia para todas as possíveis entidades de lhes tirarem dali em segurança. Mas, precisava passar a segurança e tranquilidade que seu cargo de psicóloga exigia. Fora tirada de seus pensamentos apenas ao ouvir a voz de Daisy, fazendo-a seu rosto na direção da mesma. “ - Eu queria ter essa resposta… - ” respondeu baixo ao suspirar pesadamente. “- Me pergunto desde quando a agência se tornou tão vulnerável. - ” cruzou os braços em frente ao seus e deixou o corpo cansado se esparramar na cadeira.
— Provavelmente quando os agentes começaram a ficar confortáveis demais por aqui, achando que nada poderia os atingir. Incluindo eles mesmos. — Daisy disse à Magnolia. Tinha que admitir que gostava da psicóloga e talvez pudessem se tornar boas amigas, por mais diferentes que fossem, mas Daisy não podia controlar aquele ataque de pânico. Mesmo assim, sentou-se em uma cadeira que puxou pra perto de si e cruzou os braços. — Agora estamos trancados aqui com essa... ameaça no relógio, sem saber como agir.

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— Ei, pode me dizer quanto tempo a gente vai ter que ficar aqui? — Daisy perguntou à pessoa mais próxima, sentindo seu peito apertar cada vez mais naquele local fechado. — Porque se eu for morrer não vai ser no meio de agentes inúteis que não conseguiram notar uma falha na segurança em uma das maiores agências de espionagem do mundo.
🌹 raise hell
krsahera.
Hayoon não participara de quase nada daquela rotina especial. Preferiu continuar no necrotério, tendo saído somente para apreciar as peças do pessoal da KRSA, pensando com seus botões em como agentes treinados poderiam se submeter àquele tipo de coisa. No final das contas, retornou para casa e tinha planos de continuar afundada no sofá de sua sala, ninando sua nova lagartixa-leopardo em um de seus ombros, quando sentiu algo sendo deixado sobre seu colo. Com um olhar confuso, a mulher olhou para Daisy por alguns instantes, entendendo do que se tratava logo que percebeu aqueles detalhes vermelhos na morena. Por mais que normalmente quisesse socá-la, achava a filipina bonita e tinha de reconhecer quando ela estava mais estonteante que o normal.
“Primeiro: por que diabos você não ficou direto na agência? Não sou sua chofer.” Reclamou, sentando-se no sofá e deixando a lagartixa caminhar pela mesa de centro por alguns instantes. “Segundo, nem que você quisesse usar algo meu daria certo. Eu já te disse isso, não tem nada de bunda ou peito aí para segurar o tecido.” Riu, abrindo a capa que protegia aquela peça. Era realmente lindo, divino, utilizado uma única vez durante uma festa, muito tempo atrás. Mas Hayoon duvidava que servisse nela. “Não tem porquê eu ficar lá, não estou no clima para dia dos namorados e você sabe.” Daisy sabia mesmo. Ouvira o surto que Hayoon tivera depois de chegar em casa tendo discutido com Zeus. Demorou dois dias inteiros até que explicasse à colega de apartamento o motivo para aquilo e para os machucados em suas mãos. “Chama a sua namorada francesa.”
Daisy soltou uma risada anasalada, escorregando do braço do sofá até o lado dela no local acolchoado. Hera podia ser uma colega de apartamento que a tirava do sério algumas vezes, mas tinha que admitir que às vezes não gostava de vê-la chegar em casa e ficar trancada em algum lugar sem sair no tempo vago. Talvez porque Daisy estava sempre indo se divertir, queria que todo mundo ao seu redor se divertisse também. E ela sabia que Hera precisava, e essa foi uma das razões que deu aquela festa no aniversário da colega.
