🦋 Opa, desculpa — a brasileira falou prontamente quando esbarrou em alguém na porta do salão onde estava acontecendo a festa secreta, os olhos escuros se erguendo para a figura masculina no mesmo momento, notando que o tinha visto recentemente pelo castelo mas ainda não sabia seu nome — não seria uma surpresa, claro, ela não conhecia todo mundo ainda — Você é novo aqui, não é? Um novato reconhece outro — soltou em um tom divertido, abrindo um sorriso para o rapaz. Não sabia se ele era purista ou não, por isso, tinha que ser o mais agradável possível. — Sou Erika Borage, é um prazer. — como sempre, ao invés de apertar as mãos como os ingleses sempre faziam — algo totalmente sem graça na sua opinião — a morena simplesmente deu um leve beijo em cada bochecha do maior.
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Rolou os olhos quando ela perguntou se ele estava preocupado com ela, mas não discordou. Não era realmente uma preocupação, era mais um receio, mas se ela dizia que aguentava então ele acreditava. Abaixou o olhar para seus lábios no instante em que ela os mordeu, sentindo um arrepio percorrer a espinha com aquele simples gesto. “Que bom, é mais uma coisa que temos em comum.” Apollo sempre era direto naquilo que queria, e era aquilo que fazia com que ele conquistasse o que desejava. “Se eu não tenho coragem? Por favor…” Riu baixo. “Na Grécia temos uma bebida chamada ‘Uzo’, é uma delícia. 50% álcool, a gente não coloca nem gelo.” Se gabou, mas calando-se quando ela disse que daria um beijo para lhe convencer. “Pensando bem, eu nunca botei uma gota de álcool na boca em toda minha vida, não vou conseguir beber isso aqui…” Começou, aproximando-se da morena. “Eu vou precisar de muito convencimento da sua parte, Erika.”
🦋 Erika não conteve o sorriso debochado quando ele parou simplesmente de falar, logo começando a dizer que não tinha nunca colocado uma gota de álcool na boca. Realmente, gringos eram bem mais interessantes do que a brasileira tinha pensado e ficou apenas observando-o se aproximar — Vai mesmo? Fico feliz em saber disso. — prontamente passou a mão pela nuca dele, puxando-o para si e selou seus lábios, iniciando um beijo quente enquanto encostava o próprio corpo contra uma das paredes do castelo, agradecendo por não ter se afastado demais de algo para se apoiar.
“Algumas frutas? Acho que posso conseguir para minha afilhadinha. Se a mãe dela vir junto…“ Não iria negar que a arara tinha cativado seu coraçãozinho, principalmente por ficar esfregando a carinha em Amélie, que nem a dona… A morena deu um sorriso para a brasileira levantando a sobrancelha como dissesse “vamos?” -Posso conhecer alguns lugares… Posso te apresentar todos- ela seguiu dando uma olhada por cima dos ombros para saber se Erika a seguia. Aquela sensação era excitante, buscar algum lugar quieto o suficiente para as duas poderem curtir um bocado e a ideia não tardou a vir, como monitora tinha o conhecimento de onde os casais normalmente iam e lá a levou.
🦋 Ela vai amar. E claro que eu vou junto — a certeza em sua voz não deixava espaço para dúvidas. Não pensou que Amélie fosse gostar tanto de sua arara, mas não tinha como ser diferente, ela era a coisinha mais linda do mundo. A brasileira deixou o copo prontamente em cima da mesa, indicando que estava pronta para sair — Que ótimo… vou adorar conhecê-los. — tratou de caminhar atrás da sonserina, sem nem se importar que alguém poderia estranhar ou que poderiam dar por falta das duas, agora ela tinha coisas mais importantes para se atentar. Ainda se perguntava como alguém não se perdia pelos corredores tão iguais, mas acreditava que era só questão de costume, esperava que também conseguisse fazer aquilo algum dia, mesmo que por só alguns meses já que logo estaria formada.
Erika entrou logo depois de Amélie, correndo as orbes pela sala vazia e voltou a atenção para a negra assim que ouviu o pedido, se aproximando lentamente e com um sorriso sacana nos lábios. — Claro que ajudo. — parou na frente dela, subindo a destra por sua coxa e pela extensão da bota, mas não parando no zíper e sim tocando o íntimo feminino por baixo do vestido e por cima da calcinha com um pouco de pressão, enquanto a canhota apertava de forma possessiva a coxa dela. — Gostosa — sussurrou no ouvido da Burke, beijando seu pescoço de forma lenta e quase torturante até afastar a mão de sua intimidade e finalmente abrir o zíper das botas dela, livrando-se dos calçados.
