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âUma ideia bonita: Uma, roubava livros. O outro, roubava o cĂ©u.â
A Menina Que Roubava Livros.
Acredito em amizade entre homem e mulher. E o homem nĂŁo precisar ser gay. E a mulher nĂŁo precisa ser uma gostosona. Um homem pode sim ser amigo de uma mulher sem segundas intençÔes. E a mulher nĂŁo precisa de um amigo apenas para fazer ciumes. Acho que um completa o outro. Todo homem precisa de uma amiga mulher e vice-versa. Sua melhor amiga nunca vai entender o que seu melhor amigo entende. Ele sabe como Ă© um homem. Seu melhor amigo nĂŁo sabe dar o conselhos que sua amiga dĂĄ, porquĂȘ ela sabe como Ă© uma garota. Amigo de outro sexo Ă© como irmĂŁo. Amigo de outro sexo Ă© justamente para falar de sexo. E as conversar sobre amor nĂŁo sĂŁo constrangedoras. Esse tipo de amizade faz um bem danado pra auto-estima, porquĂȘ amigo te fala quando vocĂȘ estĂĄ bonita - e principalmente quando estĂĄ feia. E vocĂȘ se arruma pra ficar bonita justamente por seu amigo. Amigo de outro sexo te ajuda a desencalhar. Te xinga, te acaba, mas te ama. Te dĂĄ colo, te faz passar vergonha mas nunca te deixa sozinho. E Ă© isso que vale a pena em uma amizade. Amigo de outro sexo - dificilmente - te trai, porquĂȘ amizade entre homem e mulher nĂŁo tem disputa. NĂŁo tem quem pega mais homem ou mulher. NĂŁo tem quem Ă© mais bonito ou feio. NĂŁo existe essa de que homem sĂł Ă© amigo de uma mulher quando estĂĄ querendo algo. Mas nĂŁo adianta tentar colocar isso na cabeça de quem nĂŁo sabe o que Ă© amizade.
Amigo de outro sexo, K. Ferreira. Â Â (via poetizador)

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Ele: VocĂȘ tĂĄ linda hoje.
Ela: Obrigado.
Ele: Mentira.
Ela: Ah, mentira porque?
Ele: Porque vocĂȘ estĂĄ linda todos os dias.
TÎ precisando de alguém que se importe comigo, alguém que realmente quer saber como eu estou, se estou bem, se estou triste, se eu to amando, se eu to me sentindo sozinha.. Quero alguém que diga eu te amo, realmente amando. Quero alguém que não tenha medo de se arriscar, alguém que não tenha medo de viver, alguém que não tenha vergonha de ser sincero. Alguém que machuque, mas que ame verdadeiramente pra ser capaz de depois pedir desculpas sinceras. Precisamos de alguém assim, que seja verdadeiro custe o que custar.
RidicularizarÂ
Nada em mim Ă© certo. Nadinha. Sou toda errada, sou o erro sem solução, sou errante e eu erro. Mas foi com meus erros que vocĂȘ aprendeu a me amar, e deve ser por isso que nĂŁo me dĂĄ vontade de mudar de jeito nenhum.
Thiara Macedo (sdpm)

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Sempre acreditei que a vida era bonita â e ela Ă©. Mas a vida Ă© difĂcil porque as relaçÔes sĂŁo difĂceis. Uma pessoa nĂŁo Ă© igual a outra. Cada um tem sua histĂłria. Cada um faz a sua histĂłria. Eu tenho a minha personalidade, vocĂȘ tem a sua. Eu cedo, vocĂȘ cede. E existem tambĂ©m aqueles que nunca querem ceder e pensam que estĂŁo sempre certos. Existem diversos tipos de criaturas no mundo e, acredite, Ă© vocĂȘ que escolhe quem quer ter ao lado.
Clarissa CorrĂȘa  (via sepultar)
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relĂłgio marque meia-noite. Ă minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque estĂĄ chovendo ou agradecer Ă s ĂĄguas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por nĂŁo ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdĂcio. Posso reclamar sobre minha saĂșde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por nĂŁo terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tĂ©dio com as tarefas da casa ou agradecer a Deus por ter um teto para morar. Posso lamentar decepçÔes com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas nĂŁo saĂram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia estĂĄ na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende sĂł de mim.â
Charles Chaplin. (via poetizador)
Devia ser pecado quebrar o coração de uma garota.
