pelos deuses! aquele ali passeando na praia é TÂNATO? ah, não, é só JOSHUA "JOSH" HARLOW, um EX-CANTOR FAMOSO nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os TRINTA E CINCO anos nesse novo corpo, segue tão DETERMINADO e RANCOROSO quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito TOM STURRIDGE? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como HÓSPEDE do nosso hotel!
THANATOS: Tânato é filho de Nix e Érebo, irmão gêmeo de Hipnos. Tânato é a personificação de morte na mitologia grega, responsável por levar os mortos para o submundo.
JOSHUA: (resumo) (tw: acidente de avião) Nascido em Londres, na Inglaterra, Josh Harlow se tornou um nome conhecido na mídia quando ele tinha apenas 17 anos e formou uma banda de pop-rock com alguns amigos, que chamaram de The Styx 5. Entre 2007 e 2011, a banda lançou 3 álbuns com um sucesso absurdo, e ficaram conhecidos ao redor do mundo inteiro pelas turnês divertidas e por terem fãs enlouquecidos que queriam saber de cada passo que davam. No entanto, tudo isso acabou abruptamente com um acidente de avião, que caiu quando estava em direção a um evento em outro país. Quando o avião caiu, Josh foi o único sobrevivente. Depois disso, Josh sumiu da mídia, se recusando a comentar sobre ser "um milagre" ou até mesmo dar atenção para as teorias da conspiração que cresciam na internet. Josh simplesmente sumiu por muitos anos, se tornando recluso com seus traumas, mantendo pouquíssimas conexões. Seus pais começaram a se preocupar cada vez mais com o tempo, e Josh odiava vê-los assim, aceitando a sugestão deles de viajar um pouco, acabando no Hotel Aletheia, na Grécia. (mais sobre a banda aqui) (playlist)
conexões requeridas.
about completo:
Josh nasceu em Londres, na Inglaterra, filho de produtores famosos na indústria musical. Não demorou para o filho de dois músicos brilhantes começar a seguir os passos dos pais, começando a escrever as próprias músicas na adolescência.
Nos anos 2000 era fácil colocar seus sentimentos num papel. As músicas sobre relacionamentos falhos e sobre não se encaixar ficavam famosas, e Josh tinha talento de sobra para criar letras boas o suficiente para se destacarem.
Logo o rapaz chamou quatro amigos para formar uma banda de pop rock. The Styx 5, como foram chamados, começaram como uma banda de garagem que se apresentavam em pequenos festivais em Londres. Com a ajuda dos pais, Josh começou a usar os contatos a seu favor, e The Styx 5 lançou seu primeiro EP em 2007, e começou a ganhar muitos fãs ao redor do mundo.
Com apenas 18 anos, os rapazes estavam abrindo shows de bandas de rock famosas. Com vinte anos, os cinco já tinham mais dois álbuns lançados e estouravam ao redor do mundo. Logo eles eram os artistas que todo mundo pagava pra ver ao vivo, e não podiam mais sair na rua sem serem reconhecidos. Na época, em 2010, a internet estava crescendo rapidamente e virando um lugar para fãs discutirem sobre seus artistas preferidos, e Josh e seus colegas de banda começaram a aparecer em número um das paradas e também dos sites de fofoca. Josh, sendo o cantor e o rosto do grupo, começou a ganhar mais atenção da mídia, que sempre queria saber sobre seus relacionamentos e sua vida num geral.
Em 2011, a banda estava trabalhando em seu terceiro álbum de estúdio e havia rumores que Josh estava brigado com os colegas. Isso era um tanto verdade, pois muitas discussões surgiram naquela época entre os membros da banda.
(TW: acidente de avião / sangue / morte) Em uma viagem para um dos shows na Austrália foi quando tudo acabou abruptamente: o avião em que a banda viajava caiu com todos os membros de The Styx 5 dentro. A ajuda chegou rápido, e Josh foi o único sobrevivente da queda.
A única coisa que Josh se lembra era de ter discutido com seus colegas sobre algo banal. Alguma letra de uma música que não fazia sentido. Em outro momento, lembrava-se de ver os amigos ainda em seus assentos, ensanguentados e sem vida. Depois disso, ele só sabe que estava no hospital, com lesões e ferimentos que logo se tornariam cicatrizes. (fim do TW).
Depois disso, a mídia não saiu de cima de Josh. Todos falavam como se um milagre tivesse acontecido para que o rapaz tivesse sobrevivido, mas ele não sentia que tinha sido um milagre. A morte dos colegas de banda fez Josh se tornar um homem recluso, afastado da mídia e dos fãs, fazendo todos se perguntarem por onde ele andava e até fazendo teorias da conspiração sobre o acidente.
Tudo era difícil de lidar, e por isso que por anos Josh se afastou, mantendo contato com poucas pessoas. A terapia ajudava em muitos momentos a lidar com o trauma, mas também não era o suficiente de afastá-lo da terrível sensação que a morte lhe trazia.
Josh foi para o Aletheia Hotel a pedido de seus pais, que estavam começando a se preocupar com o estado mental dele. E Josh não queria desapontá-los e nem assustar os mais velhos, e por isso aceitou. Até porque talvez estivessem certos: talvez o hotel fosse ajudá-lo a começar a lidar com a morte.
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O mais difícil era ocupar sua cabeça, Madelaine estava acostumada a treinar por horas a fio, não só na piscina, mas também treinamentos de força, depois tinha uma lista extensa de compromissos, que iam desde entrevistas, até reuniões com patrocinadores e todo o resto, era corrido e cansativo, mas era o que estava acostumada. Então, de repente, nada, mais tempo livre do que o necessário, isso sim era estressante, mesmo que com a melhora de seu ombro, ela estivesse se arriscando a treinar um pouco, mas tinha que fazer pausas mais longas, afinal, não queria acabar com outra lesão. Por isso, estava fazendo do seu próprio jeito, sentada na media room do hotel, tinha a alugado para aquela tarde, assistindo competições antigas, pontuando cada um dos erros que cometera e o que poderia fazer diferente, analisando tudo milimetricamente. Porém, sem som, pois no fundo, Moonlit Scars de sua banda favorita: The Styx 5 tocava continuamente, vinha sendo uma das únicas coisas que a ajudava a relaxar e se concentrar o suficiente para esquecer de todo o resto.
Josh adentrou o media room do hotel e a última coisa que esperava era escutar a sua própria voz ali. A música em si não o trazia nenhuma sensação ruim; ele gostava de se lembrar dos colegas de banda quando estavam vivos. Mas as memórias sempre acabavam indo para a mesma direção. Um flash de uma boa lembrança, também caminhava para o dia fatídico do acidente, até porque foi lá que sofreu com a amnésia, esquecendo-se de diversos momentos que teve com a banda e os antigos amigos. Não ajudava que estava ali no hotel depois de sofrer mais um surto de amnésia. Resolveu focar-se na primeira memória que veio à cabeça, de ter gravado aquela música com Victor na mesma sala e eles mal conseguiam se concentrar por fazer piadas entre os versos. Era uma memória embaçada agora, mas que o fez sorrir. "É uma combinação interessante, a música e a competição." Comentou depois de um tempo observando a televisão. Não queria assustá-la, mas havia entrado tão silencioso que talvez o fizesse. "Revivendo os dias de glória?" Questionou após a reconhecer na imagem.
khalid acabou sorrindo com a lembrança dele, imaginando o quão insano deveria ser receber um documento desses, mas nunca se identificou. seu público sempre foi online, sendo rara as vezes em que estourou essa bolha. por algum motivo, ninguém espera que ele seja tão bonito pessoalmente (palavras ditas a ele). "coloca caótica nisso... qualquer coisa explode muito e é esquecida com a mesma velocidade." suspirou, cansado só de lembrar. "pois é, cara. achei que isso já estava estabelecido, mas pelo visto me enganei feio. tô tentando me organizar com o time, mas ainda fiquei meio perturbado com isso. queria algumas dicas de como pensar menos nisso."