Olhou pra baixo, observando os machucados na mão de Hayoon, agora um pouco mais claros que antes. Ainda lembrava-se do surto que ela deu dias atrás, por causa de alguma briga com o garoto da festa, que Daisy só foi avistar de novo pelos corredores da agência e na peça de mais cedo. O som de Hayoon quebrando algumas coisas no apartamento tinha a assustado e o resultado daquele surto estava bem ali, nas mãos dela. E Daisy já tinha explicado pra Hera que socar objetos não iria resolver nada. O que ela precisava era socar o problema bem nos testículos. — Primeiro, eu não poderia ficar na festa quando mais tarde teria um baile. Eu precisava vestir algo mais interessante que as roupas de academia que usei pra assistir a peça. — Explicou, abotoando a parte da frente de seu paletó, sentindo o frio passar pela janela.— Segundo, eu sei. E por isso eu trouxe esse vestido pra você.
Daisy então colocou um braço em volta de Hayoon, trazendo-a pra perto ao seu lado enquanto ignorava a lagartixa que ela deixava na mesa de centro. — E terceiro, eu vou chamar minha namorada francesa. — Falou em um tom de brincadeira, até porque não considerava que dormir uma vez com Sapphire fosse bem um namoro. Mas Daisy logo deitou a cabeça no ombro de Hayoon, com um sorriso no rosto. Teria dito pra ela não se acostumar com Daisy sendo assim, tão legal, mas talvez precisasse ser mais amigável com a colega. Principalmente depois de dar trabalho com o vaso entupido quando jogou um relógio ali, frustrada que um de seus projetos tecnológicos especiais não funcionou. — Mas também posso chamar minha namorada coreana. E aí podemos fazer ciúmes no namorado paquistanês dela e jogar um balde de sangue nele estilo Carrie, a Estranha. Você gosta dessas coisas, certo? — Perguntou, mas a ideia não deixou de colocar um sorriso em seu rosto, já que seria interessante movimentar as coisas naquela festa e chocar os agentes. Daisy finalmente suspirou e apontou para a lagartixa. — Quarto, você pode jogar esse bicho fora? É horrendo.
krsasapphire.
Sapphire tinha feita de tudo para fugir daquela peça, odiava ter que se apresentar na frente de tanta gente e por esse motivo falara prontamente que não iria participar nem um pouco daquele evento de teatro. Admirava é claro, a animação dos mais novos em se empenhar para aquelas peças, mas preferia mil vezes assisti-las do que vir a participar de alguma. Os olhos vagavam pela decoração do parque, estava realmente impressionada em como tinha ficado bonita e até um pouco… clichê com todos aqueles corações, mas ainda assim para quem estava apaixonado poderia ser maravilhoso.
Sua mente, mesmo que estivesse ali no parque, naturalmente martelava em sua cabeça as palavras de Kumiho sobre Daisy e a francesa estava realmente pensando se a filipina poderia estar tramando algo contra a agência. Talvez fosse melhor se afastar? Ela não fazia ideia e nem mesmo queria se afastar da morena, mas sabia que precisava lutar para não deixar aquela simples atração levar o seu lado racional de modo que não pudesse ver o que estava bem diante de seus olhos. As mãos nos bolsos do casaco estavam sendo protegidas do frio, os saltos da bota afundando um pouco no chão mas nada que a fizesse se desequilibrar e foi trazida de volta quando sentiu estar sendo observada.
A cabeça virou lentamente na direção que tivera aquela sensação e seus olhos azuis encontraram a face de Daisy de modo que a loiro abriu um sorriso um tanto sem graça já que desde a festa de Hera elas não tinham se falado, mas as lembranças… ah, elas ainda estavam ali e lhe causavam arrepios muito bons. - Oi - respondeu de volta sem desfazer o sorriso. Resolveu deixar as desconfianças de lado por uns minutos, mas claro, ficaria com um pé atrás com a morena já que confiava e muito em Kumiho e no que ele lhe dizia, por isso precisava ficar um pouco mais atenta aos movimentos e nos sinais que a morena pudesse lhe passar. Fitou a arma que ela tinha em mãos erguendo momentaneamente a sobrancelha conforme a outra falava. - Eu posso te ensinar e ai ganha um urso daqueles, o que acha? - sugeriu passando a mão pelos ombros alheios para que pudesse puxá-la consigo em direção a barraca de tiro ao alvo.
