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misery loves company | Dorcas&Emma | Flashback
Emma mantinha as pernas cruzadas duas vezes, de uma forma estranha que garotas magras demais conseguem fazer e que parece estranhamente muito desconfortável, seus olhos estavam pousados em um ponto longe enquanto ouvia Dorcas tagarelar como um passarinho, aliás, muitas coisas na imagem de Meadowes lhe lembravam de um pequeno pássaro, dos cabelos louros às formas bonitas e escondidas. Ela abriu um sorriso doce demais para o fato de estar falando com uma das amigas de Emmeline, nos últimos dois anos tinha feito de tudo para não ter contato nenhum que lhe fizesse relembrar do por que odiava tanto aquele pequeno grupinho de Grifinórias. Elas eram todas iguais e assim como Vance tinha feito, se livrariam dela por conta da mais ridícula desculpa.
Ela se pegou mordendo a almofada do polegar, um hábito que tinha desde que era muito pequena, enquanto pensava numa possível resposta. Provavelmente Dorcas ao seu lado tinha bem menos coisas para fugir do que ela, Emma fugia de pessoas, do passado e do próprio futuro e tudo isso parecia meio demais sob suas costas. Era muito estranho pensar que s restos de Emma de Amycus estavam finalmente sendo jogados no lago, aos poucos, mas que existiam laços invisíveis que ainda a levavam diretamente para ele, como o fato de que Avery, seu melhor amigo, era também por acaso melhor amigo dele. Emma estava fugindo e ao mesmo tempo andando em círculos porque fugia de si mesma, e não havia nada no universo que pudesse fazer. - Talvez… - Emma murmurou solícita. - A gente pudesse parar de fugir e aceitar o que vem pela frente, sabe? De uma vez.
O sorriso de Vanity se alargou com o pedido de Dorcas, era óbvio que tinha coisas mais fortes dentro do seu casaco incrivelmente montado para emergências com um feitiço que ela e Andromeda aperfeiçoaram com o tempo. - Acho que você esbarrou na pessoa certa essa noite. - Emma deixou a varinha na arquibancada e vasculhou o bolso interno com a mão esquerda ouvindo o tilintar das pequenas garrafas de alumínio. - Ahá, achei. Você prefere ser bruxa e beber firewhisky ou ter uma noite trouxa e beber, pera, qual é mesmo o nome disso? - Ela puxou a garrafa e levou até os olhos, lendo as letras pequenas que Andy tinha cravado. - Tequila. E eu provavelmente contaria minha vida inteira sem a ajuda de nada disso. - Se tinha uma coisa que a morena sempre adorou fazer era falar, ainda que se dirigisse a poucas pessoas, ela adorava sair falando.
- Seu namorado te trocou por uma loira irritante? - Vanity quase conseguiu ouvir a voz esganiçada de Rita em seus ouvidos, era incrível como ela era bem diferente das outras pessoas do castelo de um jeito nada bom e ainda assim se mantinha sendo a ridícula de sempre. - Repense isso aí, fiquei com o mesmo cara durante sei lá, quatro anos e ele me trocou pela irmã. - As palavras escaparam e ela se pegou levando as mãos a boca num susto, com certeza não deveria ter dito isso. Não deveria em um milhão de anos. - Deveria, mas como você mesma disse, namoros não são lá o meu forte. Não é como se eu tivesse tido um outro namorado pra comparar e eu não tenho a mínima ideia do que eu estou fazendo. Sem ofensas, mas sempre achei que aquele seu ex namorado fosse do tipo que… Beija meninos nas horas vagas. - Ela coçou a nuca e deu um gole da própria garrafinha. - Pra compensar tudo isso nos últimos dias tive o melhor orgasmo da minha vida, e com certeza isso melhora a coisa toda. - Emma era especialista em comentários desnecessários e com certeza não poderia deixar esse pra uma outra ocasião, ainda assim riu desengonçada.
