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trigger warning: uso de drogas e sinais de depressĂŁo
A fileira branca desaparecia no mesmo momento em que o canudo passava por ele, um puxar de ar forte e Archer erguia a cabeça rapidamente para que o equilĂbrio retornasse, jĂĄ que sĂł isso havia feito seu cĂ©rebro rodar e rodar. Sorriu e olhou para o cĂ©u estrelado que lhe servia de manto naquela noite, um comprimido bastou, duas pequenas carreiras, tudo estava bem de novo. E aĂ agora poderia descrever a alegria de estar vendo cores e brilhos de novo, lembrando-se da matĂ©ria que tinha lido mais cedo sobre como aquelas drogas estavam ajudando muito na psiquiatria, sendo assim, Archer estava indo bem, lĂłgico que servia apenas de mais uma desculpa e tentativa de justificativa, porque nĂŁo tava.
Foi assim que escolheu voltar para a fraternidade, caminhando por todo o caminho entre cançÔes diversas e brincadeiras solitĂĄrias, sĂł percebeu que nĂŁo podia fazer o mesmo quando chegou na porta da Delta, haviam algumas luzes acesas, mas em grande maioria, estavam dormindo e nĂŁo podia estragar a noite de ninguĂ©m. Abriu lentamente a porta e entrou, porĂ©m, claro, dentro da versĂŁo que a sua cabeça dizia, ele tinha o mundo inteiro girando e ele precisava ultrapassar obstĂĄculos difĂceis de ser ultrapassados, o que resultou no copo magro caindo sobre um abaju na sala e fazendo um barulho nada discreto.
âOpaâŠâ E estava no colo de alguĂ©m, segurando o abaju que, por algum reflexo mĂĄgico, nĂŁo caiu no chĂŁo e sorriu para a garota em uma cena basicamente hilĂĄria, abraçado ao abaju ligado e com o rosto iluminado pela lĂąmpada diretamente focada nele. âEu recebi uma mensagem em uma garrafa de ninguĂ©m para ninguĂ©m nesse fim de tarde, era excĂȘntrica e pedia apenas para ser lida, nĂŁo havia promessas, sĂł fatos e sentimentos compartilhados, na escrita Ă s pressas em uma folha de papel amarelada que foi arrancada de algum bloquinho de anotação. Ele estĂĄ preso, mas vocĂȘ nĂŁo estĂĄ livre, era o que dizia ali, nĂŁo pode voltar, continue Archer por mais alguns meses.â Falou sem qualquer ligação com a realidade presa em sua mente, de como ficou perplexo a frente de quem chamava de tia. âEsperei por anos que me dissessem que ele estava preso, mas que eu estaria livreâ
Caitlin andava distraĂda, perdida em pensamentos sem saber exatamente para onde estava indo. SĂł foi retirada de seu devaneio quando notou um ser frĂĄgil e aparentemente tonto, esbarrar no abajur e quase cair no chĂŁo, quase porque a distĂąncia nĂŁo era tĂŁo grande entre eles e ela conseguiu ser rĂĄpida o suficiente para segura-lo de forma desajeitada, o apoiando no colo. Seu rosto sendo iluminado pela luz que vinha do objeto, a loira nĂŁo sabia como aquilo ainda estava aceso, mas o momento parecia que o garoto iria contar uma histĂłria de terror e as palavras proferidas nĂŁo ajudavam muito. A garota nĂŁo sabia se achava a cena cĂŽmica ou se preocupava-se com o rapaz. "Se ele estĂĄ preso, por que vocĂȘ nĂŁo foi liberto? Se Ă© ele quem estĂĄ preso, por que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ livre?" Questionou confusa, a realidade das perguntas proferidas penetraram a alma de alguĂ©m que passou pela situação. Recordava das noites em que tinha pesadelos, presa a uma infĂąncia horrĂvel e perdida. Eles estavam presos, mas ela nĂŁo estava livre das cicatrizes que insistiram em permanecer. "VocĂȘ estĂĄ bem?"















