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O Conselho Mundial tinha trazido a Hyacinthum os mais diferentes tipos de nobres: de reis até simples duques, de potências mundiais até países subdesenvolvidos. Era esperado que Alric soubesse lidar com tais diferenças graças ao seu costume com a diplomacia - isso não significava, no entanto, que era obrigado a concordar com tudo o que lhe falavam. Aquele azul em especial tinha uma ideia que era no mínimo nefasta: guetos para abrigar os vermelhos e separá-los dos azuis. O príncipe alemão fez uma careta ao ouvir a ideia, negando veemente com a cabeça. — Ora, me perdoe, senhor, mas na prática, não é isso o que já acontece nas cidades grandes? Vermelhos moram em áreas marginalizadas, não em mansões luxuosas em distritos anis — Alric rebateu, sempre mantendo sua cordialidade. Era possível que Hermann tivesse concordado com a ideia, mas o duque havia despejado suas opiniões nas orelhas erradas. Antes que pudesse argumentar com o homem novamente, foi interrompido por uma voz feminina, docemente familiar. Sorriu com a presença de Heidi, deixando que o nobre se retirasse para puxá-la para um abraço. — A senhora sabe que estou muito feliz — respondeu, ainda com a mais velha em seus braços. — Senti sua falta. Obrigado por me livrar daquele duque, acho que nunca vi alguém tão estúpido quanto ele.
A ela pouco pertencia o mesmo humor irascível que o marido: se nada a menos, Heidi era uma figura harmônica. Talvez, por isso, ainda que não se limitasse a essa, a tarefa de conciliadora coubesse-lhe tão bem. Encontrava dificuldades, certamente, em tornar seus pontos vistos ou suas opiniões consideradas, mas as tinha e fosse ao amenizar parte mais extrema de Hermann ou ao representar lado mais compreensivo do governo alemão, mostrava-se, inegavelmente, necessária. No fim, a rainha não era uma mulher de escassa empatia, mas pouco era movida por esta e aprendera, desde muito cedo, que assim seria para o melhor. O filho mais velho herdara muito de si, podia ver. ‘Suas melhores partes’, diria em um ponto de vista silencioso, mas Alric, também, teria de entender o melhor (ou o que era preciso) se fosse ocupar em breve o cargo que nascera para exercer. Vê-lo falar tão eloquentemente para defender o que acreditava era poderoso, de certo, mas sabia representar um risco para sua segurança, por isso preocupava-se. Era bom, portanto, que tivesse interrompido quando o fizera; tanto por evitar extensões do que reconhecia trazer dúvidas para o rei alemão, tanto por poder, finalmente, reencontrá-lo. Era tranquilizador, inclusive, tê-lo por perto e a Von Losch retribuiu o abraço, envolvendo o herdeiro de maneira protetiva em seus braços. — Ich habe dich auch vermisst, mein Junge¹. — Queria seus filhos de volta onde pertenciam, na corte alemã e ao seu lado, mas não ocuparia-se com assuntos do tipo, não quando a concordância do outro trazia-lhe incomparável felicidade. — Oh, não precisa agradecer. Foi apenas uma pequena indulgência. Tenho certeza que, a esse ponto, se tornou perfeitamente capaz de livrar-se de pessoas como ‘aquele duque’. — Testou em bom humor, afastando-se apenas o suficiente para observar suas feições. — Como tem sido seu tempo em Hyacinthum?












