❛ Are you drunk? ❜ ( stevieee )
“Oh man… I swear I’m not, I just– they sent me this really funny video of a dog… and the dog tries to run down the stairs but he just… it’s like he’s flying, and I– Seriously, you have to see the video.”
@steviewiley
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@evychey
❛ Are you drunk? ❜ ( stevieee )
“Oh man… I swear I’m not, I just– they sent me this really funny video of a dog… and the dog tries to run down the stairs but he just… it’s like he’s flying, and I– Seriously, you have to see the video.”
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“ what? no smile? “ ( stevie )
“Can’t you just let me be grumpy just this one time?”
@steviewiley
“ hows my hair? “
“Jon… I say this with all the love in my heart. You need to dye your hair back to brown.”
steviewiley:
flashback.
Assim que o beijo se partiu, Stevie percebeu sua respiração um tanto pesada, e pronta para se afastar, tirou suas mãos cuidadosamente do pescoço alheio, mas a única coisa que conseguiu fazer foi dar uma pequena afastada. As mãos de Evy indicavam que não iria sair dali tão rapidamente, e antes que pudesse pensar em algo bobo para dizer, a pergunta chegou aos seus ouvidos e fez com que risse. “Não…” Negou devagar com a cabeça, inclinando-se para frente, deixando sua testa tocar no ombro dela enquanto ainda ria, descrente e nervosa. Câmeras? Podem aparecer, já está ficando torturante isso. “Eu não achei que você… Você sabe. Curtisse isso. Ou… Estivesse interessada…” Murmurou, respirando fundo e conseguindo até sentir o perfume da vizinha, só depois erguendo a cabeça novamente para a encarar.
Chey não esperava por tal reação e enquanto assistia aquilo, poderia jurar que seus olhos começaram a brilhar, em conjunto a um certo desconforto dentro de si que foi suavizando conforme o ignorava mas que preocupou de primeira. “Isso acontece com certa frequência,” sorriu quando Stevie voltou à superfície. “As pessoas não perceberem o meu interesse.” Deu levemente de ombros, inclinando o rosto sem tirar sua atenção dela. Poderia explicar ponto por ponto o que lhe impede de demonstrar, mas com certeza não é o tipo de assunto que lhe permitiria continuar o que estavam fazendo... E ela quer continuar o que estavam fazendo. Aproximou-se da audição alheia devagar. “Se você ainda tiver dúvidas...” seus lábios desceram da orelha de Wiley em direção ao pescoço dela, onde foi deixando alguns beijos, as mãos voltando a tocar o quadril da mais baixa.
starsbrightasyou:
“I guess it is” ela falou se dando por vencida, já tinha saído do país a 14 anos e ainda assim quando menos esperava o sotaque ficava evidente, nunca conseguira passar por uma ‘legítima’ americana mas pra ser sincera nunca tinha tentado, amava suas origens e não tinha nada pra esconder, só não gostava de algumas reações que tinha “Eu sou de lá então de vez em quando acaba escapando, mas não é nada demais. Meu problema acho que nem são os primeiros encontros, meu problema é mais qualquer possibilidade de relacionamento no geral, se for algo que eu esteja curtindo com a pessoa é ok mas se eu vejo que corre o risco de virar algo mais sério é quando eu geralmente saio correndo” confessou, até poderia fazer toda a palestra sobre como se sentia por conta do casamento fracassado ou melhor falando, do quase casamento, mas preferiu deixar o assunto pesado para outro dia e hora “Então temos um não-date para o Coachella… Mesmo se o meu par aparecer agora eu vou ter que te levar, sorry Hades.”
“Nós somos tragicamente parecidas, nesse caso.” Quase riu -- não pelos infortúnios pelos quais já passou e lhe levaram a esse ponto onde simplesmente perde a cabeça no instante em que qualquer relacionamento amistoso começa a lhe fazer sentir afeto demais, pois esse logo tende a se pintar de preto e destruir toda sua noção de equilíbrio, mas pela coincidência de encontrar-se com alguém assim de forma aleatória. Mesmo que hoje em dia ter problemas com relacionamentos seja algo que beira o usual. “Você deveria me ligar, então, para combinarmos nosso não-date.” Brincando sobre a seriedade de irem mesmo ao festival, Evy retirou um dos seus cartões de dentro da carteira e o ofereceu a ela, já que a parte de continuarem mantendo contato não era brincadeira. “Eu infelizmente tenho que ir.” Palavras mais sinceras não poderiam deixar seus lábios. Ela sorriu e apontou para o cartão. “Let’s keep talking.”