Josh olhou para Khalid, percebendo que algo no semblante dele mostrava que estava mesmo bem preocupado com aquilo. "Sendo sincero... eu não sabia que as coisas eram tão sérias assim pra você." Josh comentou, porque a verdade era que não entendia muito da vida de um influencer, ou gamer. Khalid tinha quase a sua idade, mas a diferença era que Josh não passava tanto tempo mexendo nas redes sociais. Tirando quando lhe mandavam algumas coisas, ou quando precisava apoiar algum amigo, como já fez com o próprio Khalid. "Quer dizer, eu sabia que você era famoso. Eu já te vi jogando. Mas não achei que chegava ao ponto de ter fãs malucos... parece que ninguém está a salvo mesmo." Comentou, coçando a nuca. Só que, quanto mais pensava, mais sentido fazia que Khalid possa ter bombado na internet. Ele era bonito e carismático, então as pessoas gostavam dele facilmente. Até mesmo Josh, recluso como era. Mesmo assim, ele não merecia se estressar com pessoas que passavam da linha. "Achei que ter fãs online queria dizer ter mais paz... Eles costumam te reconhecer pessoalmente?" Questionou de curiosidade, pensando por alguns segundos enquanto olhava ao redor. Os jardins do Aletheia estavam tranquilos, e as estátuas de deuses gregos já não pareciam tão assustadoras agora que não estavam mais na época chuvosa do Halloween. "Já pensou em contratar mais pessoas para o seu time? Talvez você esteja ficando mais famoso a cada dia, então isso quer dizer que vai precisar de mais gente nos bastidores." Foi o que aconselhou, pensando em sua própria situação. Seu nome começava a retornar pra mídia por causa do namoro, daquela viagem estranha, e também pelos boatos de que voltaria para a música. Ele tinha seu próprio time para lidar com isso, e ajudava que o de Damian mantinha um pouco de ordem também. Mas as notícias nunca paravam, nem os comentários. Logo voltou-se para Khalid. "É algo que você sempre quis? Ficar bem famoso, no caso?"
Josh geralmente passava longe de floriculturas, já que era alérgico à flores em geral. Mas precisava sair em algum momento dos seus aposentos do hotel, ou ficaria louco de vez. Isso mesmo, até Josh Harlow queria sair por livre e espontânea vontade, o que era uma surpresa; mas o Aletheia começava a sufocá-lo; não podia ver as notícias no celular, não podia ir aos jardins, à recepção, a lugar nenhum, pois tudo o relembrava da estranha histeria coletiva. Ele não gostava do fato de ter perdido parte da memória e de ter aquele apagão mental esperando para ser desvendado. Quando Damian saía e Josh ficava sozinho no quarto, parecia que as paredes ficavam cada vez menores como se fossem o engolir a qualquer momento, e as pinturas de deuses gregos no teto o julgavam. Aconteceria de novo? Iria dormir alguma hora e acordaria em outro lugar? Bem, ele não queria ter que pensar nisso, então pegou a gatinha Amy para levar ao veterinário. Era uma boa desculpa para sair. Poderia chamar alguém para levar a gata por ele, mas resolveu colocá-la na caixa de transporte e levá-la ele mesmo. Era bom que o veterinário ficasse em um lado da cidade que Josh não costumava andar, e que parecia tranquilo. Ela recebeu a vacina que precisava, e foi no caminho da volta que passou pela floricultura e olhou pela vitrine. O dia dos namorados estava chegando e talvez pudesse fazer um pedido de buquê pro namorado, certo? Mas Josh voltou a atenção para a loira na porta do local, cujo olhar encontrou o seu de imediato. "Eu te conheço." Ele não sabia o que o prontificou a dizer isso tão abruptamente, mas às vezes Josh soltava comentários sem pensar. E não era apenas por ficar tanto tempo sem socializar; antes mesmo de se tornar tão recluso sempre achou que poderia falar o que queria, quando queria. Talvez fosse por conta dos pais, que o deram liberdade demais. Mas também, era por causa dos pais que reconhecia a mulher. Os produtores musicais trabalhavam muito em teatros, incluindo peças de balé. Josh elevou uma sobrancelha, observando-a ainda de onde estava, como se hesitasse em sequer se aproximar. A sensação de que a conhecia de outra vida estava lá e passava despercebida, mas também não era agradável. Uma amargura antiga se alastrava pelo peito, como se a quisesse longe. "Você é a bailarina que quase matou aquela rival, não é?"
[JOSH]: Oi amor, como estão as coisas aí?
[JOSH]: Eu saí um pouco do hotel. Fui levar Amy ao veterinário.
[JOSH]: O segurança está me seguindo de longe.
[JOSH]: Se bem que eu não vi nenhum jornalista por esse lado, e está tudo tranquilo. O que é estranho.
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Hadrian não é um motorista ruim, ele é um motorista caótico. A alta velocidade e imbicar o carro na traseira de outros para que saiam da frente é algo que já faz parte do seu ser, mas desde o acidente que levou Ezra para o hospital começou a ser mais prudente. Não passar de 120k/h pelo menos, ainda que quisesse rir só de ver Josh se segurando no banco. Como é dramático! Nem estava tão acelerado assim. Só acenou com a cabeça sobre o assunto dos médicos, porque sim estava fazendo a mesma coisa. Não estava fingindo que estava bem, mas também não estava fazendo parte do surto coletivo. Era um limbo ali de não saber pra onde vai. Mas não evitou o suspiro longo quando observou o anel no dedo e aquele olhar de bobo apaixonado na cara do harlow de novo, te fazendo dar uma leve revirada nos próprios olhos, mas tinha um sorriso no rosto mesmo assim. "Estou feliz que está feliz, mate. Ainda fico pensando como teve a cara de pau de dizer que não estava voltando com ele e depois voltar com ele. Até parece que sua cara esconde quando está com esse sorriso idiota aí" provocou de volta e apontando para cara dele. Mesmo achando Damian um porre, sabia que o amigo estava feliz ao lado dele então não tinha muito o que fazer. "Por sinal, a Ez ficou puta que você contou pra ele que ela tava grávida antes dela contar. Damian chegou com tipo o enxoval até essa criança ir para a faculdade, tenho nem espaço pra tudo isso em casa" agora contava isso já sentado na mesa do restaurante, balançando a cabeça e jogando o cabelo para trás por puro hábito. A amizade dos dois também foi uma surpresa para Ashford, mas quem não era amigo daquela praga pelo jeito? Só ele mesmo. Um suspiro rindo sozinho, porque pelo menos na sua própria cabeça podia ofender toda a geração dos Veyron. "Já sim. Eu tava dando aula num curso de extensão universitário, mas comecei numa escola infantil semana passada. Distrair a cabeça, sei lá. Da última vez ficar preso nessa cidade foram muitos meses envolvidos" o dar de ombros foi interrompido na metade com Hadrian fazendo uma careta e estreitando os olhos, a cabeça torta e uma risada bem debochada na boca. "Cara.. Cê tá transando pra um caralho, né não?" riu a ponto de cobrir a boca com a mão e levar o corpo pra frente, pegando o cardápio e balançando a cabeça. "Na moral, você falando bem de Santorini? Depois de reclamar até da pedra que tinha na sua frente? Nossa" beem sarcástico quando acenou para o garçom com um sorriso e aguardava a aproximação dele, mas acabou abaixando um pouco a alegria do rosto ao se ajeitar na cadeira em um suspiro profundo. "Man, sei lá. Cansado. Abstinência tá me fodendo e dessa vez não tenho escape, saca? Nas últimas que tentei parar eu ficava: a qualquer coisa se quiser morrer eu volto. E agora posso nem morrer, nem voltar" ergueu a sobrancelha e os ombros, os abaixando em seguida "A Ez também tá na fase das alterações de humor, também não pode beber, acho que facilmente mataria por um cigarro. Então assim.. Um dia de cada vez, acho. Pelo menos estamos juntos, mas ainda estamos vendo o que precisamos vender, onde vamos morar, o que faço da minha carreira porque não posso ficar viajando.. e a criança já tá batendo três meses aí. To meio.. eufórico, não sei pra onde olho primeiro" desabafou facilmente dessa vez, suspirando de novo ao coçar a nuca ajeitando o pescoço para os dois lados. Estava se sentindo meio sufocado na verdade. "Como tá sua ansiedade? Ta de boa sem remédio? E o role da memória..?"