TĂO VADIA QUE VOU CHAMA-LA DE HAVAIANAS PQ "TODO MUNDO USA"
Eu nĂŁo gostava de cafĂ© com gelo, Guitar Hero ou Anna Julia, juro. AĂ eu comecei a gostar de nĂșmeros pares. Ăs vezes eu saĂa pra caminhar no parque e ficava observando. Observava a senhora sentada no banco de madeira dando comida aos passarinhos, bem coisa de filme mesmo. Observava o cara gordo sentado do lado da senhora que pensava que conseguia disfarçar a direção do olhar tapando a cara com um jornal velho da semana passada. Mas todo mundo sabia que ele, na verdade, estava olhando as pernas da loira gostosa que ia todos os dias Ă quela mesma hora correr naquele parque com um rabo de cavalo no topo da cabeça, um shorts mais curto que o comprimento da palma da mĂŁo e sempre com fones de ouvido e mĂșsica no volume mĂĄximo. Ela, ironicamente, tinha cara de quem curtia, sei lĂĄ, Maroon 5, RHCP, e se brincar atĂ© Beatles. Tinha o meu vizinho metĂłdico e pontual fixado que acordava todos os dias Ă s exatas 7:14 da manhĂŁ pra passear com aquele cachorro gordo esquisito que ele chama de Brutus. Acho que Ă© um buldogue, tanto faz. Nunca parei pra prestar atenção nas classificaçÔes das coisas. Pra falar a verdade, muitas especificaçÔes me irritam. Voltando ao meu vizinho do cabelo penteado e mais encharcado de gel que o prĂłprio pote: Ă©, 7:14. NĂŁo 7:15, 7:14 mesmo. Ele nunca tem nada marcado em horas com minutos Ămpares. Sem pegadinha, passei quase um mĂȘs tentando flagrar um atraso ou avanço de um minuto que fosse no toque do despertador desse cara. PĂĂN, falha. NĂŁo aconteceu. Aquela maldita musiquinha de elevador toca todos os dias Ă s exatas 7:14 e eu nĂŁo consigo acordar um minuto mais tarde hĂĄ 4 meses, desde que me mudei pra cĂĄ. A mulher dele me traz biscoitos todas as quartas-feiras Ă s pontuais 18:15 da tarde como pagamento pra eu ficar de olho em quem entra e sai do apartamento de cima, onde eles moram. SĂł pra esclarecer, ela tem fobia Ă compromissos em horas com minutos pares. Ă, eu sei. Talvez seja sĂł coincidĂȘncia, ou talvez os clichĂȘs sejam vĂĄlidos e os opostos se atraiam e se completem mesmo. Sei lĂĄ. Como disse, nĂŁo gosto de especificaçÔes, ditados, leis de newton, leis de sobrevivĂȘncia ou qualquer coisa estabelecida. Nada que nĂŁo mude. AĂ entĂŁo a mulher gorda pontual do meu vizinho de cabelo duro brilhoso esquisito e pontual resolveu mudar as coisas um pouco. Eu passei a gostar dela depois disso. E passei a gostar de Los Hermanos e de jogar Guitar Hero com a filha dela. E passei a gostar da filha dela. Mas isso veio depois. Quarta-Feira, 9 de Outubro, 18:20 exatamente. Quatro batidas na porta. Primeiro fato escandalosamente anormal: 18:20. Seis horas e vinte minutos da tarde. V-i-n-t-e minutos. Segundo fato escandalosamente anormal: Quatro batidas na porta. Achei mesmo estranho e, involuntariamente, fiquei esperando pela quinta. Nada. Quatro batidas. Nem meia a mais. Nem 0,7 a mais. Quatro. 