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"25 de Novembro é o Dia Internacional pela Não-Violência à Mulher. Nesse dia, evidencia-se como a volência contra a mulher ainda é algo tão frequente, cruel e devastador no mundo todo. Infelizmente, o Brasil encontra-se em uma posição elevada em relação aos ídices de violência contra a mulher. Só como exemplo, um registro estatístico da ONU aponta que o Brasil está em 7º lugar, entre os 84 países estudados, com nível mais elevado de femicídios. Mesmo com números gritantes, a violência contra a mulher permanece invisibilizada, já que a grande maioria das ações violentas acontecem em espaços privados (no próprio lar) e são praticadas pelos próprios parentes. Além disso, muitas atitudes violêntas acontecem cotidianamente em espaços públicos, mas são vistas como algo normal, o que é permitido pela cultura machista. E como se não bastasse, muitas vezes a vítima é culpabilizada pela própria violência sofrida. Sabemos que precisamos lutar muito para acabar com esse quadro de violência. Precisamos de políticas públicas que nos defendam e ofereçam recursos de forma efetiva, para termos uma vida digna, sem violência. Mas isso não basta! Também sabemos que precisamos lutar por um mundo que não se sustente através da opressão e exploração."
Armanda Álvaro Alberto
História da participação das mulheres na política. Embora a sociedade brasileira ainda seja machista, entendendo que homens ainda possuem privilégios culturais no meio político, e as mulheres, que não tinham nem direito a voto e muito menos a se candidatar. Foi no governo de Getúlio Vargas onde isso mudou, houve a conquista do direito ao voto e a primeira mulher nas eleições, Carlota Pereira de Queirós. Desde então, houve muitas conquistas das mulheres na política, como a de Dilma Rousseff em 2010, que foi a primeira mulher na presidência da República no Brasil e isso só vem mudando, pois nesse ano de 2014 houve duas mulheres se candidatando para o cargo de presidente da República no Brasil. E essas conquistas nos mostra que as mulheres estão pouco a pouco, conquistando o seu espaço na sociedade mesmo ainda com tanto preconceito. Qual mulher não sonha em conquistar igualdade hoje? Pois é, o sonho em alcançar essa conquista vem de muitos anos atrás. Médica, pedagoga, escritora e política brasileira, Carlota Pereira de Queiroz nasceu em 13/02/1892, filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz, Carlota foi uma das grandes mulheres na história do Brasil. Aos 17 anos formou-se na Escola Normal da Praça da República, em São Paulo, inicialmente trabalhou como inspetora na Escola Normal de São Paulo onde permaneceu três anos. No ano seguinte, em 1914 tornou-se professora. Em 1920, veio lecionar no Rio de Janeiro e ainda naquele ano ingressou na Faculdade de Medicina de São Paulo, onde se formou em 1926 e recebeu o prêmio Miguel Couto pela sua tese "Estudo sobre o câncer ". Na Revolução Constitucionalista de 1932 (julho a outubro), Carlota organizou um grupo de setecentas mulheres para dar assistência aos feridos. Em 1934, Carlota tornou-se a primeira mulher a votar e ser votada quando se candidatou para o cargo de deputada federal em São Paulo. Trabalhando pela alfabetização e assistência social, Carlota criou o primeiro projeto sobre a criação de serviços sociais, o que serviu de emenda para a criação da Casa do Jornaleiro e a criação do Laboratório de Biologia Infantil. Foi eleita membro da Academia Nacional de Medicina em 1942, e oito anos depois fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, da qual permaneceu presidente durante alguns anos. Apoiou o golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, em 1964. "... é porque a mulher brasileira já demonstrou o quanto vale e o que é capaz de fazer pela sua gente. " - Carlota Pereira de Queiroz (13 de março de 1934)
A mulher no mercado de trabalho Antigamente, a mulher só poderia ser professora ou do lar, cuidar especialmente da sua casa, entre outros. Hoje em dia há uma variedade maior, tal como, ser engenheira, médica, etc. Ainda há preconceitos pelo fato da mulher ganhar mais que o homem, do homem ser chefiado por uma mulher ou ter determinados cargos que só poderiam ser assumidos por homem. Hoje, a mulher é livre para fazer a faculdade que desejar e estar concorrendo à mesma vaga que o homem. É estupido pensar que a mulher não pode fazer o que quer por mero machismo, se a pessoa é qualificada, tem estudo, ela ter que ser reconhecida. Isso não tem que ser questão de sexo e, sim de ter competência.
http://www.brasilescola.com/sociologia/a-mulher-mercado-trabalho.htm

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Leila Diniz, uma feminista. A professora suburbana que virou uma famosa e polêmica atriz.