Um outro sorriso pintou seus lábios ao se recordar da época do Halloween. Tanta coisa tinha acontecido naquela época que ficava óbvio o quanto as coisas haviam mudado de lá pra cá. "Mas eu não estava voltando com ele quando te falei isso. Só que... várias coisas aconteceram." E nem estava mentindo. Àquele ponto, Josh já havia confessado para o amigo que foi atrás de Damian no Canadá, e foi lá que ficou escondido um pouco depois de ter visitado Hadrian e Ezra. Também foi nessa época que deixou de tentar se convencer de que queria ficar afastado do Veyron. Também foi lá quando contou para Damian da grande fofoca do momento, que era a gravidez de Ezra. Enquanto Hadrian contava sobre o enxoval, Josh teve que se segurar para não rir de novo, porque simplesmente achava engraçado. Bem tinha essa mania de achar qualquer loucura que Damian fizesse adorável. "Foi mal por ter contado. Mas em minha defesa..." Deixou o resto da frase no ar por alguns segundos, como se pensasse em como escapar daquela. "Não tem defesa. Mas eu tenho certeza que você pode me perdoar." Josh riu com isso. Conhecia Hadrian fazia mais de quinze anos, e o outro o presenciou em sua pior época possível: após o acidente, seu vício nos remédios para dor que conseguia fora da prescrição médica, na época em que tentava afastar todo mundo da sua vida, incluindo o Ashford. Ainda assim, Hadrian ficou por perto, e já teve que escutar muitas desculpas pela grosseria de Joshua na época, seguida por um "tenho certeza de que pode me perdoar", com aquele tom de brincadeira que apaziguava a situação. Agora sentado à mesa do restaurante, Josh soprou uma risada incrédula com o comentário de Hadrian. "Meu Deus. Agora não posso estar de bom humor?" Josh questionou, mas também não respondeu a pergunta dele sobre sua vida sexual, até porque ele já encontraria a resposta no novo sorrisinho no rosto dele. Estar de bom humor, no entanto, era relativo. Ainda odiava se sentir sufocado toda vez que colocava os pés fora do hotel, por culpa da mídia e tudo mais. Ainda havia aquele medo em Josh de que voltaria ao que era antes, à vida reclusa e cheia de culpa que o impedia de aproveitar o fato de ainda estar vivo. "Mas eu não odeio Santorini. É uma boa cidade mesmo, se tirar o sol escaldante. Isso não quer dizer que eu goste de ser obrigado a voltar." Explicou, logo voltando a se recostar na cadeira, escutando o que Hadrian tinha a dizer sobre sua situação com o álcool. Ou a falta dele. Josh estava preocupado com o Ashford, mas ainda era bom escutá-lo falando consigo e sendo sincero. "Mas as reuniões estão ajudando? E formar uma nova rotina também é algo bom, não?" Perguntou, e logo o questionamento se voltou pra ele. "Estou bem. Só toda essa merda de histeria coletiva é uma bosta. Parece que não existe um jeito de escapar." Comentou, voltando-se para o cardápio, apontando para um prato de sushi assim que o garçom se aproximou. "Antes de vir pra cá, eu estava pensando em voltar pra música, sabe?" Confessou para o amigo assim que o funcionário se afastou. "Talvez tenha que adiar alguns planos com tudo que está acontecendo, mas... imaginei que fosse ajudar a não voltar a ficar recluso de novo. Então, de certo modo, nós dois estamos tentando algo diferente para distrair a cabeça." Josh falou, mas agora havia um novo sorrisinho se formando em seus lábios. "E a criança já vai fazer três meses...? Vocês fizeram no Halloween, é?" Josh elevou uma sobrancelha. "Você realmente se recusou em vestir uma fantasia, né? Não pensou em colocar nada lá embaixo também?"
Alt estava olhando pela janela um tanto distraído quando ouviu a pergunta. O olhar ainda se manteve um tempo, processando a pergunta as teorias que havia ouvido nos últimos tempos, quando o comentário sobre o semáforo o trouxe de volta ao presente. O médico voltou a atenção para o amigo, em um sorriso tranquilo, calculadamente paciente. A realidade é que Alt detestava ficar tempos demais em espera. Mas, era melhor fazê-lo em um carro do que numa fila, o pavor de alt. — O trânsito eventualmente vai andar… Eu espero. — Disse a última parte em um tom mais baixo e então voltou sua atenção para a pergunta inicial. — Eu estava em Londres, no apartamento. A última coisa que eu me lembro é de ter ido deitar e dos sonhos estranhos que comentei com você… Num lugar que mais parecia… um castelo? Algo assim. Depois disso… Só me lembro do hotel. É como se alguém tivesse simplesmente… deletado o meio tempo. — Passou a mão pelos fios mais claros. — Eu acho que nenhuma dos palpites que eu teria dado inicialmente se sustenta. Você tem alguma? Você já se questionou se a fenda foi mais que uma anomalia atmosférica?
Enquanto Alt falava, Josh pensou nos próprios sonhos. Uma floresta escura, que lhe trazia um conforto ao invés de assustá-lo. Eram sonhos estranhos, mas reconfortantes. Lembrava-se de sentir a presença do próprio Alt, de Damian, Clem, Mikkel... Josh não sabia do fato de que sonhava com o Submundo, mas a sensação de estar em casa perdurava até mesmo quando acordava. Estar preso em Santorini agora era sufocante, mas havia algo em si que queria procurar por respostas. "Eu estava em Londres também, mas não acho que isso seja uma pista, certo? Tem gente de todo lugar." Comentou, ajeitando-se no assento para olhar pela janela. Mas Josh estava inquieto. Não gostava de engarrafamentos. Seu olhar foi pro céu, relembrando-se da fenda da época de Halloween que assombrava os céus chuvosos. Agora, o sol quente indicava que aquela época havia passado... mas será que não estavam vivendo as consequências dela? O que Alt disse lhe fez pensar. "Quando a fenda se fechou... eu estava naquela roda gigante... acho que eu desmaiei quando aconteceu." Relembrou, voltando a atenção para o amigo. "Então talvez possa ter alguma ligação com isso. Sabe, se aquilo nos fez desmaiar, por que não mexeria com nossas memórias também?" Questionou logo quando um carro ao seu lado buzinou bem alto. Josh fez uma careta e bufou. "Vamos sair aqui? Acho que podemos fazer o trajeto andando." Arriscado com o tanto de mídia que estava do lado de fora? Sim. Mas esperava que já tivessem os despistado. "De qualquer jeito, como estão as coisas...? Está se acostumando com estar de volta em Santorini?"