A corvina subiu ambas as mãos pela cintura de Amélie com pressão, parando uma na cintura estreita e levou a outra até sua nuca, segurando os cabelos femininos com um pouco de força para só então selar seus lábios nos dela com desejo, colando seus corpos.
— É o que acontece em festas muito lotadas. — Penélope riu de leve, em seguida tombando a cabeça para o lado. — Tênis? Tênis com meu vestido rodado de boneca? — A garota olhou levemente para baixo, para o vestidinho vermelho que usava, e não pôde deixar de dar uma pequena rodopiada, para comprovar que o vestido era de boneca. — Está vendo? — Sorriu, de maneira doce. — Você acha que seria uma boa ideia?
🦋 Uma risada baixa escapou dos lábios de Erika quando a garota fez aquela pergunta e rodopiou, acabando por cruzar os braços na frente do peito e assentir lentamente com a cabeça — É claro que seria. Principalmente um tênis branco, combina com qualquer coisa, você ficaria ainda mais linda… confia em mim. — piscou para ela de forma galanteadora, estendendo o copo em seguida para ela — Quer? Garanto que está melhor do que o ponche na mesa. — os olhos escuros analisaram com cuidado a garota, não se lembrando direito dela e tratou de acabar se apresentando — Eu sou Erika… desculpe não lembrar seu nome, é bem complicado ser nova e não ter decorado todos os alunos ainda.
Cercado de luzes e decoração de natal, Bones se sentia no céu em sua época favorita do ano. Enfeites flutuantes e brilhos que insistiam em sobrevoar suas cabeças, o mundo mágico era completamente diferente do mundo trouxa.
Jack conseguia apreciar a beleza da fé de sua mãe e dos trouxas em uma entidade que não existia. Esse deus dos trouxas fez com que sua mãe sobrevivesse à pior época de sua vida. Apreciava, mas não acreditava, não era pra ele.
De certa forma, era um tipo de magia acreditar em uma coisa que não haviam provas de ser real. Havia tanta coisa da magia que eles não tinham provas, que parecia bobo não acreditar em uma coisa assim.
Ao mesmo tempo, ele também era da opinião que bruxos não gostavam de ser inferiores a alguma coisa. Por isso muitos não acreditavam em adivinhação, perder o controle de seu futuro era absurdo.
Bruxos eram seres arrogantes. Humanos no geral. Até nessa época do ano, natal ou yule, dependendo do ponto de vista. Não gostava de ver a pilha de coxas de carne e perus suculentos que se enfileiravam na mesa.
“É, a comida realmente está muito boa.” Concordou com o bruxo ao lado, entupindo a boca de purê de batata para não desabafar como achava tudo um absurdo.
🦋 Erika tinha os olhos no rapaz que parecia nunca ter visto comida na vida e tinha o cenho franzido enquanto bebericava a sua bebida batizada com uma leve careta de nojo cada vez que alguém lhe oferecia um pedaço de carne. — Fala sério, é tão difícil entender que eu sou vegana? — indagou um tanto irritada para o que pareceu ser a quarta pessoa a lhe perguntar se queria um pedaço. Graças a Morgana ela havia pedido para os elfos fazerem algo vegano para si, por isso, agora estava tratando de pegar a carne de soja a sua frente. — Realmente, muito boa. — resmungou a brasileira em resposta ao outro, notando que ele só estava pegando o que não era de origem animal e tratou de oferecer para ele — Quer? É carne de soja, pedi para os elfos fazerem… eu sou vegana, então não há muita coisa além de batatas e salada que eu coma aqui na mesa.
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O sorriso de Safiya aumentou, pegando o presente nas mãos e, como tinha de tudo, adorava receber presentes que significassem algo para quem estava presenteando. Não havia entendido muito bem porque não apenas entregar o presente de verdade, de uma vez, mas se era algo que sua família fazia, deveria ser importante. — Devolvo as bananas? — Colocou-as em cima da mesa mais próxima, pregando o embrulho de suas mãos e não demorando muito para abrir. Seus olhos castanhos pareciam duas estrelas, completando encantada. — É… Lindo. Colocarei na cabeceira. Obrigada. — A abraça de leve.
