Khael Varkraes, elf from Kingdom of Gorlan, is 86 years old but seems to have 25, and looks like Max Irons.
“Must you never turn your back to the sea.”
Khael Varkraes is currently CLOSED for auditions.
Read More

shark vs the universe

Janaina Medeiros
Cosmic Funnies
almost home
Cosimo Galluzzi

#extradirty
Jules of Nature
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
will byers stan first human second
RMH

titsay
he wasn't even looking at me and he found me
Show & Tell
I'd rather be in outer space 🛸

Product Placement
$LAYYYTER
Game of Thrones Daily
Alisa U Zemlji Chuda
Sade Olutola

Love Begins
seen from United States

seen from United States
seen from United Kingdom

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Lithuania

seen from Brazil
seen from Brazil

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
@gorlans-elf-blog
Khael Varkraes, elf from Kingdom of Gorlan, is 86 years old but seems to have 25, and looks like Max Irons.
“Must you never turn your back to the sea.”
Khael Varkraes is currently CLOSED for auditions.
Read More

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Favorite movie characters-> Max Irons as Henry (Red Riding Hood)
‘Do you know how you kill a tiger, father Auguste? You tie up your best goat and wait. ‘
The way back home | Brianna&Khael
O barulho vindo próximo despertou Brianna, fazendo-a virar-se e ver Khael com o pai. Por um momento foi isso, a loira parada, olhando para o dono de sua afeição enquanto sentia o rosto ficar completamente vermelho. Queria poder demonstrar algo, mas com o pai dele ali, claro que não iria fazer nada, até mesmo porque uma dama não deveria demonstrar. Mas, sinceramente, pro inferno com os bons costumes. Ela queria se aproximar de Khael e só não o fez por vergonha do pai dele. Viu os galhos que ele colocou no chão, provavelmente tendo saído com o pai para pegá-los para aquecer aquela noite fria na qual estavam. Parecia que nunca mais havia calor, mas também sabia que isso não era verdade. O machado que ainda estava nas mãos do elfo também não lhe passou despercebido. Seu olhar voltou pelo corpo dele, chegando até o rosto e ficou observando como ele estava aquela distancia, quase parada à porta de sua casa àquela hora da noite.
Inclinou o corpo, a voz saindo cansada e arrastada. – Boa noite, My Lord. – Olhou para Khael em seguida, quase o chamando somente pelo nome – quase, controlando-se no último segundo, o chamando por Lord também, juntando ao primeiro nome. – Lord Khael. – Levantou o olhar para ele assim que terminou a pequena reverencia a garganta seca de antecipação e também de cansaço. Não havia parado e agora sentia o esforço de tudo que havia feito, mas não queria de forma nenhuma parecer uma garotinha precisando de cuidados. Queria falar com seu amigo e para isso precisava verbalizar. – Me desculpem o avançado da hora, mas eu precisava falar com Lord Khael. – Seu olhar foi de Khael para seu pai, observando um momento e depois voltando para seu amigo, prendendo a respiração com a preocupação dele não querer falar com ela a sós.
Mas também ele não havia dado nenhum indicado de que não iria. Talvez ela estivesse somente sendo uma garota tola cheia dos sentimentos que o outro nem ao menos nutria por ela ou sequer cogitava a hipótese dela sentir. Via o sorriso que ele deu para o pai, assim como o homem mais velho havia sorrido. Nunca havia trocado mais do que algum punhado de palavras com o pai de seu amigo, por isso estava sem jeito. Caso fosse a mãe dele, estaria mais relaxada e até mesmo poderia ter feito o que tanto queria fazer: cobrir a distancia que os separavam e o abraçar até o ar frio que estava em seus pulmões saírem, deixando somente o calor que vinha do corpo do outro, junto com cheiro. Queria tanto isso que teve de fechar os punhos ao longo do corpo, ficando próximas de sua saia marrom escura, fechados com tanta força que os nós dos dedos ficarem brancos.
Em seu pescoço estava o colar, as asas de dragão douradas que ele lhe deu no festival, em um passado não tão distante assim. Pegou-se pensando tantas noites se aquele sentimento que o fez dar aquele colar era o mesmo que ela nutria por ele que não podia contar mais, e agora, ali, parada e o observando depois de saber que tanta coisa mudaria e toda a mágica má que estava solta no mundo deles, teve vontade de simplesmente perguntar-lhe se ele queria sua companhia tão desesperadamente como ela queria a dele.
Ele a olhava com um sorriso de canto, ignorando completamente que seu pai estava ali. Quando o homem notou que aquele momento tinha se tornado pessoal de ambos ali, ele balançou a cabeça e murmurou algo, muito baixo para que seu filho entendesse, mas talvez nada tão importante. Khael desviou o olhar para o pai indo embora, e de volta para a loira à sua frente, abrindo um sorriso largo e meio tímido por aquela cena. -- Lady Brianna. -- Ele também fez uma reverência. Achava aquilo estranho demais para seu gosto. Não queria agir daquele jeito, queria chegar perto dela e dar-lhe um abraço bem apertado, ciente de que ela o retribuiria. Estar distante ali dela era incrivelmente estranho, mas tentou evitar demonstrar algo. Apenas engoliu em seco e prestou atenção nas palavras da outra.
Quando ela disse que precisava falar com ele, assentiu imperceptivelmente e logo olhou ao seu redor, procurando um canto para relaxar o machado. Após isso, limpou as mãos na calça marrom e voltou seus olhos para Brianna. Quase se perdeu naquele brilho do olhar dela, mas tentou se concentrar firmemente no que ela queria. Conversar com ele. Sim, conversar com ele, mas o quê? Descobriria em breve, se conseguisse para de criar raízes naquele mesmo canto. -- Bom, para mim não é tarde. Vamos por ali, sim? -- Apontou para uma parte do quintal em que só tinha uma vista recheada de árvores, porém baixas, que eram engolidas pelo céu escuro e estrelado, com uma lua tão bela que ele quase ficaria impressionado, se já não a tivesse memorizado. O espaço verde estava sendo iluminado pela luz do luar, e eles estavam caminhando para lá. Já estava imaginando que teria de tirar seu casaco para que pudesse botar como forro no gramado, a fim de que não sujasse a bela dama que o acompanhava. Queria que ela continuasse bela, apesar de que mesmo suja ela pudesse continuar bela. Ele foi desamarrando lentamente os laços que prendiam seu casaco aos ombros, mas não andando tão depressa, apenas acompanhando a outra na sua velocidade. Não estava com sono, não estava com pressa.
-- Então, Lady Brianna, eu devo ser mais formal do que sou, ou já posso agir normalmente? -- Simplesmente soltou, não como uma indireta por ela estar, antes, claramente tímida com o pai de Khael presente, mas sim porque queria que aquelas formalidades entre eles parassem. Eles se conheciam bem o suficiente para não precisarem de tantas sutilezas, além das necessárias. Mais do que as formalidades, Khael estava apreensivo para o que ela queria dizê-lo. -- E, aliás, o que tens para me dizer?
The way back home | Brianna&Khael
O frio que cortou o corpo de Brianna era mais do que o frio que repousava em Saafeld. O lugar parecia diferente, mais frio, mais triste. Ela sabia que não era somente em seu reino de origem, mas sim em toda a terra de Gwylia. Era com uma tristeza gigantesca em seu coração que entendia que haviam perdido uma grande proteção e nada mais poderia acontecer para reverter a situação por hora. Enquanto caminhou com outras bruxas, tentando entender e restaurar a barreira, sem qualquer sucesso, tudo que ela pensava era em sua pequena casa e em seu reino de origem. Não, estava mentindo e sabia disso. Pensava em mais. Pensava em Khael também. Não tinha ideia de como ele estaria naqueles tempos, mas confiava que ele era um cavaleiro treinado demais para deixar qualquer coisa o machucar. Sentia tanta falta de ouvir o tom de voz que nem ao menos conseguia pensar. Em seu pescoço, ainda ia o colar que ele lhe dera, mas escondido por baixo de um grande lençol que estava lhe servindo como cachecol, tentando cobrir a pele branca do frio.
Caminhava sobre a grana do seu reino, exausta. Havia caminhando tanto aqueles dias, mesmo com que levando seu cavalo Storm, que sentia que poderia não caminhar nunca mais em sua vida e ainda assim não teria o descanso total que gostaria de ter. Havia sido chamada e nem pensou em não ir, mesmo sabendo o estrago que isso faria em seu relacionamento com o elfo. Quer dizer, se é que o que tinham era um relacionamento, porque nunca conversaram sobre isso. Não tiveram tempo. Suspirou fundo, cruzando os braços sobre seu tórax, confortável em saber que Storm já estava dormindo depois de comer e tomar água. No dia seguinte ela iria dar um banho no animal, mas depois dela própria tomar banho e antes mesmo de comer, saiu de sua casa, andando pela cidade, sabendo exatamente aonde iria.
