E de tão pro fundo, ela encontra-se no mais profundo recanto de si.
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E de tão pro fundo, ela encontra-se no mais profundo recanto de si.
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Outro dia resolvi arrumar umas caixas que estavam em cima do guarda roupa havia um tempo, eu já nem lembrava o que elas guardavam e para minha feliz surpresa em uma delas guardava recordações dos nossos 7 anos de relacionamento. Encontrei a primeira rosa que Leonardo me presenteou (que por sinal foi a primeira que ganhei na vida), a rolha do champanhe que ele acertou em meu olho no nosso aniversario de 1 ano de casados, os ingressos (já bem apagados) da nossa primeira ida ao cinema, mas o que realmente me deixou feliz por ter encontrado foram os votos de casamento do Leonardo. Ele conta que escreveu na filha do banco, disse que estava lá esperando para pagar contas quando veio tudo que ele precisava dizer no nosso casamento; - Eu estava ali na fila e de repente tudo que vivemos, a importância que você tem para mim vieram em forma de palavras. Enquanto eu bati cabeça por alguns dias, perdi as contas de quantas vezes escrevi e reescrevi meus votos o doutor Leonardo escreveu os dele atrás de um panfleto numa fila de banco. Que maldito, ele sempre consegue encontrar as palavras certas nos momentos mais difÃceis, deve ser mau de advogado, ler esses votos me fez querer sair correndo e ir abraçar esse sujeito que me fez dizer sim e não me arrepender disso. E com todos os motivos para ir, decidimos ficar... ficar um com o outro, um para o outro, um pelo outro. Que possamos lembrar que dentre todos os motivos para ir, nosso amor é forte o bastante para nos fazer ficar. Essa é minha parte referida e que me faz chorar mesmo depois de 5 anos de casados.
Hoje é um daqueles dias em que o tédio esta sentado ali na sala assistindo sessão da tarde enquanto eu estou aqui na copa preparando o chá das cinco, se bem que acho melhor abrir a garrafa de vinho que tenho ali na geladeira. Hoje é um daqueles dias em que o tédio esta sentado ali na sala assistindo sessão da tarde enquanto eu estou aqui na copa preparando o chá das cinco, se bem que acho melhor abrir a garrafa de vinho que tenho ali na geladeira. Talvez um pouco de álcool amenize essa sensação de inquietude e até mesmo de inércia que me domina nesse momento, é meio triste essa situação, não consigo explicar o que tanto me incomoda é bom ficar um pouco sozinha sem fazer nada, porém acho que a questão seja que eu esteja a tempo demais sozinha e sem fazer nada.
Eram 6 da tarde, caia uma chuva torrencial gostosa, dessas que dá vontade de ir para debaixo das cobertas e ficar agarradinho com aquela pessoa, exatamente essa pessoa que veio a sua mente agora sem nem mesmo eu ter mencionado o nome. Minha esposa estava no trabalho e ainda demoraria a chegar, tive que me contentar em ficar ali no sofá mesmo com aquela velha manta, zapeando entre um canal de esporte, um seriado, uma reprise de programa, até que escuto a porta se abrir e lá estava ela, toda encharcada, mas com um sorriso capaz de iluminar a casa inteira. - Tive que vir correndo, uma chuva dessa, com todos esses trovões, não poderia te deixar desprotegido. Eu ri, na verdade é ela quem morre de medo de trovões, sempre que começa a chover ela vem correndo e se encaixa no meu colo e fica ali quietinha. Ela costuma dizer que ali, no meu colo não tem trovão que a faça ter medo, apesar de algumas vezes ela apertar com tanta força meu braço a ponto de me fazer soltar um leve gemido de dor, eu me sinto o mais forte porto seguro. Depois de trocar de um banho quente, ela veio correndo e se agasalhou no meu colo ali mesmo no sofá. - Não acha melhor irmos para cama? Perguntei enquanto me ajeitava no sofá. - Não, lá é grande demais, aqui somos obrigados a ficarmos assim, bem agarradinhos. Respondeu ela me apertando ainda mais contra seu corpo. E assim ficamos, ela pegou no sono e eu fiquei ali olhando para ela, para a mulher incrÃvel que tinha medos bobos e que via em mim seu porto seguro em meio a tempestades.