🦋 Erika sentiu o peito encher de orgulho com a reação de Safiya, era exatamente aquilo que ela esperava já que comprou algo pensando que poderia significar a amizade das duas, já que assim como a brasileira, a garota tinha praticamente tudo e nada que não tivesse um significado seria importante para ela. — Pode devolver — soltou uma risada divertida, deixando que ela pegasse o embrulho e o sorriso dela também aumentou, correspondendo o abraço no mesmo instante antes de se soltar — Não precisa agradecer. Confesso que foi difícil pensar em algo para você, Saf… mas achei que iria gostar de alguma coisa que lembrasse de mim. — comentou pegando seu copo novamente para tomar um gole da bebida.
Cachaça brasileira realmente era uma bebida que, por mais que Pollo nunca tivesse provado, tinha a consciência de que era bem forte. Brasileiros não brincavam em serviço quando o assunto era álcool e comida, ou ao menos foi o que ele ouviu. Agora também achava que eles não brincavam quando o assunto era mulher bonita… “Okay, okay, sorry. Só não queria você vomitando pelo castelo e levando uma detenção logo antes do Natal, mas não está mais aqui quem falou.” Respondeu, levantando as mãos em sinal de rendição, apenas para pegar o copo que ela lhe dava em seguida. Deixou ser arrastado para fora da festa antes mesmo de conseguir provar a bebida, apenas parando quando os dois já estavam nos jardins. “Você é rápida pra quem já tomou algumas…” Comentou baixo, fitando o líquido dentro do copo. “Você não precisa me dar uma poção do amor, Borage, eu ja estou apaixonado.” Brincou, com um sorriso no rosto.
🦋 Talvez Erika devesse comer alguns doces para baixar mais ainda todo o álcool que tinha ingerido naquela noite, mas agora já estava lá fora e ia terminar sua bebida. Os olhos escuros voltaram-se para o rapaz quando ele falou sobre não querer que ela pegasse uma detenção — Está preocupado comigo, Apollo? — indagou em um tom de voz mais baixo, dando um sorrisinho travesso. — Eu falei para você que eu sei beber. — piscou para ele, dando uma risada baixa logo em seguida e virou o corpo lentamente na direção dele, erguendo uma sobrancelha na direção do Selwyn — Uma poção do amor? Acha mesmo que eu faria uma coisa dessas, Selwyn? Por Morgana, eu sou direta no que eu quero… não preciso de poções do amor. — mordeu o lábio inferior levemente o olhando antes de voltar a atenção para o copo na mão dele — Pode tomar, não é uma poção do amor. Ah não ser que você não tenha coragem de experimentar bebidas brasileiras. — provocou em um tom de desafio, inclinando a cabeça levemente para o lado sem desviar a atenção dele. — Ou será que vou ter que te dar um beijo para te convencer?
O choque fez com que Penélope, desastrada como sempre, tropeçasse levemente para a frente, apoiando na parede mais próxima para recuperar o equilíbrio, mas um pequeno sorriso gentil surgiu em seu rosto, ainda que atento – a garota estava, de fato, fugindo. Mas não de “alguém”, e sim da carta que acabará de receber. Precisava de um lugar quieto para pensar, e por isso toda a pressa em sumir dali. — Não… Eu não me machuquei. Os sapatos estão apertando meu pé… Desculpe pelo encontrão. Você está bem?
🦋 O cenho de Erika foi franzido, sua desconfiança aumentando um pouco quando ela disse que os sapatos estavam apertando seus pés. Aquilo não era uma desculpa boa o bastante para alguém sair quase voando do salão e nem mesmo ver para onde estava indo… bom, de qualquer forma não era de grande importância para a brasileira, então ela resolveu só fingir que acreditava e estava tudo bem. — Entendo… vocês e suas manias de usarem saltos, podia tentar tênis, são bem mais confortáveis e garanto que não vão apertar seu pé. Sim, eu estou bem, você não foi a primeira que esbarrou em mim. — soltou em um tom simpático, dando um sorrisinho para ela.