A verdade era que qualquer que fosse a teoria nada explicaria tão bem a situação quanto a própria verdade. E aí que morava o problema... Qual era a verdade? O que exatamente estava tão bem escondido de todos que tornava-se incapaz de decifrar a situação? Apesar de tudo, concordou com aquele à sua frente, mas o sorriso delineou-se nos lábios quando denotou a companhia de mais um entre eles. "Seu Eu sonâmbulo tem prioridades, pelo visto. Já o meu Eu só esqueceu de deixar na casa dos pais os presentes que comprou aqui pra dar pra eles no fim do ano." Estalou a língua no céu da boca em desprezo por si mesmo quando comentou aquilo e lembrou. Teve meses para desajeitar a mala, e mesmo assim esqueceu disso. Seria um peso muito maior da próxima vez que fosse viajar. "Nem aqui e nem tão cedo." Completou, frustrado. Embora fosse óbvio, ainda se chateava com a situação, mas todos ali também sentiam o mesmo. A questão era que meio mundo de teorias não sanavam suas dúvidas e o silêncio de algumas partes incomodava. "Não tanto. Do Cairo, no Egito. Só sinto uma dor nas costas absurda também. Queria somente câmeras pra tentar entender por onde passeei nesse tempo todo ou o que foi que fiz, e de preferência pra ontem, senão vou morrer curioso!"
A gatinha se ajeitou em seus braços, começando a dormir ali como se o caos que se alastrava pela recepção não fosse a impedir de tirar o seu descanso. Isso fez Josh sorrir minimamente, o que também era uma boa distração pra ele. Alguém próximo brigava com uma das atendentes, outros discutiam entre si... Josh voltou-se para o rapaz ao seu lado, tentando engajar nessa conversa. "Acho que seus pais vão ter uma surpresa maior do que qualquer presente que você ia dar a eles." A mãe de Josh mesmo tinha ligado ainda a pouco, e ele teve que tranquilizá-la. Com seu histórico com aviões, ficava difícil para a mulher não se preocupar. Quando o rapaz falou das câmeras, Josh assentiu, sabendo que Damian estava cuidando disso para eles. "É, a gente estava pensando em pedir pelas imagens das câmeras também, pelo menos antes que a mídia coloque as mãos nelas primeiro." Disse com um tom amargurado agora ao falar dos fofoqueiros de plantão, que já deviam estar se divertindo com aquelas notícias. Como não conseguiria chegar muito próximo da recepção por causa da aglomeração, Josh se afastou um pouco, esperando que o outro o seguisse também. "Então, qual a sua teoria? Um sonambulismo compartilhado...? Hipnose?" Questionou quando já estava ao seu lado de novo, genuinamente querendo saber se alguém poderia ter uma ideia que não acabasse em abdução alienígena. "Qualquer coisa que eu pense parece coisa de um filme. Não parece real." Aquela realidade não havia caído ainda. Voltando-se para o outro, notou que ainda não sabia o nome dele, apesar de já estarem conversando por alguns minutos. O Harlow certamente ainda era ruim em socializar. "Ah. Eu... sou Josh." Josh ia estender a mão, mas ambas estavam ocupadas com a gatinha Amy tirando o seu cochilo. Josh deixou o sorriso aumentar, oferecendo o cotovelo para o outro, como em um cumprimento peculiar.
atropelar um fofoqueiro foi uma missão quase cumprida, e ainda assim, em defesa de hazal, os repórteres estavam literalmente se jogando contra o seu carro roxinho como se o metal e o vidro aceitassem interrogatório. ela passou o trajeto inteiro indignada, ofendida em nível pessoal com a marca de uma mão gordurosa impressa no espelho lateral, como se aquilo fosse uma afronta direta à sua estética, à sua dignidade automotiva, à harmonia cromática do mundo. há quem diga que dirigiu ainda pior enquanto reclamava, a voz subindo e descendo conforme as ruas, o volante girando com mais emoção do que prudência. logo ela, que sempre adorara paparazzi, o coro constante que normalmente se dedicava a registrar sua beleza, sua magnificência cuidadosamente ensaiada!! mas aqueles não queriam glamour, queriam sangue (simbólico). todas aquelas suposições que damian havia os drogado, um absurdo! se tivesse, ela não sabia... e ela saberia, claro que saberia! e se fosse mesmo, essas coisas acontecem, não acontecem? mas não, não era isso, e odiava profundamente que aqueles malditos estivessem tentando empurrar aquela narrativa torta sobre seu reizinho. “ai, ai… um pouco de última hora, um pouco de sempre quis...” parou, puxou o celular, e a tela iluminando o rosto enquanto mostrava o desenho de inspiração. “uns padrões assim na mão, sabe? e se você não tiver ideia nenhuma, a gente vai lá e só mete um ‘o’ em mim e um ‘d’ em você, em qualquer parte do corpo.” fez uma pausa mínima, prensou os lábios. “romântico.” riu logo depois, porque não era nada sério. “faz um na boca pra combinar com a minha. ou uma borboleta no cóccix.”
Já dentro da loja, Josh sentiu que podia respirar um pouco. Não apenas por estar se recuperando da velocidade que Hazal dirigia, mas também porque estava a salvo dos fotógrafos sem noção e de pessoas tentando lhe fazer perguntas. Quando saísse dali, era capaz de estarem aguardando do lado de fora, questionando o que eles tatuaram; era esse tipo de detalhe que eles queriam arrancar dos hóspedes do Aletheia, como se estivessem ainda em um transe e qualquer coisa que fizessem poderia adicionar às teorias da conspiração deles. Ele se recostou de lado no balcão, elevando uma sobrancelha para a ruiva. "Você já está nessa fase com o Oscar...? De tatuar a inicial dele?" Perguntou com uma curiosidade genuína. No caso de Josh, ele já tinha uma tatuagem para Damian, no seu ombro direito, de uma constelação que o namorado gostava. Mas Josh fez isso quando namoraram pela primeira vez, depois de dois anos juntos. Pelo que sabia de Hazal e Oscar, eles ainda estavam juntos por alguns meses... ou era isso que Josh achava. Abriu o livro de imagens que tinha em cima do balcão, tentando encontrar algo que poderia chamar sua atenção. "Se bem que um O seria fácil de cobrir." Falou sem pensar, logo voltando o olhar para Hazal. "Não que vá precisar..." Adicionou rapidamente, mas logo um sorriso pintou seus lábios. "E eu não vou fazer uma borboleta no cóccix." Riu da ideia. "Bom, a ideia pra sua mão é boa. Eu estava pensando em algo relacionado a algum filme clássico."
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assistia um dos vídeos feitos em seu celular, sabendo que não era exatamente o tipo de conteúdo que gostava de publicar, mas precisava de algo. aproveitou a manhã na academia e mostrou seu treino, ciente de que não era só isso que comentariam. bom, ao menos poderiam perdoá-lo... parte do público, pelo cancelamento da programação. "como você lida com os fãs malucos por você?" questionou o amigo, sabendo que em algum momento ele devia ter lidado com isso. "acho engraçado quando me chamam de marido e essas paradas. mas, tem umas que passam do limite... e uns caras também." fez uma careta.