Você já deve estar cansado de ouvir que essa dor vai passar, que você tem que ser forte e encarar as coisas de frente, isso tudo é verdade, mas não estou aqui para isso. Estou aqui para dizer que você chore, que você chore muito, que você esbraveje, xingue, faça tudo para essa dor que te sufoca sair. Deixa essa dor que tanto te sufoca e paralisa sair de ti, não importa como, se é por meio de choro, grito, coisas voando, o importante é que você a deixe sair, você não precisa ser forte o tempo todo, você não precisa ser imbatÃvel, você precisa sentir doer, e ir aprendendo a lidar com essa dor. Não adianta se fazer de forte e só seguir em frente, se você não deixar doer e ir cuidando da sua dor ela nunca vai passar, vai ficar ali e talvez se renove e se torne cada vez pior. Então meus caros amigos, sigam sim em frente, mas antes curem suas feridas.

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Logo cedo ela me mandou mensagem perguntando se eu não poderia ir ao seu apartamento lá pelas 20h, e mesmo sabendo que aquele encontro seria uma despedida confirmei que iria. Passei o dia pensando no que poderia dizer a ela para faze-la mudar de opinião, pensei em comprar flores, todavia lembrei das diversas vezes em que ela me falou: - Buquê são flores mortas e flores mortas não deliram. O dia durou 2 semanas, sai do trabalho por volta das 17h e fiquei enrolando em um barzinho esperando as 20h, durante esse tempo fiquei relembrando de tudo que tÃnhamos vivido até ali e não consegui aceitar que aquele fosse nosso último encontro. Um pouco antes das 20h cheguei a seu prédio, estacionei o carro de onde pude ficar admirando nossa varanda (desculpa, é habito), a varanda dela, que já foi palco de tantos beijos e declarações, foi então que o relógio marcou 20h e me dirigi ao encontro fatal. Entrei no prédio, dei boa noite a seu Pedro que falou alguma coisa sobre futebol e eu apenas sorri, por sorte havia um elevador na portaria e logo eu estava no 4° andar diante do apartamento 402. Ela logo abriu a porta e me recebeu com aquele sorriso que só ela tem, me convidou para entrar e me ofereceu uma taça de vinho, vinhos meus caros, essa mulher não bebia vinho antes de me conhecer, agora sempre tem uma garrafa em sua geladeira. Conversamos sobre coisas aleatórias, evitando o assunto real que havia me levado até ali, fiquei olhando para minha taça por alguns instantes quando de repente ela sentou-se em meu colo e pôs sua taça de vinho na mesinha ao lado. Tentei falar algo, porém ela me calou com um beijo, beijo com gosto de vinho e desejo e ela falou: - Hoje só quero ouvir teus suspiros e gemidos, se fores falar algo, que seja o quanto nosso sexo é bom. E como é que eu conseguiria pensar em outra coisa se não possuir aquela mulher que estava no meu colo, sussurrando em meu ouvido essa frase? Passamos a noite entre gemidos e suspiros, por algumas horas exploramos nossos corpos como se fosse a primeira vez, por algumas horas fomos os amantes de sempre, porem o alvorecer veio e com ele eu acordei daquela transa[e] e a realidade me deu um soco em forma de bilhete: Ao sair deixa a chave na portaria e suas coisas já estão na caixa ao lado da cama. Muita luz no teu caminho. Att sua EX.
Outro dia enquanto ia para o trabalho, eu cantarolava um velho samba, um desses da velha guarda que o saudoso Cartola compôs em uma mesa de bar (eu acho). Andava distraÃdo apreciando o acordar do dia, não percebi que se aproximava de mim um senhor, só o notei quando o mesmo acelerou o passo e me acompanhou, não só na caminhada, mas na cantoria também e assim seguimos por algumas quadras, caminhando juntos e cantarolando alguns sambas. Chegou a hora da despedida, nos saudamos como bons desconhecidos e cada um seguiu rumo a seu destino, eu para direita e ele para esquerda. Não sei se algum dia iremos nos reencontrar e dividir mais um momento desse, mas como a esperança é a última que morre, continuo indo trabalhar cantarolando algum sambinha bom.