Amélie não resistiu em levar a mão para a cintura de Erika com aquela mordidinha, se arrepiava toda com aqueles pequenos atos, mas por sorte ela se afastou porque se não teriam um belo problema para apagar aquele fogo. “Eu sou do tamanho de um niffler, acho que não tenho escolha.” comentou dando uma risada fraca. Desde que ficou presa nos seus 1,65 tinha se acostumado a compensa-los com saltos de quase 10 centímetros e agora não conseguia se ver sem seus maravilhosos amigos. “Bem, acho que pode. Temos uma estufa e podemos enfeitiçar para ficar quentinha para ela“ ponderou já pensando como que faria para seu gato não implicar com a sua mais nova afilhada, além de ser uma ‘atração’ para a festa de natal. Nisso uma ideia apareceu em sua cabeça, o que fez um sorriso de gato cheshire aparecer em seu rosto “Quer mesmo esperar para o vagão? Porque oh, temos que arrumar sua mala e suas amigas estão por aqui…”
🦋 A mão em sua cintura foi um indicativo extremamente positivo para Erika de que Amélie concordaria com o que ela estava pensando por isso, um sorriso travesso delineou os lábios carnudos da brasileira. — É, isso é verdade mesmo. Acho que Maria é maior do que você — provocou a amiga, dando uma risada divertida. Erika não era muito adepta dos saltos principalmente porque já era alta o bastante sem eles e também porque gostava de liberdade para se movimentar sem correr o risco de quebrar o pé no menor movimento em falso. — Sério? Tenho certeza que ela vai amar, principalmente se tiverem algumas frutas para ela. — abriu um sorriso largo, já imaginando que a arara azul iria se sentir perfeitamente em casa e claro, a Borage ia adorar conhecer os pais da amiga, levando em conta que poderia formar alguma aliança com os Burkes, seus pais iriam adorar. O questionamento seguinte a fez ficar surpresa, abrindo a boca em reflexo e ficando uns segundos encarando a sonserina como se não estivesse acreditando no que ela havia proposto, mas logo um sorriso sacana abriu-se nos lábios da corvina — Podemos dar uma olhada pelo castelo… alguns lugares devem estar vazios. — mordeu o lábio inferior levemente. — Quer me mostrar mais algum lugar isolado de Hogwarts?
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“Só unzinho?“ respondeu em um sussurro igualmente baixo. “O que acha da gente reservar uma cabine no trem?” ofereceu com um sorrisinho travesso. Emy podia ser os extremos, hora perfeita, hora uma confusão e ela gostava disso, como transitava por tudo “Não sei como consegue andar com essas coisas, salto é tão… Normal para mim” ponderou olhando as botas, que lhe davam uns bons centímetros de vantagem. A fala dela porém chamou-lhe a atenção, como uma amiga sua ficaria sozinha em Hogwarts? “Sabe, se quiser pode ir lá pra casa. Meus pais amam quando levo minhas amigas para viajar com a gente, não deve ser tão ruim levar para o natal”
🦋 Na verdade, podem ser quantos você quiser. — sussurrou ao inclinar o corpo para falar no ouvido de Amélie, mordendo seu pescoço levemente antes de afastar calmamente como se não tivesse feito absolutamente nada. — Eu acho uma ideia maravilhosa. — concordou com o mesmo sorriso travesso que a amiga. Gostava do perigo e não havia nada mais excitante para a brasileira do que a ideia de que alguém poderia lhes pegar a qualquer momento na cabine… é, ela gostava bastante daquilo. — Eu não sei como conseguem andar sempre de saltos. Os tênis são bem mais confortáveis e eu não corro o risco de quebrar o pé. — brincou com ela, soltando uma risada divertida. Não era muito fã de saltos, principalmente no Brasil onde ela passava a maior parte do tempo no meio da floresta, era bem melhor ficar de tênis ou chinelos do que de salto… só os usava em ocasiões extremamente formais, caso contrário, qualquer oportunidade era perfeita para ela colocar tênis. O convite lhe pegou de surpresa, fazendo a corvina ficar uns segundos sem resposta até finalmente falar novamente — Olha, eu acho que vou aceitar. Vai ser legal conhecer seus pais. Maria pode ir, não é? — tratou de perguntar, já que caso a arara não pudesse ir, teria que recusar o convite porque não a deixaria sozinha no castelo.
Estava pronto para se virar e xingar quem quer que tivesse batido o corpo no seu, mas sentiu todo o corpo relaxar quando os olhos bateram na sua brasileira favorita. “Que isso, tudo bem… Não precisa se desculpar, eu estava no caminho.” Brincou, a olhando de cima a baixo, de forma nada discreta. Não tinha a intenção de deixá-la desconfortável, mas duvidava que ela se importaria. “Aren’t you cold?” Perguntou, logo vendo as bochechas rosadas da garota. Ela havia arrumado um jeito de se esquentar, no fim das contas. “Eu seria um tolo se não aceitasse, não é?” Sorriu de forma galanteadora. “Mas quem sabe você toma uma aguinha, uh? Equilibra um pouco as coisas.”