1945 1972
“Formada professora, trabalhou em um jardim de infância e, aos 17 anos, conheceu o cineasta Domingos Oliveira, com quem se casou. Depois de terminar o relacionamento, que durou três anos, passou a trabalhar como atriz, primeiro no teatro e, a seguir, na televisão e no cinema. Casou-se também com o diretor de cinema Ruy Guerra, com quem teve uma filha.”
Leila Diniz disse em uma entrevista que não precisou do marido para que se tornasse uma grande artista, muitos pensaram que sim, por ter se casado com um famoso cineasta da época. Mas tudo que havia conquistado foi por si só.
Trabalhou na TV Globo em várias novelas durante sua carreira e, depois de Anastácia, a Mulher sem Destino, de 1967, não renovou seu contrato e, de acordo com Janete Clair, “Não haveria papel de prostituta nas próximas telenovelas da emissora”.
Perseguida pela ditadura militar, Leila Diniz teve que se esconder em um sítio de um colega de trabalho para fugir das perseguições da polícia política.
“Leila falava de sua vida pessoal sem nenhuma vergonha ou constrangimento” e por isso era vista pelas mulheres da época como uma pessoa vulgar que com certeza não deveria ser seguida ou tida como exemplo. Leila vivia libertadoramente, sem papas na língua, dizia o que lhe vinha na mente e soltava os palavrões pela boca quando lhe dava vontade.
Nos dias de hoje, ainda ouvimos falar de Leila Diniz em reportagens que relembram grandes personalidades. Leila é vista como musa inspiradora e músicas foram feitas inspiradas nela, tais como Todas as mulheres do mundo, da roqueira Rita Lee:
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Se ela vivesse nos dias de hoje talvez não tivesse tido tanta visibilidade como em sua época. As coisas mudaram. Hoje vivemos em um país mais liberal e a maior parte da população aceita que a mulher esteja no mesmo patamar que os homens, mas não devemos esquecer que no passado não era assim. O Brasil precisou que alguém começasse essa história e que bom que tivemos a contribuição de Leila Diniz.
Para saber mais! Livro: Mirian Goldenberg, Toda mulher é meio Leila Diniz, Best Bolso, 2008.
Frases Marcantes:
“Todos os cafajestes que eu conheci na minha vida eram uns anjos de pessoa.”
“Nem de amores eu morreria porque eu gosto mesmo é de viver deles”
“Sempre andei sozinha. Me dou bem comigo mesma.”
Mietta Santiago loura bacharel conquista, por sentença de juiz, direito de votar e ser votada para vereador, deputado, senador e até Presidente da República. Mulher votando? Mulher, quem sabe, Chefe da Nação? O escândalo abafa a Mantiqueira, faz tremerem os trilhos da Central e acende no Bairro dos Funcionários, melhor: na cidade inteira funcionária, a suspeita de que Minas endoidece, já endoideceu: o mundo acaba. Ivone Guimarães,* em Pitangui, alcança igual triunfo. Salve, juízes de Minas, impertérritos! Amigo sou de Ivone e de Mietta, Já vejo as duas, legislativamente, Executivamente, a sorte das mulheres resgatando. As amadas-escravas se libertam do jugo imemorial, perdoam, confraternizam, viram gente igual a nós, no mundo-irmão. Façanha de duas mineirinhas. Antônio Carlos, no Palácio do Governo, bate palmas e diz: “Perfeitamente.”
Direito das mulheres Engana-se quem acredita que as conquistas políticas das mulheres foram imediatas. Na verdade, as mulheres lutam por seus direitos antes mesmo da Proclamação da República. O direito das mulheres caracteriza-se na luta pela conquista de igualdade política, econômica e social entre os sexos. Em alguns lugares esses direitos ainda são negados ou ignorados. No Brasil, esses direitos deixaram de ser suprimidos quando a professora Deolinda Daltro fundou, no Rio de Janeiro, o Partido Republicano Feminino, em 1910, com o objetivo de provocar no congresso nacional o debate sobre o voto da mulher. A luta das mulheres pelo direito ao voto só foi conquistada em 16 de julho de 1934, quando regulamentado no governo Vargas, completando agora em 2014 exatos 80 anos.