Era um risco tremendo e sabia disso. Sentia-se cansada, confusa e somente queria ver Khael, mas sabia que o risco que corria era dele nem ao menos recebe-la, mas pelo menos iria tentar. Continuou caminhando, o longo cabelo ondulado como nunca já como o havia acabado de lavar, caindo sobre seus ombros, quase que em um tom prateado por ser noite, enquanto ela caminhava até parar na frente da casa que ela tanto já havia visitado para falar a irmã e mãe de quem agora estava ali procurando. Parou e ficou à sombra de uma arvore próxima, pensando se deveria realmente se aproximar, mas reunindo toda coragem que tinha, se forçou a dar outro passo, voltando para a luz e indo em direção ao grande portão de entrada.
Estava de pernas cruzadas em sua cama, vendo o pôr-do-sol alaranjado tomar conta de sua visão. Era como se ainda estivesse em Gorlan, tirando o fato de não ter um mar tomando conta de metade da vista linda. Aquilo o fazia ficar paralisado, inspirado, de certa forma, mas lembrava-se sempre de cartas e, consequentemente, de Brianna. Ele balançou a cabeça, rindo consigo mesmo. Poderia ser tão bobo assim, ao ponto de ficar vidrado em memórias? Talvez fosse mesmo, mas tudo por causa da falta que ela o fazia. Era estranho estar ali sem a presença de sua melhor amiga... Ele poderia chamá-la de tudo, mas amiga era um termo muito fraco, perto do que ele realmente pensava dela. Ela mais que aquilo, certamente, e até mesmo sua mãe já o tinha dito aquilo. "Uma boa moça, meu filho, boa mesmo!". Poderia ele ir contra as palavras de sua mãe? Nunca.
Agora, o elfo se levantava da cama, fechava a janela, vendo um cenário melancólico e nublado tomar conta do céu, e andava até a sala, a mesma sala em que brincava com seus pais, antes de ir embora por alguns anos, mesmo que curtos, no tempo elfico. Era reconfortante estar em um lugar e se sentir bem nele, melhor ainda com a companhia de sua família, "acessórios" indispensáveis na sua vida. Mas agora, tudo estava estranho. Saafeld não parecia como era antes. Aquele pôr-do-sol, que ele há pouco vira, era uma das únicas coisas belas que ele encontrava naqueles dias por ali. Estava tudo triste, murcho... Aquilo o afetava também, por mais que não demonstrasse. Não poderia deixar de viver por conta de um céu nublado ou isso e aquilo, e foi assim que seu pai o chamou para catar mais alguns galhos por perto. A lareira estava falhando e o frio começava a entrar na casa, fazendo-o encolher-se de súbito, mas assim foi, carregando um machado por seu ombro e acompanhando o som que seu pai fazia com a boca, num assobio musical. Trocava algumas palavras com seu pai, por mais que fossem poucas, e quebrava alguns galhos das árvores com o machado, enquanto seu pai pegava-os.
Ia contra as leis deles fazer mal à natureza, por isso pegavam somente os galhos, sabendo que cresceriam de novo e mais fortes. Era isso, morrer de frio ou acabar com uma árvore inteira, para gastá-la em apenas uma noite. Um desperdício, de fato, mas era o que faziam em Gorlan, e aquilo mexia com ele de uma forma incomensurável. Assim que voltavam para casa, com Khael segurando alguns galhos, não tantos quanto seu pai, por estar também com o machado em mãos, eles viram uma figura esbelta na frente de casa. Era loira, pelo que tinha notado dos cabelos, mas estava escondida. Por que? Estaria vigiando a casa? Marcando sua mãe? Tal pensamento o fez tremer e andar um pouco mais rápido, mas logo quando viu a mesma figura se movimentando para a porta, ele congelou. Engoliu em seco ao ver que era Brianna, e quando foi chegando mais perto, apenas olhou para o pai meio desconfiado. O velho sorriu em resposta, fazendo Khael rir baixo, só aí deixando os galhos no chão, logo levantando e fitando os olhos azuis da outra, com um sorriso torto nos lábios.
Know where I wanna be, but I'm far from home // Khael plus Angelique
Podia sentir a ponta de seus dedos, agora vermelhos, ardendo. Seus braços continuavam flexionados em busca de sua última flecha, e Angelique tentava ser forte e ignorar as dores, não só em seus dedos, como em seu corpo todo, praticamente. Prometia a si mesma que seria a última vez que tentaria acertar o pequeno circulo branco que ela mesma havia pintado na árvore grossa a sua frente. Já era tarde, e, mesmo que quisesse muito permanecer ali, tinha que voltar para o castelo pois poderia despertar a curiosidade e desconfiança de alguns.
Estava pronta para apontar a última flecha de sua aljava quando um calafrio percorreu sua nuca. Seus longos cabelos loiros a protegia, de certa forma, de um vento frio que pudesse vir a tocar-lhe a pele. Era estranho. Puxou a flecha em seu arco e voltou a sentir o tal vento frio mais uma vez. Franziu o cenho, deixando que seu braço pendesse e o arco caísse de sua mão, logo levando-a até os braços nus. Angie podia sentir os cabelinhos de sua nuca arrepiarem, os galhos mais leves das árvores balançarem bruscamente, os pequenos animais da floresta correrem para as suas tocas e refúgios. Não estava certo, não era nem de longe inverno, e mesmo que fosse, ele não era tão violento assim, a ponto de fazer com que os próprios animais, os donos da floresta, procurassem se refugiar tão rapidamente e tão de repente. Algo estava errado, aquela parte da floresta não era perigosa, era protegida pela barreira mágica. A elfa passara a frequenta-la durante anos, treinava ali e nunca encontrara nada de tão perigoso, apenas predadores a procura de suas presas, nada que tenha apresentado grande ameaça.
Abaixou-se para pegar o arco novamente quando notou uma movimentação diferente de tudo que tinha visto durante muito tempo. Seus olhos voltaram-se para cima involuntariamente, enquanto sua mão tateava a grama a procura do objeto. Podia sentir a força da natureza sendo penetrada, nunca havia sentido isso antes, era algo frio, vindo da escuridão, mas não conseguia identificar e nem decifrar. Levantou-se rapidamente, juntando suas flechas restantes e as colocando na aljava, ajeitou a pequena adaga no cinto, levando apenas o arco em mãos.
Estava, de fato, desconfiada. Seus olhos verdes não paravam quietos, procuravam a resposta para toda aquela movimentação diferente nas terras de seu reino. Os pés apressavam os passos na grama abaixo de si, sua respiração ficara ofegante de repente e abraçava-se involuntariamente quando sentira algo passar de raspão por sua cabeça. Seus cabelos da nuca se eriçaram e a princesa virou-se rapidamente, quando viu ao longe uma figura com um tubo comprido em mãos, vindo em sua direção. Para Angie, qualquer pessoa que vinha daquela direção era um forasteiro ou um exilado, e exilados significavam praticantes de magia negra. Esse pensamento fez sua mente, de fato, parar de trabalhar.
Levantou a barra de seu vestido para não tropeçar no pano comprido. Suas pernas e pés se moviam tão rapidamente que a princesa elfa se perguntava como conseguia; Angie não sabia para onde estava indo, só sabia que corria em frente, apenas em frente. Os cabelos fecharam-lhe a visão quando uma dor atordoante percorreu sua perna esquerda e a loira gritou desesperadamente. O arco, que antes estava em suas mãos, havia sido lançado para sabe os Deuses onde; a elfa tropeçara nos próprios pés e caíra na grama verde abaixo de si. Deuses, por que tinha de ser desastrada logo naquele momento? Tentou levantar-se, mas quando virou-se para olhar a figura que se aproximava mais ao longe, sua visão captou uma imagem pior do que aquela: seu tornozelo esquerdo estava completamente ensanguentado. Talvez pela adrenalina, a dor não transparecia por completo, mas o desespero tomou conta da loira quando notou a presença da criatura se aproximando, e ela ainda permanecia ali, jogada no chão sem conseguir pensar. Rastejou no chão a procura de um apoio para se levantar e correr, e o fez o mais depressa possível, mesmo com o tornozelo ferido. Ainda não tinha certeza do que tinha-lhe perfurado, mas não iria parar para descobrir. Corria sem rumo e sem olhar para trás, até que viu, ao longe, uma casinha simples, abandonada, de algum elfo que preferia privacidade perante o resto da civilização de Saafeld. Um suspiro fraco de alívio saiu de sua boca e a elfa correu pelas árvores tentando despistar o bruxo que a perseguia, adentrando de uma vez a velha casa no meio da floresta.