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bbztson:
tentou ajeitar uma pose que causasse impacto quando viu @evychey. a princípio pensou que seus olhos pregavam peças, mas precisou aceitar que ela estava realmente ali. ‘ fiquei curioso. volta pra cidade e nem avisa? tentou chamar atenção da morena partindo direto para o assunto.
Seus olhos focaram no homem por um longo instante após a fala dele, até que uma sirene ensurdecedora começou a tocar na sua cabeça. Agora é tarde demais para sair correndo? “Eu não sabia que precisava te avisar sobre o que eu faço com a minha vida...” cruzou os braços, sua atenção descendo pelo corpo alheio ao mesmo tempo em que lutava contra uma vontade animalesca de revirar os olhos. Certamente não sentiu falta disso.
steviewiley:
flashback.
Ok, sentar em seu colo talvez não tenha sido a escolha mais sábia, mas como todos os foras que deu na frente de Evy, a vizinha deu um jeito de consertar as coisas, as facilitar, deixar que continuasse fluindo bem… E quase matando Stevie no meio do caminho. Segurou em seus ombros, deslisando lentamente as mãos para as laterais de seu pescoço, enquanto recebia aquela mordida em seu lábio, quase a fazendo sorrir. Aquilo ainda parecia ser bom demais para ser verdade. E estranho. Quando que as câmeras iriam aparecer e avisar que tudo não passava de uma pegadinha? A mão em suas costas, por mais singelo que fosse o gesto, a fez ajeitar sua coluna conforme um arrepio passava, não reagindo como normalmente faria. Teoricamente esse era o momento que retiraria sua camisa, mas de nada fez, parte de si ainda hesitante com tudo aquilo.
Chega a ser curioso como Evy consegue compartimentalizar sua vida de tal forma que tudo parece estar bem, equilibrado, desde que não entrem naquele assunto do qual ela corre com todas as forças. E um dos melhores aspectos em relação a Stevie é exatamente esse, ela não passa dessa barreira. Quando é assim, a israelense consegue fazer o que quer com maestria e, naquele momento, o que quer é mais contato do seu corpo com o alheio. Porém, indo contrário aos seus desejos, a mais alta cessou o beijo e afastou um pouco seu rosto, com um sorriso no meio da sua respiração mais pesada. “Era disso que você estava falando quando sugeriu um encontro amigável?” Perguntou tentando ser engraçada, mas muito provavelmente falhando nesse quesito. Evy entrelaçou os dedos nas costas de Stevie, sem querer que ela saísse do seu colo ainda.
steviewiley:
flashback.
Da vez anterior, Evy deu um pequeno aviso antes de tomar uma atitude e por alguma razão bastante ingênua, a jornalista esperou que isso acontecesse de novo. Ou ao menos que ela se levantasse dramaticamente e a puxasse para perto… Ou risse da sua proposta e a mandasse embora por ser melhor assim. Ainda não havia se dado conta que a vizinha tinha interesse em si, e provavelmente seguiria assim por dias, semanas, meses. Mas, antes que se afogasse num mar de pensamentos conflituosos, sentiu a mão segurar seu pulso, a obrigando se aproximar e curvar-se para baixo a fim de encontrar com os lábios alheios de novo. Muito rápido, muito rápido, muito rápido. Você prometeu que ia tentar não surtar! Como era difícil fazer sua cabeça calar-se, assim como a posição não estava das melhores… Será que era uma boa… Não fazia tanto tempo que havia beijado outra pessoa, mas certamente não foi naquelas circunstâncias e era como se estivesse enferrujada. Retribuía ao beijo, e desistindo de se perguntar se era ou não uma boa ideia, decidiu sentar no colo da mais alta para facilitar a vida das duas.