"Eu parei de ler comentários faz um bom tempo." Comentou para o amigo, encontrando-o em algum local dos jardins depois que Khalid saiu da academia. Só que o fato não era exatamente verdade; Josh sempre acabava sendo curioso demais, e lia comentários que podiam ser cruéis, e outros mais para o lado do que Khalid falava, sobre chamá-lo de marido e além. "Costumava ser mais fácil quando eu era mais novo... eles faziam isso tudo fora da internet. Na minha frente mesmo. E eu achava tudo engraçado... Teve uma fã que chegou com um contrato de casamento pra eu assinar uma vez." Ele riu com a lembrança de quando ainda estava com a banda. "Mas agora acho que a internet tá mais caótica do que antes, então..." Ele se inclinou para espiar o que Khalid via no celular, fazendo uma careta quando viu um comentário que realmente passava dos limites. Josh pigarreou. Será que era isso que lhe aguardava agora que planejava voltar a fazer música? "Bom, eu não participo das redes sociais tanto quanto você. Mas acho que se ficar muito preocupante seria bom colocar limites, porque esses fãs mais obcecados logo podem começar a perseguir alguém que você é próximo."
— O que?! O que aconteceu, @joshsharlow, pelo amor dos deuses? — Foi o que perguntou ofegante ao chegar no quarto de hotel do amigo tio de consideração. Havia recebido uma mensagem do mais velho há alguns segundos atrás dizendo que precisava de ajuda com urgência e imaginando o pior, Clem não hesitou em sair do próprio quarto, ainda vestindo a sua camisola, para socorrê-lo com o que quer que fosse, ainda que ela tivesse metade do seu tamanho e força. Uma olhada para a parede foi o suficiente para identificar o problema. Um espirito?! É claro que não! Apenas uma mariposa com asas escuras, mas com tamanho bastante assustador para aqueles que não tinham familiaridade com ela, precisava admitir. — Ah, era essa a ajuda que você precisava? — Riu baixinho, aliviada por não se tratar de nada sério, principalmente levando em consideração os últimos acontecimentos do hotel. — Não se preocupa, vou tirar ela daqui bem rapidinho. — Já foi logo adentrando os aposentos de Josh, pois, a intimidade que tinham dispensava qualquer tipo de cerimônia. Se aproximou lentamente do inseto, pronta para capiturá-lo pelas asas com cuidado e devolvê-lo para a natureza, lugar de onde nunca deveria ter saído. A mariposa, no entanto, pareceu ter outros planos, porque antes que Clem pudesse alcançá-la, alçou voo pelo quarto, pousando justamente sob a cabeça do outro. — Não... Se... Mexe; — Murmurou, como se o inseto também pudesse ouví-los.
Josh estava sozinho nos seus aposentos com Amy, uma gatinha filhote que havia ganhado de natal, e também com Nicos, o cachorro dobermann de Damian. O namorado havia saído naquela manhã com as amigas dele, então ali estava Josh assistindo televisão, a gata dormindo na cama dela, e o dobermann, que estava lhe encarando. E Josh encarou de volta: não era possível que aquele bicho queria mais biscoitos de cachorro. Só que o Harlow não demorou a perceber que Nicos não estava exatamente o encarando, e sim algo que estava atrás dele. Quando virou-se pra ver, percebeu que era uma mariposa. Uma das grandes. Josh se levantou bem devagar. Não que estivesse com medo da mariposa; estava com medo do cachorro. E dito e feito: para um cachorro de três patas, ele avançou com uma rapidez que Josh não conseguiu prever, derrubando algumas coisas que estavam na cabeceira onde a mariposa pousou. Um copo caiu no chão e, puta que pariu, era o copo que Damian havia mandado Josh tirar dali naquela manhã. Coisa que obviamente ele não fez. Teve que dar um jeito de levar Nicos e a gata até o cômodo principal dos aposentos do hotel, e mandou uma mensagem para Clem aparecer para ajudá-lo. Ainda segurando o cachorro, Josh soltou um suspiro quando ela apareceu. "Sim, é uma emergência. Porque o Nicos quer avançar nesse bicho, e ele já quebrou um copo lá no quarto tentando pular." Explicou a situação, mas não conseguiu segurar Nicos quando ele viu Clem, pois o cachorro já esteva indo na direção dela, cumprimentando-a com muita felicidade. Obviamente uma das reencarnações de Cérbero sempre iria apreciar a companhia da filha de Hades. Não que eles soubessem disso. Principalmente não quando a mariposa estava ali, voando de novo, e Nicos voltava a ficar em alerta. Josh ficou petrificado quando aquele bicho voou para a sua cabeça. Ah, ótimo. Agora Nicos estava, sim, o encarando. Clem pediu para Josh não se mexer, e já estava se aproximando... mas foi o cachorro que chegou primeiro, tentando pular em cima de Joshua para chegar à mariposa. Josh caiu no sofá atrás de si, com o cachorro pisando com a única pata dianteira nas suas costelas. Fez uma careta, empurrando-o de leve para o lado. A mariposa ainda voando pelo local. "Certo. É oficial. Esse cachorro me odeia."
"Aqui tem." Disse Minji que pousava a comida á frente do cliente. Ela sabia que não era normal para ela, como chefe, trazer a comida. Mas existia momentos em que ela tinha que trazer, quando a mesma sentia-se mesmo orgulhosa deste "Espero que goste da comida... Fiquei muito feliz em prepara-la." Comentou. Ela ficava extremamente contente quando alguém pedia algo diferente do habitual.
Josh inicialmente assentiu para a chef, observando o prato na sua frente. Havia pedido algo com peixe, pois apreciava muito frutos do mar no geral, e pediu para que Minji o surpreendesse com qualquer coisa ao seu alcance. Josh não era exigente a ponto de pedir algo tão exclusivo, mas o ceviche realmente o surpreendeu, pois estava com uma cara ótima. Além disso, Josh precisava se distrair naquela noite, porque Damian tinha saído, os amigos pareciam ocupados, e não conseguia decidir nenhum filme para assistir. "Obrigado." Ele se lembrou de dizer de última hora, logo a oferecendo um sorriso amigável. "Então, é a primeira vez que cozinha algo assim?"
Como pode a montanha russa de sentimentos vividas em minutos aqui? Porque seu olhar estava amolecido, fazendo um carinho nos seus cabelos, preocupado quando a perda de memória era uma questão. Damian em si tinha o instinto controlador que te fazia odiar que algum segundo da sua vida não tivesse sido mapeado, porém Harlow tinha um trauma que apertava seu coração pois sabia o peso da amnésia tinha ali. Aquele acidente que já foi citado em momentos de crueldade por Damian, mas que sempre foi o peso nos ombros do mais velho que ele se revoltava por não conseguir tirar. Voltar no tempo e resolver. Queria dar mil beijinhos na sua cara e mandar matar quem fosse o responsável por ter feito isso com ambos, com o namorado principalmente. E iria infernizar os funcionários até que descobrissem isso. Nunca matou hein! Mas se descobrisse que foi alguém específico, mandaria sumir - e deixa o resto em baixo. Porque seu papel era somente estar ao seu lado e botar fogo no mundo para ninguém atingi-lo, sorrindo com a menção à Altman. "Então devemos estar em um limbo entre o céu e o inferno, não existe lugar divino que comporte aquele homem" a brincadeira vinha em um sorrisinho frouxo e uma revirada de olhos de gracinha, mas nem mentia. O limiar entre os reinos era o lugar de Hipnos, com o apresso que seguiria por todas as vidas por Hades. Porém ainda tinha engrenagens demais pairando na cabeça de Damian com a menção de outras pessoas ali, deixando a situação ainda mais esquisita.