À medida que seus passos apressavam, o frio também se apressava em atingir a nuca descoberta de Khael. Já tinha desistido de olhar para trás, temendo sabe-se lá o que pudesse estar seguindo-o, se é que alguém estava. Foi andando pelo mesmo caminho, sem desviar, mas ouviu risadas. Aquilo foi o ápice, foi tudo o que ele precisou ouvir para virar-se de súbito e olhar em volta. Não tinha nada além de árvores, folhas e a escuridão caindo. Ele olhou para cima. O céu estava nublado, muito enegrecido, e então apenas voltou seus passos de volta para casa. Desta vez, quase podia vê-lo correr, pela pressa que demonstrava.
Ele ouviu mais passos e olhou para os lados, era uma mulher... E o mais chocante se seguia: um bruxo. Ele não tinha tanta pressa quanto Khael ou a moça, mas parecia tão disposto a pegá-la quanto um faminto por comida. O elfo se abaixou perto dos arbustos, andando agachado e visualizando a cena à sua frente. De repente, viu-a cair, e xingou-se por não estar fazendo nada. Mas o que haveria de fazer desarmado? Apenas atrair a morte para ambos, e rápido. Ele não queria ninguém, além do bruxo, machucado, e então, quando viu que ela estava ferida no tornozelo, sangrando, foi que começou a andar para perto de onde a cabana estava. Tomava cuidado com os passos, silenciosamente chegando na porta de trás, e vendo se o bruxo não o tinha visto. Se sim, não estava mais ali, talvez já estivesse na porta da frente, apenas sendo segurado pela moça, mas não parou para pensar sobre.
Khael abriu a porta rapidamente, entrando na cabana e fechando-a, dando um suspiro de alívio. Ele ainda estava na cozinha, provavelmente a loira estaria ainda na sala, e foi para lá que ele se dirigiu, chegando na entrada da cozinha e olhando para o outro lado do corredor, sem ser o da sala, para certificar-se de que o bruxo não estava ali dentro. Se ajeitou no meio do corredor e depois virou a cabeça para a direção da sala.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Know where I wanna be, but I'm far from home // Khael plus Angelique
Ele apenas se virou, sorrindo para a loira que agora deixava para trás. Em uma última olhadela, Khael quis deixar nítido que ainda voltaria, porque ele sempre voltava, mas, no caso desta, era mais do que certo voltar. Contudo, gostava de deixar aquele clima no ar, ainda mais quando se tratava da bruxa. Ele havia caminhado de sua casa até a floresta, bem onde Brianna morava, após receber o pedaço de torta de limão que sua mãe havia feito. Mas não era para ele, ah, não. Tratava-se de um pedaço para a loira, e como esta não gostava de incomodar — mesmo não incomodando em nada —, Khael se prontificou a levar até sua casa pelo menos uma sobremesa. Achava-a boba por pensar que, de alguma forma, fazia incômodo, mas sabia que aquele era o jeito de ser dela, este o qual gostava mesmo assim.
O elfo agora estava de mãos vazias, olhando reto e contemplando a floresta. Lembrava-se das vezes em que corria por ali, brincando com seus amiguinhos de infância, mas que agora tinham outras coisas mais importantes para tratar, ao invés de perder tempo correndo pela floresta. Aliás, até Khael tinha mais o que fazer. Apenas sua memória de infância que lhe dava o prazer de relembrar tais acontecimentos que contribuíram para que ele se tornasse o homem de agora. Não que correr pela floresta seja algo produtivo, mas sim o quanto ele aproveitou fazendo isso. Agora estava ali, pisando nas folhas velhas e nos galhos que caíam gradativamente, tentando não se perder no meio daqueles passarinhos cantando.
Mas era impossível ele se perder. Impossível ele errar. Não era a primeira vez que ia para a casa da bruxa, e certamente não seria a última, então o caminho já lhe era um conhecido recente. Ele andava de cabeça baixa, pensando em bobagens que certamente se censuraria na presença de certas pessoas, mas que ali, sozinho, era inevitável não pensar. Passou a mão rapidamente pela nuca, sentindo um frio repentino por volta. Ele olhou, em busca de alguém, mas só viu o céu ficando nublado. "Inverno?… Já?", pensava, olhando para cima, revezando para os lados e pela trilha onde andava também. De repente se encolheu, abraçando-se e apressando o passo. Khael se fixou no horizonte de árvores, uma região obscura e que ninguém arriscava se aventurar. Balançou a cabeça algumas vezes, como se tentasse dispersar maus pensamentos, e continuou seu trajeto, ainda de passos largos e firmes.
De volta para Saafeld // POV
Sua mãe, irmã e pai, não saíram de seu encalço. Sempre presentes com ele durante os eventos que se realizaram em Clonmel, Khael não podia reclamar da falta de proximidade com que os quatro se situavam. Ele queria mais do que tudo rever sua família, e aquela oportunidade lhe caiu perfeitamente como uma armadura prateada, a mesma que ele havia usado na guerra há anos. Agora, esta estava aposentada já iriam fazer mais outros tantos anos. Contudo, não fora só sua família um motivo bom demais para o fazer viajar. Claro que ele o faria, se só assim fosse, mas houve uma contribuição a mais. Se tinha uma coisa que ele não cansaria de falar era do quanto Brianna o fazia bem. Desde o primeiro dia ao último, tudo ocorreu de um jeito inimaginável. Ele não achava que iria ser daquele modo, mas agradeceu fortemente por assim ter se concretizado.
Se não fosse pelo clima estranho que ele tinha dado à "amizade" dos dois. Na noite anterior, no baile de máscaras, ele certamente deveria ter estragado tudo. Só de se relembrar, se arrepiava dos pés à cabeça, e logo passava a mão na nuca para aliviar a tensão, como se fosse possível. Mas uma coisa era óbvia e nunca errada: o que foi feito, não pode ser desfeito. Portanto, teria de arcar com suas atitudes até quando não pudesse mais. Sentia-se mal, pois no trajeto quase não falaram, talvez fosse a timidez que ambos carregavam, além de suas próprias roupas e bagagens, e, de vez em quando, tentava quebrar o silêncio com algum comentário inútil, típico do elfo. Assim se seguiu, naquela agonia presa em sua garganta, impossibilitando de ele ficar quieto.
Foram alguns dias de viagem até Saafeld, mas pareceram-lhe longos demais -- talvez pela mesma agonia, ainda contida em sua garganta. Ele sorriu largo e agradeceu aos Deuses, quando viu a floresta de C'vuc ficar para trás, terminando o trajeto e dando ampla visão do castelo da região. Tudo em Saafeld era pleno, branco e reluzia alegria de longe. A cidade, assim que ele adentrou o local, se preencheu de pessoas que descarregavam suas trouxas nas casas e se reconfortavam no lugar de origem. Em alguns minutos, Khael fora reconhecido por boa parte da população, pelo menos a mais velha e/ou de idade mediana. Alguns até tinham sido seus companheiros de traquinagens e ele se sentiu feliz em revê-los. O resto do dia se seguiu assim: o elfo sendo bem recebido por seus conhecidos, por sua família, pela sua "melhor-amiga-mais-do-que-colorida" e pelo rei, que o havia mandado há tantos anos para um feito, e que ele havia falhado em lhe entregar no prazo. Apesar disso, e pelas desculpas que pediu ao bom homem e governante de Saafeld, Khael ficaria ali por alguns tempos... Quem sabe aqueles bons tempos se estendessem para mais alguns bons tempos, e assim por diante.
One step closer // Briel {Flashback}
– Então deixe-me ser um mistério em forma de mulher para que possa continuar voltando para mim. – Falou de um jeito simples, sem qualquer segunda intenção, apesar de saber e estar ciente de que estava ultrapassando um pouco a linha ao falar aquele “voltando para mim”. Sorriu, tentando esconder que seu rosto estava esquentando pelo que falou em seguida ao que Khael havia falado sobre gostar de um mistério e não ter contado ainda a mãe e a irmã que para Saafeld com eles. Em seu coração, gostaria que ele tivesse contado porque assim certificaria que viajaria com eles, como se não pudesse pensar na hipótese dele não voltar ao reino de ambos com ela. Era loucura e sabia disso muito bem, mas não conseguia mais pensar com clareza sobre isso. Não tinha qualquer peso suficiente na vida do outro para lhe pedir realmente que fosse com eles, dando-lhe mais alguns dias de sua presença, mas queria. Desejava. E também gostava que ele tivesse tido a ideia enquanto conversava com ela. Era contraditório, mas não tinha mais como negar tudo que passava dentro de sua própria cabeça.