Quando Dorcas estava chateada ou querendo botar tudo para fora ela falava. Mas não era pouco falava tanto que poderia ficar discutindo sobre assunto nenhum por horas. Falava tanto que no fim nem mesmo fazia sentia, mas o importante era falar. Se expressar, não deixar mais nenhum sentimento que possuía lá dentro. Era como confessar tudo o que havia feito para depois morrer em paz, tirando o fato de que ela não morreria e sim acumularia mais coisas para fazer e depois ter que se livrar do peso de suas ações, não era tão fácil, muito menos divertido, mas era sua única escolha e mesmo que Emma não fosse sua melhor amiga, ela sabia que poderia se abrir com ela sem perigo de cair nas mãos de Rita Skeeter. Não se lembrava do porquê de não falar tanto assim com a Vanity, mas sabia que não a afastaria, ela raramente afastava alguém, as pessoas que se afastavam dela com coisas mais importantes para fazer.
- Para aceitar o que vem pela frente eu vou precisar da bebida tanto trouxa como bruxa. - brincou quando a garota mostrou a "tequila" e a bebida bruxa mais conhecida. Ela havia aprendido a beber com Sirius e James, então não era de se estranhar que ela não passasse mal ou bebesse mais que a maioria de meninas em seu dormitório. Somente ela e Marlene tinham fôlego para tanto e quando não tinham muito o que fazer ficavam competindo entre si, apenas para passar a noite. Só que agora nem mesmo Marlene tinha era abandonada por ela também que deveria ter arranjado alguém mais divertido para passar o dia dos namorados do que Dorcas Meadowes.
-Autch, nossos ex-namorados são uns idiotas. Somos legais, inteligentes e gostosas. Eu realmente espero que Gilderoy esteja beijando meninos escondidos é melhor para esfregar na cara da Skeeter depois. Eu só sinto raiva, e sozinha. É como se todo mundo que eu conheço estivesse destinado a outra pessoa que eu conheço e eu pareço estar de fora de círculo e o pior é que são todos meus amigos. - confessou para Vanity quando sentia-se já mais confortável. - Eu não quero sentir o que eu sinto, pois não quero magoar minhas amigas. Só que parece que me privando e não eu estou afastando-as de qualquer jeito. - revirou a cabeça. Tomando mais um gole, ela precisaria de muito mais bebida para passar aquela noite.
As palavras de Emma não foram filtradas e Dorcas agradeceu por isso percebendo que a garota estava começando a sentir-se mais familiar com Dorcas. - Quem me dera, tudo que eu recebi foi...dor de cabeça. Pelo menos você está se divertindo, teria inveja, mas posso notar que as coisas não estão tão fáceis assim. - coçou a parte de trás da cabeça tentando pensar em palavras mais solidárias com ela, mas nada saia. Lembrou-se de quando Remus falou que gostava dela. Só que ela negou o sentimento por causa de Emmeline, estava privando a si mesma de uma chance pela amiga, será que se a situação fosse contrária ela estaria fazendo o mesmo? Esperava que sim, mas não admitiria aquilo para ela. Tudo em Emmeline era perfeito, ela não poderia competir com aquele nível de pessoa.
Acho que já passou da hora daqueles dois assumirem publicamente, todos já sabem mesmo…
Então, acho que isso que é estranho eles devem se conhecer a tanto tempo, já deveríamos ter esse casal assumido, alguma coisa tem aí.
Se a McGonagall encher minha paciência novamente eu vou acabar expondo o caso dela com Dumbledore.
Acho que assim ela vai até gostar, quem sabe o Dumbledore percebe os sentimentos dela.

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Oi, boa tarde.
Boa tarde.
Emmeline Vance e Dorcas Meadowes na vizinhança de Lily Evans, 1975.
"Preparar, apontar… Fogo!"