Cheguei em casa por volta das 21:00h, atrasado para o primeiro jantar no nosso apartamento novo [ela passou o dia me mandando mensagem, pedindo para que eu não me atrasasse], maldito trânsito. Encontrei Marina arrumando a cozinha, ela nem percebeu que eu havia chegado, parecia tão concentrada na arrumação dos armários. Fiquei observando-a por alguns instantes, ela estava com aquele vestido azul marinho, AH! Ela estava vestida naquele bendito vestido que me deixa com vontade de agarra-la e nunca mais solta-la. Fui me aproximando e antes que ela pudesse fazer qualquer movimento, eu a abracei, então ficamos ali em silêncio ela enxugando o prato e eu me embriagando com seu cheiro, ficamos assim por alguns instantes até que Marina (com seu jeito irônico de ser) rompeu aquele silêncio e falou: Chegou cedo para o café Dr Leonardo. Sorri, apertei-a [ainda mais] e respondi quase sussurrando: É que pretendo desfrutar o máximo possÃvel de sua companhia até a próxima refeição dona Marina. Ela até tentou ficar séria, sei que ela fez o possÃvel para não sorrir, porém acabou deixando escapar um sorriso. Ao olhar para o lado notei que a garrafa de vinho estava vazia e que havia um pouco em uma taça sobre o balcão, questionei sobre o conteúdo da garrafa e mais uma vez obtive uma resposta irônica. Ela pegou a taça bebeu o conteúdo que restava e disse: Estou seguindo recomendações médicas, nunca ouviu dizer que um cálice de vinho faz bem para o coração? - Se um cálice faz bem para o coração, uma garrafa faz bem por corpo inteiro, é isso? Perguntei enquanto mexia na garrafa vazia. Marina pousou a taça sobre o balcão, veio ao meu encontro e disse – Faz bem para alma meu caro, para a alma. E assim ela virou-se e me beijou, um beijo com gosto doce de vinho e amor.
Você tem o habito de suspirar por amores de verão? Ou seria pelos amores quentes de inverno?
Talvez suspire por aqueles amores com gosto de vinho barato que surgem com a penumbra da madrugada.
Ou seriam os amores de beco que começam com uma troca de olhares e terminam com o dobrar de uma esquina que te fazem suspirar?
Não tente abafar esses suspiros causados por amores eternos que duram instantes, melhor deixe que o vinho te faça suspirar por todos esses amores.
Há algum tempo atrás tatuei em minhas costas uma borboleta, ela simboliza meu romper de casulo da época. Eu realmente acreditava que finalmente tinha me tornado borboleta, que tinha deixado todo meu passado de lagarta para trás. Alguns anos se passaram, algumas de minhas opiniões mudaram e o mais importante, eu mudei e pude perceber que ainda sou lagarta, não digo isso me lamentando e nem acredito que estava errada em me achar borboleta na época [um tanto confusa essa parte], é que hoje  vejo a importância de ser lagarta, vejo que é assim que  nos constituÃmos e planejamos nossos voos. O tempo passou e finalmente pude entender que voar como borboleta é apenas uma recompensa por todo nosso tempo de lagarta, que a beleza de torna-se borboleta é fruto da paciência que tivemos enquanto lagarta. Ainda sou uma lagarta, mas sei que em breve poderei voar por ai exibindo minhas lindas asas.

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Já fazia algum tempo em que não escrevia, eu já havia deixado de lado a mania de tentar traduzir em palavras a confusão que se instalou em mim. Depois de um bom tempo sem escrever nada, ela veio e me trouxe inspiração para escrever todos os textos que eu não havia escrito, todas as palavras que haviam desaparecido de repente voltaram com uma força absurda, cheias de significados tão fortes, houveram algumas as quais não costumava usar, mas que agora são escritas/ditas tão naturalmente. A palavra Sol não significa mais só a maior estrela do nosso sistema solar, hoje ela significa algo bem maior, ela significa a luz que a muito tempo eu não enxergava, o calor que retornou a minha vida e fez florescer uma nova primavera aqui dentro (10:10). Espero que todos que tenham perdido a inspiração reencontrem da mesma forma que eu reencontrei, que esse reencontro não seja apenas com as palavras, mas sim com sentimentos que haviam sidos perdidos, esquecidos e adormecidos pela rotina e a descrença.
Alô, alguém na escuta?
Bem, pelo menos uma pessoa eu sei que vai estar, ou melhor, pelo menos uma pessoa eu quero muito que esteja ai do outro lado da tela, afinal foi você quem me encorajou a fazer isso.
Es que depois de 8 anos usando o tumblr só para reblog criei coragem para criar o FlorEmSer, na verdade fui encorajada a publicar meus textos e achei melhor criar um tumblr só para eles e cá estou.
FlorEmSer não é apenas o recanto o local onde vou publicar meus textos, esse tumblr representa meu finalzinho de outono e o despertar lentamente de uma primavera em mim. Ainda vejo as folhas caindo e tudo em tons alaranjados, mas já é possÃvel  sentir um brisa suave e ver a renovação do meu ser.
Desde já agradeço a sua atenção e espero que volte sempre.