1, 2, 3, 4. Beleza, jĂĄ deu pra entender, nĂ©? Quatro batidas. Levantei do sofĂĄ vermelho onde tinha passado a manhĂŁ afundado. Vista pra escada de acesso ao apĂȘ de cima. Sacaram a estratĂ©gia, nĂ©? Eu realmente gostava dos biscoitos. Mas eu nunca entendi qual a finalidade de se colocar uma janela com vista pra dentro do prĂ©dio. Beleza, sem discussĂ”es. Abri a porta. BĂ! Eu juro que quase caĂ pra trĂĄs. Ruiva, branquinha, pequenininha, olhos verdes e dedos finos. Unhas com um esmalte descascado num tom que me parecia renda ou qualquer coisa assim. Esmalte cor de unha. âOi.â â droga, fiz merda. Fiz merda, fiz mer â âOiâŠâ âQuer alguma coisa?â âNa verdade, minha mĂŁe me pediu pra te trazer uns biscoitos e perguntar se algumaâŠcomo Ă© que ela diz mesmo? Se alguma promĂsâŠâ âSe alguma promĂscua subiu as escadas hoje?â âĂ, isso aĂ mesmo.â âPode dizer que nĂŁo⊠Mas diz que uma ruivinha desceu aqui e quase me fez cuspir refrigerante quando eu abri a porta.â â Que merda eu tava fazendo? SĂ©rio. â âComo?â âNada, nĂŁo. Pode dizer que nĂŁo subiu ninguĂ©m.â âNĂŁo⊠eu ouvi o que tu disse.â â Droga. â âHmâŠTĂĄ a fim de entrar?â âO quĂȘ?â âTomar alguma coisa, sei lĂĄ. Ver um filme.â â(Risos) NĂŁo, valeu. Quem sabe outro dia. Tenho que levar o Brutus pra passear agora.â â Eu juro que nunca ouvi um risinho tĂŁo agudo que nĂŁo fosse irritante. â âĂs 18:31 da tarde?â âĂ, uai⊠Por quĂȘ?â âdezoito e trinta e um da tarde?â âSim, senhor. Algum problema?â âNĂŁo, nadaâŠSĂł achei que ele gostava mais de passear de manhĂŁ.â âEle nĂŁo gosta de nada, eu Ă© que gosto de andar Ă tarde.â âAh, entendi.â âAtĂ©.â âSĂł uma perguntaâŠâ âFala.â âVocĂȘ vai me trazer os biscoitos a partir de agora?â âSe vocĂȘ quiser.â âSem problemas.â â Abri um sorriso amarelo meio torto e me senti o maior idiota do mundo quando, pela primeira vez, me preocupei com essa coisa de espinafre entre os dentes. Eu nĂŁo comia espinafre hĂĄ o quĂȘ? 19 anos? Desde que eu comecei a escolher o que comer. Foi instinto, sei lĂĄ. Uma semana depois, Quarta-Feira, 16 de Outubro, 17:50 da tarde. Eu nĂŁo conseguia parar de checar o relĂłgio. Resolvi pegar um livro. Folheei umas pĂĄginas, li umas duas ou trĂȘs frases e me lembrei que nem tinha prestado atenção no nome do livro. âNĂŁo Conte a NinguĂ©mâ, dum cara chamado Harlan Coben. Resolvi ler a sinopse. Li no mĂĄximo umas seis linhas antes da primeira batida na porta. Quatro batidas. Levantei da poltrona num pulo, larguei o livro que caiu no chĂŁo e sei lĂĄ mais o que eu derrubei. Tropecei nos meus prĂłprios pĂ©s umas quantas vezes atĂ© chegar Ă porta. Me apoiei na maçaneta e nĂŁo consegui puxar a porta sem fazer um barulho estrondoso que entregasse meu nervosismo. TĂŽ nem aĂ. âOi de novoâ âDe novo â Ela nĂŁo parava de sorrir. Pensei que talvez tivesse gostado de mim. Tomara â erâŠcheguei em hora errada?â âHora errada?â âĂ, sei lĂĄ.â âNĂŁo, nĂŁoâŠchegou na hora de entrar.â Ela riu de novo. Que diabos tu quer comigo, guria? Vai parar com isso nĂŁo? JĂĄ tĂĄ virando sacanagem. âVou parecer muito oferecida se aceitar o convite?â âNĂŁo mais do que eu quero que seja.â â Dessa vez eu ri tambĂ©m. Foi uma sensação esquisita ela ter gostado da piada. âOnde Ă© que eu coloco isso aqui?â âDeixa no braço da poltrona mesmo. A gente vai acabar comendo durante a conversa.â âAh, Ă©? E vamos conversar sobre o quĂȘ?â âSei lĂĄ, uai.