Be strong
Sinopse: Para provar sua força aos seus colegas de alcatĂ©ia, vocĂȘ Ă© desafiada em vĂĄrias provas que normalmente sĂŁo impostas para alfas.
VocĂȘ e seu lobo, que parece nĂŁo passar de um filhote, nĂŁo sĂŁo do tipo que desistem fĂĄcil, ainda mais com o apoio de um alfa amĂĄvel, Mark Tuan.
O filhote e a chance.
Suas mĂŁos se fecharam, suadas e tremendo. Os passos se apertaram na direção do grande portĂŁo, onde atĂ© o ar era diferente. Tudo lhe lembrava infĂąncia e adolescĂȘncia, desde as flores ao redor do muro atĂ© a calçada de pedras que marcava o caminho atĂ© a localização das casas da matilha.
VocĂȘ havia prometido que voltaria algum dia, e aquela era a hora. A mochila pendurada em seu ombro nĂŁo lhe deixava esquecer que viera para ficar.
Tomou coragem de empurrar as grades, mas estas nĂŁo se moveram, e assim que tentou verificar a presença do guarda, nĂŁo o achou. As coisas com certeza mudaram enquanto vocĂȘ esteve fora.
Suspirando, deu passos arrastados prĂłximos ao muro, pensando em como atravessar o mesmo.
Seu lobo se lamuriava com a ideia de pular o muro. Medroso que sĂł ele, lhe avisava o provĂĄvel tombo, em meio Ă rosnados tĂmidos.
VocĂȘ nĂŁo podia pensar demais, pois poderia acabar por desistir de reencontrar sua matilha.
Deu passos para trĂĄs, focando em uma pedra sobressalente. A rocha era alta, contudo era melhor do que tentar se agarrar apenas ao muro, todo revestido de lodo.
Prendeu com força a mochila em suas costas antes de pular, com a respiração presa e seu lobo em alerta.
VocĂȘ suspirou de alĂvio ao sentir suas mĂŁos firmes na pedra, com as pernas pendendo Ă Â procura instintivamente de apoio.
Respirou fundo ao içar-se para cima, trocando seu apoio para a beirada do muro.
Aliviada, sentou-se no murado e observou a paisagem. Ărvores e mais ĂĄrvores se estendiam como um enorme tapete verde, com a trilha mal marcada entre elas.
Seu lobo parecia mais calmo agora, e até mesmo mais confiante. Talvez a sensação de estar de volta ao lar fosse como um remédio.
Um pulo foi o suficiente para que vocĂȘ encontrasse o chĂŁo, mesmo com a altura do muro, quase nĂŁo sentiu o impacto. Com certeza, era melhor em descer do que em subir.
Calmamente, começou a cruzar o caminho da trilha. Não daria para trås agora, afinal não conseguiria pular novamente o muro.
Cada vez mais animado, seu lobo uivava em alto e bom som. Ver o mesmo tĂŁo feliz lhe fez sorrir de leve, com um bom sentimento Ă correr por seu corpo.
Essa felicidade, mesmo intensa, foi momentĂąnea. Seu lobo tremeu de medo ao se ver em meio Ă escuridĂŁo da noite, em uma floresta assustadora como aquela.
O sentimento de temor que ele exalava quase te fez gargalhar, jĂĄ que o seu lado animal deveria ser, justamente, o mais corajoso e que, supostamente, gostaria da floresta e da noite.
Mal dava para acreditar que vocĂȘs dividiam a mesma mente, jĂĄ que nĂŁo necessariamente pensavam e agiam da mesma forma. NĂŁo eram poucas as vezes em que vocĂȘ adoraria silenciĂĄ-lo por um tempo.
Tentando acalmar os nervos de seu lado ĂŽmega medroso e sensĂvel, cantarolou baixinho uma mĂșsica aleatĂłria. Isso o aquietou um pouco, mas nĂŁo o impediu de continuar a grunhir baixo.
Foi quando ouviu as ĂĄrvores farfalharem rapidamente, fazendo o vento aumentar e vocĂȘ se encolher.