Evy deve ter um dharma e tanto pois nem mesmo com todo pessimismo dentro de si achando, secretamente, que seria rejeitada, ela deixou de ser surpreendida pela resposta positiva de Wiley. Aprumou-se na cadeira assim que sentiu a mudança de posições, não perdendo de sorrir vitoriosa graças à decisão tomada pela outra de sentar no seu colo, o que acabou atrapalhando um pouco o beijo mas a israelense logo tomou as rédeas da situação novamente. Dessa vez puxando o quadril alheio para mais perto de si, mordendo o lábio inferior da menor quase que numa forma de aviso para o beijo que estava prestes a iniciar: feroz, faminto. Sua canhota subiu pelas costas alheias, levantando sem muita intenção a camisa dela, mas sem se importar; só queria sentir o corpo dela contra o seu.
steviewiley:
flashback.
Não foi surpresa quando o beijo se partiu, sem aquele momento famoso de filmes e séries em que as coisas esquentam muito rápido, até porque Stevie ainda estava num processo muito lento de absorver o que estava acontecendo. Abriu os olhos devagar, piscando rapidamente enquanto ouvia os pedidos de desculpa, acompanhando todo o movimento da vizinha em se sentar de novo em sua cadeira. O que deveria dizer? Parecia até que haviam colocado gás do riso no ar porque a vontade mesmo era de rir e muito. Puro nervosismo. Aproveitou para deixar a xícara na mesa, desviando seu olhar para isso e tentar se acalmar. Aquela mulher tinha acabado de a beijar. Que mundo estava vivendo? Piscou rapidamente, levando a destra até sua nuca, esfregando o local rapidamente. “Hm, eu… Você não precisa se desculpar, ok?” Soltou um riso fraco. “Só… Não estava esperando por isso. Nem um pouco. Não mesmo.” Riu novamente, de mesmo jeito, olhando rapidamente para Evy. “A gente pode tentar de novo…? Vou tentar não surtar dessa vez.”
Não precisa se desculpar. O riso foi seco, irônico. Evy desviou o olhar e se recostou na cadeira, deixando na sua forma de sentar o último e único sinal de que ainda pode habitar dentro de si alguma porcentagem de confiança em si mesma, apresentada na forma desleixada como se postava. A israelense só parou de fitar o chão quando a proposta da mais baixa foi ouvida. Voltou, devagar, seus olhos castanhos até que encontrassem o rosto alheio, procurando ali alguma nota de dúvida, de simpatia... De mentira. Mas não viu -- seja porque não queria encontrar ou por de fato não existir, Evy não deixou a voz pessimista sequer começar: segurou o pulso de Stevie e lhe trouxe para mais perto, usando a canhota para tocar a nuca da menor até que ela estivesse na altura necessária para que pudesse novamente tomar os lábios dela contra os seus, mas sem dúvida, simpatia ou mentira desta vez; não. Chey buscava algo real, intoxicante, de fazer a cabeça girar. Logo já segurava a cintura alheia de um lado, com seus dedos se entrelaçando aos fios de cabelo dela do outro, enquanto o beijo era explorado sem demora.
I’m not an easy crier. I had such a strong reaction to this movie. It caught me off guard.

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flashback.
Provavelmente ficaria melhor com leite, fez a nota mental, não achando ruim sem, mas… E tinha um gosto familiar. Será que já havia tomado antes? Nem duvidaria dessa possibilidade. Até pensou em comentar sobre essa sua pequena descoberta, uma maneira de puxar assunto depois daquele brinde particularmente esquisito — mas que não seria julgado! Ninguém está julgando aqui! —, só que as coisas desandaram completamente. Stevie franziu a testa, nem notando que havia deixado a boca entreaberta devido ao toque em seu lábio, até subindo seu olhar da mão próxima demais de si até… O ombro. Não teve coragem de a encarar no rosto. Deveria ser algo amigável…? Claro, quem nunca tocou na boca do amigo para limpar… Sua boca? O canto esquerdo de sua boca pareceu estar num tique, já que ele queria se erguer num meio sorriso, mas também era segurado, por um curto tempo. What the hell. Be cool, be cool, be cool. Isso aí já estava parecendo um sonho muito maldosamente produzido pelo seu inconsciente, e antes mesmo que se certificasse se estava mesmo ouvindo aquilo certo, seu olhar se ergueu, mas deu de encontro com um rosto já próximo demais de si, só fazendo com que tudo ficasse mais… Em pânico. A mais baixa arregalou os olhos ao sentir os lábios alheios contra os seus, piscando rapidamente e com um esforço enorme para calar sua mente, fechou os olhos para retribuir o beijo, enquanto segurava a xícara com as duas mãos num medo enorme de acabar derrubando por… Por isso ter acontecido! Be cool. You need to calm down, Stevie.