Para sua surpresa, Khael girou-a novamente e então a puxou, fazendo com que deixasse seu corpo ir, encostando no dele, sentindo o calor embaixo das roupas. Apertou instintivamente a mão no ombro másculo do companheiro de dança, somente dando-se conta que ele estava levando-a para a porta quando já estavam lá. Parou de mover-se, ouvindo o que ele dizia, sentindo um prazer desconhecido em ouvir tais palavras. Não respondeu nada, somente soltou o corpo do outro (mesmo que isso fosse contra o que queria) e logo deu a volta em torno dele, indo para as costas. Ficou na ponta de seus pés, levantando sua mão. Poderia usar magia e desprender o nó do laço da mascara dele assim, mas não queria. Queria tocar nos cabelos dele e assim o fez, puxando a fita do laço. Quando estava na ponta dos pés, precisou de apoio, por isso sua outra mão apoiou-se no meio das costas do elfo, sentindo ainda mais o calor que vinha do corpo dele, ou, talvez, fosse somente a sua imaginação.
Quando retirou o laço, levantou essa mão também, segurando os laços do objeto e puxou-a par suas mãos, voltando a ficar sobre a planta dos pés, olhando as costas de seu… seu o que? Amigo? – Nada iria me agradar mais do que isso, Meu Lorde. – Falou formalmente, mas não era seu instituto colocar distancia entre os dois, ao contrário. Falou de um modo arrastado e dócil, como se estivesse realmente esperando que Khael a levasse para os confins de Gwylia, se fosse o caso. Suspirou fundo, segurando as mascaras com as duas mãos, sem se mover, para bem nas costas dele e esperando que ele virasse de frente, o rosto levantado ainda com sua máscara cobrindo as bochechas vermelhas.
Ao ouvir aquelas palavras da bruxa, Khael primeiramente apenas a olhou firme, depois se deu conta de que estava fazendo besteira em olhá-la enquanto pensa. Ela tinha dito, realmente, algo para que ele voltasse sempre para ela ou era sua mente o perturbando com coisas que ele não queria fazer e que, certamente, iriam constranger a amiga, sem contar que poderia destruir aquele vínculo sincero que tinha com ela. De todas as formas, daria-se mal, principalmente por ele ser... Ele! O desleixado, desastrado e levemente tímido, Khael de sempre. Este deixou que ela desse a volta para trás dele, e sabia que ela iria tirar a máscara dele, portanto ficou relaxado, sorrindo consigo mesmo e esperando a máscara cair de seu rosto para suas mãos. Porém, não aconteceu. Ela puxou a máscara para ela, e Khael se virou para a mesma, de imediato, logo procurando os olhos azuis desta para se afogar. Adorava os olhos dela. Ou era somente porque lembravam-lhes os de sua humana? De qualquer que fosse o modo, ele gostava de olhá-la.
Como em retribuição, o elfo se aproximou dela, mas não precisou dar a volta para ficar atrás da mesma, pois suas habilidades naturais eram óbvias e ele apenas estendeu as mãos para trás da cabeça dela, desfazendo o laço da máscara dela e a puxando para suas mãos. Assim, pode ver melhor o rosto dela, corado e totalmente liso, sem qualquer defeito. Quem quer que olhasse para ela agora e tentasse apontar um dedo para criticá-la, seria impossível ter razão nas palavras, uma vez que Brianna tinha, realmente, se empenhado em parecer bem no seu primeiro baile. Khael esperava que estivesse indo pelo caminho certo, ajudando-a aproveitar a noite e tudo mais que concretizasse a felicidade dela. Ouvi-la chamá-lo de Lorde era quase como uma brincadeira aos ouvidos dele, mas vendo-a ali, tão sincera e simples, fê-lo levar a sério. Sorriu em troca, como ainda não tinha parado de o fazer, e pegou a máscara dele da mão dela, oferecendo seu braço para que ela segurasse.
-- Uma volta pelos jardins de Clonmel, sim? -- Perguntou-lhe calmamente, sem qualquer exagero na voz ou entonação maior do que a normal. Foi do seu jeito: simples e ligeiro, inclinando a cabeça só um pouco na direção dela, afim de que esta o escutasse. Só estava esperando ela aceitar para que, então, descessem as escadas e começarem uma caminhada, da qual Khael não fazia ideia de como iria arranjar assunto para prolongar a conversa ou não fazê-la ficar entediado com ele.
One step closer // Briel {Flashback}
Não pode deixar de notar que o parceiro de dança parecia observá-la e perder-se em seus pensamentos, fazendo-a imaginar o que ia a sua mente. Observou o rosto e as feições tão másculas e bem feitas que combinavam perfeitamente com o tom verde de seus olhos. A bruxa acreditava piamente que os olhos poderiam falar e por isso, apesar de amar os olhos de seu amigo, desviou o próprio olhar, com medo de que ele pudesse, de alguma forma, identificar o que ela havia pensado e o que ainda estava pensando. Era um despudor e ela sabia muito bem, por isso voltou a concentrar-se no que ele dizia, falando sobre ter esperado ela aprender a dançar para não pisar em seus pés. O argumentou provocou um pequeno riso em Brianna, que estava pronta para responder Khael quando então ele a girou. O riso se perpetuou, fazendo-a rir um pouquinho mais alto, fazendo o circulo que o amigo também fazia. Provavelmente continuaria rindo até que, sem qualquer expectativa, foi puxada para ele com força, a fazendo chocar-se contra o tórax largo dele. Por um breve segundo precisou prender a respiração, levantando o olhar azul para encontrar com os traços do rosto que já estava decorado em sua mente.
Não tinha mais vontade de rir e não por não estar se divertindo, porque estava e muito, mas sim porque estava consciente do corpo de Khael tão próximo do seu. Outro breve segundo e ele afastou-se, dando espaço para olhá-la nos olhos, mas tudo que desejava era voltar para mais próximo dele novamente. Os pensamentos explodiram em sua mente, dando certeza de que estava em parte enganando-se. Adorava o amigo, sim, com toda a certeza que sim, mas não era só isso. Podia não ser conhecedora de assuntos sentimentais pelo simples fato de que não havia se envolvido com homem nenhum durante sua breve vida, mas, não podia mais negar que desejava algo que não entendia o que era. Poderia ser paixão? Sim, poderia, mas também acreditava que admirava Khael pelo homem que era, o que descartava somente querer o corpo dele.
Engoliu em seco, sorrindo para ele quando falou, tentando se concentrar em esconder todos os pensamentos de sua mente, sem querer pensar que era uma mulher leviana disposta a perder uma pessoa bastante importante em sua vida em troca de alguns beijos, porque sabia que o amigo ainda era apaixonado por uma mulher. Sabia que seu mais próximo amigo ainda pensava e cultuava a lembrava de sua amada e jamais, absolutamente jamais iria tentar manchar sua amizade com ele. Por isso, fixou-se em nada demonstrar, sorrindo amplamente e concentrando-se na conversa. Teria bastante tempo para recriminar-se sobre os pensamentos impuros que estava tendo com o condutor da dança. – Se nada der certo, sempre posso me tornar uma velhinha que dá aulas de dança em sua escola, Khael. – Falou o nome dele arrastado, inclinando o corpo um pouco em sua direção e deixando que encostasse no dele brevemente, seguindo o ritmo da música e sentindo toda a excitação que vinha junto.
Um casal ao lado esbarrou o cotovelo em Brianna, fazendo-a olhar para o lado e vendo o jovem casal dançar mais animado do que até mesmo a melodia da música. Seus olhos azuis acompanhou o casal por alguns instantes, voltando a olhar para Khael em seguida. – Me pergunto o que Anne e sua mãe falaram quando afirmou que voltaria conosco para Saafeld. Aposto que quiserem dar uma festa. – Sorriu, fazendo um gesto com a cabeça e uma mecha de seu cabelo ficou por trás da máscara que cobria quase que seu rosto inteiro. – E eu nem ao menos irei cobrar de ninguém de sua família a minha ideia de levar-te conosco de volta a nosso reino. – Riu em um tom bem baixo em seguida, deixando claro que era uma brincadeira. – E quando estiver lá, irei levar-te também para conhecer os arredores de onde moro. É perto de um pequeno lado. Acho que você irá gostar. – terminou de falar, agora completamente envolta na conversa que estava travando com o elfo, se deixando levar pela dança, bem quando os casais ao lado começarem a dar as voltas necessárias para continuarem dançando ao som da música.
O rosto de Brianna brilhava em diversão, ele podia ver nitidamente. Aquilo o fazia sorrir também, era quase que automático. O que estava acontecendo com ele? Por que sorrir bobamente por causa de outra pessoa que fazia o mesmo? Era tolo por fazer aquilo, sabia bem, mas era irrevogavelmente difícil não fazê-lo. A cada passo de dança, ele se envolvia mais e mais, prestando atenção no que ela falava, mas respondendo-lhe só depois, após digerir tudo o que ela disse. -- Ahm... Elas ainda não sabem. -- Ele fez uma careta, franzindo o nariz e entortando os lábios, enquanto seus olhos se espremiam no ato, mas sem deixar o ar simpático esvair. De fato, não tinha dito ainda que iria voltar para Saafeld, pelo menos por algumas semanas, mas sabia que a reação de sua família não seria outra além de um festejo que fosse, aonde fosse e como fosse. Só sabia que teria, sim, um festejo para a volta dele, mesmo que temporária. -- Pretendo contar-lhes quando minhas malas já estiverem prontas para que eu parta com vocês. Gosto de um mistério. -- Ele assentiu levemente com a cabeça, rindo com o que dissera, como se fosse muito mistério ele viajar para Saafeld. Na verdade era tudo aquilo que ele precisava para sair de Gorlan de vez, mas não queria deixar o lugar, tampouco deixar de visitar seus pais, mas aquela era a chance e ele não desperdiçaria, ainda mais agora.
