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trĂȘs ano amando o mesmo nome

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eu te amo e sei que vocĂȘ sabe
toda hora olho o celular na esperança de
nem sei o quĂȘ
talvez se vocĂȘ soubesse a falta que faz em mim, cĂȘ voltava. na verdade, muito provavelmente, nĂŁo.

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que saudade de vocĂȘ
sou o que sinto, o que soa, o que ressoa
assim, se sou, o que me resta Ă© ser
Vontade de te ver, de falar, de derramar meu coração bem na sua frente. As lĂĄgrimas escorrem a saudade que carrego diariamente no peito. VocĂȘ nĂŁo imagina o quanto eu te amo. VocĂȘ nunca fez ideia.
Seja feliz, meu amor. Eu sinto muito a sua falta.
Quando eu te deixar, vou levar papel em branco, espalhar por cada canto um barco de papel⊠IrĂŽnico gostar dessa mĂșsica. Pensar no barquinho de papel como fim, se ele tambĂ©m foi o nosso começo. Nada estĂĄ claro aqui, se vocĂȘ quer saber. Afinal, vocĂȘ partiu antes de mim. E eu nem sei se tu partiu quando me disse adeus, agora, na verdade, parece que vocĂȘ foi bem antes.
Da tua parte, era amor? JĂĄ nĂŁo parece mais. Percebo-me pensando em tudo o que relevei, em tudo o que fiz para estar e mesmo assim, nĂŁo valeu, certo? VocĂȘ nĂŁo era a pessoa mais comunicativa do mundo, mas por que vocĂȘ nĂŁo me falou, garota? Porque vocĂȘ nĂŁo expĂŽs verdadeiramente o seu coração sendo que mostrei por âaâ e tambĂ©m por âbâ, que eu abriria mĂŁo de todas as minhas vaidades para estar no nĂvel de cuidĂĄ-lo? AmansĂĄ-lo, mostrar que a porra do amor Ă© o que muda, Ă© o que move e Ă© o que cura. O amor refaz, o amor se adapta e o amor cede. Tu me viu cedendo? Tu me viu dizendo que cederia mais? VocĂȘ VIU? Ou fingiu que nĂŁo? Para ti foi mais fĂĄcil assim? Fechar os olhos para o tanto que quis fazer pela gente? Ă fĂĄcil para ti fingir que nĂŁo me vĂȘ? Fingir que nĂŁo me viu? Que nĂŁo me sentiu? Que esqueceu das sensaçÔes, das trocas, dos sorrisos? Ă fĂĄcil para vocĂȘ assim? Se nĂŁo Ă© fĂĄcil, eu diria, pelo menos, que me parece um grande dom. Um, inclusive, do qual sou completamente desprovida.
NĂŁo me parece amor, mas entĂŁo, o que era? Como era fĂĄcil ver vocĂȘ querendo tudo, nos momentos que parecia me amar. PorĂ©m, como era fĂĄcil duvidar que tu me amava quando se recusava a falar comigo. NĂŁo se abria. NĂŁo me deixava entrar. Me culpava. Eu me sentia sozinha, completamente sozinha. (Des) amada; era como se, na verdade, tu estivesse me fazendo um favor por estar comigo. PuniçÔes. A permanĂȘncia de um desapego latente, como se tu estivesse a ponto de ir embora a qualquer instante. E foi. Foi e voltou. Foi e voltou. Foi. Voltou. Foi e voltou. AtĂ© que foi e nunca mais.
Ă confuso e decepcionante. Eu nĂŁo sou um alecrim dourado, mas eu me responsabilizo por cada um dos meus deslizes. Me moldei. Me calei. E mais do que isso, coloquei-me pronta para ser alguĂ©m que servisse para vocĂȘ. Por que isso? Porque eu nunca me senti assim por alguĂ©m. Nunca quis o pra sempre de maneira a plantar (ou tentar plantar) ele todos os dias. Eu me refiz por vocĂȘ. E, para ser bem sincera, disso nĂŁo me arrependo. PorĂ©m, claro, dĂłi mais que tudo o fato de vocĂȘ se recusar a enxergar isso, sendo que estava mais do que exposto. Eu escancarei o meu amor para vocĂȘ. Tu se alimentava dele quando era conveniente, mas ao menor desentendimento, vocĂȘ o vomitava em cima de mim. Como se te embrulhasse o estĂŽmago, como se fosse comida velha. Como se nĂŁo servisse mais.
Ainda assim, Ă© importante que saiba: nĂŁo te culpo. NĂŁo te enxergo menor. NĂŁo finjo que a gente nĂŁo existiu. Sei o que vivi. Tuas palavras se contradizem com o que tu coloca no olhar. Olho nĂŁo mente. Aqueles abraços apertados nĂŁo mentem. NĂŁo sei qual Ă© a sua, mas sei que vocĂȘ nĂŁo quer mais estar na minha. Tu foge de mim como quem sabe que se baixar a guarda, vai querer de novo, vai sentir de novo. A gente existiu. VocĂȘ pode negar ou me dizer que nĂŁo lembra. Mas a gente existiu pra caralho.
