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CHAPTER I | I’M BACK
neste capítulo, sua chegada a gaecheon após um mês fora da ilha tem motivo e endereço certos. poderia até ser o irmão que se encontrava desaparecido no momento, mas foi ao socorro do @gcn-yuu que correu assim que conseguiu.
— Jimmy?!
o coração batia no peito como se bate na porta para na casa de alguém entrar, com urgência e mil ansiedades
com o peitoral magro, acolheu o rosto alheio como fez inúmeras vezes antes e a palma de deleitou ao acariciar os fios rosados de maneira que se assemelhavam as bochechas do mais novo. com a saudade latente, cortejou a presença de forma galanteadora.
“por isso está com essa cara de cu?” brincou, de maneira que até mesmo a ligação desesperada do outro parecia não ser real. a preocupação, por outro lado, era bem real e logo transpareceu nos olhos com piche. “morri de saudade você, da sua cara de bravo comigo e dos seus tapas” neste momento, trouxe os lábios de outrem mais para perto dos seus e tocou ali suavemente a ponto de não selar, mas apenas roçar uns aos outros.
esperava de yuu uma confirmação de que aquilo ainda cabia nos dois, que mesmo depois do quase mês inteiro afastado, nada o tinha feito perder a proximidade com o amigo. era até esquisito chamá-lo dessa maneira, mas tinham combinado que não falariam sobre os assunto do coração antes que ambos estivessem preparados.
nem disse nada. ouviu a brincadeira, a confissão, recebeu aquele quase beijo e as carícias no cabelo e a única resposta que conseguia dar era aquele olhar fixado no rosto saudoso com os olhos grandes e brilhosos, encantados, quase incrédulos, segurando com as mãos pequenas a barra da camiseta dele, como se, inconscientemente, buscasse uma forma de prender o rapaz ali. e o sorriso não saía do rosto.
puxou ele pela roupa mesmo, fechando a porta de sua casa e então abraçando seu pescoço, praticamente se pendurando no maior enquanto sua cabeça ia deitando-se no peitoral, ainda olhando para ele com aquela carinha desacreditada. se sentia como uma criança — indefeso, carente, vulnerável — e era bom finalmente ter seu hyung, ali, de volta. depois de tudo aquilo, estava mesmo precisando sentir que as coisas estavam voltando ao normal.
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imagine livin like a king someday a single night without a ghost in the walls — we are the shadows screaming !!
a mudança não foi repentina e nem inesperada, contudo, ainda teve o olhar apertado quando ouviu as palavras. deixá-lo nunca foi algo à sua escolha, muito pelo contrário, ter sido levado à força dali foi seu pior pesadelo se concretizando. jimmy sentia o vazio na alma ao que os dias passavam sem o pequeno ao seu lado, fato que o fez agarrar a figura masculina com mais força quando o mesmo estava entre os seus braços.
se não fosse pela tristeza, o acharia extremamente fofo pendurado no seu pescoço. o polegar trêmulo de quem não sabia o que fazer ou dizer tocou a face de olhos marejados, acariciando o saliente osso da bochecha.
“não fala sério assim… ei, estou aqui.” ainda não entendia a razão dele estar tão apavorado a ponto de fazer da sua presença algo crucial, mas conversariam sobre isso depois. cobriu a testa do menor com beijos demorados na intenção de acalma-lo, e assim seguiu nas carícias até que a expressão chorosa tivesse amansado. “juro pra você que não saio mais daqui sem ti.”
esfregou seu rosto no peitoral dele, limpando as pequenas lágrimas que se acumularam em seus olhos naquele meio tempo, e então afastou-se minimamente, ainda segurando a mão do rapaz. — tudo bem, eu vou acreditar em você. — e rapidamente sua expressão voltava ao que era antes, como se Yuu tivesse guardado toda aquela vulnerabilidade naquele lugarzinho bem escondido de onde ela não deveria ter saído, levando uma de suas mãos até o rosto do rapaz, que acariciou minimamente enquanto o encarava. de certa forma ele ainda não acreditava que Jimmy estava mesmo ali, então tinha que conferir para ter certeza de que não era um sonho.
— vem, vamos entrar logo. minha mãe também estava com saudade de você, acho que ela vai gostar de te ver... — ele murmurou por fim, a voz ainda estava embargada e a mão pequena segurava a maior com força, o puxando para dentro de casa e então fechando a porta atrás dos dois. o polegar acariciava o dorso da mão alheia, desesperado pelo máximo de contato possível com o maior. a cabeça tava quase vazia, não conseguia mais pensar nos medos, ansiedades, em tudo de ruim que lhe acontecera no último mês; só conseguia pensar em Jimmy agora e tudo que queria era ficar perto dele.

















