Eu e vocĂŞ. NĂŁo Ă© assim tĂŁo complicado, nĂŁo Ă© difĂcil perceber. Quem de nĂłs dois vai dizer que Ă© impossĂvel o amor acontecer? Se eu disser que já nem sinto nada, que a estrada sem vocĂŞ Ă© mais segura, eu sei vocĂŞ vai rir da minha cara. Eu já conheço o teu sorriso, leio o teu olhar. Teu sorriso Ă© sĂł disfarce, que eu já nem preciso. Sinto dizer que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar. Entre nĂłs dois nĂŁo cabe mais nenhum segredo, alĂ©m do que já combinamos. No vĂŁo das coisas que a gente disse nĂŁo cabe mais sermos somente amigos, e quando eu falo que eu já nem quero, a frase fica pelo avesso, meio na contra mĂŁo. E quando finjo que esqueço, eu nĂŁo esqueci nada. E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais, e te perder de vista assim Ă© ruim demais. E Ă© por isso que atravesso o teu futuro, e faço das lembranças um lugar seguro. NĂŁo Ă© que eu queira reviver nenhum passado, nem revirar um sentimento revirado. Mas toda vez que eu procuro uma saĂda, acabo entrando sem querer na tua vida.
Ana Carolina (via onirias)





