Porém, com um mortal duplo carpado de caos, a brincadeira de segundos atrás tomou uma proporção ainda mais problemática para situação de Harlow. "Fico pensando.. Deu tempo de você ver todo mundo nesse hotel, mas não deu tempo de ver se estava com a aliança no dedo.." comentava falsamente a esmo, cabeça acenando pensativamente, o lábio inferior sobrepondo o superior naquela forma bicuda de existir, aquele olhar estreito que daria para notar o quão irritado estava com aquilo. "Não se faz de sínico, Harlow! Eu vi que você cruzou os braços para esconder!" o bico maior ainda, se fosse possível, Damian emburrou mais ao dar uma leve batida no ombro do outro e voltando apertar mais os braços cruzados ao redor do corpo. Ai como queria não se importar com aquilo! Mas nem de Jo ele estava merecendo ser chamado mais. Suspirou ele próprio fechando os olhos, porque tinha prometido quando voltaram que não ia ser um péssimo, que não ia ficar naquele fluxo de briguinhas por coisa besta sabe? Ia ser uma pessoa melhor. Mas aí Josh abria a boca e Damian ficava triste de novo, porque não sabe controlar seu excesso de sentimentos. Só ele se importava com aquele anel mesmo, ai como não queria se importar tanto, que ódio! "Eu não sei mais.. Estou duvidando de várias coisas da minha memória agora. Será que realmente existiu uma aliança ou foi só um surto da minha cabeça? Será que isso aqui na verdade é só um solitário? Deve ser mesmo, igual eu" só descruzou os braços para estender a mão direita na cara do mais velho, onde estava o anel de sol brilhando ali. Porém logo se recompôs, mãos ao lado do corpo e outro suspiro para se acalmar. Não ia surtar, era uma nova pessoa!
"Está tudo bem. Tuuudo bem. Não estou bravo. Tudo certo. Ha-ha. Meu aniversário, situação esquisita rolando. Temos situações mais importantes para resolver do que a facada no meu coração. Claro, prova-vel-men-te deve estar na sua mala sim" sorrisinho forçado da forma mais simpática que conseguiu ao acenar positivamente com a cabeça, mas a linguagem corporal bem clara ao mover as costas para frente para tirar a mão dele dali. "Faz assim. Você fica com essa também e quando encontrar a sua voltamos a ter duas alianças" como pode não conseguir não fazer drama tirando o anel do dedo, pegando a mão do outro e colocando o anel ali. Questão de segundos ta? Porque Damian muda de ideia fácil, já a pegando de volta e abraçando o anelzinho contra o próprio peito, a testa franzida e emburrada. "Eu não quero devolver, mas vai ficar no meu bolso" e colocou no bolso, porém logo tirou dali também e suspirando irritado botou de volta no próprio dedo. Parecia que encenava uma cena com Josh de plateia, mas era só ele não conseguindo decidir o que queria fazer. "Que saco, não quero tirar. E prometi que ia ser melhor e não ia brigar contigo por besteira porque eu te amo. Mas isso não é besteira! Eu amo esse anel, mas você não ama, então é besteira só para você! Então eu vou ficar bravo lá e você fica sendo sonso aqui" acenou no lá para o sofá, e o aqui para no exato lugar que Josh estava. Assim foi batendo o pé e cruzando os braços de novo, absurdamente triste se sentar no canto mais afastado possível do sofá para ficar chateado em paz. "Você não é sonso, é meu amorzinho, mas estou bravo contigo" Só completou, virando as pernas de lado. Desse jeito pelo menos não estava brigando! ou quase isso.
Josh sorriu com a brincadeira sobre Alt, mas o que realmente achava engraçado era o fato de que tinha acabado de acordar em Santorini e nem se lembrava de ter chegado lá, e estava rindo ao lado do namorado. Certamente era o efeito que Damian tinha em si: o mundo podia estar acabando e o seu foco seria ele. Não apenas os sorrisinhos, piadas, abraços e beijos que trocavam, mas também o drama que ele fazia por causa do anel. De repente, a preocupação de Josh não estava no caos do lado de fora, e sim no bico que Damian fazia quando questionava se o Harlow não havia percebido que estava sem o anel quando passou próximo da recepção. Ele abriu a boca para tentar retaliar: diria que eles tinham coisas mais importantes para se preocupar no momento. Mas ele não disse isso, ou já podia pressentir que Damian o faria dormir no sofá (ou pularia em seu pescoço, pelo jeito que estava cruzando os braços, possivelmente tentando se conter para não fazer isso mesmo). Josh suspirou, enfiando a mão no bolso da calça de um jeito despretensioso, como se não tivesse procurando ali a droga do anel. Onde tinha colocado isso? Odiava não se lembrar de pequenas coisas assim, imagine a angústia que era se esquecer de uma madrugada inteira. Só que pelo menos a mente estava focada em encontrar a aliança que completava a do namorado... então talvez fosse algo bom? Não estava surtando pela amnésia, no caso. "Damian, eu vou encontrar, não se preocupe." Ia mesmo? Porque Josh já estava secretamente planejando ligar pra loja onde comprar e fazer eles entregarem imediatamente um igual. Mas, ao mesmo tempo, não tinha certeza se entregariam naquele literal fim de mundo.
Josh estava pronto para dar seus argumentos de novo, mas Damian continuou falando, relembrando-o de que era oficialmente o seu aniversário. Foi aí que Josh suspirou de novo, fechando os olhos por um momento, cansado demais por conta do jet lag do voo que nem sabia que pegara para dizer qualquer coisa. Mas o seu coração vacilou algumas batidas ao perceber que era mesmo o aniversário dele, e agora nem conseguiriam comemorar como estavam planejando. Já havia o fato dos pais do Veyron não conseguirem estar presentes, e agora... bem, estava tudo uma bagunça e odiava não ter respostas. Josh se preocupava com o namorado, sabendo que poderia ser uma grande junção de sentimentos que o levava a ficar irritado, não apenas a aliança. Ou talvez fosse só isso, mas já o conhecia bem o suficiente pra saber que Damian sentia demais, principalmente quando se encontrava frustrado. As brigas eram bem piores quando namoraram pela primeira vez e Josh ainda estava naquele estado de medo de ser uma pessoa pública. Agora, a briga não era exatamente uma briga, porque Damian mudava de ideia o tempo todo: o devolveu o anel até que Josh encontrasse o seu, e depois ameaçou colocar no bolso... e então a aliança já estava no dedo do Veyron de novo. Josh mordeu o lábio inferior, tentando disfarçar um sorriso para a cena e o quanto estava achando aquilo adorável. Se contasse sobre isso para qualquer pessoa de fora, eles provavelmente o achariam maluco por estar completamente apaixonado por alguém que se irritava por causa de uma aliança, bem no momento mais desesperador possível. E talvez estivesse maluco mesmo, mas estava maluco por Damian, o amor da sua vida. Era bem claro que Josh estava exatamente onde queria estar; e agora seu objetivo do dia era tentar fazer Damian feliz antes de encontrar respostas para a histeria coletiva do hotel.