-- Hmm, se eu fosse você cobrava. -- Ele riu em troca do riso dela, se envolvendo na brincadeira assim como ela, e àquela altura era algo muito normal de se acontecer entre os dois. O elfo assentiu quando ela lhe explicou que iria levá-lo para conhecer os arredores da casa dela, em Saafeld. Já estava completamente excitado com a viagem, e nem ao menos a noite tinha acabado. "A noite...", pensou, arregalando os olhos de súbito, mas logo relaxando para que ela não se perguntasse o que ele pensava. Ele pegou a mão de Brianna, segurando-a do mesmo jeito de antes, quando estava prestes a girá-la, e o fez novamente, de modo que visse os cabelos loiros da bruxa rodarem e brilharem na frente de Khael, fazendo-o sorrir ternamente. Sem delongas a puxou para perto de novo, mas procurou a porta de saída, que antes tinha sido a de entrada, para que pudessem respirar sem se encostar em mais algum casal dançante do salão. Assim que achou, ele parou um pouco de dançar, mas ainda segurando-a na cintura e mão. -- Antes que me mostres os arredores de sua casa, deixe-me lhe mostrar esta noite bela, carregada de estrelas. Além do mais, não me dou com máscaras. Elas incomodam, em todos os aspectos. -- Disse-lhe com uma voz calma, mas precisa, só esperando a afirmação dela ou uma atitude da mesma para que saíssem do local e respirassem melhor. De fato, a máscara o incomodava muito, pois apertava na lateral da metade de seu rosto que estava coberta pela mesma. Era agoniante saber que tinha de se esconder com um acessório descartável como aquele, e mesmo que adorasse um mistério, esconder-se era demais para Khael aguentar.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
{Flashback} A thousand silhouettes dancing on my chest || Alice & khael
Alice deixou que a lembrança do momento divertido com Lewis no barco trouxesse um sorriso à sua mente, baixando um pouco a cabeça para observar os pés de Khael debaixo dos seus, conduzindo a dança. Logo voltou a levantar a cabeça, ainda sorrindo, e encarou o elfo, que também parecia rir de sua história. Era engraçado ver como o rapaz se envolvia na história, quase parecendo partilhar de suas lembranças. A garota não pôde se impedir de perguntar se ele mesmo já havia feito muitas travessuras quando criança, ou se, como várias pessoas sugeria, os elfos eram criaturas mais voltadas para a magia da natureza e preferiam não correr riscos nenhum. Fazendo uma nota mental para que não se esquecesse de perguntar, Alice olhou para os outros casais enquanto sentia Khael dando um giro em torno de si mesmo, entendendo que seria complicado para ele girá-la. A música, como qualquer outra melodia, atingia seu clímax, e a morena sabia que logo a dança teria fim. Não sabia se o elfo teria outros compromissos, mas não gostaria de prendê-lo pelo resto da noite.
Riu mais um pouco, dando de ombros enquanto pensava em como responder. - Bom, nós demos um jeito - respondeu, brincalhona. - Sabe, posso ser muito boa em enganar pessoas, e Lewis também não fica para trás, embora não tenhas as ideias mais brilhantes - o tom de riso era quase palpável em sua voz, e Alice decidiu que gostava muito mais desse clima do que da atmosfera melancólica que por pouco não se instalara sobre os dois. - Talvez os marujos tenham desconfiado, mas não eram lá muito espertos, então, não senhor, eu não me afoguei, muito obrigada - respondeu, assentindo com a cabeça enfaticamente, para corroborar sua fala, um sorriso de lado em seu rosto, enquanto observava o rosto de Khael. Ouviu as palavras do rapaz, e seu sorriso atenuou-se, tornando-se mais tenro. - Vais fazer, Khael, tenho certeza. Grandes coisas, afinal, vindo de você… - tentou gesticular um pouco para ele, sem comprometer a posição da dança. - E tenho certeza de que já fizestes coisas que valham a pena lembrar. Podem até ser mais ousadas que as minhas… - riu mais um pouco, mas não como se duvidasse, e sim como desafiando-o a negar tal fato.
Ele prestou bem atenção no que ela falava e a todo momento com o sorriso largo no rosto. Estava adorando a conversa agradável e ao mesmo tempo se divertindo com a história de Alice ter vindo clandestinamente. Quando ela falou que era muito boa em enganar as pessoas, Khael sorriu mais abertamente. -- És boa em enganar as pessoas, não és? Será que algum dia já me enganastes e eu não sei? -- Arqueou uma sobrancelha, como se realmente insinuasse aquilo, mas era claro que ele não pensava mal da garotinha. Ela parecia jovem e pura demais para agir assim. O elfo sabia que a menina tinha um coração de ouro e muito bondoso, até mesmo pela história que ela carregava em suas costas - a qual ele não tinha total conhecimento, mas sabia o suficiente para afirmar que, sim, ela era uma alma boa, em meio a tantas que não prestavam -, por isso nunca, realmente, chegou a duvidar das coisas que ela lhe dizia ou tinha lhe dito.
Ouviu as palavras de conforto da outra e amenizou seu sorriso para um mais relaxado, porém não menos feliz, fazendo seus olhos se espremerem e suas bochechas se erguerem. -- Não tão ousadas, mas ousadas, ainda sim. Um dia você irá me entender, pequena Alice, um dia. -- Ele proferiu com aquele tom misterioso de sempre, sua voz calma e próxima de modo que ela pudesse ouvi-lo sem forçar-se demais. Claro que ele se referia ao seu amor de antes, perdido, e que a garota ainda tinha muito o que viver para vivenciar aqueles momentos, tais como Khael vivenciou. Eram momentos únicos, ele sabia, e ela saberia futuramente, quando fosse o momento, era sabido. -- Aliás, você terá muitos anos mais para viver outros momentos bons e que irás lembrar pelo resto de sua vida. Façamos assim... -- Ele continuava a dança calmamente, no ritmo da música e sem falhar, sempre concentrado no que fazia ao mesmo tempo. -- Pelo tempo em que convivermos juntos, próximos, iremos meio que competir quem se aventura mais. Mas não forçaremos tanto, apenas iremos aceitar aquelas coisas que nos forem oferecidas pelos Deuses e que estiverem ao nosso alcance, combinado? -- Ele propôs, com uma sobrancelha arqueada e o brilho em seus olhos, o mesmo brilho que ele tinha quando ficava ansioso ou alegre com alguma coisa ou ideia.
{Flashback} A thousand silhouettes dancing on my chest || Alice & khael
Alice quase podia sentir o peso da atmosfera que criara com sue murmúrio, já que até mesmo Khael tinha parado de sorrir. Imediatamente, sentiu-se responsável por ter arruinado a diversão deles, e baixou os olhos para o chão, ainda sentindo-se balançar ao ritmo da música, que já começava a soar triste aos seus olhos. Felizmente, no entanto, o elfo pareceu colaborar com sua tentativa de mudar de assunto. A camponesa ergueu a cabeça, retribuindo o sorriso dele, assentindo para sua sugestão e ajeitando seus braços, para que ficasse em uma melhor posição para a dança, imitando uma lady um pouco distante de si, mas com um vestido de um tom de amarelo nada discreto.
À medida que a música ficava mais animada e os casais ao redor deles rodopiavam mais rápido, a alegria foi voltando ao peito de Alice, e ela pôde sorrir mais sinceramente, chegando à conclusão de que não valia a pena se incomodar com detalhes de sua vida que não mudariam, não importando o quanto ela reclamasse. A morena decidira aproveitar o presente, o reino no qual estava e a companhia de um ótimo amigo. Se tivesse ficado em casa, nunca teria a oportunidade de ver aquilo, então, sem sombra de dúvida, o que estava vivenciando compensava qualquer desavença familiar que pudesse surgir. Deu uma risada com a fala de Khael, sabendo da “elevada longevidade” dos elfos. Perguntou-se, todavia, se o rapaz não se sentia triste por saber que a maioria dos indivíduos que ele conhecia agora morreriam em breve. Por outro lado, sua família também viveria para sempre, o que seria ótimo. Menos, é claro, para pessoas que tinham a família desestruturadas, como a própria Alice. Ela não aguentaria viver para sempre com as coisas do jeito que estavam.