Daisy observou a expressão no rosto de Sapphire, procurando por qualquer evidencia de que talvez a loira estivesse arrependida da noite que tiveram. Sabia que ela era amiga de Kumiho e o senior não era lá muito amigável com Daisy, principalmente quando ela chegou e meio que o questionou sobre a agência estar envolvida com os assassinatos que estavam rolando. Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha com um pequeno sorriso no rosto. Estava agindo como uma adolescente com uma quedinha, sabia disso, e era óbvio demais quando sua personalidade no dia a dia não batia com sentir as bochechas queimarem só porque uma mulher bonita com quem passou a noite estava sorrindo pra ela. Vulnerabilidade não era seu forte, e seus pais a ensinaram a não baixar sua guarda. Mas Sapphire tinha esse efeito sobre ela, não podia mais negar. — Você está muito bonita esta noite. — Elogiou, voltando a encará-la. — Na verdade, eu não sei do que eu estou falando. Você está bonita toda noite. — Corrigiu-se, voltando com o sorrisinho.
Daisy sentia um pouco de frio, já que o paletó que usava era aberto na frente e o top fino não impedia alguns arrepios naquela noite, mas as mãos de Sapphire deslizando sobre seus ombros tinham mais efeito. A loira a puxou de volta para a barraquinha, onde Daisy colocou a arma na posição novamente, apontando-a para o alvo só pra testar sua mira.
Ela levantou uma sobrancelha, virando o rosto pro lado pra tentar observá-la. — Um urso? — Daisy riu, começando a coçar o queixo enquanto voltava o olhar para os prêmios, um pouco pensativa. — Ok, talvez eu possa te dar aquele urso azul. Pra combinar com seus olhos. — Falou com sua melhor voz sedutora, mas logo caiu no riso. — Viu? Eu posso ser romântica e entrar nesse clima de namorados. — Falou ainda com um tom brincalhão, mas planejava, sim, conseguir aquele urso pra outra. Pagou por mais um jogo pra pessoa encarregada da barraca, voltando a apontar a arma. Uma ideia logo passou pela sua cabeça. — Tenho sete tiros, então... Vamos deixar esse jogo mais interessante. A cada tiro que eu acertar, eu posso te fazer uma pergunta. — Sugeriu, mordendo o lábio inferior. — Se eu errar, você faz uma pra mim.
daisy//valentine’s day look
Daisy ainda tinha tempo de aproveitar o final da tarde antes do baile, então deixou Hera em algum canto pra obrigá-la a interagir com o pessoal e foi conhecer as atrações do lugar. Era como se um pequeno parque de diversões tivesse invadido a agência e espalhado corações por todo lado. Era um pouco brega, mas ainda assim parecia divertido e lembrava-a bastante das festas que costumava ter na época do colegial.
Pensar nisso quase fez seu coração apertar. Querendo ou não, a mulher sentia saudades das Filipinas. E era quase deprimente não ter mais seus amigos consigo naquele lugar tão novo. Porém Daisy não deixou se mostrar abalada, continuando com a cabeça erguida ao se aproximar de uma barraquinha de jogos de tiro ao alvo. Olhou pro lado, observando o prédio da Staff ao longe. Estava provavelmente vazio com todo mundo na festa, então talvez Daisy poderia tentar extrair mais informações dos computadores dali, se fosse ágil o suficiente. Sabia que a KRSA ainda escondia algo, e se o pendrive que roubou dias atrás não a trouxe informações úteis, algum computador importante poderia ajudá-la melhor.