Foto por Lily Evans e Marlene McKinnon que estavam em outro carrinho apostando corrida com as amigas.
two coffees and a good laugh | Dorcas&Ted | Blind Date
A pequena nevasca se intensificou, fazendo com que Ted se encolhesse sob as várias camadas de roupa. Pequenos flocos pousavam lentamente nas pétalas da peônia e ele os afastou com os dedos magros e longos. Hogsmeade estava quase tão agitada quanto os corredores de Hogwarts durante aquela tarde. Um grupo de garotas entrou na casa de chá dando risinhos histéricos, e o cheiro de café e bolos caseiros invadiu o ar ao redor de Ted. Uma leve névoa se espalhava pelo vilarejo, deixando tudo um pouco indistinto e dificultando a visibilidade. Ele girava nervosamente a flor nas mãos, desejando entrar logo na loja e se aquecer. Seu coração deu um salto quando viu uma figura feminina atravessando o espaço entre o lado oposto da rua e o estabelecimento. Os cabelos loiros da garota caíam pesadamente sobre os ombros, e Ted quase teve um mini ataque de pânico ao imaginar que poderia ser Narcissa Black. Oh, não, isso estava totalmente fora de cogitação. Sua sorte não poderia ser assim tão ruim. Uma tarde com uma purista radical era a última coisa que ele queria.
A garota dava passos firmes e largos, e, ao se aproximar mais, Ted percebeu aliviado que não se tratava de Narcissa, mas sim de Dorcas Meadowes, uma sextanista muito graciosa da Grifinória. O garoto não a conhecia muito bem, mas Frank às vezes mencionava-na em suas conversas. Ele sabia que ela era uma batedora do time de quadribol e membro do Clube do Slugue. Dorcas era bastante inteligente e, assim como ele, não apoiava o purismo. Ted possuía informações suficientes sobre a grifina para afirmar que a tarde seria muito agradável.
A garota avançou em direção a ele e começou a falar, um pouco agitada. Ted se perguntou se ela estaria tão nervosa com aquilo tudo como ele. Quando ela acabou o pequeno monólogo, o garoto abriu um sorriso um tanto quanto radiante. — Sim, eu sou Ted Tonks, e estou pronto para ter uma ótima tarde com você, senhorita Meadowes. — Não que ele estivesse menos ansioso que antes, mas o lufano sempre fora muito bom com palavras, e conseguia deixar o nervosismo de lado ao se comunicar, mesmo que fosse com uma garota. Ele deu alguns passos em direção à porta e a manteve aberta com a mão esquerda, convidando Dorcas a entrar no recinto aquecido, enquanto estendia a flor com a mão livre. — Espero que goste de peônias. — Declarou, esperando ter escolhido a flor certa.
Uma coisa que Dorcas pensou que havia morrido e não esperava receber naquela tarde era cavalheirismo. De fato aquilo não estava morto. Ted Tonks a sua frente era a prova concreta de que garotos poderiam ser gentis e fofos ainda, não importava a idade deles. Então não pode segurar o sorriso e até a a empolgação de não estar saindo com algum idiota que só iria querer se aproveitar da situação. Parte de si estava rindo dizendo que aquilo não havia sido uma escolha tão ruim afinal, assinar aqueles papeis havia gerado uma tarde agradável com um desconhecido que parecia ser amigável. Ela não poderia pedir por uma distração para seus pensamentos melhor. Cada minuto que ela passava conversando, conhecendo pessoas ou até mesmo se distraindo com as antigas era um tempo que passava sem se preocupar com seus pais e ela realmente apreciava esse tempo.
- Bom gosto, peônias são lindas. Obrigada. - disse aceitando as flores de bom agrado, poderiam não ser suas favoritas, mas possuíam em si um charme. Pode notar que o garoto era realmente diferente, não caindo na tentação de ir no usual comprando rosas. Caminhando com as flores em uma mão e um sorriso em outro Dorcas não pode deixar de pensar novamente o quão sortuda havia sido. - E aí, entrou nessa brincadeira obrigado ou porque como eu esperava ter uma tarde mais agradável do que somente estudos? - comentou brincando, seus dias eram mais animados que estudos, mas ela sempre teve a tendencia a exagerar muitas coisas.