Não falou nada. Não queria estragar a tentativa do menino de trazer de volta a leveza da conversa, então apenas manteve o sorriso no rosto com as falas dele, assentindo para concordar, ainda pensando que, mesmo séculos depois de sua morte, Khael estaria vivo - isso, obviamente, se ele não morresse em alguma batalha, mas o elfo se meter em algum atrito com outra pessoa seria algo muito difícil -. Deu de ombros quando a pergunta sobre sua viagem surgira, virando um pouco a cabeça para olhar o salão, procurando mais alguém conhecido para compartilhar o momento. Não achando, a garota voltou a fitar o amigo. - Bom, tenho que admitir que foi meio desconfortável. Passei quase toda a viagem no porão do navio, me escondendo, já que era uma clandestina. Quando estávamos quase chegando, no entanto, Lewis achou-me e me ajudou a não ser jogada para o mar. - riu um pouco, lembrando-se da situação, e balançou um pouco a cabeça, em divertimento. - Ele disse aos marinheiros que eu era sua ajudante e que ficava enjoada em alto-mar, por isso tinha me escondido no porão - completou, rindo enquanto dizia as palavras, em um tom de voz que insinuava a loucura do moreno, como se quisesse que Khael concordasse com ela.
Quanto mais interagia com Alice, mais o elfo se intrigava. Ele tinha mais idade que ela, mais experiência... De vida, somente, pois qualquer outra experiência ele poderia, normalmente, perder para ela. Agora via o quão aventureira a garotinha era, mas não sentia inveja dela e sim orgulho. Sentia-se feliz por ela fazer as coisas que ele não pode, culpa de sua amargura contida e que o impedia de viver, antes, os cinquenta e um anos de sua vida que foram embora em um castelo, trancado em seu quarto e olhando a lua como se fosse tudo o que ele pudesse fazer. Claro que ajudava com o que a rainha precisava, ainda mais pelo rei ter adoecido, mas não mudava o fato de que era só isso e pronto. Nada mais acontecia na sua vida chata, o que o deixava chato também, imaginava. Do outro lado estava Alice, que não era perfeitamente bem vivida, mas tinha uma boa vida. Poderia parecer confuso, mas era um fato inegável. Ela tinha mais experiência de aventuras, ação e tudo mais que Khael poderia ter feito, e tudo porque ela fazia o que ele não fazia, por mais que não fossem lá tudo aquilo que ele pensava, mas era o que ele pensava.
Ele assentiu com a cabeça, rindo junto com ela a cada palavra que esta proferia. De fato, era engraçado, pois Lewis sabia se virar como ninguém, e para ajudar aqueles que eram seus amigos, Khael imaginava que ele fizesse o que estivesse ao seu alcance, claro. Ajudar com que Alice não fosse jogada ao mar, foi um ato de amizade mesmo, mas ainda sim a ideia fazia o elfo rir, por mais inocente que ele fosse naquele momento, sem pensar se a garota iria ou não suportar ficar nadando para sempre - um exagero de sua parte pensar aquilo, depois -. -- E como foi a reação dos outros? Que eles acreditaram, eu sei que sim, pois aqui está você e não está com cara de que se afogou há três dias atrás. -- Ele riu novamente, ao pensar naquilo. Estaria ele sendo infantil demais ou apenas se deleitando com a história dela? -- Espero ter minhas chances de fazer essas coisas, que me façam rir de mim depois. -- Logo foi amenizando o sorriso, ficando menos entusiasmado do que antes, mas ainda sim com a alegria em seu rosto. -- É muito bom ter coisas agradáveis que se lembrar. -- Assentiu com a cabeça, com a mesma alegria de antes, ainda. Ele então se deu conta de que ainda estava dançando com ela. Não queria rodá-la, pois, por ser menor que ele, haveriam desavenças de encaixá-la novamente naquela posição, em cima de seus pés e firme, então apenas foi girando com os pés, à medida que a dança fluía no salão.
One step closer // Briel
Sentia a mão de Khael em sua cintura, acariciando sua pele por cima do vestido branco. Não entendia porque isso a afetou tanto quanto ele falando que era a mulher mais bonita do baile de máscaras. Não queria pensar, reforçando a ideia de parar de pensar, principalmente bobagens. Ficou em silêncio, deixando o som da música que tocava no lugar, junto com o barulho das conversas que aconteciam entre os outros casais que dançavam tomarem tudo ao redor deles, até que parou, sentindo o elfo puxá-la para frente dele, levantando o rosto um pouco para fazer seu olhar azul profundo encontrar o verde claro dele. Deixou que ainda levantasse sua mão, aquela mesma que estava segurando a dele e sorriu, abaixando o rosto por alguns segundos, observando as botas enquanto movia os pés de acordo com o movimento que observou os dele fazer, como se estivesse olhando e aprendendo o que deveria falar. – Oh, pelos Deuses, Khael. – Falou, levantando o rosto e sorrindo, o olhar encontrando o dele e ouvindo-o contar sem parar, o que a fez sorrir mais ainda. – Às vezes eu não sei o que fazer com você. – Falou antes que conseguisse controlar-se, para, um segundo depois, questionar-se se não havia falado algo que ela não poderia explicar e por isso começou a falar, junto com o elfo. – Um, dois, três. – Falou pausadamente, observando o corpo tão esbelto e firme de seu amigo mover-se à sua frente. – Um-dois-três. – Pronunciou em sequência, muito mais uma brincadeira do que realmente contando, rindo novamente em seguida.
Um momento depois, moveu o corpo para frente, ficando um pouco mais próxima, ainda dançando. Parecia ser dotada de um natural para tal façanha, provavelmente levado pela leveza de seu corpo e dos gestos com os quais me movia. O cabelo longo dourado, preso para trás, se moveu por sobre seu ombro, caindo por cima do decote do vestido, o qual a bruxa não pareceu dar-se conta, de tão envolta no que iria falar na sequência. – Meu Lorde não vai tentar me girar e essas coisas? – Perguntou em um tom bastante leve, inclinando o rosto para frente, quase como se fosse falar um cochicho, um segredo. Ainda tinha esse sorriso pequeno e travesso no rosto, como se realmente estivesse outro segredo guardado para falar sobre o amigo, quando afastou-se, levada outra vez por mais um passo de dança cadenciado de acordo com o ritmo imposto pela música e a findada contagem de seu parceiro.
O pensamento estava residindo completamente no presente, ocupada em dançar e gravar tudo que estava acontecendo ao seu redor com Khael no centro de tudo. Moveu a cabeça em um gesto gracioso, levantando o rosto em seguida. – Quando voltarmos para Saafeld, você poderia abrir uma escola de dança. Aposto que você teria bastante alunas. – Novamente foi um pouco para frente, deixando-se levar pela dança.
Aquela voz doce atravessou para seus ouvidos e Khael riu, quando escutou a loira falar que não sabia o que fazer com ele. Rapidamente, milhares de coisas que ela podia fazer com ele, tomaram forma em sua mente, e ele passou alguns minutos imaginando. Porém, tudo aquilo parecia tão, tão distante, e o elfo achou que, por um segundo, fosse realmente algo que ela quisesse fazer, mas não estava na cabeça dela para ter tanta certeza, então concluiu que era o que ele queria fazer com ela. Piscou os olhos algumas vezes, meio tonto, mas logo encontrou o olhar azul de Brianna, se fixando nela por um tempo e prestando atenção no que dizia. Digeriu tudo antes de respondê-la: -- Eu precisava me situar no ritmo, só por isso... -- Riu novamente, espremendo os olhos verdes claro e com um sorriso largo, como agora tinha pegado o costume de esboçar.
Quando ela o perguntou se não a iria girar, ele inclinou a cabeça para o lado, fazendo uma careta. -- Bom, eu estava esperando que você primeiro aprendesse a não pisar nos meus pés. Mas já que queres o nível mais elevado, que assim seja feita a sua vontade. -- Ele não expressava a alegria em seu rosto, mas sim a malícia, mesmo que não insinuasse tal coisa. Parecia tentado a impressioná-la, apesar de não ser de sua índole se mostrar, mas precisava do sorriso dela. Não entendia o porquê disso, entretanto precisava. Ele afrouxou a firmeza que continha em sua mão na cintura dela e, na mão que segurava a da outra, ele fez a mesma coisa, mas segurando ainda pelas pontas do dedo desta. A intenção ali era fazer tudo rápido e voltar à mesma posição de antes do giro.