Olhos amarelos se destacaram, acompanhados de rosnados. Seu lobo, mesmo temeroso, se preparou para a luta, mas nĂŁo foi necessĂĄrio.
VĂĄrios lobos saĂram dos arbustos, lhe farejando atentamente.
Ao menos, nem tudo havia mudado. Os lobos ainda eram os guardiĂ”es da matilha, e nunca atacavam outros hĂbridos. Aqueles lobos nĂŁo podiam se comunicar com humanos naquela forma, mas um olhar era o suficiente.
VocĂȘ estremeceu quando um focinho gelado se arrastou pela sua perna, o maior de todos os lobos te farejava; o chefe entre eles. Os outros se mantiveram afastados, rosnando baixo.
E se eles nĂŁo lembrassem do seu cheiro? Havia estado fora durante anos, havia crescido, mudado. Claro, seu cheiro doce de ĂŽmega ainda era o mesmo, mas existiam muitos ĂŽmegas no mundo.
Tudo o que vocĂȘ podia fazer era esperar, se corresse nĂŁo teria nem chance. Estava totalmente despreparada, havia reprimido seus instintos por muito tempo enquanto conviveu com os humanos normais. AtĂ© mesmo seus cios se tornaram fracos, sem a influĂȘncia de outros como vocĂȘ.
No meio de sua coxa, o lobo parou, arrastando a cabeça em uma espĂ©cie de carĂcia. Ele se virou para os outros, pronto para voltar. Antes de se afastar, buscou seus olhos, quase como um pedido para que o acompanhasse.
Mesmo com a tranquilidade no olhar do animal, seu prĂłprio lobo parecia incerto. E nĂŁo era sem motivo, afinal o chefe parecia um urso, pelo seu tamanho. Claro, todos os outros eram muito maiores que lobos normais, mas esse era um alfa lĂșpus, se vocĂȘ bem se lembrava.
Maior que os outros e, para piorar, possuĂa algumas cicatrizes assustadoras, atĂ© mesmo nesta forma. VocĂȘ mal podia imaginar como ele seria em sua forma humana.
Vendo seu desconforto, um dos lobos cruza a frente do alfa lĂșpus e morde a pontinha da sua blusa, sem rasgĂĄ-la, apenas tentando a puxar para junto deles.
VocĂȘ os segue, agora nĂŁo havia volta, de todo modo.
O lobo ao seu lado solta sua blusa, mas nĂŁo se afasta. VocĂȘ tenta se lembrar de seu cheiro, mas nĂŁo consegue. EstĂĄ tĂŁo destreinada que seu olfato Ă© confuso, ainda mais com o monte de hĂbridos que lhe acompanham.
Quando as casas começam a surgir, vocĂȘ procura inutilmente pelos anciĂŁos, mas nĂŁo vĂȘ ninguĂ©m alĂ©m de algumas crianças brincando na lagoa que fica ao centro do acampamento, algumas mulheres separando lenha e homens cortando legumes e mexendo em uma panela de ferro, o provĂĄvel jantar. A aura, apesar de nĂŁo parecer, Ă© pesada, todas as açÔes parecem temerosas.
Seu coração dói, e uma lågrima escorre, involuntåria. Os boatos que te fizeram voltar não eram mentira, no fim das contas.
Ao seu lado, o lobo que nĂŁo se afastou durante um segundo sequer parece perceber a lĂĄgrima discreta e, cuidadosamente, passa o nariz Ășmido pela sua mĂŁo.
Ă reconfortante e, por mais incrĂvel que pareça, te acalma.
O alfa lĂșpus, que coordena os outros lobos, segue atĂ© uma casa maior, e vocĂȘ nĂŁo para de caminhar um segundo sequer. Se parar, nĂŁo sabe se irĂĄ conseguir controlar o choro.
Apenas a ideia de que o lugar que deveria ser seguro, que deveria ser o refĂșgio de todos aqueles hĂbridos, havia se tornado palco de uma guerra idiota entre lobos retrĂłgrados machucava todo o seu ser.
Seu lobo parecia triste, encolhido em seu prĂłprio mundinho. VocĂȘ nunca conseguiria entendĂȘ-lo plenamente. VocĂȘs dividiam sua mente desde sempre, mas nunca seriam os mesmos seres.