🦋 É claro que Erika reparou no jeito como o rapaz lhe olhou, mas não se importava nem um pouco com aquilo, gostava quando lhe admiravam e por isso usava roupas mais chamativas para isso. Era bom ter o corpo brasileiro e amava como chamava atenção por aquilo — tanto masculina quanto feminina — No. Eu estou bebendo cachaça brasileira e ela sobe um pouco… rápido demais e esquenta o bastante para eu não me preocupar com a temperatura. — comentou encolhendo os ombros calmamente. — Confesso que seria. Quer beber algo sem graça ou quer me acompanhar? — indicou o jardim com a cabeça e estendeu o copo com jurupinga para ele experimentar, não esperava que ele gostasse, mas era o bastante para esquentar o corpo. Os olhos escuros foram virados nas órbitas com as palavras dele — Eu sou brasileira, Apollo, não fico mal tão rápido. E eu já tomei água e comi alguma coisa para abaixar um pouco o álcool. — soltou em um tom de voz mais baixo, como se estivesse contando um segredo para ele e sem esperar muito o pegou pela mão, puxando-o consigo para fora da festa em direção aos jardins.
🦋 Opa — a brasileira soltou quando o corpo bateu contra alguém bem maior que ela, dando uma risada baixa e levemente alcoolizada, equilibrando com maestria o copo de “jurupinga” — Desculpe, acho que eu bebi um pouco. — soltou em um tom quase que surpreso, mordendo o lábio inferior assim que viu que era Apollo. A jovem sabia muito bem como manter as aparências em uma festa de escola, já tinha feito aquilo diversas vezes no Castelobruxo, mas parecia que Hogwarts era tão gelada naquela época que várias doses de pinga eram necessárias para que esquentasse — Apollo… que prazer em vê-lo. Vou ser obrigada a lhe perguntar se quer beber alguma coisa comigo. — diz ainda com o sorriso nos lábios, ajeitando a postura e colocando uma mecha do cabelo — que naquele dia estava curto — atrás da orelha.
🦋 Erika estava sentada em uma das mesas, com as pernas cruzadas enquanto bebericava sua bebida. Os olhos escuros corriam pelos alunos ali presentes, já podendo separar alguns — poucos — entre os que valiam a pena conversar e os que não valiam absolutamente nada, seus pensamentos um tanto perturbados — com diversões cruéis — foram interrompidos por uma voz conhecida, ainda que a tivesse escutado apenas uma vez e ocasionalmente pelos corredores — Rasmus… perdão, o que disse? Eu estava um pouco avoada. — diz calmamente e quase que inocentemente, erguendo os olhos para ele com um sorrisinho calmo nos lábios carnudos — Quer um gole? — ofereceu a sua própria bebida, aguardando pacientemente que ele lhe falasse o que fora fazer ali.
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🦋 Helena! Uau, você está simplesmente maravilhosa. — deslizou os olhos pela figura feminina, já um tanto exaltada por causa da bebida que tinha batizado — agradecendo ao avô por ter lhe mandado algumas garrafas enfeitiçadas como bebidas não alcoólicas — Quer um gole? Garanto pra você que está bem melhor do que aquela coisa sem graça ali na mesa. — indicou com a cabeça os ponches oferecidos pela escola.
“E como está a minha afilhada hun?“ perguntou com um sorriso deixando-a beijar sua bochecha como tanto adorava fazer. Podia não retribuir, pois não era seu costume, mas gostava daquele contato. “Sabe que eu sou monitora não é?” falou segurando o riso estendendo a mão para pegar o copo dando um rápido gole antes de lhe devolver “Obrigada minha flor, você também está deslumbrante. Mas não é como se não fosse sempre né” brincou dando uma piscadela “Vai voltar para o Brasil nessas férias?”
🦋 Dormindo no meu dormitório, ela não gostou mesmo do corujal. — contou com uma careta de reprovação ao lugar que parecia bem mórbido, sem contar que as corujas não pareciam tão felizes assim com a presença de Maria lá com elas. — Sei sim… mas você não vai me entregar né? Eu te dou um beijo. — soltou em um tom de voz mais baixo, como se estivessem negociando alguma coisa e logo deu risada, deixando que ela pegasse o corpo batizado da sua mão. — Ah obrigada, eu sempre aproveito uma oportunidade de usar tênis. Bem melhor do que salto, completamente desconfortável… uma pena que está frio ou eu estaria de chinelo. — brincou — Ainda não sei, acho que não. Meus avós e meus pais estão bem ocupados com algumas coisas, então acho que vou ficar aqui no castelo. Você vai para casa nas férias? — indagou interessada, tomando um gole demorado de sua bebida.