Alguma coisa não estava certa... Embora o sabor ainda morno de Earl Grey nos lábios de Stevie fosse muito bem vindo, havia algo que lhe impediu de seguir em frente, seja lá o que fosse, e então ela se afastou, mas sem retirar a mão que tocava a lateral do pescoço alheio. “I’m sorry...” pediu, com um sorriso a levantar a ponta esquerda do seus lábios, voltando sem pressa à altura normal. O sorriso virou uma risada frágil, envergonhada. “Eu... não devia ter me deixado levar.” Continuou os pedidos, só então retraindo a mão e sentando-se de novo na sua cadeira. Precipitou-se demais com os sinais, os interpretou de forma errônea e agora teria de pedir aos céus que Stevie não se sentisse impedida de continuar a amizade. “Eu sinto muito.”
steviewiley:
Stevie tentou se ajeitar na cadeira para que seus joelhos não se chocassem de novo, visando não a incomodar com o pouco espaço entre as duas pernas, mas não teve sorte com isso. Apenas ofereceu um sorriso sem mostrar os dentes, fingindo que nada tinha feito, e só depois ouviu a risada dela e sua colocação sendo feita de outra maneira. “Ah… Normalmente sem nada ou com leite… Depende do chá.” Respondeu com um sorriso fraco, preso em sua garganta o pedido para que não pegasse as torradas. Não precisa… E seu olhar ficava seguindo a outra, novamente perdendo a fala diante daquela revelação bem… Inesperada? Por que se sentia bem consigo? “Hã… Está tudo bem, eu gosto de passar o tempo com você. Também.” Forçou um sorriso, ainda sem mostrar os dentes, sendo muito estranho vê-la daquele ângulo, mais alta do que de costume. Por que você não senta…? Oh, um brinde. Pegou sua xícara, até começando a erguer, até lembrar de algo essencial: se levantar. Se levante logo, sua idiota. Colocou-se de pé, quase derrubando parte da bebida, mas por sorte, não tendo esse desfecho. “A encontros amigáveis.” Repetiu, ainda achando esquisito dizer aquilo — mesmo que ela própria tivesse começado. Parecia até que Evy estava enfatizando demais… Nah, deveria ser coisa da sua cabeça.
Abaixou seu olhar para o chá, combinando mentalmente que se fosse ruim puro só pediria pelo leite e pronto — sem fazer caretas, sem fazer comentários idiotas —, arriscando um primeiro gole curto no mesmo.
Evy estranhou a resposta -- tal estranhamento nunca chegou ao seu semblante --, não havia comentado a respeito de gostar de passar tempo com Wiley para receber aquela réplica, mas ainda assim se sentiu contente em saber que a mulher confessou isso em voz alta. Obviamente não é segredo que gosta de passar tempo com esta, e talvez já tenham ambas até assumido isso em voz alta antes... Só não conseguia se recordar. Como despertando de um devaneio, tocou sua xícara à dela com um sorriso modesto. Seu gole foi deveras mais longo que o alheio, fazendo-lhe concluir que muito provavelmente Stevie nunca tomou Earl Grey antes. Adorable. Mordeu o inferior e assistiu enquanto sua mão desocupada, a destra, subia a caminho do rosto da vizinha. Seus olhos fixos no rosto dela viram o polegar tocar próximo ao lábio dela, onde havia uma gotinha do chá, sem demorar a se atrever de se mudar para o lado, traçando a linha dos lábios alheios com grande atenção. “I want to kiss you.” Confessou por baixo da respiração e de voz mais grave que de costume, curvando a coluna para conseguir se aproximar da mais baixa e fazer exatamente aquilo -- selar seus lábios contra os alheios.
starsbrightasyou:
“Eu não duvido, tudo fica extremamente mais caro nessa época então não tem o que eles façam pra mudar a minha ideia, boa sorte ao mercado norte americano” falou com o leve sotaque aparecendo, sempre que precisava falar mal ou criticar os Estados Unidos o sotaque britânico da mulher aparecia, mais forte do que normalmente “Não seja tão precipitada, eu acabei indo em um a dois anos atrás e posso confirmar que eu não sou a pessoa mais divertida mas eu posso tentar o bastante, quem sabe eu não roube o meu parceiro e dou a entrada pra você? Uma espécie de presente anti dia dos namorados.”
