“Não lembro por quanto tempo ficamos abraçados, mas foi o suficiente para os meus olhos marejarem. Não eram apenas duas pessoas se abraçando. Eram duas pessoas que significavam muito uma para outra. É estranho abraçar alguém assim. Porque você conhece a pessoa até pelo avesso, já a viu chorando, com medo, conhece seus segredos, sonhos e principalmente suas músicas preferidas. Não é como encontrar alguém que te viu nascer e crescer, é encontrar alguém que cresceu junto com você, em vários sentidos da vida. É reencontrar com teu primeiro amor e lembrar de tudo, de tudo que passou e não vai voltar, é olhar o passado de perto, um passado que já foi o seu presente, mas que hoje é o presente de outra pessoa. Tem coisas que nunca mudam.”
— Vomitei Borboletas Mortas - O Livro.
