â Eu juro que fiquei olhando pra ela por uns cinco minutos atĂ© que resolvi me pronunciar. O silĂȘncio tava me matando. âAceita, sei lĂĄ, um refrigerante?â âNĂŁo tomo refrigeranteâŠâ âChĂĄ? CafĂ©? Ăgua?â âCafĂ©, pode ser.â âEntĂŁo tu vai ter que fazer porque eu nĂŁo sei. â Rimos. â Topa?â âTem pĂł?â âTem, sim.â E se eu te disser que sabia fazer cafĂ©? Sempre soube. Sei lĂĄ, sĂł pensei que ela acharia engraçado. Funcionou. âPosso pegar gelo?â âOi?â âGelo. Posso?â âClaro que pode, mas gelo pra quĂȘ?â âCafĂ©, uai. NĂŁo gosta?â âNĂŁo que eu saiba.â âJĂĄ provou?â âSei lĂĄ, devo ter provado. NĂŁo me parece nada legal.â âProva aqui.â Ela jogou as pedras de gelo na xĂcara e estendeu-a pra mim de forma que quase passei a respirar cafĂ©. âNĂŁo, fica tranquila. Pode tomar seu cafĂ© aĂ.â Ela riu de novo. Puta merda. âProva logo, estranho.â Ela estendeu a xĂcara de novo e eu quase que me senti obrigado pela minha prĂłpria vontade a engolir aquilo. O gosto era horrĂvel. Eu gostei. âE aĂ?â âAtĂ© que Ă© bom, estranha.â âHm, sei â risos â essa cara aĂ de quem gostou. Imagina se nĂŁo tivesse gostado.â Ela se apoiou de costas na pia e eu me apoiei do lado. âE aĂ, o que tava lendo?â âEu?â âObviamente.â âNada, por quĂȘ?â âVi um livro no chĂŁo da sala. Deu vontade de pegar, mas preferi ficar imĂłvel e te deixar constrangido.â âHmâŠHarlan Coben.â âE o livro fala sobre o que?â âNĂŁo faço ideia. Li umas frases que juntas formariam meia pĂĄgina, no mĂĄximo.â Ela me encarou por uns segundos e resolveu voltar pra sala. Segurou minha mĂŁo e me arrastou atĂ© o sofĂĄ. A ficha de ela ter me pegado pela mĂŁo demorou a cair. O amor da minha entĂŁo se sentou na minha poltrona e cruzou as pernas numa daquelas posiçÔes de borboleta de ginĂĄstica. âE aĂ?â âE aĂ o quĂȘ?â âO que tava fazendo antes de eu chegar?â âOuvindo mĂșsica, tomando refrigerante, o de sempre. E vocĂȘ, tava fazendo o que antes de vir pra cĂĄ?â âNada, na verdade. Cochilando.â âHmâŠâ âEi, tive uma ideia.â âDiz.â âMe diz as coisas que tu gosta, que eu te digo do que gosto.â âNĂŁo dĂĄ, tenho vergonha de falarâŠâ âEntĂŁo escreve.â âO quĂȘ?â âEscreve. NĂŁo sabe? Ă fĂĄcil. A gente normalmente aprende isso no prĂ©.â â NĂŁo me segurei, tive que rir. E me senti envergonhado ao mesmo tempo, ela nĂŁo parava de olhar. Me senti desconfortĂĄvel e, simultaneamente, realizado. Sei lĂĄ, e se ela tivesse gostado de mim? E se a ruivinha dos dedos finos e pĂ©s pequenininhos estivesse gostando de mim? Que puta sorte. Eu ainda nĂŁo tinha entendido qual o entusiasmo, mas nĂŁo dava pra tirar o sorriso da cara. Era normal, nĂŁo? AlguĂ©m gostar da gente? Costumava ser normal no colegial. No colegial, na faculdade, no trabalho, nas festas. Sempre tinha alguĂ©m a fim. Sei que o jeito como ela me olhava me deixava sem reação. E o cheiro dela, entĂŁo? Ela cheirava a lilĂĄs e dia chuvoso. Suspirar perto dela dava uma vontade enorme de beijar. Eu tinha vontade de tudo com ela. âEntĂŁo, vamos? Me alcança um pedaço de papel e uma caneta.â âO.k. Vou pegar, espera.