De fato sua vida era agitada, ela era jogadora de Quadribol. Uma boa estudante, fazia parte do club do Slug e ainda por cima tentava manter seus amigos acima de qualquer coisa, estando disposta a fazer qualquer coisa que eles pedissem e que estivesse a seu dispor. Equilibrar tudo isso não era fácil, mas ao menos ela tentava. Pode notar que com o tempo seu nervosismo foi se esvaindo e conforme a conversa fluía percebia que estava tornando tudo mais engraçado e divertido e que mesmo naquela atmosfera melosa e um pouco forçada, uma amizade nova poderia estar sendo formada. Sem grandes interesses, sem falsas pretensões. Apenas duas pessoas querendo ser amigas, ela poderia se acostumar com isso.

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“The last time Voldemort had power he almost destroyed everything we hold most dear…”
some days stay gold forever | Dorcas&Remus
Saber disfarçar era algo que Remus estava longe de ter pratica, por isso antes que Dorcas percebesse que ele estava mentindo, começou a andar saindo da sala de aula e esperando que Doe o acompanhasse. A menina tinha a estranha mania de sempre colocar Emmeline no meio das conversas e ele estava começando a ficar realmente irritado com aquilo. Ele amava Emmeline, mas isso era algo que dizia a ele e apenas a ele. Olhou irritado para Doe e parou no meio do corredor. – Não seja burra, Dorcas. – Seu tom saiu mais irritado do que ele gostaria. Respirou fundo e passou as mãos pelos cabelos. Olhou para a amiga e abriu um pequeno sorriso. – Sinto muito. Eu sei que não é burra, nem de longe você é isso, mas você tem essa mania irritante de sempre colocar Emmeline no meio de nossa conversa. – Recomeçou a andar esperando que Dorcas o seguisse para então se virar para a amiga. – Você acha que só as outras pessoas são bonitas, por favor, Doe… Olhe para você. Você é tão bonita quanto Emme ou Rita. – Remus realmente achava Doe bonita, além de ela ser uma de suas melhores amigas. Ele não compreendia como ela podia se achar inferior as outras garotas, se levar em consideração que ela era uma das alunas mais inteligentes da escola e talvez só ficasse atrás do próprio Remus com relação as notas. – Você seria uma escolha muito possível para mim, bobo foi o Gilderoy por te trocar por aquela enjoada. – Deu um empurrão de leve na menina para descontrair, tentando amenizar o clima que ele mesmo havia formado.
Uma coisa que Dorcas odiava mais do que ser subestimada era ser chamada de burra, não sabia de onde havia arranjado aquilo, na verdade ela sabia. Seus pais haviam ambos indo para a Ravenclaw, a maior parte de sua família havia ido para a casa dos sábios e Dorcas estava ali na Gryffindor. Seus primos chamavam-na de burra e ela já ouvira comentários sobre sua inteligente, era por isso que no mesmo instante ela fechou a cara com Remus. Sabia que o mesmo não havia feito de propósito, mas de todas as pessoas ela não achava que Remus chamaria ela de burra. Dorcas poderia estar provocando, mas não era motivo para tal coisa. - Se eu sou tão burra Lupin, ache um meio de não morrer de tédio sozinho. - acabou dizendo no meio da raiva, não queria proferir palavras tão feias ou pesadas, mas era maior do que ela aquele sentimento. Ela ouvia escutado palavras assim a sua vida inteira, mas nunca de amigos então foi como uma facada.
