Ă injusto demais, como se jĂĄ nĂŁo bastasse lutarmos todos os dias para nos manter seguindo, por nossas conquistas, ainda temos que lidar com outras pessoas tentando destruir tudo que construĂmos. SĂł nĂŁo acho justo, entende? SĂł queria viver minha vidinha, na paz que puder ter, mas Ă© difĂcil quando se Ă© necessĂĄrio ficar sempre em alerta, cuidado! alguĂ©m pode chegar e apedrejar sua janela, sem motivos, sĂł para causar. Ă tĂŁo cansativo, tĂŁo dolorido, hĂĄ dias em que nem me manter em pĂ© consigo, entĂŁo essa pedras aparecem e nĂŁo parece haver mais nada para me manter aqui. Tem dias que levantar nĂŁo Ă© a parte mais difĂcil, mas sim, aceitar o que vem depois disso. HĂĄ momentos em que as minhas suposiçÔes me engolem, me aborvem. Eu tento matar o mĂĄximo de leĂ”es por dia, mas Ă© difĂcil, sabe? Quando outras pessoas aproveitam e soltam os seus na minha direção. Lutar sozinha Ă© a sobrevivĂȘncia mais calejante que existe. No final ficamos fortes, mas parece que se um pingo dĂĄgua tocar na nossa cabeça, a gente desmorona. Talvez seja sĂł isso, essa luta constante pra se manter de pĂ©. Essa guerra interna entre correr ou se entregar. Eu nĂŁo sou de desistir, mas confesso que foram inĂșmeras as vezes em que eu quis olhar para trĂĄs, mas tive medo de me ver derrotada.
F. en compagnie de And.