â A Ășnica coisa parecida que eu achei foi um bloquinho de notas do Batman. O que ela pensaria de um marmanjo de vinte anos de idade que usava um calção desbotado atĂ© os joelhos e chinelo havaianas, tinha a barba mal-feita eâŠgostava de desenho animado? Ela achou engraçado. E riu que nunca vi. Ela ficava mais sexy naquela blusinha branca com renda no decote e jeans rasgado que a Angelina Jolie de lingerie. Nunca caprichei tanto na caligrafia. Desenhei cada letra com a maior vontade do mundo de aquilo ficar legal. Mas nunca parei pra pensar nas coisas que gostava. Eu gostava um pouco de tudo. Ficou difĂcil escolher; coloquei sĂł os mais comuns.Ela me pareceu meio indecisa. Rabiscava e riscava o tempo todo, nunca vi. âTerminou?â âTerminei.â âBeleza. Faz assim: me entrega o teu que eu te entrego o meu, tĂĄ?â âTĂĄ. No trĂȘsâ âTĂĄ. 1âŠ2..â ela interrompeu a contagem e puxou o papel da minha mĂŁo e jogou o dela em cima de mim â tava demorando muito.â Os dois rimos. Antes de ler o que ela havia escrito, fiquei observando a reação dela ao ler minha lista. â-Rock e indie rock -Angelina Jolie -Biscoitos -NĂșmeros pares -Anabell -Ruivas + Batmanâ Ela sorriu em silĂȘncio. Me senti aliviado e nĂŁo consegui conter um sorriso tambĂ©m. Resolvi ler a lista dela. â-Desenhos animados -Rock e indie rock -Chinelos havaianas -Guitar Hero -Estranhos -Batman -Anna Juliaâ âEi!â Sei que era uma proposta meio idiota, mas ela ia gostar. âDiz, estranho.â âTenho uma coisa pra vocĂȘ, jĂĄ volto!â âO que Ă©?â âSurpresa.â Ela me olhou feliz. F-E-L-I-Z, com todas as letras. Deu pra ver. Um amigo meu uma vez tentou me ensinar a jogar esse tal de Guitar Hero. Odiei. Me estressei. NĂŁo tinha coordenação motora suficiente pra isso. Meus dedos nunca pressionavam a tecla certa e eu nunca acertava o tempo. Desisti. Eu tinha lĂĄ em casa um âquartinho da bagunçaâ. Guardava toda e qualquer tranqueira lĂĄ dentro. Esse amigo meu acabou deixando o Guitar Hero dele lĂĄ em casa e eu, jĂĄ completamente cansado daquela coisa, joguei lĂĄ dentro do quartinho e esqueci que aquilo existia. Muita sorte. Acabei encontrando a âcoisaâ dentro duma caixa e tava tudo lĂĄ certinho. Nada faltando. âEi?â Ela jĂĄ tava ficando impaciente, mas tava animada com a âsurpresaâ. âAchei! â gritei como resposta â tĂŽ indo!â Quando cheguei na sala, ela tava balançando a perna daquele jeito que todo mundo faz quando tĂĄ ansioso. Me senti importante. Coloquei a caixa no colo dela e pedi que abrisse. Ela gargalhou. Foi lindo.âNĂŁo acredito â ela disse, ainda sorrindo. Eu nĂŁo conseguia parar de olhar. â SĂ©rio mesmo?â âSĂ©rio â ri. Ela era tĂŁo ingĂȘnua rindo que parecia uma criança ganhando a primeira bicicleta. â Que tal?â âTĂĄ querendo me conquistar, Ă©?â âAlgo me diz que eu jĂĄ consegui.â âBesta. Nem chegou perto.â Preciso confessar uma coisa. Nunca amei tanto a sensação de ingenuidade. Eu era tĂŁo ingĂȘnuo perto dela que cheguei a achar que fosse uma pessoa apaixonĂĄvel.Conectei os cabos Ă tevĂȘ e depois de dez minutos tentando encontrar o menu, decidi que a melhor coisa a fazer era esquecer a cultura do cavalheirismo e pedir que ela arrumasse aquela coisa. âĂ assim mesmo? Tem certeza?â âĂ, sim. Deixa eu arrumar. Sei o que tĂŽ fazendo.