Colorindo seu home office
* Por Maria Alice, do Blog Casa com Design
Atualmente há muita gente trabalhando em casa, tendo em vista os transtornos para chegar aos centros comerciais e empresariais. É o trânsito caótico, a falta de transporte público adequado, a alimentação cara e de baixa qualidade, os problemas com a violência, enfim, uma série de motivos para transferir seu local de trabalho para um cômodo de sua própria casa. É claro que, para quem trabalha com produção de artes e artesanato, ou outro trabalho que lide de perto com a criatividade, ou para aqueles que trabalham “na cozinha”, tal “mudança” - se alguma vez suas tarefas foram desenvolvidas fora de casa - é bem mais fácil de ser feita. Mas há os que trabalham com números, com escrita, com contas, em grupo, com análises e decisões, com microcomputadores, entre outros tipos de serviço muito específicos. Para estes, com baixa inspiração em um visual estimulante, pode ser bastante importante pensar em um home office mais incrementado. E, se você já tem um destes, pode ser que esteja enfrentando algum desânimo ou baixa produtividade devido ao ambiente onde executa suas tarefas. Além da iluminação, as CORES também são fundamentais para melhorar seu desempenho.
Sim, a COR estimula ou tranquiliza, conquista ou repele as pessoas. Ela é tão importante no rendimento do trabalho que existem estudos específicos, feitos com base em grandes escritórios, fábricas e espaços de trabalho convencionais. Mas quando o assunto é CASA, aí a coisa fica um pouco mais complicada: ou você escolhe certo, ou pode ter problemas na adaptação em seu espaço de trabalho doméstico.
Por isso, neste texto, damos algumas dicas a respeito. Sim: não pense que o “branco total”, os off-whites ou os neutros são os mais indicados para qualquer espaço: o branco e quase brancos, apesar da leveza que deixam em qualquer ambiente, também podem se tornar desestimulantes, fracos e sem graça. Também os neutros - do creme ao cáqui, do beige ao cinza - podem ser inibidores da produtividade, deixando qualquer um desanimado e pouco ligado no trabalho. Mesmo que seu microcomputador “fervilhe” de cores, o que está ao seu redor de fato, é o que importa.
Daí que podemos pensar inicialmente nos amarelos e laranjas: joviais, estimulantes e energizantes, eles atraem e fazem você se mexer! Não há quem não tenha vontade de criar algo - ou ao menos se movimentar - diante de uma parede amarela! O laranja, como possui um toque de vermelho, é mais vibrante, e pode ser excelente em espaços onde se deseja alta produtividade. E que tal os verdes? Com virtualmente milhares de tonalidades as mais refrescantes, animadas e também vibrantes, trazem um tanto de tranquilidade mesclada à vontade necessária para produzir. E os azuis? Por favor, escolha os clarinhos, e sem toques de cinza: são tons mais difíceis de escolher para espaços de trabalho, mas certamente são antistress e remetem ao infinito...
Dentre as cores possíveis de serem aplicadas em espaços do tipo, mas que devem ser utilizadas com muita cautela, vamos falar de duas: o vermelho e o preto. O primeiro é grande estimulante mental e pode estar presente em pequenos toques de cor aqui e ali - revestir uma cadeira com ele também é uma boa ideia: mas não abuse! Assim como o vermelho, o preto também pode ser levado a espaços do tipo, com parcimônia, em detalhes. Usar uma tinta de lousa para ter um quadro negro no ambiente pode ser bom, mas você também pode optar pela lousa verde...
Finalmente, ao pensarmos em cores derivadas, como o lilás, o violeta e o roxo, os marrons intensos e tons neon (de alta luminosidade), entendemos que elas não sejam as ideais para espaços de trabalho. À exceção de um ambiente intimista criado para receber pacientes de terapias alternativas, os tons de violeta podem ser depressivos, em sua maioria. Já rosas, verdes e amarelos ultra luminosos - os tons neon - podem se tornar o centro de atenção do espaço, o que claramente pode desconcentrar quem ali trabalha, estimulando por demais quem precisa de um pouco de calma para pensar.
E atenção: NADA precisa ser definitivo ou imutável: ao invés de pintar paredes, que tal colorir os móveis e objetos? Além de poderem ser modificados com maior frequência, eles também podem trazer cor a um ambiente todo branco, por exemplo. Da estante multi colorida à que é feita com caixotes de feira reaproveitados e pintados, às cortinas e persianas, sem esquecer os inúmeros acessórios de trabalho, e também dos revestimentos das cadeiras e estofados em geral, TUDO pode participar da composição de cores de um home office. É refletir, analisar e... mãos à obra!
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(Imagens disponibilizadas pela autora)
















