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— Você é mais uma pessoa que se perdeu por aqui?
writecrafter:
Yua concordou, com um riso baixo. —— Só é… barulhento. O tempo todo. —— Mas, ela não achava ruim. Apesar das discussões, sabia o quanto os dois se amavam, e que fariam qualquer coisa um pelo outro. Sentiu sua garganta seca, sua família… biológica era um tópico mais sensível do que gostava. Foi sua vez de olhar o chão conforme o loiro falava. —— É… mais complicado do que isso. —— Respondeu baixo, seguido de um suspiro. —— Mas, sim. Eles são o que eu conheço como pais de verdade. —— A japonesa enfim abriu um pequeno sorriso, olhando para o casal mais uma vez. —— E eu não mudaria isso nunca. —— Yua olhou para o maior, arqueando levemente a sobrancelha. —— E qual seria sua história? —— Suavizou sua expressão, abrindo o sorriso novamente.
Brandon olhou para a asiática, um suspiro abandonando seus lábios. — Complicado é sempre a palavra, não é? — Brincou, rindo fraco enquanto dava de ombros. Ficava feliz pela asiática ter encontrado pais de verdade naquele casal por quem havia sido adotada, realmente feliz. Não eram todas as crianças do mundo que conheciam aquele tipo de destino, afinal muitas famílias desistiam da adoção ao passar pela experiência. A pergunta dela o fez voltar de volta a realidade e ele riu. — Bom... é complicada também. — Disse coçando a bochecha enquanto sorria. — Meu pai teve um filho com a empregada e eles resolveram me deixar na porta do orfanato. Eu fui adotado por um casal humilde que me ensinou muitas coisas, mas a vida era difícil. No ano passado um cara veio me buscar em uma limusine no meu trabalho, ele disse que meu pai biológico queria me ver. — Ele fez uma pausa, negando com a cabeça e rindo. — Dá para acreditar? Então eu fui naquele carrão e acabei na mansão do meu pai. Ele disse que queria compensar tudo e que estava morrendo, mas queria que eu herdasse tudo. Bom, aqui estou eu.
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Minyeon não foi capaz de conter o riso. Folga não era algo que ela, ou qualquer outro ali, poderia se dar ao luxo naquela época do ano. —— Hana… —— O choque da menor era evidente, mesmo que incapaz de conter seu sorriso. —— Você não precisa fazer isso, sério! Não precisa gastar comigo também.
Hana riu baixo, dando de ombros. — Vaaaaamos. Eu gosto da sua companhia e ninguém vai brigar conosco, eu juro. Eu pago e você serve como minha companhia para noite... mesmo que a gente não vá a nenhum local chique. — A loira riu mais uma vez, batendo palmas animada. — O que me fiz? Vai ser divertido!
writecrafter:
Concordou, dando um leve dar de ombros. A maior parte de sua vida não fazia ideia dos custos daquele lugar, e mesmo agora, seus pais preferiam não lhe preocupar sobre os gastos, mas Yua não era tola, sabia que aquele lugar era deveras caro. —— O tempo todo. —— A japonesa quase grunhiu. Era assim desde que os conhecera, e sequer imaginava que eram casados na época. —— Eles se amam, mas essas discussões são um pé no saco. Desde quem me levaria na escola até quem colocaria a roupa pra lavar. —— Yua suspirou. Contudo, ela sempre se sentia aliviada por seus pais jamais discutirem no que dizia respeito a assuntos sérios, somente coisas bobas do dia a dia. Ela concordou, ainda com o olhar em seus pais. —— Bem… não é como se dois homens pudessem dar a luz. —— Ela tentou brincar, com um fraco sorriso.
Brandon riu com a resposta del, achando extremamente adorável a forma como ela falava sobre seus pais. O loiro encarou os dois no salão novamente e viu que eles provavelmente haviam chegado a um acordo, porque agora dançavam juntos, esbanjando sorrisos um para o outro. — Bom, amar também é discutir e pensa pelo lado bom, o relacionamento deles nunca será chato demais. — Ele riu, concordando com a cabeça. A fala dela fez com que o sorriso diminuísse e Brandon respirou fundo, olhando para ela. — Se eles te salvaram de ser abandonada, eles são os verdadeiros pais. Eles podem não reproduzir, mas o casal biológico que te deu a luz decidiu te passar adiante, eles não servem para serem pais. — Disse em um tom suave, sorrindo pequeno. — Acredite, eu sei, melhor do que qualquer outra pessoa.

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Minyeon adorava assistir os shows da área Apolo, eram sempre lindos de se ver e/ou ouvir, porém infelizmente seu trabalho nem sempre lhe proporcionava a chance de assistir os colegas de trabalho. —— Não sei se fico feliz ou triste por isso. Gostaria de ir assistir, mas não sei o que foi marcado pra mim hoje.
Hana suspirou, olhando para ela. — Meu pai também hein? Nem para te dar uma folga. — Ela coçou a testa, um tanto frustrada. Um sorriso surgiu em seu rosto e ela estalou dois dedos, olhando para a de cabelos azuis. — Minnie, vem comigo hoje! Eu pago seus honorários!