â Sei que que ela sabia. Depois de algum tempo percebi que ela sempre sabia. Sabia que me torturava quando sorria pra mim, sabia que o jeito como caminhava, se vestia e atĂ© como se mexia despertavam em mim aquela coisa ridĂcula de amor platĂŽnico. Aquilo de achar que tudo que o outro faz Ă© uma pista ou um sinal. E o melhor de tudo? Era. Uns anos depois eu descobri que atĂ© a caligrafia dos bilhetinhos que ela grudava na geladeira era de propĂłsito. Ela conseguia colocar um pouco da sensualidade ingĂȘnua dela em casa coisa. âTĂĄ. Faz aĂ.â âPronto, senta aĂ.â Me sentei no sofĂĄ maior e ela sentou do meu lado de forma que as nossas pernas e os braços ficaram grudados. Preferi pensar que foi de propĂłsito. âAntes de começar â eu juro que tava curioso â posso perguntar uma coisa?â âClaro que pode.â âQuem Ă© Anna Julia?â Ela riu. E dessa vez ela riu de mim. Mas nĂŁo num tom de deboche, ela nĂŁo era desse tipo. Ela riu num jeito de quem tava adorando tudo aquilo. Ela riu num jeito de que tava apaixonada pela forma como eu era ingĂȘnuo perto dela. âĂ uma mĂșsica.â âUma mĂșsica?â âĂ, uai. Nunca ouviu? Todo mundo jĂĄ ouviu.â âOuvi, nĂŁo.â âClaro que ouviu⊠Nunca acreditei na ilusĂŁo, de ter vocĂȘ pra mim⊠â ela começou a cantarolar â me atormenta a previsĂŁo do nosso destino; eu passando o dia a te esperar; vocĂȘ sem me notarâŠquando tudo tiver fim, vocĂȘ vai estar com um caraaaaaaa, um alguĂ©m sem carinhooooooo, serĂĄ sempre um espinhooooo, dentro do meu coooo-raaaaaaa-çãaaaaaao â ela deu uma pausa e me encarou nesse meio tempo. Mas dessa vez me olhou mais que dentro dos olhos. Ela me viu. â ĂŽ Anna Juliaaaaaaaaaaaaaaaaa â ela levantou num pulo e usou a mĂŁo como um microfone pra cantar o refrĂŁo. Acho que nunca ri tanto. DoĂa tudo; pernas, estĂŽmago, bochechas. Eu quase soube o que significava âmorrer de rirâ. Ela terminou a performance e eu bati palmas, ainda rindo. Ela gargalhava de perder o ar e eu juro que achei a coisa mais linda quando ela roncou no meio da risada. Ela ria tanto que mal conseguia se manter de pĂ©. Veio tropeçando, se sentou no braço do sofĂĄ e foi descendo de costas atĂ© cair com a cabeça no meu colo. Ela fechou os olhos e apoiou a mĂŁo nas costelas, respirando devagar. Pensei, por um segundo, em beijar a testa dela. Sei lĂĄ, me deu uma vontade enorme. Mas ela acabou abrindo os olhos e levantando antes de eu criar coragem. Ela se sentou de novo e segurou meu pulso, procurando por um relĂłgio. âSĂŁo 18:25.â Sei que Ă© meio esquisito, mas me senti feliz por ela ter ficado desapontada. âE daĂ?â âTenho que levar o Brutus no parque.â âAhâŠTudo bem.â âMesmo?â âMesmo.â Ela se levantou, calçou os chinelos e foi em direção Ă porta. Me apressei em levantar e abrir a porta pra ela. âSenhorita.â Fiz reverĂȘncia e ela correspondeu âCavalheiro.â Ela saiu e eu nĂŁo resisti. âEi!â âOi?â âO Guitar Hero fica pra amanhĂŁ?â âClaro!â âE mais uma coisaâŠâ âPode dizer.â âNĂŁo te deixo sair atĂ© confessar que estĂĄ apaixonada por mim.â AĂ o amor da minha vida riu e subiu as escadas. Eu nĂŁo gostava de cafĂ© com gelo, Guitar Hero ou Anna Julia, juro. AĂ eu comecei a gostar de nĂșmeros pares.
Ana LuĂsa K. (via s-truck)

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