A vida havia te mudado,feito amadurecer a força, mas nada nunca havia feito seu lobo crescer. Ainda era um filhote, apegado e medroso.
E, mesmo sendo tĂŁo diferentes, vocĂȘ nĂŁo saberia viver sem seu outro lado. Era como um irmĂŁo mais novo, mas tambĂ©m era como um melhor amigo super-protetor.
Ainda divagava quando ouviu o lobo chefe rosnar em frente a porta da maior das casas. VocĂȘ jĂĄ conhecia aquela casa, a casa do lĂder. Sua casa era ao lado, e tinha certeza que ela estava ali.
Olhou para o lado para observar o quĂŁo assustadora sua casa havia se tornado, apĂłs anos largada. As flores de seu pai ainda estavam lĂĄ, porĂ©m o jardim parecia ter engolido a residĂȘncia, jĂĄ que mal dava para vĂȘ-la.
Haviam tulipas, hortĂȘnsias, rosas e girassĂłis espalhadas por todos os cantos visĂveis.
Ainda dava para ver as janelas que foram pintadas de azul por sua mĂŁe. A cor estava desbotada, mas vocĂȘ ainda lembrava da paciĂȘncia que ela depositara ali.
O lobo que havia te acompanhado de perto tocou a parte de trĂĄs de seus joelhos, incentivando a continuar caminhando.
O alfa lĂșpus empurrou a grande porta de entrada e, antes de passar, certificou-se de que vocĂȘ ainda estava em seu encalço. Todos os lobos o seguiram, e vocĂȘ se viu obrigada a fazer o mesmo.
O salĂŁo principal era iluminado somente pela luz vinda de fora, que nĂŁo era muita. Era o pequeno intervalo entre o dia ensolarado e a noite banhada pelo belo luar.
Quando vocĂȘ cruzou todo o espaço e jĂĄ estava no meio da sala, a porta foi fechada. Os rosnados baixos e murmĂșrios doloridos foram o suficiente para lhe fazer fechar seus olhos.
A transformação doĂa muito, e era algo bem horrendo, tanto que preferia nĂŁo olhar.
As roupas simples que os hĂbridos vestiam nĂŁo se partiam com a transformação, e isso era algo recentemente descoberto. Roupas de tecido mais leve e fino se adequavam ao corpo.
Ainda com os olhos fechados, ouviu os passos que se aproximaram e, em um reflexo, abriu os olhos.
Sua respiração falhou ao dar de cara com um homem do dobro da sua altura, cabelo longo preso em um rabo de cavalo. VocĂȘ nĂŁo precisou de muito para ver as diversas cicatrizes espalhadas pelo rosto e pescoço dele, e desconfiava que haviam mais pelo corpo.
O cheiro dele era forte, atĂ© mesmo para seu nariz destreinado. Seu lobo pareceu acalmar diante dele, e assim soube que era o alfa lĂșpus de antes.
â EntĂŁo foi preciso uma tragĂ©dia para trazer vocĂȘ de volta? â Perguntou, com um ar debochado. â NĂŁo posso dizer que senti sua falta, mas nĂŁo posso recusar ajuda em um momento como esse.
Ele parecia contrariado, entĂŁo vocĂȘ preferiu ficar em silĂȘncio. Soltou apenas um suspiro aliviado, ao perceber que mesmo tĂŁo afastada, seu sinal havia chegado atĂ© eles.
â Onde iremos colocĂĄ-la? Com os outros ĂŽmegas?
A voz veio de algum outro alfa, que vocĂȘ nĂŁo conhecia. SĂł entĂŁo seu nariz percebeu que haviam apenas alfas ali, e se incomodou como eles continuavam antiquados.
Nunca aceitavam Îmegas na alcatéia da guarda, mas pelo menos haviam perdido essa imagem de que Îmegas servem apenas para procriar ou controlar seus cios.
â Eu posso ajudar em qualquer coisa, sou forte o suficiente. â Determinada, vocĂȘ disse alto. â Vim para ajudar na alcatĂ©ia de proteção, nĂŁo para cozinhar para alfas mal agradecidos.