Evy segurou a vontade de rir pela forma como a outra estava empenhada em falar mal do dia dos namorados, até mesmo ouvindo seu sotaque se tornar britânico. Arqueou ambas as sobrancelhas, difícil de não se sentir interessada sempre que encontra alguém que também não seja originário dos Estados Unidos. “Isso foi um sotaque britânico que eu ouvi?”, perguntou com um sorriso largo. Sonha com o dia que vai poder esconder o seu próprio sotaque. “Bom, não sei o que te fez ser pouco divertida mas, no meu caso, às vezes isso acontece quando me sinto desconfortável. Primeiros encontros me deixam tensa, algo na pressão de fazer com que tenham uma boa impressão de mim...” ao notar que estava falando de mais, deixou a frase sem um fim apropriado e forçou uma risada curta. “Se você não encontra-lo, eu certamente adoraria comemorar o anti dia dos namorados juntas no Coachella.”
steviewiley:
Quando Stevie aceitou o convite e sentou naquela cadeira, não esperava que a conversa com chá seria tão… Intensa. Ou melhor, o assunto parecia ser de um material bastante profundo, algo íntimo e que poucos tinham o privilégio de ouvir sobre, além de ser uma narrativa cativante. Se era a narração ou a narradora, ou ambos, a jornalista não sabia dizer. Só ficou com os olhos pregados em Evy o tempo todo, ignorando completamente sua felicidade em saber que aquela mulher tinha interesse em mulheres. Não significava nada, nada, nada. Ficava difícil se concentrar sem deixar sua mente ir longe e imaginar o cenário… Imaginar a vizinha mais jovem na cama, tomando chá. Poderia ser a… Não termine isso. Piscou rapidamente, abaixando seu olhar para as bebidas em sua frente, torcendo muito para que seus pensamentos não pudessem ser lidos ou estaria bem encrencada. Envergonhada. Umedeceu os lábios, distraída demais com a própria mente que insistia em a contar exatamente o que havia escutado. “É uma boa história.” Comentou baixo, piscando rapidamente para a olhar. “Hm? Como assim? Ah! Eu… Com o que tiver no apartamento. Normalmente, torradas. E você?”
“Orkun,” agradeceu na língua nativa, tocando o joelho de Stevie com o seu próprio graças ao pouco espaço que havia deixado ao puxar a cadeira e se sentar. Gargalhou divertida devido à resposta, negando brevemente. “Perdão, eu deveria ter sido mais específica. Quis dizer alguma espécie de adoçante, ou leite.” Mais uma vez a falha de comunicação, que Evy culpa no fato de não ter inglês como primeira língua, apesar que essa foi decerto uma falha bem engraçada. Levantou-se mesmo assim e foi aonde sabia ter torradas que comprara na manhã anterior, pegando também um pequeno prato onde dispor as mesmas antes de descansa-las sobre a mesa. Tirou o leite da geladeira para si e o misturou ao chá, ainda de pé. “Desculpa se eu me expus demais... Faz tempo que não encontro alguém com quem eu me sinta bem o bastante para querer contar essas coisas.”
Mesmo diante da cadeira, no espaço entre ele e Stevie, Daevy não se sentou. Pegou sua xícara e a levantou, para fazer um brinde. “A encontros amigáveis.”
steviewiley·:
Stevie foi entrando no apartamento logo atrás da mais alta, em uma distância considerada segura, fechando a porta atrás de si e prosseguindo para o que deveria ser a cozinha — não sem antes dar uma olhadinha curiosa pelo apartamento. Bem melhor decorado que o seu. “Ok.” Saiu do seu momento turista, esperando que não tivesse sido pega no flagra, e continuou o caminho até o cômodo, timidamente se aproximando de uma das cadeiras para puxar e sentar. “Hã… Eu gosto de… Por que não faz seu favorito? Sinceramente, eu não consigo responder qual eu gosto, mas quais… E, sei lá, vai que o seu favorito, eu não conheço? Então… Seria uma experiência legal… Né?”