NĂŁo Ă© sĂł o meu ego ferido, mas tambĂ©m Ă©. DĂłi saber que eu perdi a batalha que mais me esforcei para ganhar em toda a vida. Lutei por vocĂȘ. AtĂ© me negligenciei nisso. Tanto perdĂŁo, tanta compreensĂŁo me levaram para onde? Para o mundo em que vocĂȘ nĂŁo existe. Infelizmente, ou felizmente, nĂŁo sei me arrepender disso. NĂŁo sei amar de outra forma. Se o amor exige coragem, exijo de mim, tĂȘ-la. Mas amar Ă© ser nu, Ă© se expor, Ă© divagar no desconhecido mundo do outro, atĂ© conhecĂȘ-lo tĂŁo bem, que os mundos se fundem, fica parecendo casa.
Achei que vocĂȘ seria a minha casa. O teu mundo foi o mais escuro dos mundos por onde andei. Mas foi tambĂ©m o que eu mais quis desvendar. Eu te amei mais do que jĂĄ fui capaz de amar em toda vida. E pareceu o meu maior ato de coragem, porque amar o que Ă© igual, Ă© fĂĄcil, mas te amei em meio a todas as particularidades, amei tuas singularidades, amei o teu lado duro, porque eu simplesmente queria estar. Amar nĂŁo Ă© isso? Eu espero que seja. Tu teve o meu lado mais bonito. E eu nĂŁo me arrependo de ter me virado e desvirado por vocĂȘ. Te quis pelo que tu Ă©, na essĂȘncia, no pelo. Te amei dos ĂĄtomos Ă s entranhas. Te amei com meu corpo e com cada pedaço da minha alma. Na verdade, eu ainda amo. Amor nĂŁo finda assim, quando ele existe, vira parte de nĂłs. VocĂȘ Ă© parte de mim. Sempre serĂĄ. Obrigada por ter me mostrado quem eu quero ser e quem eu nĂŁo serei novamente.
Saint-ExupĂ©ry fala que somos eternamente responsĂĄveis pelo que cativamos. Me responsabilizo pelo que provoquei aĂ, mas tambĂ©m me responsabilizo por esse amor todinho que dedico a ti. Ele Ă© meu, alĂ©m de ser seu, agora Ă© meu. Cuidarei dele com a dedicação que ele merece. AtĂ© ficar guardadinho, em silĂȘncio, mas vivo. Amor Ă© vivo. Amor se existiu, viverĂĄ. AlĂ©m da vida, viverĂĄ.
Voltando para o barco, tu partiu antes de mim e eu realmente naufraguei por te dar o meu coração. Não por isso, mas além disso, canto todo poema em ode sua e recorto em dobraduras, mais um barco de papel. Para nós.
Que encontres a paz que procuras. Que ame o prĂłximo peito que te amar.
O amor da vida, vive. E viverĂĄ.

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a pulseira azul quebrou
eu te amo tanto.
concreto, verdes e memĂłrias
caminhei e lembrei lembranças sorrĂveis
Ă© ainda mais evidente que a vida sĂŁo todos os momentos quando a gente nĂŁo tem como, de forma alguma, revive-los.
carrego minhas saudades no coração, mas essas de quem preciso decorar a risada (pois não hå mais chance ALGUMA de ouvi-la novamente) mexem com tudo aqui dentro.
a vida é muito mais vida por existir a morte, porém perder essas partes que nos compÔem, essas que nos regaram e foram regadas com amor puro e gratuito, torna o estar completamente maluco. insano.
sei que a gente sobrevive com a dor, que a força cresce ao redor da imensidão da ferida, mas a gente sabe que esse buraco torna-se parte de nós pra sempre.
saudade.
saudade na sua infinidade pura.
saudade que não morre -parece até que mata.
nĂŁo hĂĄ nada mais satisfatĂłrio do que se compreender. aceitar o que Ă© vivo por dentro.Â

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Essa inércia que pousa no meu peito, atÎnita, paralisada, por mais anestesiada que pareça, soa inconfundivelmente como a dor aguda, chocante, inesperada, assustadora, que, obviamente, sinto.
Escrevi e apaguei algumas vezes antes de conseguir realmente iniciar esse amontoado de palavras que quero dedicar a vocĂȘ. Digo amontoado de palavras nĂŁo porque elas nĂŁo importem, mas porque Ă© um momento estranho, vocĂȘ sabe, e nada soarĂĄ agora tĂŁo claro como eu gostaria, porĂ©m, tentarei. Tem que ser de verdade, tem que ser verdadeiro.