Se separou o suficiente dela, quando contou mais algumas vezes, e então largou a mão de sua cintura, puxando a mão que segurava ela para o lado, para trás e depois para o outro lado, contornando o círculo imaginário e fazendo Brianna seguir este círculo também. Sua mão livre foi, mais uma vez, para a cintura dela, bem quando ela já estava de frente para ele de novo, e a puxou com tudo para perto dele. Khael a trouxe para junto dele, acabando com aquela distância de antes, e a encarou bem demais para lançar-lhe um sorriso fraco, quase imperceptível. Visto o que tinha feito, fez com que voltassem e se concentrassem no que estavam fazendo, mas se afastando o suficiente dela para que ainda pudesse olhá-la de cima e próximo, agora sim sorrindo um pouco mais largo e de canto, sem mostrar os dentes. -- Pode até ser, mas precisaria de mais ajudantes. Minha raça seria uma boa ajuda, pelos dons naturais, e você também. -- Ele balançou a cabeça, rindo, como se estivesse realmente fazendo a proposta para ela. Esperaria por outro momento para que o giro pudesse ser feito, acompanhando não só o olhar da bruxa à sua frente, mas também os passos alheios.
One step closer // Briel
Brianna sentia algo que ela nunca havia sentido antes. Não era só a excitação de estar em um baile de mascaras sendo que nunca havia estado em um; não, era algo bem maior e mais profundo. Não tinha noção do que estava acontecendo (ou melhor, não queria pensar sobre) e simplesmente se deixou levar por Khael, subindo os degraus, segurando o vestido com a outra mão que não estava apoiada no braço dele, evitando que a barra do vestido braço sujasse nos degraus. A resposta do seu acompanhante chegou até ela, fazendo-a sorrir e olhar para ele de lado, respondendo com um certo tom de provocação. – Não sei. Talvez você encontre uma companhia melhor e esqueça de mim. – Sabia que era deveras honesto e honrado, nunca iria fazer isso, mas gostava da ideia de provoca-lo nessas pequenas coisas.
Não conteve um som de espanto quando chegaram até as portas do salão, vendo o lugar e prendendo a respiração por um momento. O lugar era absolutamente perfeito. Suntuoso e enorme, Brianna questionou-se quantas pessoas deveriam estar ali. Não fazia ideia, mas nunca havia estado em um lugar tão cheio de pessoas, sendo cada uma de um lugar no mundo que conhecia. Pensou em falar algo com Khal, mas no fim pediu para ele colocar sua mascara, virando de costas e somente esperando.
Então ele se inclinou, falando em seu ouvido, o que fez com que sentisse um nó desconhecido na garganta, algo que nunca havia sentido antes, um arrepio descendo novamente por sua coluna, fazendo-a ficar parada, sem se mover, sentindo os dedos dele em seu cabelo, prendendo as fitas. Parecia que estava sem respirar ou havia se esquecido do esforço que sentia ao fazer os gestos, o peito subindo e descendo de uma forma que quase a fazia querer prender a respiração. Precisava falar qualquer coisa, precisava falar algo engraçado que fosse capaz de restabelecer a conversa e não parecer que também havia perdido a habilidade de falar. Mas, antes que falasse algo, o amigo veio para sua frente, falando para ela prender a máscara dele e relaxou, porque agora ela podia tomar a frente do que fosse, sem ficar refém do que sentia.
Sorrindo, tirou a máscara da mão dele, ficando na ponta dos pés e rindo ao notar que nem assim iria conseguir chegar ao ponto de prendê-la corretamente. Parecendo ler seus pensamentos, Khael se inclinou, fazendo-a rir e depois falando sobre não perder a circulação dele, fazendo com que risse mais ainda. Apesar da multidão que estava entrando e ao redor deles, para ela, era como se só a voz dele elevasse acima das outras. Passou a marcara pelo rosto dele, puxando as fitas e inclinando para ficar com a boca na altura do ouvido dele. – Mas, se eu acaso fizesse isso, como que eu poderia dançar com você? E sim, hoje você será meu professor, então preciso de todo seu potencial, nada preso ou com vergonha ou amarrado. – Terminou o laço, afastando-se um pouco e notando que estava firme no lugar, bem colocado.
Voltou a ficar em sua altura normal, esperando o amigo virar-se, ouvindo uma música começar. Sem pensar, olhou para a pequena pista de dança improvisada e estendeu a mão, procurando a de Khael. – Acho que sua hora chegou, professor! – E antes mesmo de receber uma resposta, puxou-o em direção aos outros casais, se aproximando rapidamente. Estava agora em seu estado normal novamente, vibrando com todas as formas e cores ao seu redor, virando o corpo para o elfo, esperando que ele passasse os braços em sua cintura, ela mesma estendendo os braços e apoiando em seus ombros. – Como é a posição que devemos ficar, meu mestre? – Perguntou inclinando o rosto um pouco para a frente, parcialmente coberto por sua mascara, enquanto os olhos azuis estavam completamente vividos por trás. Alguns casais começaram a dançar enquanto esperava a reação de seu companheiro de tomar-lhe entre os braços.
Ele estava ainda meio curvo, esperando que ela amarrasse a máscara ao seu rosto, quando decidiu respondê-la ao que ela tinha comentado antes, sobre o assunto de ele dançar com ela, e somente ela. -- Talvez. -- Provocou-a, inclinando a cabeça para o lado e sorrindo de canto, com o humor escondido que poderia facilmente ser notado se o conhecesse bem. -- Mas, por hora, não quero deixar de dançar com a garota mais bela da noite. -- Estendeu uma mão para ela, a fim de que ela segurasse e que ambos pudessem adentrar para o baile. Em sua cabeça, ele pensava se não deveria ter dito algo mais além de "mais bela da noite". Parecia tão pouco, fraco... Para ele, Brianna era a mulher mais bela sim, e não só pelo quesito beleza mas também pelo de personalidade e caráter. Khael apreciava tanto isso nela, que era quase um crime negar quando lhe perguntassem o que ele achava dela. Era um crime omitir a verdade por pura vergonha. Até então, naqueles poucos anos de vida, o elfo nunca havia faltado com a verdade em suas palavras gentis e educadas. Sempre falou o que as pessoas queriam ouvir e o que não queriam também, ou não precisavam. Nunca foi de guardar muito, e, possivelmente, deveria ser algo de sua natureza e da natureza de sua raça não mentir e ser fiel com as palavras e com tudo o que faz.
-- Bem pensado, e eu já tinha conhecimento de seus delicados toques para com tudo. -- Retrucou em brincadeira, porque claro, ele ainda não havia sentido os delicados toques dela, mas era o que imaginava de qualquer donzela que se preze. Já de começo, foi meio complicado andar pelo salão sem esbarrar em alguém ou tentar desviar, em vão, de algum casal dançando. Ele ouviu o que a sua acompanhante dissera e se virou para esta, ficando como normalmente ficou, nesses curtos dias: cara-a-cara com a bruxa de olhos azuis profundos. Ele sorriu com o que ela disse e passou uma mão pela cintura desta, alisando no caminho até chegar ao centro de suas costas, enquanto a outra ainda segurava a mão dela -- a mesma que ela usou para puxá-lo para ali --. -- Primeiro, você tem de se deixar ser guiada. O homem quem conduz a dança, portanto só se deixe levar por meus passos, mas calmamente, sem tanta pressa. -- Explicava calmamente, olhando-a firme e com uma expressão meio séria, concentrada no que falava.
E então começou a dar um passo para trás, se firmando com mais dois passos no mesmo canto, apenas para concretizar o "um, dois, três" que sua cabeça repetia para ele lembrar-se. Deu outro passo para o lado, a esquerda, segurando a mão dela bem, enquanto a puxava pela cintura para ir no mesmo caminho que ele. O elfo fez devagar e o tanto que pode, nas condições nada amplas em que se encontravam, mas não ousou tirar os olhos da outra nem um segundo, começando a cochichar os número cantados para que ela também pudesse se situar. Em um momento, ele sorriu, vendo que aquilo poderia ser mais do que divertido. -- Isso mesmo. Um, dois, três... Um, dois, três... Um, dois, três... -- Repetia, a medida em que davam os passos sincronizados e formosos.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
One step closer // Briel
Quanto mais Khal demorava-lhe para responder, mais nervosa Brianna ficava. Ali em pé à sua frente, com os braços do lado de fora e o decote que nunca havia usado em toda sua breve vida, o que ela esperava era que o outro falasse que ela estava apresentável. Ele abriu a boca, soltando um “Ahm” em resposta, o que fez com que mostrasse uma expressão de ansiedade, esperando sua resposta, mas então ele falou que ela estava não só linda, mas muito linda. Sorriu, um sorriso que misturava vergonha e um tanto de agrado. Não achava que o amigo falaria que ela estava linda simplesmente por falar, como qualquer galanteador barato. Khael falou que ela estava bonita, então acreditou em suas palavras sem demora. Sorriu com o que ele falou sobre dançar, colocando-se ao seu lado. Levantou a mão e repousou no braço dele, voltando a subir os degraus lentamente, sem pressa. – Devo confessar-lhe que estava esperando que pelo menos dançasse comigo uma vez, Khael. – Falou francamente, sempre sem qualquer maldade. – E também me permita falar que estás bem mais do que somente elegante e sim realmente bonito. – Olhou para ele de lado, com a máscara na outra mão.