Evy encostou-se na mesa, observando Stevie enquanto ela respondia, com serenidade em sua expressão. Afastou-se com um sorriso modesto, buscando tudo necessário para fazer o pedido enquanto contava sua história. “Na minha primeira visita a Londres -- que eu fui com os meus pais --, eles quase não me deixaram em paz. Foi pouco antes de... eu decidir me mudar para Nova Iorque.” Não havia contado para Stevie, para ninguém, na verdade, a respeito da sua fuga de casa aos 18 anos. Mas era conversa para outro dia. O segundo encontro amigável, quem sabe. “Eu deveria ter uns 16 anos, por aí.” Continuou, colocando a água para esquentar. “Estávamos lá por conta de uma conferência a respeito de assuntos muito chatos cujos detalhes você não precisa saber,” riu-se brevemente, puxando uma cadeira para se sentar mais perto da menor, com uma caixa para chás diante de si, sobre o tampo da mesa. “Bom, eventualmente eles se distraíram com esses outros empreendedores e eu tive um momento de paz. E eu percebi que tinha alguém olhando para mim. She was... exquisite.” Seus dedos tamborilavam de leve a caixa fechada. “Era também a única outra jovem num mar do que, na época, parecia um monte de gente velha. Com menos de dez minutos de conversa já tinha ficado clara a atração e nós desaparecemos do salão de eventos pelo resto da tarde.” Um sorriso nostálgico contemplou seu semblante, seus olhos fitaram brevemente um ponto aleatório na parede, antes de reencontrar o rosto de Stevie. “Eu e meus pais ficamos três dias lá, e todos os três dias eu e essa inglesa fugíamos do hotel para ficarmos sozinhas. Até hoje eu ainda consigo me lembrar da intensidade, da vivacidade daquele mero final de semana...” inspirou profundamente, sorrindo quase como se se achasse uma tonta. Abriu a caixa e passou a ponta do indicador pelas suas sessões, procurando por um específico. “Bom, no nosso último dia juntas, ela insistiu que eu não tinha experimentado Londres como deveria, um fato inegável, e disse que eu tinha que sair do Reino Unido pelo menos sabendo o que é um chá de verdade.” Evy levantou-se, com dois saquinhos de chá em suas mãos, virando as costas para Wiley. Colocou água quente nas xícaras que havia separado e, em cada uma, um saquinho de chá. Voltou-se para a mesa e deixou-as uma para Stevie e uma para si. “Depois do que foi mais um dia incrível, ela me fez uma xícara de Earl Grey, que eu bebi na cama enquanto ela ficava o tempo todo olhando para mim, como se pudesse ler as minhas reações.” Com um riso fraco, apontou para as bebidas fumaçando. “Eu provei muitos outros chás, mas nenhum tem tanto poder como esse. Por isso é o meu preferido.” Respirou fundo, fitando a menor até se lembrar de algo faltando. “Você toma seu chá com quê?”

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@evychey
steviewiley·:
Arqueou lentamente suas sobrancelhas, entendendo que se tratava de um convite… Para tomar chá… Amigavelmente. Por que o jeito que ela falou soou mais sensual do que deveria? Não! É coisa da sua cabeça, pare de ser estranha. “Hã… Claro, c-claro. Eu não estou fazendo nada mesmo. Um chá vai bem… Vai muito bem. Eu gosto de chá.” Pare de falar, pare de falar.
Ainda enquanto Stevie se confundia com as suas palavras, Evy abriu a porta para o seu apartamento e deu espaço para a mais baixa entrar, observando-a por trás. As suas confusões são adoráveis ainda, mesmo tendo descoberto que não é pelo motivo que achava serem... Chey suspirou, parando no caminho da cozinha. “Vem comigo.” Chamou e mostrou logo a mesa, indicando que poderia se sentar se quisesse. “Do que você gosta?”