Ele se aproximou lentamente do sofá, como se esperasse que Damian parasse de encarar o outro lado e voltasse a olhar pra si. Josh se agachou na frente dele, pegando suas mãos e deixando um beijinho nas costas de cada uma. "Me perdoa, tá?" Foi como começou. "Eu..." E teria continuado e dito que amava sim aquele anel, e que amava Damian ainda mais que o objeto, mas o seu celular tocou uma música muito específica, que foi a música que sua mãe escolheu pra colocar pra tocar ali; para que Josh soubesse que era ela chamando. "Espera... minha mãe está lingando." Josh se levantou para pegar o celular, e a realidade voltou a atingi-lo: estavam em Santorini, em uma viagem de última hora que nem sabiam como aconteceu. Claro que Dinah estava preocupada com Josh. O acidente certamente também a traumatizou, principalmente quando a mãe teve que saber da notícia pela mídia nas primeiras horas do ocorrido. "Mãe, tá tudo bem. Eu não sei o que aconteceu, mas eu vou descobrir." Ele falou quando atendeu, após Dinah fazer diversas perguntas; logo ela começou a pedir que ele ligasse quando descobrisse mais sobre o que estava acontecendo. "Sim, eu vou te ligar... é melhor não olhar as notícias sobre isso. Você sabe que eles inventam..." E então ela nem deixou Josh terminar de falar, porque logo lançou um: "O Damian está com você? Ele está bem? Ele não respondeu minha mensagem de feliz aniversário, então fiquei preocupada." Josh voltou-se para Damian ali sentado. "Sim, o Damian está bem, e..." De novo, ela o interrompeu: "Passa pra ele, por favor." Josh suspirou mais uma vez, estendendo o celular para Damian. "Ela quer falar com você."
Josh suspirou em irritação, querendo afundar-se no assento traseiro enquanto encarava aquele engarrafamento. Sabia que o transito ficaria assim em algum momento, com novos turistas chegando em Santorini para ver de perto as esquisitices, e a mídia seguindo todo mundo só piorava a situação. "Certo, então, o que eu acho..." Josh ajeitou-se no lugar, resgatando a conversa que tinham antes, sobre as teorias da histeria coletiva e tudo mais. Josh não era exatamente alguém que dava atenção para teorias da conspiração, mas agora que fazia parte daquela loucura, ele queria entender um pouco mais. Sem contar que o esquecimento ainda estava o perturbando. "Isso só pode ter algo a ver com aquela fenda, não é? Foi a coisa mais estranha que já aconteceu antes que a gente fosse embora." Josh perguntou, olhando para Alt. O motorista não parecia os escutar, aproveitando que não estavam andando para olhar o GPS. "Mas também..." Sua voz morreu, com os pensamentos não conseguindo formar uma teoria muito concreta com isso. "Sei lá. Qual é a sua teoria?" Quis saber, mas logo pendeu a cabeça pro lado, estudando-o. "Você estava em Londres quando aconteceu?" Perguntou; quando foram para o aeroporto, era capaz de estarem até juntos no mesmo voo. A mídia ainda não havia liberado esses detalhes. Mas o quão estranho era ter os dois no mesmo lugar, sem conversar, ou sem notar a presença um do outro, em um transe que os deixavam alheios aos arredores e às companhias? Josh suspirou de novo, observando o semáforo ao longe mudar de cor. Felizmente, Alt já estava acostumado com sua personalidade pronta para reclamar de tudo desde que eram bebês, pois era exatamente isso que iria fazer. "Isso é um absurdo. Eles não estão vendo que o sinal está verde?"
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Os olhos se estreitaram ao olhar de canto, dando uma risada baixa com a constatação. "Claro que não ia. Você nunca reclama né não?" até parece! Se juntar ele e o Harlow não tem quem aguenta com o festival de reclamação, isso que a fama de reclamão ficou só para Hadrian. Só não começou a falar mal do Aletheia pela milionésima vez porque passou os 4 últimos meses fazendo isso, nem ele estava se suportando. Mas se desse brecha, ele reclamava "Só de rotina por conta do delírio coletivo ou.. algo específico? Tá legal? Não sei a última vez que te vi tão feliz na verdade, mas posso estar enganado" outro sorriso mínimo, as piscadelas insistentes que as vezes que obrigava a piscar mais forte só pra ver se parava aquela merda. Achava de verdade que Josh estaria pior com aquela história dos jornalistas, mas tinha uma parte sua que ficava feliz que ele estivesse lidando melhor do que esperava - provavelmente associado ao demônio que estava sempre ao seu lado. Ainda sim, Hadrian seguia no instinto de protegê-lo daquele povo insistente. Aceitou a sugestão do restaurante japonês e direcionou o carro para a direção apontada, porque sabia onde ele se referia. Teve bastante tempo para conhecer aquela cidade de ponta a ponta nos últimos meses, então pelo menos sabia onde parar para descerem no restaurante e entrarem pela porta lateral, caso tivessem sido seguidos por alguém. "Seu egocentrinho de merda" sua resposta veio em uma provocação costumeira, naquele ato de bagunçar o cabelo dele da nuca pra frente e sair andando em frente num sorriso zombeteiro. Apesar de tudo, era difícil não sorrir e dar uma risada quando estava do lado dos melhores amigos. Abria a porta, esperava ele passar, olhava em volta só pra ter certeza e então seguia para entrar no restaurante. "Osh, e iam achar o que de mim? Será que a sociedade está pronta para ter imagens do professor Hadrian Ashford definitivamente trabalhando? Acredita que nem só de procrastinação vive o homem?" um olho fechado, outro aberto, uma careta engraçadinha reconhecendo seu maior problema dos últimos meses. "Podemos sentar pra lá?" apontou com a mão para o lado do restaurante que era oposto do bar, mas já se direcionava para sentar na mesa.
Josh soprou uma risada, sabendo que estava prestes a reclamar mesmo. Mas a graça não durou tanto tempo assim, pois teve que se segurar no assento. Tudo bem que Hadrian não era tão ruim assim no volante que nem Hazal, mas ainda era um tanto desesperador. Pelo menos a conversa o distraía, e queria mantê-la para distrair Hadrian também, pois ele não parecia muito bem. Pelo menos não como Josh gostaria. "O hotel está contratando alguns médicos e psiquiatras pra checar se estamos bem, eu acho. Mas não estou muito animado pra participar dessa parte. Prefiro fingir que a gente vai ficar bem." Toda aquela história ainda lhe trazia um certo desconforto. Nenhuma teoria fazia sentido, e ver as pessoas ao redor surtando tentando arrumar uma explicação não ajudava. A mídia em cima deles também não ajudava. Em meio a esses pensamentos caóticos, havia Damian, e isso o fez sorrir. "E, sim. Eu estou feliz." Adicionou, levando os dígitos até o anel em formato de lua, girando-o distraidamente ali. Olhando para Hadrian, resistiu por mais alguns minutos retornar a pergunta pra ele, sobre estar bem ou não. Acabou rindo de novo com a provocação dele, dando um tapa na mão do amigo quando ele começou a bagunçar os seus cabelos. "Presta atenção na estrada, por favor, motorista." Ele devolveu a brincadeira, mas não demorou para ele encontrar um lugar para estacionar próximo do restaurante japonês. Quando saiu do carro, deixou que Hadrian olhasse para os arredores, pois sabia que ele tinha um bom olhar para perceber se estava sendo seguido. Até mesmo quando ele estava piscando daquele jeito esquisito por conta da abstinência. Josh entrou, indo até o lugar mais afastado do bar, escolhendo uma mesa no canto. O bom de sair com Hadrian era que sabia que ele também precisava de um tempo longe de lugares cheios demais às vezes. "Falando em trabalhar, você arrumou algo por aqui, certo? Já começou?" Josh questionou-o, com uma curiosidade genuína. "Apesar de tudo, e apesar do sol... essa é uma boa cidade." Era o máximo que Josh ia elogiar Santorini por agora. Observou o amigo por alguns segundos, esperando-o se ajeitar na cadeira à sua frente. "Como você está, Hadrian?" Perguntou por fim, deixando mais um sorrisinho pintar os lábios. "E não me dê nenhuma resposta automática. Se quiser reclamar, só reclame. Eu estou pronto para concordar com o que seja."
