É curioso como o erro, que poderia aproximar se viesse acompanhado de arrependimento e verdade, muitas vezes cria distância.
Quem erra tende a fugir não só de quem foi ferido, mas também de si mesmo.
Evita o outro porque não sabe lidar com o próprio reflexo no olhar de quem foi atingido.
O silêncio se torna uma tentativa de apagar o que aconteceu, mas o que é verdadeiro não se apaga: apenas fica guardado, pedindo reconhecimento.
E o mais contraditório é que, no fundo, quem foi ferido não quer guerra, quer clareza, quer respeito, quer o simples gesto de quem assume o que fez. Evitar é mais fácil do que encarar.
E é aí que você entende, não é sobre você ser difícil de encarar, é sobre o outro não conseguir lidar com a própria culpa.
Então, quando alguém te evita depois de errar, respire. Não leve como rejeição, leve como um sinal.
Alguns vínculos não se perdem por falta de amor, mas por falta de coragem e muita covardia.