Notou que o mesmo se arrependeu e que tentou concertar e até animar a garota, e de fato, Dorcas não conseguia ficar muito tempo brava com Remus. Era uma de suas franquezas, não que um dia ela fosse admitir isso a ela ou a qualquer pessoa. - Desculpa se falar da Emme te deixa nervoso, é só que vocês são...perfeitos. I mean, vocês são inteligentes e melhores amigos você merece alguém como ela, e ela merece você. Vocês são perfeitos juntos. - disse sabendo que poderia irritá-los mas falando o que passava em sua mente, e no momento que ele falou sobre Gilderoy ser um idiota ela não evitou sorrir. Deu um beijo na bochecha do mesmo. - Obrigada, apenas obrigada por sempre dizer a coisa certa. - acabou rindo enquanto acompanhava-o para fora da sala.
[11/14-50] photos of Dianna Agron
Que música sempre faz você querer dançar?
Eu não sei, não tenho uma “música” sou mais do tipo que apenas sai dançando qualquer música. Adoro dançar e me divertir e fazer minhas amigas fazerem isso, também.
Você já beijou alguém nos últimos cinco dias?
Não, nem em sonhos.

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Pretende ter filhos?
Querer eu sempre quis, mas acho que vai ser meio difícil já que todos no mundo parecem estar comprometidos.
two coffees and a good laugh | Dorcas&Ted | Blind Date
A verdade era que Ted nunca tivera um encontro. Sua timidez nunca permitiu que ele convidasse uma garota para sair, mas não foi isso que o fez se inscrever na brincadeira do encontro às escuras. Na realidade, ele fez tudo o que pôde para evitar preencher o formulário, mas as lufanas foram tão insistentes que ele acabou cedendo. Ele sabia que as chances de Andromeda ser sorteada com o seu nome eram bem próximas de zero. Até onde tinha conhecimento, ela nem sequer estaria participando do “evento” no Dia de São Valentim. Isso o desanimava um pouco, mas haviam muitas outras garotas interessantes no castelo. Durante um certo período, por exemplo, Ted teve uma paixão platônica por Greta Catchlove, uma sextanista loira de sua casa que era apaixonada por comida. A atração do lufano pela garota, porém, não durou muito. Quando Andy o defendeu de Bellatrix pela primeira vez, ele passou a observá-la melhor, e algumas semanas depois não restava mais nenhum vestígio de Greta em sua mente.
Todas as suas roupas estavam espalhadas sobre a cama de dossel do dormitório, pois Ted não fazia ideia do que vestir. O que se usa em um encontro com uma pessoa desconhecida? Ele nunca lera nada parecido em nenhum livro, e se sentia como uma garota se arrumando para sair, a diferença era que essa era a primeira vez que o lufano fazia isso. Após o que pareceram horas olhando para as peças, Ted vestiu uma camisa com mangas compridas e o seu jeans preferido, agarrou um pesado casaco e, olhando uma última vez o seu reflexo no espelho, saiu do dormitório. Tentou passar discretamente pelas pessoas que se encontravam no Salão Comunal, mas não obteve sucesso. Ele podia sentir os olhares, e era quase possível ouvir as pessoas pensando "Ted Tonks tem um encontro?". Quase se atirou pela porta, mas infelizmente o castelo estava muito mais movimentado que o habitual. Era como se todos os enfeites de coração do mundo estivessem ali, o que, na opinião de Ted, era totalmente desnecessário.
Os jardins estavam cobertos pela neve fofa, e o garoto sentiu-se feliz por estar usando botas. Alguns primeiranistas faziam uma guerra de bolas de neve e ele teve que se abaixar para que não fosse atingido na barriga. Outros alunos mais velhos pareciam estar indo para Hogsmeade e ele pegou-se pensando se eles também teriam um encontro com alguém. Imaginou que sim, visto que a maioria parecia nervosa e desconcertada. Enquanto andava pela estrada, a neve começou a cair novamente, e os flocos formavam um efeito que o lufano sempre gostou. Ele podia ver as formas escuras do vilarejo alguns metros à frente e, antes de ir para o lugar combinado, decidiu passar em uma floricultura, pagando cinco nuques em uma única peônia cor-de-rosa. Ele podia ver o Três Vassouras quase transbordando com a superlotação e ficou feliz por não ter que entrar ali essa tarde.