Ter Josh ao seu lado deixavam as coisas instantaneamente mais fáceis. Ele também mandou mensagem para suas meninas notificando a loucura óbvia que teve ao aparecer no hotel do nada. Sinceramente, seria ok ter ido para Grécia, mas Damian tinha somente duas malas e ir para o Aletheia?! Depois de toda aquela queda de luz? Nunca se prestaria nesse papel, ainda mais com pouca roupa assim. Nada fazia sentido, mas o cheiro do Harlow automaticamente te deixava tranquilo porque ele estava bem, te abraçava de volta te tirando o peso da tensão, não tinha ferimentos visíveis, estava vivo ali e ainda era seu amorzinho. A sensação estranha do sonho se perdurava, mas era um conforto que vinha dali, o que associava a presença do mais velho, dando um suspiro aliviado e acenando com a cabeça ao ouvir a confirmação que ele estava realmente bem. "Não está com nenhuma dor nem nada?" só queria mais essa confirmação, mordendo o lábio inferior ainda preocupado "Estou .. confuso. Não sei" suspirou, tirando de leve o cabelo do rosto e sentia que estava com pomada nos cachos, o que indicava mais uma vez que se arrumou para sair. "Estou com roupa de aeroporto, o que estou tentando não pensar muito sobre, mas .. Tem uma vácuo na minha cabeça. Como assim aconteceu com outras pessoas? É um arrebatamento pro inferno então? Porque pro céu.." tentou colocar um pouco de humor ao começar a frase que era acompanhada da careta confusa e cabeça tombada, afinal isso fazia menos sentido ainda. Como mais pessoas passariam por isso?
Porém o sorriso mínimo do alívio morreu. Porque Damian notou. O olhar seguiu do movimento do outro para a mão, a falta de algo óbvio que o olho SEMPRE buscava, os braços cruzados que queriam esconder algo. E os olhos negros saindo dali para ir para os azuis de Josh, sem mover um único músculo do rosto. Somente os estreitou levemente, ele não estava sem aliança não né? Não seria doido? Não mais doido do que a perda de memória e todo o resto da loucura, mas não teria sido maluco de trazer até a Amy e tirar aquele anel do dedo? "Não sei se compensa acionar a polícia se a gente veio de livre espontânea vontade.. Pelo que parece ser.. Então teríamos que confirmar isso antes" andou meio devagar até o mais velho, o olhar ficando mais estreito e a voz mais baixa. Por costume da família, a polícia só era acionada em casos calculados, primeiro resolviam internamente - e depois acionavam pessoas de confiança. Evitar intrometimentos maiores. "Vou pedir um exame de sangue para tirar a opção de termos sidos drogados, chamar um psiquiatra, algum médico para um exame de imagem para ver se não batemos a cabeça. Acionar o time de segurança para ver as câmeras de casa, do aeroporto, daqui do hotel. Retirar qualquer possibilidade de sequestro.."
Damian podia não saber como resolver o problema, mas sabia para quem delegar e direcionar para que a investigação ocorresse e alguém resolve-se. Porém segurou o braço de Josh para obrigá-lo a descruzar, caminhando os dedos e olhar até a mão direita e confirmando que sim o dedo estava vazio. Agora falava assim, o bico se formando e a testa franzindo olhando pro anelar dele sem a aliança "Então vou ligar pra minha secretária organizar isso.." com os médicos, seguranças, o coveiro - porque ia matá-lo, era o que indicava seu olhar irritadiço ao novamente olhar pra Josh, o bico intensificando. Era ridículo se importar com isso dado a conjuntura de tudo? Sim. Mas Damian ficou triste, porque não tirava o próprio anel pra nada, aquele objeto sendo simplesmente o amor da sua vida porque indicava seu laço com o amor da sua vida. E ali estava Josh sem a dele como uma FACADA no próprio coração. O próprio dedo alisou o espaço vazio da mão de Josh antes de soltá-lo e cruzar os próprios braços "Não sabia que tinha o costume de tirá-la quando não está dormindo comigo.."
Josh suspirou mais uma vez, tentando acalmar os pensamentos caóticos e o coração batendo forte; o que realmente funcionou, já que era fácil poder focar em Damian e no abraço que compartilhavam. Deixou um beijo terno na curva de seu pescoço, antes de se afastar para procurar novamente pelo olhar alheio. "Estou bem, eu só... eu não gosto de esquecer as coisas." Obviamente ninguém gostava de esquecer nada, mas a cabeça ainda doía e Josh sentia-se meio tonto toda vez que pensava nos sonhos estranhos dos últimos dias, ou tentava se esforçar para lembrar-se de algo da noite passada. Era quase um deja vu cruel dos tempos após o acidente. Mas também havia resquícios naquele nervosismo de ter acordado ali e achar que ainda era outubro, como se tudo dos últimos meses tivesse sido apenas um sonho distante. Só que logo as memórias retornaram, e Damian estava ali ao seu lado de novo, o que o reconfortou. Teria feito tudo de novo se tivesse que chegar a isso, mas era reconfortante poder sorrir com a tentativa de piada de Damian agora. Estava feliz que estavam juntos no meio dessa loucura; e de repente nada mais importava. "Nós não estamos no inferno. Eu vi que Alt está aqui." Josh tentou brincar de volta. "Mas eu vi mais pessoas na recepção enquanto eu vinha pra cá... um pessoal que esteve aqui no Halloween."
Mas aí Josh percebeu que Damian notou. Era bem sutil, mas o jeito que os olhos se estreitaram em sua direção só podiam querer dizer que Josh ia dormir no sofá hoje. Ou num caixão. De qualquer jeito, Damian continuou falando como se nada tivesse acontecido, o que era muito pior. Não ajudava que o namorado se aproximava, estreitando mais os olhos em sua direção, julgando cada célula do seu corpo. De repente, qualquer outra coisa deixou de ser aterrorizante para Josh e sua mente teve que vagar desesperadamente para onde ele deixou aquela aliança. Ele coçou a nuca, como se isso fosse o ajudar a pensar. "A gente devia fazer uma coisa de cada vez... Você quer--" Ele ia perguntar se Damian queria que chamasse alguém para trocar os lençóis do quarto antes de fazer as ligações, ou se preferia que fossem até a recepção para dar uma olhada no que estava acontecendo. Só que Josh não teve tempo de continuar, pois Damian levou a mão até o seu braço, como se quisesse ter certeza que a aliança não estava ali. E não estava. Puta merda, ele ia mesmo dormir num caixão.
E talvez merecesse, porque logo seu coração amoleceu com o bico que ele fez e o jeito que cruzou os braços. "O que? Eu?" Questionou, como se só notasse agora que estava sem o anel, o que foi uma péssima escolha. Fechou os olhos e suspirou, já ciente que havia feito besteira. Céus, como pode isso ser a pior coisa que poderia lhe acontecer em meio à uma provável histeria coletiva que lhe causou amnésia e ainda o fez viajar de avião em transe? Mas era aniversário de Damian, e o dia alheio tinha começado da pior forma possível. Os planos de levá-lo a um restaurante que havia reservado tinham sido jogados no lixo também, Josh podia supor. "É claro que não tiro. Você viu que eu estava usando ontem!" Josh argumentou, dando um passo em direção a ele, deixando a mão repousar na base das costas do outro para fazer uma carícia ali, como se isso fosse acalmá-lo. "Damian." O chamou, tentando fazê-lo voltar a encará-lo. "Está provavelmente na minha mala. Eu vou procurar depois."