Resmungou, desgostosa. Era pĂ©ssimo ver que a sociedade dos humanos e a dos hĂbridos, mesmo tĂŁo diferentes, tinham preconceitos tĂŁo parecidos.
â VocĂȘ Ă© bem atrevida, exatamente como o seu pai. â O olhar dele era fixo ao seu, retribuĂdo na mesma intensidade. â Os ĂŽmegas da sua famĂlia sĂŁo difĂceis, nĂŁo sei como seu pai conseguiu se casar.
Seus olhos rolaram, nĂŁo aguentando mais essa conversa. VocĂȘ realmente precisava provar tudo o que era? Seu corpo era forte, seu lobo nĂŁo importava.
Ele choramingava em sua mente, triste pelas palavras do chefe e pelo tom que ele usava, mas vocĂȘ nĂŁo poderia se deixar abater. Todos ali ouviam o choro de seu lobo, mas a Ășnica coisa que podia fazer era se manter firme.
â Eu consigo fazer qualquer coisa, meu gĂȘnero nĂŁo me impede de nada.
O chefe riu, segurando o seu queixo com uma mĂŁo. A mĂŁo dele era enorme, e mesmo que vocĂȘ achasse que a intenção dele nĂŁo fosse machucar, o aperto parecia muito mais forte do que deveria. VocĂȘ gemeu de dor, os olhos quase a se fechar.
Um rosnado baixo foi ouvido, passos avançavam em sua direção.
Um garoto bem mais baixo que os outros cerrava os dentes e parecia prestes a atacar, mas foi rapidamente contido pelos outros.
VocĂȘ queria identificĂĄ-lo, mas eram tantos cheiros que nem tentou.
Antes de falar algo, o alfa lĂșpus aproximou mais seu rosto do dele e olhou rapidamente para o alfa, que se debatia rosnando e com os olhos mudando de cor.
â Ah, Ă© mesmo? â O tom de sua voz era tĂŁo debochado e, ao mesmo tempo, tĂŁo desafiador que vocĂȘ nĂŁo conseguiu desfocar sua atenção. â Prove, filhote.
(...)
Seu peito ardeu, seu lobo choramingou de cansaço, mas vocĂȘ nĂŁo iria parar. NĂŁo mesmo.
Seus joelhos e braços tremiam à cada vez que erguia o machado.
NĂŁo havia contado nem metade da lenha, mas jĂĄ estava tĂŁo cansada.
Os outros alfas jĂĄ haviam terminado sua tarefa, e se sentaram para te observar. De repente, vocĂȘ havia se tornado uma atração.
Ămegas, betas e alfas se reuniam embaixo das ĂĄrvores, para testemunhar seu sofrimento ao cumprir a tarefa considerada a mais fĂĄcil para os alfas.
O alfa lĂșpus que havia te desafiado estava sentado bem perto, menos de cinco metros de vocĂȘ. Ao lado dele, duas ĂŽmegas te olhavam com atenção. Diferente do que via no olhar dele, nĂŁo havia deboche no jeito que elas te olhavam. Havia curiosidade, e talvez preocupação.
Em mais um impacto forte, vocĂȘ cortou mais uma lenha. NĂŁo havia a possibilidade de desistir, mesmo que sua garganta implorasse por ĂĄgua e seu corpo por um descanso.
Por que alfas fizeram isso parecer tĂŁo fĂĄcil? Eles haviam cumprido a tarefa rindo e brincando, e vocĂȘ precisava de toda a sua concentração para fazĂȘ-lo.
Seu lobo ficava temeroso cada vez que sua mão se erguia com o machado. E se a ferramenta escapasse de sua mão e machucasse alguém? Ou acabasse machucando a si própria?
â Desiste, filhote? NĂŁo podia fazer qualquer coisa?
VocĂȘ ouviu o grito do chefe, mas nĂŁo se virou.
Apenas arrumou mais uma lenha, e cortou mais uma vez.
Talvez vocĂȘ devesse ter frequentado mais vezes a academia, mas isso era o de menos.
Em algum momento, passos vindos de algum ponto atrĂĄs de onde estava se fizeram presentes, mas estava concentrada demais para ouvir.
