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Não pareço mais ser impressionante. Não me notam por onde passo. Em minha mente, o golpe de ingenuidade se alastra como um fungo ao passar dos anos, que ao passar de cada um, eu opto por me renovar pela travessia da mentira que conforme a frase dita, sufoco a sensação no tempo errado: eu conjugo no presente. Como se isto já não existisse há anos, este status. Como se a descoberta estivesse ocorrendo a todo tempo e sendo apagada em minha memória no tempo seguinte. “Não pareço impressionante, não impressiono mais”. E teimo em dizer, que já não impressiono mais. Quando já não é mais um presente. Já não sou isto. Sou aquilo, e há muito tempo. Aquilo, que vive em mim, mas em distância. Não há ela aqui comigo, não há fotografias nossas, nunca vimos um filme juntas ou cozinhamos juntas. Desde o presente que ela aos poucos, foi vindo. Ela em gerúndio, que fui entender pontualmente não ser estado, mas sim, uma permanência. Um vórtice, pois não há brisa na sua proposta introspectiva, a priori lembro que não foi asco à primeira vista. Me veio um vislumbre, por segundos antes de azedar. Achei chic a escolha do silêncio que me cheirou à sandice de mulher rica que pratica yoga e paga por um final de semana num retiro em Parati.
O ato de apaixonar-se pela solidão. Mas hoje, eu já não acho bom, nem essencial. Acho sonífero e sombrio. Ela não, não perto de mim. Ela, que entrega logo na língua, o sal em economia. E o que lamento é se por ventura, eu descobrir nas últimas rezas, de que meu timbre não causou sono, de que fui salgada, de que não fui ela. Pois que fui impressionante. Solta. Desavergonhada. Mas pensando assim, espero que nunca isso me ocorra, pois talvez doa mais, doa agudo em meu peito, pequeno de tamanho pouco impressionante, tal qual a sua dona, desimpressionante e impressionada pela coragem boba de querer se mensurar. Mas o medo de investigar se fui, se ainda sou.. talvez não descobrir e talvez o medo de saber seja artimanha dela que justamente desaproximo e trato como terra estrangeira. Se todavia, eu descobrisse que justamente a chave fosse dizer que ela sou também eu, finalmente eu um dia, finalmente conjugue sobre ela, no passado.

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a caranguejinha mais risonha testemunhada na vida humana. nossa leoa das bochechas coradas e dos olhinhos mais fininhos de caramelo.
sonhei noite passada contigo. estávamos a caminho de uma lanchonete que nunca fomos e você estava linda como as luzes num céu de ano novo. kauana pedia que a gente apressasse o passo porque com o destino era uma cerveja gelada, íamos eu e tu e ela viver uma aventura noturna.
íamos eu, tu e kauana pra tomar uma cerveja e o pessoal se entreolhava sem entender o auê interno e a alegria de vida. ju, te imagino assim hoje. na eletricidade de uma celebração e se sentindo acolhida pelo amor da gente que te ama.
eu vez ou outra escuto a gargalhada do fracasso. uma voz costurada em retalhos de timbres insuportáveis me contando na vaidade que você nunca entenderá que eu não quero brigar. que o meu desejo é outro. desejo ser revisada e reavaliada como pessoa zero quilômetro. de muro limpo.
daqui que o tempo enquadre o teu pensamento na minha perspectiva, o dia esfria, o céu envaidece um tom salmão e a lua rouba o lugar na fila.