Mas alguém logo apareceu pelo canto dos olhos e a morena já reconhecia os fios loiros de @krsasapphire. Ficou um pouco envergonhada por estar pensando algo tão ruim da agência da senior antes de avistá-la, mas, de novo, não deixou isso ser demonstrado quando sorriu na direção dela. — Oi. — Disse. As duas não conseguiram se falar muito desde que ficaram na festa de aniversário de Hera, mas a lembrança ainda estava ali, fazendo-a se arrepiar ao relembrar daqueles toques. Resolveu deixar as preocupações de lado e só aproveitar mais um momento com Sapphire. Daisy mostrou a arma de brinquedo que tinha em mãos e apontou para o alvo. — Então, eu estava tentando entender como isso funciona pra ganhar algum desses ursos gigantes. — Contou, apontando pra cima onde os brinquedos estavam pendurados. Ela apontou e atirou, mas não passou nem um pouco perto.— ... Mas eu geralmente sou melhor com meu canivete. — Disse a hacker, lançando-a mais um sorriso.

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🌹 raise hell
Daisy terminou de prender o seu cabelo em um coque, fazendo a última pose em frente ao espelho pra checar a maquiagem. O batom avermelhado combinava com a bolsa em mãos, que chamava a atenção em meio ao meio do terno preto, com alguns detalhes dourados. Dia dos namorados não queria dizer muita coisa pra ela, já que nunca teve um compromisso sério que chegou a durar. Na verdade, estava começando a desacreditar em todo aquele ritual de ter que comprar presentes para a pessoa amada. Como sempre, era só uma desculpa pra gastar dinheiro só pra dizer que tinha alguém, e Daisy nunca se importou muito com isso. Só que uma festa era uma festa, e, por mais que a KRSA certamente estivesse escondendo algo por trás dessa máscara de evento dos dia dos namorados, Daisy ainda compareceria pra se divertir e aproveitar pra ficar de olho.
Falando em máscaras, tinha a que escolheu pro baile dentro da bolsa. Era preta com penas acinzentadas e, assim como o terno, com detalhes dourados nas pontas. Com a mão livre, pegou um dos vestidos que separou mais cedo quando ainda decidia o que vestiria e caminhou pela sala, praticamente desfilando em seus saltos altos. Passou na frente de @krsahera, que assistia televisão, e jogou o vestido no colo alheio. — Achei isso nas suas coisas. — Disse, prendendo a alça da bolsa em um dos ombros antes de cruzar os braços. — Eu ia usar, mas houve uma mudança no visual. — Contou, sentando-se em um dos braços do sofá. — Então, por que não veste, me dá uma carona até a festa e aproveita pra ficar um pouco? — Perguntou, observando a colega de apartamento de onde estava. — Seu cabelo até que parece decente hoje.
#flawless
Startercall.
🌹 — D para um starter com Daisy.
⚡ — Z para um starter com Zeus.
krsahera.
“Eu estou bem.” Respondeu categoricamente, bebendo um pouco mais de seu suco e aproveitando o sabor adocicado dele, não alcoólico, depois daquela noite insana. Lembrava-se de alguns poucos momentos com clareza, como a recepção dos convidados, alguns poucos flashes do jogo da garrafa e por último, a breve conversa que tivera com Zeus antes de dormirem. Entretanto, Hayoon preferia não saber de muito mais além daquilo, pelo bem da sua própria sanidade; não era muito fã de ser exposta. “Foi uma noite longa só porque as pessoas decidiram dar vazão aos sentimentos que eu causava nelas naturalmente, mas principalmente quando estava com as coxas e os peitos quase de fora. O ser humano é mesmo uma aberração.” Resmungou. Apesar de ter gostado de ficar com quem ficara, estava falando sério; sabia que não era nem um pouco percebida pela agência justamente pelas roupas que usava, mas bastava se comportar como o resto da sociedade que, de repente, ela tornava-se minimamente interessante. Talvez um dia fizesse estudos sociais para compreender aquela situação toda. “Mas eu não as culpo. Eu sou mesmo gostosa.” Brincou, rindo baixo logo em seguida.