— Hoje tem um mega show na Área Apolo.
writecrafter:
Olhava ainda para o outro, e sua fala não deixava dúvidas. —— Entendo… é difícil saber desse lugar quando não se tem um nome lá fora. —— Yua suspirou, deixando a taça vazia agora sobre o balcão. Não que quando era criança tinha qualquer noção, mas se fosse mais velha, saberia a diferença entre a elite e a ralé. A japonesa cobriu o rosto com uma das mãos, notando os pais discutindo. —— … de novo? —— Murmurou, um pouco envergonhada. Se continuassem daquela forma, seu pai acabaria dando um pisão no pé do seu papa. —— … e então eles me encontraram, na verdade.
Brandon concordou com a cabeça, coçando a bochecha. — Frequentá-lo também, imagino eu. — Disse em um tom mais baixo, mas rindo em seguida. Um suspiro abandonou seus lábios, ele traria seus pais adotivos no ano seguinte, com toda certeza, afinal eles eram seus pais verdadeiros, independente do que dissesse o sangue. Não pôde evitar uma risada mais divertida ao vê-la tapar o rosto. — Eles sempre discutem? Acontece, mas dá para ver que se amam, não se soltaram em nenhum momento, veja só. — Disse em um tom divertido. Pegou mais uma taça quando um garçom passou com a bandeja, agradecendo ao mesmo depois de pegar o objeto de vidro. Encarou a loira novamente. — Foi adotada?
writecrafter:
—— Seu eu do ano passado era tão diferente assim? —— Questionou com um pequeno sorriso, olhando para o outro. Aquilo lhe indicava que não era nenhum filho perdido ou bastardo de um dos hóspedes do lugar. Yua percebeu o olhar do loiro sobre seus pais, sorrindo um pouco mais. —— Sim… —— E, apesar das brigas aqui e ali, eles eram. A jovem não tinha dúvidas. Ela riu, concordando e tomando mais um gole, lento para não engasgar. —— Digamos que… eles já tinham uma tremenda bagagem. O porre serviu pra eles admitirem o óbvio, e cá estamos.
Brandon suspirou, ainda sorrindo e olhando para baixo por alguns segundos. — O eu do ano passado era pobre. — O loiro deu de ombros, sorrindo. — Quer dizer, nunca chegou em mim essa informação. — Não sabia se pessoas extremamente pobres tinham conhecimento daquele local ou se era algo mais entre as camadas média e rica. Ele encarou novamente os pais da garota, rindo ao ver que eles pareciam argumentar sobre algo, mas não se soltavam. — E então você nasceu?
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Yua riu, mais uma vez. —— Isso aqui nem se compara, não é? —— Não era à toa que seu pai gostava de levá-los para lá durante as férias, uma vez que eles poderiam ter paz. Sem contratos, sem cozinha, sem ninguém em cima de nenhum dos dois. —— É… mais ou menos isso. —— Ela sorriu, olhando seus pais, que, sem dúvidas se destacavam onde quer que estivessem. Seu papa, com aquela camisa havaiana horrível que não combinava com a luxuosidade do lugar, e seu pai com o kimono. —— Meus pais se casaram aqui uns vinte anos atrás, num porre em meio a uma viagem. Desde então, é um lugar que visitamos sempre.
Brandon riu baixo e negou com a cabeça, suspirando. — Não, nunca. O eu do ano passado jamais imaginaria que estou em um lugar como esse. — O loiro pegou a taça da mesa, virando o resto do seu conteúdo e sentindo descer queimando por sua garganta. Acompanhou o olhar da mocinha ao seu lado até o casal dançando e acabou por sorrir. — Seus pais? Eles parecem felizes. — Comentou sorrindo, observando os dois homens dançando na região mais central do salão. Ao ouvir o resto da história Brandon virou-se para ela, rindo um pouco. — Sério? Em um porre e estão juntos até hoje? Wow...

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Yua riu baixo, assentindo levemente com a cabeça. —— O olhar surpreso a cada nova área é… bem, evidente quando se está por aqui pela primeira vez. Especialmente na área VIP. —— Foi sua vez de tomar um gole de sua taça, voltando o olhar para o salão. Um suspiro baixo lhe escapou ao ver seus pais dançando à música lenta do salão, e claramente discutindo sobre quem lideraria. —— Ah, não… venho aqui desde que era criança, na verdade.
Branson riu baixo, voltando a olhar o salão como a mesma fizera. Aquele universo de pessoas ricas e bem vestidas era uma novidade para si, mesmo tendo o ano todo para tentar se acostumar com aquele universo. — Eu nunca vi nada nesse nível. Já ouvi falar sobre colônias de férias, mas isso aqui... — Ele disse, o olhar rondando até mesmo o teto. — Isso é impressionante. — Disse enquanto dava de ombros. Logo depois olhou novamente para ela. — Ah, mesmo? Férias tradicionais de família?
writecrafter:
Yua era familiarizada demais com o pessoal da área VIP pra saber quem, certamente, havia chegado a pouco tempo. —— Com o tanto de dinheiro gasto nesse lugar… —— Olhando para o loiro. —— Primeira vez por aqui?
Brandon colocou a taça sobre a mesa, tirando sua outra mão do bolso da calça social que estava usando. Ele virou a cabeça para a garota suavemente. — Tão óbvio assim? — Ele respondeu, rindo baixo. — Sim, eu só tive acesso a fundos monetários o suficiente esse ano. E você? Novata?
— Esse local realmente existe? Não acreditaria se me contassem.