Lorenna, sinceramente, eu nĂŁo queria acreditar, sĂł que como eu jĂĄ havia atĂ© comentado em algum desses dias atrĂĄs, Ă© impossĂvel negar a verdade de tudo o que aconteceu nesses Ășltimos dias. Tu era parte constante dos meus dias. E, ali, repentinamente, pouco a pouco, foi deixando de ser. E eu vi, amiga, vi tua ausĂȘncia se alastrando pelos cantos dessa casa diariamente. A porta do seu quarto fechada todos os dias, a nĂŁo ser quando eu entrava lĂĄ sĂł pra me abastecer um pouquinho de vocĂȘ e talvez seguir acreditando que vocĂȘ pudesse, talvez, um dia, voltar. NĂŁo necessariamente pra casinha que a gente resolveu partilhar, mas principalmente pra vida. Pra vida das pessoas que te amam. Pra vida que tanto te sorriu e que tu tanto sorriu de volta, mesmo quando nĂŁo era fĂĄcil, eu vi, tu sempre tentou sorrir de volta.
Nesses vinte e poucos dias de um pesadelo que começou e foi apenas trazendo cenĂĄrios mais complicados, eu fui tĂŁo forte, amiga. TĂŁo forte. AlĂ©m de pensar em como eu deveria ficar bem para ser Ăștil caso vocĂȘ e sua famĂlia precisasse, em todos os momentos que foi difĂcil resistir e dava vontade de sucumbir eu lembrava de vocĂȘ, senhorita, exaltando em dias diferentes e situaçÔes tambĂ©m distintas o quanto me achava forte e o quanto me admirava por isso. Senti dor (sinto) nessa situação, mas fui força, fui muita força.
A saudade que me acompanharĂĄ pelo resto de minha vida nĂŁo sĂł me farĂĄ lembrar dos nossos momentos descontraĂdos e bobos, rindo, gargalhando das coisas mais lelĂ©s possĂveis. Mas me lembrarĂĄ principalmente das nossas parcerias, de como a gente se resgatou algumas vezes. Como a minha mĂŁo se estendia quando vocĂȘ caia e como o seu braço tambĂ©m puxava o meu quando eu sentia que ia falhar. Vou sentir saudade da credibilidade que depositou em mim. Saudade de te ver sonhando meus sonhos como se fossem os seus prĂłprios. Saudade do teu estar perto. Da tua companhia. Da reciprocidade que se fez presente em tudinho que a gente viveu.
Me felicita o fato de ter tantas vezes te dito para que vocĂȘ acreditasse em si. De ter te falado tantas vezes que a tua força precisava vir de dentro. Que vocĂȘ era grande o suficiente. Que os teus objetivos seriam conquistados. Que Ă© uma puta sorte compartilhar a vida contigo. E que eu te amo, minha tĂŁo leal e fiel amiga. Eu te amo muito e, por mais que eu quisesse te dizer isso ainda por muitas vezes, fico feliz por ter falado vĂĄrias, vĂĄrias e vĂĄrias vezes.
Os dois Ășltimos anos selaram nossa amizade de maneira muito clara. A presença e partilha foi tĂŁo real que eu preciso mesmo agradecer ao universo, a Deus, por ter me cedido o privilĂ©gio de sorrir teus Ășltimos sorrisos. Dividir as Ășltimas cervejas. As sĂ©ries e os filmes. O Rio de Janeiro. Aquele Ășltimo gole de refrigerante que sobra na garrafa. Dividir a rua. Os rolĂȘs. As mĂșsicas. As dores e cada pingo de felicidade que nos foi concedido. Eu agradeço imensamente por ter te tido tĂŁo perto e sĂł eu sei a falta que vou sentir de te ouvir dizer ao se despedir para dormir que qualquer coisa vocĂȘ estaria no quarto da frente. Ou de te dizer âtĂŽ chegando, amigaâ, pra qualquer buraco que eu te chamava. O Flamengo, Lorenna. Como vai ser difĂcil ver o nosso Flamengo sem vocĂȘ. Mas eu vou, tĂĄ? Eu vou ver e xingar por nĂłs duas quando eles jogarem como se nĂŁo recebessem salĂĄrio. E eu tambĂ©m lembrarei do quanto vocĂȘ gostava de me ver feliz toda vez em que eu me sentir triste. Vou lembrar do quanto vocĂȘ, simplesmente, naturalmente, me amou.
Começo hoje a escrever as saudades que jamais serão saciadas. E digo que em minhas memórias eu sempre vou te ver sorrindo. E teu sorriso vai fazer falta, Larissa Manoela.
Obrigada por esse turbilhĂŁo de bondade que vocĂȘ depositou em mim.
Ainda vou chegar onde vocĂȘ me disse com tanta firmeza que eu chegaria e vou dedicar essas vitĂłrias, tambĂ©m, a vocĂȘ.
Vou cuidar dos seus. Te prometo.
Que a sua nova casa seja linda.
A lĂĄ Elis Regina canto assim: quando vocĂȘ foi embora, fez-se noite em meu viver. Forte eu sou, mas nĂŁo tem jeito, hoje eu tenho que chorar.
Te amo pra sempre. Estou com saudade.
Descansa, LolĂŽ.
te amo muito, lorenna mendonça de barros.
o 301 ecoa a tua falta.