Estava dando um jeito nos cabelos curtos, tentando amarrá-los sem deixar tantos fios soltos, quando ouviu a outra mencionar Zeus. Um novo sorriso tomou conta de seus lábios feridos por mordidas, tanto dela quanto de outros. Não queria dar satisfação a Daisy, mas encontrou na fala dela uma boa oportunidade para tirar com a cara da outra, mesmo que suas feições fossem sérias no instante seguinte.
“Eu espero que continue sendo legal mesmo, principalmente com o Zeus. Porque somos namorados e ele é mais minha prioridade do que você. Assim que nos casarmos, você sai desse apartamento.” Seu tom de voz era baixo como sempre, enquanto Hera voltava a beber mais de seu suco de laranja; estava brincando, obviamente, mas não parecia, já que aquele era o jeito como a bióloga falava normalmente.
Daisy pegou seu tablet em cima da mesa, dando uma boa olhada nas armas em que estava trabalhando para o dia. Só de pensar em começar, sentia sua cabeça doer. Não que tivesse bebido demais, mas lembrava-se do estresse de ver tanta gente aglomerada no mesmo lugar, esbarrando nas coisas da casa... mas o ponto alto da noite foi ter encontrado Sapphire. A lembrança trouxe um sorriso aos lábios, mas foi disfarçado porque Hera estava respondendo-a de forma divertida. — Não se iluda. Com ou sem os peitos de fora você ainda é estranha e irritante. Talvez tenha gente que goste. — Daisy disse, deixando o tablet de lado.
Levantou uma sobrancelha para a próxima fala de Hayoon sobre o homem que esteve ali. Foi nesse instante que Daisy notou que não sabia nada da vida amorosa de Hera, tirando o que tinha visto e ouvido na noite passada. — E ele virou seu namorado da noite pro dia, é? — Perguntou, duvidando das palavras dela. Levou a caneca de café aos lábios novamente, tomando alguns goles da bebida quente. — Por um acaso ele sabe no que está se metendo ou ele só quer se afogar nos seus peitos também? — Ela sorriu, mostrando que estava brincando e logo levantou-se para dar a volta na bancada, deixando o copo dentro da pia. Voltou-se para Hera, recostando-se ali. — E você não vai me expulsar se um dia se casar. Não até eu ficar no comando da sua festa de solteira.
krsasapphire.
Flashback.
Algo muito raro para Sapphire era se sentir a vontade com as pessoas logo de cara, mas aquilo tinha acontecido com Daisy e a francesa se sentia muito bem quando estava perto dela, era como se ela pudesse se soltar de forma segura e isso, para ela, era algo realmente estranho mas de uma forma boa. Ela queria que a morena se sentisse em casa, talvez porque gostava de sua companhia ou simplesmente porque ela não gostava de ver as pessoas desconfortáveis na agência. Um sorriso divertido brincou nos lábios vermelhos de Anastasie - Olha, agora vai se arrepender de falar isso porque vou procurar uma desculpa pra sempre passar aqui. - piscou para ela de forma travessa, mordendo o lábio inferior levemente em seguida. Um arrepio percorreu completamente o corpo de Sapphire no instante que as mãos alheias foram para suas coxas, aproximando o corpo para acabar com qualquer espaço que pudesse existir entre as duas conforme correspondia ao beijo dela na mesma profundidade. As mãos da mulher se ergueram para enroscar nos cabelos escuros da filipina, puxando-os levemente enquanto o corpo mais uma vez se arrepiava por completo com o simples toque da mão de Daisy em sua cintura e uma de suas mãos saíram da nuca da mulher descendo-a pelas suas costas como uma suave intenção de adentrar a fantasia dela.