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o meu sentir é extremamente orgânico. sou vagarosa e burocrática no sistema esquelético dos sentimentos e prefiro lançar a pilha destas responsabilidades para o departamento dos mapas natais. e assim o meu eu lírico se liquidifica na dúvida de dizer-se eu ou nós quando falo, quase certa de ser parte de um algo além com propósitos sublimes. femíneos.
flutua a dúvida se sou exceção na sensação ou se não passo de uma sensação comum de exceção inquilina em toda mente vermelha.
sou uma vespa sem mãe e sem tez, que se percebe estranha através desta velocidade rasteira e molhada onde tudo será sentido em breve. que grita pelo susto depois que o mata. que internaliza a sacanagem quando o corpo alheio esfria. que só consegue detestar na semana que vem. sou a que acha graça aos poucos. que desabrocha com calma e na minha particular projeção do conceito. e eu hei de assimilar completamente a sua sagacidade no fim desta tarde, prometo. me apaixono lenta porque descubro depois e a saudade desce no quinto dia útil do meu ciclo. sou desconfiada por achar que não sentem assim como eu sinto, a conta gotas. e eu costumo chorar em compridas parcelas e lamento por anos no interior de um microclima preguiçoso da alma a maldição de todas estas alavancas oxidadas, vegetais.
o meu sentir é extremamente orgânico. sou vagarosa e burocrática no sistema esquelético dos sentimentos e prefiro lançar a pilha de responsabilidades para o departamento filosófico dos mapas natais. o meu eu lírico se liquidifica na dúvida de ser eu ou nós quando falo quase certa de que sou parte de um algo a mais com propósitos sublimes. flutua a dúvida se sou exceção na sensação ou se não passo de uma sensação comum de exceção inquilina em toda mente vermelha. e o meu receio é se sou como outras porque enxergo tão lentamente e a vida justifica assim o percurso pelo auto amor numa construção tão espaçada.
sou uma vespa sem mãe que se percebe estrangeira através desta velocidade emocional rasteira e molhada onde tudo será sentido em breve. eu internalizo a sacanagem quando o corpo alheio esfria. eu te detesto em breve. eu acharei graça aos poucos. eu desabrocho com calma e na minha particular projeção do conceito. e eu hei de assimilar completamente a sua sagacidade no fim desta tarde. eu me apaixono lenta e a saudade desce no quinto dia útil do meu ciclo. eu costumo chorar em compridas parcelas e eu lamento por anos no interior de um microclima preguiçoso da alma a maldição de todas estas alavancas vegetais.
Me persegue o dilema da colocação pronominal quando penso na voz lírica. Se eu te represento e se devo dizer por nós duas. Se sou exceção pela minha sensação que se é como é ou se sou a sensação de exceção que existe em toda mente vermelha. Aquela doce crença de que se é voluptuosamente misteriosa como um oceano mediterrâneo.
Me persegue o dilema da colocação pronominal
Se na voz lírica eu te represento
e se devo dizer por nós duas
Mas se sou exceção pela minha sensação
Ou se sou a comum sensação de exceção
que habita em toda mente vermelha e feminina
ante a certeza universal da sua espécie
o meu sentir na vida é extremamente orgânico, sou vagarosa e burocrática no sistema esquelético dos sentimentos e prefiro lançar a pilha de responsabilidades para o departamento filosófico dos mapas natais. o meu eu lírico se liquidifica na dúvida de ser eu ou nós ou ela quando falo quase certa de ser parte de uma alcateia. flutua a dúvida se sou exceção na sensação ou se não passo de uma sensação comum de exceção inquilina em toda mente vermelha e feminina. um animal que digere e se percebe aos poucos e o ponto crucial é esta velocidade. que detesta aos poucos. que desabrocha e ri por ainda não assimilar completamente. eu me apaixono tarde e a saudade desce no quinto dia útil do meu ciclo e costumo chorar em parcelas. eu lamento por dias e eu só descubro a sacanagem no fim da tarde.
o meu sentir é extremamente orgânico. sou vagarosa e burocrática no sistema esquelético dos sentimentos e prefiro lançar a pilha de responsabilidades para o departamento filosófico dos mapas natais. o meu eu lírico se liquidifica na dúvida de ser eu ou nós quando falo quase certa de que sou parte de um algo a mais com propósitos sublimes. flutua a dúvida se sou exceção na sensação ou se não passo de uma sensação comum de exceção inquilina em toda mente vermelha. e o meu receio é se sou como outras porque enxergo tão lentamente e a vida justifica assim o percurso pelo auto amor numa construção tão espaçada.
sou uma vespa sem mãe que se percebe estrangeira através desta velocidade emocional rasteira e molhada onde tudo será sentido em breve. eu internalizo a sacanagem quando o corpo alheio esfriar. eu te detestarei em breve. eu acharei graça aos poucos. eu desabrocho com calma e na minha particular projeção do conceito. e eu hei de assimilar completamente a sua sagacidade. um dia. eu me apaixono tarde e a saudade desce no quinto dia útil do meu ciclo. eu costumo chorar em compridas parcelas e eu lamento por anos no interior de um microclima preguiçoso da alma. uma maldição todas estas alavancas.
Não sou uma mulher sozinha porquê sou isto em circunstâncias favorecedoras, pois antes de ser eu preciso estar, mas eu estou constantemente aqui sem um eco para impedir que esta sensação de momento passe a ser uma permanência e admito que isto em tantas vezes foi uma escolha. Sou só porque não consigo ser outra coisa, senão isto e lamento. Antes de ser só, eu sinto que preciso estar e estou tantas vezes que acaba por se carimbar o vazio ao meu lado como uma marca quente no couro de um boi.

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sonhei que uma serpente estranha tocava a minha casa mas meu choro acordava o desespero e a agonia e fazia lugar ao gozo e ao desejo
acordei com uma dor de cabeça e uma saudade do sexo mas sobretudo acordei com a tristeza
fragmento de culpa
de inabilidade
de tudo que de certo não se encaixa
na pele de loba que marca o caminho
que sinaliza com a gota de sangue que escorre entre os dentes arranhados