kanvhana:
“também não é pra tanto, vai.” murmurou, o observando esfregar o local onde acertara de leve seu punho. “o meu problema não era que ele tinha uma vida de classe média e com casa normal, não era nada disso! a minha questão era o simples absurdo de que ele mentiu sobre tudo isso pra mim e, sério, imagina só o que mais podia acabar inventando ou até já ter inventado, se era capaz de mentir sobre uma coisa que eu não ia levar duas olhadas pra perceber?” tentou explicar o seu lado, um tanto incomodada por ter sido mal compreendida inicialmente. não era esnobe, não genuinamente; agia mais assim quando estava diante de seus amigos e acreditava precisar passar uma certa imagem, mas não agiria assim simplesmente por um rapaz que a chamara para sair não ser alguma espécie de milionário. até porque ela mesma não era nada disso! “mas, sim, a parte do apartamento no porão e o vômito você acertou. eu quis chorar, sério, você não imagina o estrago que fez ali. eu nunca mais vou poder usar ele, ficou arruinado pra sempre.” choramingou, infelizmente não fazendo exageros sobre o estado de calamidade em que a peça de roupa se encontrara após o encontro. “eu não preciso que eles ouçam elas… só preciso ter a sensação de ouvir cornelia street sem querer pular de paraquedas, só que sem o paraquedas, porque uma coisa dessas nunca acontecer comigo.” e, mais uma vez, a voz de hana saía quase que como um choramingo. “e ele mudou de curso… e o novo é em outro campus, então ele nem dá mais bola pra mim.” contou, tomando um gole de sua bebida. “sabe que não namorar porque não quer é um privilégio, né? só quem tem todo um esquadrão correndo atrás pode falar isso.”
“você tem um bom ponto. mas existem comportamentos que entregam mentiras, garanto que ele não devia olhar nos seus olhos quando falava essas coisas” sendo mestre nesse tipo de coisa, às vezes ficava óbvio quando alguém mentia para si, mas sabia que hana era bastante inocente e poderia cair numa lábia bem escrita. ele mesmo tinha seus disfarces funcionando a todo vapor com ela “o importante é que já foi, você tem outras chances, seul é bem grande.. e se você cansar, vamos procurar seu tarzan no meio do mato” sugeriu, em tom de brincadeira, pois sabia que aquilo jamais seria sequer uma possibilidade para a garota em sua frente. “é, aí fica complicado mesmo. mas calma lá, você fala como se estivesse na beira de uma crise dos 40 anos. quer dizer, você precisa mesmo dividir sua vida com um cara?” arqueou a sobrancelha, genuinamente curioso. realmente não entendia se era por ter uma vida fadada aos segredos e aparências, mas relacionamentos eram coisas complexas demais, tão complexas que heejun preferia se manter o mais distante possível. já havia provado o veneno uma vez e não pretendia se deixar cair naquela situação de novo. ou pelo menos tentava resistir. “estou bem sozinho, gosto de estar sozinho. não quero me responsabilizar pelos outros” ironicamente, juwon aparecia como um flash em sua cabeça enquanto isso. raspou levemente a unha contra a borda do copo de sua bebida, produzindo um barulho característico, por fim soltando um suspiro “sei que você deve ficar vendo suas amigas com os namorados e desejando algo igual, mas tem muita fachada, sabe. e se for pra te ver magoada assim, prefiro que espere um cara que realmente preste”
