Sapphire aproximou-se de novo, fazendo Daisy aconchegar-se mais naquela poltrona. Sua respiração entrecortada era óbvia por entre o beijo, mas isso era apenas mais um dos efeitos que Sapphire causava-lhe ali, com o corpo sobre o dela, entregando-se ao beijo tanto quanto a morena. Sua mão subiu pela coxa da loira, encontrando-se com o pano de seu short curto e podia senti-la deslizando os toques pelas suas costas, também só encontrando o pano da fantasia de Daisy. E toda aquela roupa estava começando a ser um impasse, na opinião de Nicole.
Daisy afastou-se do beijo, procurando por ar, ainda olhando para Sapphire com desejo ao morder o lábio inferior, tentando esconder um leve sorrisinho. O que não adiantou muito, pois o mesmo estava ali. Era divertido pensar que tinha o privilégio de ter aquele espaço de seu quarto durante a festa, ainda escutando a música abafada do lado de fora. Sabia que não tinha causado uma boa primeira impressão entre os agentes, mas era a mulher que levou pro quarto consigo que importava no momento.
Ela levou a mão até o zíper atrás do próprio vestido só para abri-lo, deixando que uma das alças caísse pro lado, revelando mais um pouco da pele morena em seu busto. Não demorou muito, voltando para Sapphire com um beijo mais delicado, mas também não ficou em seus lábios por muito tempo, passando a trilhar mais alguns beijos pelo rosto da outra até seu pescoço. Sua mão na cintura alheia foi para baixo dos panos da blusa de Anastasie, acariciando o local com a ponta dos dedos enquanto subia a peça devagar em uma pergunta silenciosa se Sapphire queria continuar.

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krsahera.
Na manhã seguinte à festa em seu apartamento, Hera esperava topar com a casa bagunçada e revirada. Contudo, se surpreendeu ao perceber que não havia tanta coisa fora do lugar assim; talvez porque as pessoas conhecessem seu temperamento e soubessem que ela ficaria realmente furiosa se estivessem agitados demais, mas durante seu trajeto até a cozinha para preparar chá e assar seus típicos pães, pegou pouca coisa espalhada por aí. Talvez dois ou três pratos vazios com farelos de tacos, no máximo.
Já no outro cômodo, ela começou a preparar sua refeição e havia acabado de colocar a massa no forno quando viu Daisy entrando. O silêncio habitual tomou conta delas, mas quando Hayoon se sentou à mesa para aproveitar seu chá, decidiu dizer algo. “Eu deveria te matar por me dar uma festa sem ter me avisado com antecedência.” Comentou, até que percebeu como poderia estar sendo rude. Pigarreou, no intuito de ganhar mais algum tempo e consertar sua frase. “Mas eu gostei, foi bem legal. Obrigada.” Encolheu minimamente os ombros antes de levar a bebida quente aos lábios que ainda possuíam resquícios de sangue falso.
@krsadaisy
Com as festas que dava na mansão dos pais quando adolescente, Nicole ficou boa em mascarar a bagunça dos eventos secretos. Agora, obviamente já adulta, não tinha pais tão autoritários por perto e os convidados que ficaram depois da festa de Hera ajudaram a limpar um pouco da bagunça. Isso, enquanto a própria aniversariante estava ocupada “tirando a maquiagem” no banheiro. De qualquer jeito, a casa estava de volta ao normal, exceto por alguns copos e vasos de plantas faltando. Mesmo assim, Daisy estava orgulhosa da festa e satisfeita com a noite que teve.