Estava quase no fim, ia terminar logo. A escuridão começava a aparecer, mas seus telespectadores continuavam a assistir.
Duas mĂŁos tocaram seus ombros, e seu lobo choramingou, manhoso, ao sentir o cheiro de lavanda do alfa. Mesmo que suave, seu cheiro ainda era forte.
â Abra sua boca â pediu, e quando vocĂȘ o olhou, reconheceu o mesmo alfa que rosnou para o chefe. EntĂŁo, obedeceu seu pedido. â NĂŁo se importe com Marco, ele Ă© um pĂ©ssimo cara, mas um Ăłtimo chefe. â Ele segurou seu queixo, antes de derramar um lĂquido escuro de uma garrafa. O gosto era forte, mas nĂŁo era ruim. â O segredo nĂŁo Ă© a força, Ă© a precisĂŁo. Quando eu era mais novo, odiava essa prova.
VocĂȘ sorriu quando ele limpou o rastro da bebida que escorreu pelo canto de sua boca.
â Qual seu nome?
Ele fechou a garrafa antes de responder.
â Mark Tuan â Falou, sorrindo. Ele nĂŁo era tĂŁo alto quanto os outros alfas, e tinha um jeito bem mais delicado que os outros. â NĂŁo desista, vocĂȘ estĂĄ indo bem.
(...)
Algum tempo depois, vocĂȘ pareceu se tornar entediante, e a platĂ©ia se dispersou. AtĂ© mesmo o chefe saiu, rindo.
Apenas Mark e mais alguns ĂŽmegas assistiam. Os ĂŽmegas saĂram na hora de comer, mas o alfa continuou Ă observar.
JĂĄ era madrugada quando a Ășltima tarefa se completou.
VocĂȘ tremeu por inteira, caindo sentada. LĂĄgrimas escorriam por seu rosto, era o cansaço acumulado.
Ele correu atĂ© vocĂȘ, sorrindo.
â VocĂȘ foi incrĂvel â Exclamou, guardando os objetos que vocĂȘ usara antes. â Vamos falar com Marco.
NĂŁo era mistĂ©rio nenhum que ĂŽmegas eram psicolĂłgica e fisicamente mais frĂĄgeis que alfas, mas vocĂȘ nĂŁo estava tĂŁo mal. Conseguia andar e falar, mesmo que estivesse praticamente em pedaços. Seu cansaço era totalmente palpĂĄvel, mas nĂŁo o deixaria transparecer.
Lado a lado, vocĂȘ e Mark caminharam atĂ© a casa do chefe. Como na sua chegada, ele permaneceu ao seu lado, em uma espĂ©cie de proteção acolhedora.
Todo o seu cansaço valeu a pena ao ver a cara surpresa do chefe. Ele se encontrava sem camisa, o rosto amassado de quem recém acordara, com sua noiva encolhida atrås de seus braços enormes.
â Veio desistir, filhote?
VocĂȘ sorriu para ele, antes de encarĂĄ-lo firmemente.
â O filhote aqui nĂŁo desiste fĂĄcil â Mark respondeu por vocĂȘ, tĂŁo animado que era uma cena bonita de ver. â Terminou tudo e com excelĂȘncia.
O chefe arqueou as sobrancelhas, sorrindo com deboche.
â Ah, Ă© mesmo? â Falou, o olhar dele cortando o seu. â E vocĂȘ jĂĄ acha que pode concorrer Ă uma vaga na matilha de proteção?
VocĂȘ nem precisou pensar, era um sonho de toda uma vida proteger os de sua espĂ©cie, ainda mais depois da catĂĄstrofe com a antiga matilha e com os anciĂ”es da alcatĂ©ia.
â Eu jĂĄ estava pronta quando pus meus pĂ©s aqui.
VocĂȘs mantiveram os olhares desafiadores, atĂ© ele se mover para voltar para dentro e fechar a porta.
â VocĂȘ tem uma semana, filhote â Pronunciou, antes de fechar a porta. â Me surpreenda nas finais do rito de passagem, e entĂŁo terĂĄ seu lugar garantido.













