“Pelo menos posso dizer que tentei.” Disse como se estivesse desistindo, mas não tentara de verdade, como tinha dito antes queria a companhia. “E deixa de ser uma péssima experiência ou você já fez isso tantas vezes que se acostumou?” Questionou apontando pro jogador em seguida. “ Põe o cinto por favor. É, digamos que não é, tento controlar, mas acabo sendo bem convencida na maior parte do tempo. Em minha defesa, eu tenho motivos pra ser.” Reprimiu um sorriso enquanto pôde, mas a risada a fez rir também, por uns segundos até esquecera do que martelava em sua mente. “Vocês jogadores só parecem sossegados. Fico observando nas festas… Outro nível.” Referiu-se a bebedeira dos dias de comemoração, era sempre as maiores festas que ia, tirando os eventos sérios. “Todo lugar precisa de um AJ e um Nick pros fãs. Você é totalmente o AJ.” Brincou quase certa de que o moreno não pegaria a referência a Backstreet boys. Ia dar partida no carro, mas apertou a mão oferecida em cumprimento. “Ufa, ainda bem que você pronunciou, eu tava com medo de falar errado, alemão não é minha praia. Enfim, Maxine, mas todo mundo me chama de Max.” A estranheza de sair do lugar com outro homem ficou ainda mais palpável com a apresentação, ela o conhecia, mas nem de longe tão bem a ponto de ir pra saírem juntos como amigos. O convite lhe animara contudo, era como conhecer alguém novo numa festa como não fazia a muito. Só esperava não ser mal interpretada. “Só me dizer que lugar é esse e se eu olhar da porta e não achar que é um matadouro ou coisa do tipo a gente vai.” Deixou claro o humor na sua voz pra não parecer duvidando de Heinrich.
“É, você foi bem convincente, mas eu sou bem teimoso.” Não era mentira, ainda mais quando alguém lhe dava ordens, sempre foi o tipo de pessoa a contrariar o que jogavam em sua direção, fosse de amigos, irmãos ou até dos pais. “Sempre é uma péssima experiencia, você precisa passar por isso algum dia.” Considerou sua ideia ótima assim que a ouviu, quem sabe teriam a oportunidade de amanhecer de ressaca e correr pelo campo de futebol. Torceu o rosto antes de colocar o cinto mas o fez mesmo assim porque não era seu carro. “Sim, você tem muitos motivos pra ser convencida, não precisa nem se defender.” Se estava flertando pouco se importava, era quase que seu estado natural. Sabia, entretanto, que ali era terreno proibido, o drama dentro do time seria péssimo e nada importava mais do que vencer. “As festas são as melhores, não sei como nunca parei pra te conhecer. Quer dizer, já te vi em algumas, mas acho que nem ‘oi’ te dei.” Franziu o cenho ao ouvir os nomes desconhecidos, até tentou pensar em quem conhecia, mas nada fazia sentido. “Eu deveria saber quem são esses?”
“Mesmo que vocês tentem falar certo, nunca sai exatamente como um alemão falaria, sabe? É como eu falando inglês, tá na cara que algo de errado não está certo.” Virou para a mulher e sorriu com o canto da boca. “Max.” Pronunciou deixando o nome no ar por alguns segundos antes de apontar a rua pela qual deveriam seguir. “Se eu estivesse te levando pra um matadouro, com certeza estaria bem disfarçado. É só seguir mais três quadras, aí vira à esquerda e vai até o final... é uma rua sem saída.”