Geralmente, naquele horário estaria preparando-se para caminhar, mas estava cansada demais. Então, preparou o café, tomando-o em uma caneca com o nome de Hayoon estampado que alguém deve ter dado de presente. E, falando na garota, ela logo apareceu no cômodo. Daisy levou a caneca aos lábios, observando-a enquanto tomava o café, quase que esperando Hera começar o sermão sobre a festa surpresa. Porém, a colega parecia feliz com o resultado. — É claro que você gostou. Ninguém sai de uma festa minha insatisfeito. — Disse, cruzando as pernas sentada na cadeira. Mesmo feliz por Hayoon ter se divertido, ainda não podia perder a oportunidade de provocá-la. Não tinha visto, mas ouviu falar das ficadas de Hera pela festa. — Então, como você está depois da festa? Aposto que a noite foi longa, huh? — Daisy perguntou com seriedade, mas querendo rir. — Sabe, eu acordei bem cedo e tive que enxotar um garoto tatuado nessa mesma cozinha. — Contou, apontando para perto do balcão, onde o agente esteve quando o encontrou. — Eu deixei que ele levasse um pote de biscoito pra não ficar com fome na volta de Uber... Viu? Eu posso ser legal com suas visitas.
Flashback.
krsasapphire.
A filipina ainda despertava em Sapphire uma curiosidade para saber mais, afinal, nunca tinham informado o que acontecera para a mulher ser transferida de outra agência, mas claro, jamais iria perguntar porque como sempre, julgava não ser da sua conta o que acontecia na vida das outras pessoas. Mas naquele momento, qualquer curiosidade fora varrida de sua mente afinal, a morena conseguia aquele efeito nela… conseguia lhe deixar distante de qualquer outra coisa que estivesse ocorrendo ao redor. - Claro. - falou apenas deixando-se ser levada, os dedos entrelaçando nos de Daisy conforme ela lhe guiava em meio a todo aquele caos em direção ao corredor. Os olhos azuis estavam analisando a sua volta com certa curiosidade antes de abrir um pequeno sorriso por estar no quarto da mulher. Uma expressão de surpresa logo tomou conta do rosto da francesa ao ver o computador e se aproximou lentamente para poder analisá-lo melhor. - Ficou realmente muito bom. Você é ótima mesmo no que faz, Daisy. - encostou-se na mesa, deixando o taco de beiseboll no canto e mordeu o lábio inferior para a outra com os braços cruzados em frente ao peito. - Ora, é claro que eu passo. Nem que seja apenas para arranjar uma desculpa pra ficar com você. - soltou e se aproximou o corpo no instante que fora puxada. Um sorriso travesso tomou conta dos lábios vermelhos de Sapphire e ela acabou por se sentar no colo da outra, deixando uma perna de cada lado - Ah, aquele presente… você vai recebê-lo agora. - sussurrou com os lábios próximos dos de Daisy segundos antes de acabar com qualquer distância, iniciando um beijo calmo ainda que mantivesse o corpo um pouco afastado para o caso da outra querer se rompê-lo.
Daisy nunca ficava sem graça ou constrangida, mas ter Sapphire analisando seu trabalho deixava-a um pouco ansiosa. Afinal, aquela era uma nova agencia, então queria se sentir em casa novamente. Mesmo que sua personalidade difícil a impedisse de admitir isso. Mas, ali, vulnerável por conta de um pouco de álcool, podia sentir-se mais leve. Principalmente quando Sapphire pareceu aprovar o trabalho que fazia ali, então talvez estaria por trás daquela tela ajudando a loira e outros agentes da Coréia em missões em breve. A morena riu, divertindo-se com a fala alheia. — Ei, você pode aparecer qualquer hora, pra qualquer coisa. — Falou, mordendo o lábio inferior. Sapphire então se aproximou e o corpo de Daisy respondeu na hora, sentindo alguns arrepios com a proximidade. As pernas da loira agora estavam de cada lado do corpo de Daisy e sua mão foi automaticamente até as coxas expostas de Sapphire, e não quis perder tempo, puxando a mulher pra si e assim aprofundando o beijo que iniciou. A filipina retirou a peruca da própria fantasia de Ariel, querendo sentir ao máximo todas as sensações que a outra trazia, desde os beijos, até os toques e o modo que fazia o coração de Daisy palpitar tão rápido por ser tão intensa. Sua mão deslizou pela cintura de Sapphire, mantendo-a perto.