first meeting.
marc0p01:
“Ótimo duas comilonas na minha casa, vou morrer de tanto cozinhar!” Fez um drama quando respondeu, mas não deixou de rir no final. “Na verdade era o nome da minha avó, Jazz nasceu pouco depois da morte dela, foi um jeito de a homenagear. E ela vai adorar e vai cantar todas as musicas, até mesmo vai dançar com você.” O sorriso de pai babão se formou em seus lábios, já estava com saudades da filha e a tinha visto ontem mesmo quando foi deixa-la na casa de sua ex mulher.
Quando ela falou da ex mulher do irmão franziu o cenho. “Algumas pessoas são imaturas demais para se desprender de alguém que já não é seu.” Deu de ombros, não os conhecia muito para opinar e não queria ofender a menina com qualquer comentário inconveniente, porém logo sorriu ao ouvir o elogio. “Obrigado, já me fez me sentir uns bons anos mais novo!” Brincou piscando, mas logo assumiu uma postura séria, escutando atentamente a história dela e fazendo caretas de entendimento a cada novo ponto que se conectava e no fim sorriu junto a ela. “Wow, não acredito como superou tudo isso e veio para cá sem saber nada do idioma, sabe Jazz é surda desde os 2 anos de idade, quando estávamos na casa dos meus pais, um dos primos dela bateu com as duas mãos nos ouvidos dela, nunca mais voltaram ao normal, naquela época me senti o pior pai do mundo, não conseguia olhar para ela sem chorar, porque sentia que era culpa minha deixar ela lá brincando e não ter ficado de olho nela, não conseguia falar com meu irmão sem ter vontade de mata-lo pelo o que ele tinha feito a minha menininha.” Contou sem tentar demonstrar como tudo aquilo o afetava ainda. “Mas crianças são incríveis, Jazz se adaptou muito rápido, claro que no começo ela estava desesperada, de repente só escutava ruídos no que antes eram sons, mas conseguimos colocar o aparelho auditivo nela e hoje em dia ela escuta quase perfeitamente. Mal da pra notar o aparelho por baixo do cabelo dela.” Agora tinha um sorriso breve nos lábios, porém riu ao ouvir sobre o gosto musical dela. “Bom, bem coisa de turista mesmo, mas vou te ensinar bastante do nosso idioma, porque a Jazz só fala espanhol ainda e arrisca pouco no inglês, vai ser ótimo pras duas.” Riu baixo vendo que as duas se dariam bem. “Hm, qualquer coisa com chocolate, gosto muito de doces e não sou tão bom assim fazendo, agora temos tudo aqui, eu cozinho os salgados, você os doces e a Jazz faz a bagunça!”
Apenas soltou uma risada com o comentário dele, já sentindo-se confortável o suficiente para entender a brincadeira e levar numa boa. Sorriu animada quando ele confirmou que a filha gostava dos desenhos da Disney, e sabia que essa seria mais uma forma de sentir-se em casa. Notou o sorriso dele ao mencionar Jasmine, e construiu em sua mente uma ideia de que Marco era um pai carinhoso com a pequena. “Você fala dela com muito carinho. É bonito de ver.” Admitiu, sempre com um sorriso doce e simpático nos lábios. Assentiu com a cabeça quando ele falou sobre pessoas imaturas, concordando silenciosamente com o que ele disse, mas sem dizer mais nada para não estender demais um assunto chato e acabar com o clima bom que rolava ali. Percebia a atenção do homem sobre ela enquanto narrava sua história do acidente que lhe rendeu a amputação, e logo depois foi a vez dela de ficar em silêncio e escutar sua história sobre a filha, sempre muito atenta e fazendo expressões faciais que demonstravam sua reação sobre o que escutava. “A culpa não foi sua de jeito nenhum, mas entendo se sentir assim. Nós nos culpamos por coisas que pensamos que poderíamos ter evitado, consome a gente, às vezes.” Falou brevemente, na intenção de confortá-lo. Embora imaginasse que ele já tenha escutado isso outras vezes de outras pessoas. Voltou a ouvi-lo, e agora pôde abrir um sorriso com o desfecho da história de Jasmine. “Que bom que ela tem pais que se importam com ela, e a ajudaram nessa fase. É muito importante, especialmente porque ela era quase um bebê.” O sorriso suave em seus lábios deu espaço para uma risada quando o ouviu fazer o mesmo após escutar o gosto musical da americana. “Bem, ela não deve saber palavras muito complexas em espanhol, então talvez a nossa conversa seja tranquila. Mas aqui agora, falando com você, eu disse diversas palavras que não faço ideia de como dizer em espanhol.” Confessou, sempre com bom humor e risadas. “Adoro sobremesas com chocolate! Então pronto, já somos um ótimo trio. Agora é só encontrar a quarta pessoa para limpar a bagunça.”