Caminhando em direção à Casa de Chá Madame Puddifoot, Ted rezou mais uma vez para que o seu par fosse uma garota legal. Eles não precisavam se envolver romanticamente, mas uma boa diversão nunca é de mais. O garoto parou em frente ao local, e sentiu-se um bobo segurando a flor, enquanto esperava que a menina chegasse.
Não pensava que estava tão nervosa até notar que suas mãos estavam soando. Geralmente suas mãos só ficavam daquele jeito depois de um exaustivo treino de quadribol, então foi quase uma novidade quando teve que limpar em suas roupas seu suor. Ela não deveria estar levando tão a sério, mas ao passar pelos três vassouras desejou sumir no aglomerado de pessoas que se encontravam ali ou pelo menos estar realmente doente para não ir mais. Não sentia mais vontade, mas não deixaria seu par esperando. Dorcas poderia estar nervosa, mas não era idiota. Seria muita mancada fazer aquilo, e além do mais poderia ser divertido. Ela poderia escolher um dia para sair com alguém diferente, sem pensar em seus problemas ou ter as suas amigas encarando-a com aquela cara de que a fazia se sentir culpada de alguma coisa. Era ruim ter que conviver naquele ambiente onde todos pareciam sempre estar apaixonados uns pelos outros, ou então, cegos para não ver que o amor estava na cara. Dorcas sempre ficara de fora quando seus amigos estavam apaixonados, e isso a fazia sentir-se um pouco isolada também.
O local que haviam dito para ela aparecer foi a Casa de Chá Madame Puddifoot, outro motivo para ficar apreensiva. Aquele local era para casais, não para pessoas que haviam combinado de se encontrar em segredo. Dorcas nem imagina quem ela encontraria, uma parte dela desejava um ombro amigo, alguém como James ou Sirius. Para poder continuar seu dia fazendo pegadinhas, e que não fosse alguém como Remus que sempre tentava fazer Dorcas ficar confusa sobre seus sentimentos com ele. Mas ela tinha que enterrar isso para seu bem, para o dele e o de Emmeline. Ela não poderia colocar seus sentimentos em cima dos da amiga, então aquilo nunca existiria nunca teria existido. Seria sempre Dorcas a única do grupo que não teria um par perfeito. Ela estava acostumada com isso, depois de Gilderoy sua vida amorosa havia sido um desastre completo, então nem estava ansiosa em achar outra pessoa. Só o tempo poderia ajudá-la.
Ao parar na frente do café pode observar Ted Tonks parado com uma flor na mão, não. Não poderia de ser, ela teria de ter muita sorte. Ted era um ano mais velho, mas ainda assim ela sabia que ele mesmo sendo tímido era divertido, pois havia conversado com Greta. E tinha o fato de que ele era monitor, então todos sabiam coisas sobre ele. Mas uma das coisas era que ele não ia em encontros, então aquilo deveria ser tão novo para ele como para ela. Um sorriso surgiu nos lábios de Dorcas, talvez aquela tarde fosse até legal. Eles poderiam conversar sem aquele clima estranho, ou ao menos, tentar conversar sem o clima estranho já que estariam entrando naquele mundo estranho que era a casa de chá. Se aproximou um pouco mais nervosa agora, se ajeitando, mas não tinha lá muita coisa que podia fazer, não poderia sair correndo e voltar, então tinha que enfrentar aquilo que havia se inscrito.
Parada em frente de Ted tomou coragem para falar. - Ted Tonks, certo? Eu acho que você é meu encontro as escuras. - disse um pouco animada, segurando a risada e tentando manter-se normal. - Sou Dorcas Meadowes, não sei se lembra ou sabe, mas de qualquer maneira eu me apresento. - Coçou a cabeça esperando algum movimento por ele, não adiantava ficar fazendo monólogos.