O amor e o ódio andam de mão dadas
E nas extremidades dos sentidos para os sentimentos, ter dias da ferida estar aberta a sair pus, dias de cascões, e dias de arranca-los antes mesmo de cicatrizar, só para ter o gosto de sofrer mais.
Dias de carÃcias, corpos nus, dias de carnavais, dias a festejar.
Aquela lembrança de você ao se esbarrar com alguém de mesmo perfume que o seu.
Saudades, lamentos, conexões corporais, sensações inexplicáveis, dedos nos dedos, e em segundos mesquinhos, brigas inesperadas, olhos cheios de lágrimas, fúria no adeus.
Porradas faladas, hipocrisias, ciúmes, mentiras contadas, revelações, contradições, descoberta da inutilidade de ser, descoberta do que é o tal amor, traições mentais, dias de términos, dias de glória.
Um beijo na despedida, mensagem inesperada, cama vazia. Falta do que não se teve, momentos de flores, momentos de desespero, não sei mais se te amo, só sei que te amo, vontade de terminar tudo, e começa novamente.
Não se começa o que já teve inicio!
Problemas familiares, dias chuvosos, dias de verão, imaginação fértil, ate imaginei você aqui comigo.
Crise existencial, acolhimento, nó na garganta, fim sem final feliz, e o amo aqui no peito.
Momentos ilusórios de esquecimentos, esbarros no tempo, e o coração quase a parar por esse amor cruel, que de mim não tem dó.