Chegaram ao topo dos degraus, adentrando ao grande salão repleto de pessoas. Atordoada com a quantidade de pessoas e principalmente por ser sua primeira festa, virou-se para seu acompanhante, falando em um tom baixo, somente para ele, apesar da música vir de um canto do salão, aonde provavelmente um conjunto de cordas tocava. – Devemos pôr as máscaras agora, acredito. – Retirou a mão do braço de seu companheiro (e sentindo uma leve frustração por isso. Sempre estava sentindo isso quando tirava a mão da pele do outro e não gostava de pensar sobre tal fato, até mesmo porque isso acarretaria pensar sobre a natureza de seus reais sentimentos e não estava pronta para isso), indo parar à frente de Khael, virando o corpo parcialmente e entregando para ele sua máscara. – Por favor. – Pediu com um sorriso largo. – Então depois eu vou colocar a sua mascara e iremos dançar. – Falou do mesmo jeito que a frase anterior. Em seguida, virou-se para frente, chegando para um canto, sem vergonha de entregar a máscara ao seu amigo e esperando que ele colocasse nela, dando os laços, até mesmo porque ele já havia colocando o mesmo colar que ela agora usava em torno de seu pescoço ali, o cheiro de sandália que havia usado para lavar o cabelo chegando até o amigo, controlando os pés para não tentarem mover-se ao som da música que chegava até os dois.
Enquanto subiam os degraus da escada, Khael olhava fixamente para a loira, prestando atenção na sua boca e nas palavras que saíam desta. Deu uma risada leve e baixa, quando ela comentou sobre dançar com ela pelo menos uma vez. -- E com quem mais esperas que eu dance, além de ti? -- Perguntou-lhe, com a voz gentil e calma, e uma sobrancelha arqueada para dar mais ênfase na sua questionação. De fato, tinha combinado de ir para dançar com ela e com mais ninguém, uma vez que sua família já havia sido avisada de com quem ele iria e que, automaticamente, sua atenção só se voltaria para a bruxa ao seu lado. Como todo homem de palavra, Khael concretizaria aquela fala dele, durante toda a noite até o momento em que o baile acabasse, como assim prometeu. Mas, quando ela comentou sobre ele estar bonito, seu sorriso de canto apareceu automaticamente, como se qualquer palavra dela já fosse um modo de ativação para isto. Ele assentiu em resposta, pois não havia muito o que ser comentado até ali.
Quando passaram pela entrada e o elfo viu toda aquela gente, pensou se seria realmente possível dançar naquele meio, tão lotado de pessoas quanto ele nunca viu antes. "Os cinco reinos estão aqui? Parece mais", foi o que pensou consigo mesmo. Claro que o hall era enorme, próprio de um castelo, mas nem mesmo Saafeld, pelo que lembrava, ou Gorlan, eram tão enormes assim. Por mais exagerado que parecesse, ele pensava que cinco reinos para caberem ali precisaria de mais espaço, mas nem todos estavam presentes, alguns estavam pelos arredores ou povoando outros locais, alheios à festa. Foi então que ele se virou de súbito, ao ouvir a voz de Brianna em seu ouvido. Sentiu um leve arrepio, mas logo assentiu para ela, olhando-a e pegando a máscara da outra, assim como esta pediu.
Ele esperou que ela se virasse para que então ajeitasse a máscara em sua face. -- Diga-me se eu estiver apertando mais do que o esperado. -- Falou no ouvido da outra, ao mesmo tempo em que se afastava de novo para fazer o laço da máscara, prendendo as fitas douradas umas nas outras, até que terminou, esperando ela se virar e já estendendo a meia-máscara azul marinho, parecendo de veludo, com alguns detalhes cinzas em torno. Esta só cobria metade de seu rosto, deixando os olhos verdes de fora e tampando metade da testa e bochecha. -- Eu temo que terei de ser seu guia e professor hoje, não é? -- Disse à mesma, enquanto virava de costas para que ela amarrasse a máscara. Porém, quando lembrou da diferença de altura entre os dois, ele se abaixou um pouco, mas significativamente, a fim de ficar na altura dela, mas um pouco menor ainda, para que ela prendesse bem. -- Pode apertar, só não prenda minha circulação. -- Deu uma gargalhada, de modo que quase não deu para ouvir, ao se misturar com as conversas e risadas alheias no salão.
{Flashback} A thousand silhouettes dancing on my chest || Alice & khael
As palavras de Khael pouco fizeram para acalmar a garota, já que Alice sabia que o elfo não a deixaria cair se pudesse impedir, então aquele comentário apenas servira para confirmar o que já lhe era sabido. Mesmo assim, a camponesa ergueu um pouco o rosto, sorrindo para o amigo, analisando a decoração enquanto era guiada em um ritmo que rapidamente se fixou em sua cabeça, permitindo-a até prever os movimentos que Khael faria. Tudo estava tão lindo, tão adornado, tão diferente de sua casa… A morena não podia deixar de se emocionar, vendo todo o seu esforço de fugir de casa sendo recompensados por uma visão tão bela. Realmente, ela não se arrependia de ter deixado seu lar para ver as maravilhas do reino de Clonmel, das quais seria privada para sempre se não tivesse saído do jeito que fizera. Naquele momento, mesmo sabendo das consequências de seus atos quando chegasse a casa, Alice não se importava.
Sentiu Khael mexer sua cabeça em negação, e, por um momento, a garota se preocupou, achando que iria receber um sermão, mas, virando seu rosto para o amigo e olhando sue rosto, mesmo que rapidamente, ela notou que esse não seria o caso. Bem, não inteiramente. No começo das palavras dele, Alice sorriu, simpatizando com as saudades que o rapaz tinha de sua infância, mas, à medida que ele falava da preocupação da mãe, o sorriso da menina ia morrendo, até que ela mordeu os lábios, voltando a olhar para seus pés. Sabia que não era a intenção de Khael deixá-la mal ou algo parecido, mas seu coração começara a pesar, pensando em como ele poderia estar parcialmente correto. – Minha mãe nem deve ter percebido que eu saí de casa – afirmou, um tanto amargurada. Realmente, a mulher estava tão fechada naquele mundo insano dela que nem devia ter notado sua ausência. Seu pai, por outro lado, deveria estar quase roendo as paredes de raiva, mas preocupação? O homem nunca realmente demonstrara nutrir um afeto pela filha, apenas preocupado em suprir suas necessidades, quase como obrigação do que por algo que ele realmente se via satisfeito em fazer.
Alice continuou olhando seus pés, sem saber exatamente o que dizer, tentando impedir seus pensamentos de voltarem para sua pequena casa. Deu um pequeno suspiro, tentando pensar em outro assunto, para que o clima não ficasse estranho por sua parte. – Mas então, está aproveitando o festival? – perguntou, realmente não tentando esconder o modo brusco como mudara a direção de suas conversas anteriores.
Ele ouvi-a responder que sua mãe nem devia ter notado sua ausência, e de repente ficou com a expressão um tanto séria, porém sem perder sua simpatia, apenas não sorriu. Não imaginava como era não ter uma mãe que se preocupava com a roupa que vestia, com o que comia, com o que brincava e onde brincava, insinuando que não deveria ir em tal canto pois não era seguro ou não faria bem à saúde. Ou um pai, que lhe servia de exemplo e que sempre iria querer seu bem, não importando se receberia algo em troca ou se seria apenas pelo fato de ter gerado aquele filho, sempre procurando dar-lhe presentes e satisfazer suas necessidades. Com Khael era basicamente isso. Sempre teve tudo, deu valor a tudo e ainda dava, mesmo longe da família, mas naqueles dias ele teria um tempo todo voltado para suas diversões variadas e sua família, obviamente. Ficou tentado a perguntar como ela se sentia em relação àquilo, porém achou que o momento era alegre demais para acabar com o clima que ambos (e o restante do salão) levavam.
-- Não se preocupe. Foquemos na dança. -- Ele disse, olhando-a firmemente e de modo sincero, como se dissesse para que ela não encanasse com aqueles pensamentos e que se direcionasse para a animação que continha naquele local. Deu um sorriso amplo para a outra, a fim de fazer jus ao que estava insinuando. -- Estou sim, senhorita. Pude passar um bom tempo com minha família, conheci pessoas novas e que levarei para o restante de meus dias... Ou deles, no caso. -- Riu baixo, pois ele sabia que os humanos não viviam mais do que os elfos, de fato, e aquilo até meio que o entristecia, pela quantidade de pessoas que ele perderia ao longo do caminho. Mas não pensou, necessariamente, naquela possibilidade. -- Mas, até então, está sendo bastante proveitoso. -- Assentiu, sorrindo largo e fazendo seus olhos se espremerem um pouco no ato. -- E você? Me diga como foi sua viagem, tenho todo o tempo do mundo.