a essência do shifting e tudo o que você precisa saber sobre a lógica (ou ilógica) por trás dele.
* thread escrita por © ecqife apenas no twitter e tumblr.
1. o que é a Consciência?
em meio à existência e às diversas formas de vida, existe uma questão que parece ser universal: há um criador?
a não dualidade nos responde com firmeza, pois tudo já é o Criador e complementa o nomeando: a Consciência é tudo o que há, sendo ao mesmo tempo o criador e a criatura. a Consciência é a inteligência que é a vida, a essência que todos somos. é a mesma em mim, em você, em todas as pessoas desse mundo e de todos os outros, e a mesma que qualquer objeto possui em qualquer mundo. Ela é infinita e simples; nós apenas a percebemos/vivemos de diversas maneiras.
assim, a Consciência não é simplesmente a base de tudo que você percebe, mas ela é qualquer coisa que você puder citar. em outras palavras, há, de fato, um Ser chamado Consciência; a Consciência é a capacidade de existir, então ela é o mundo (e os mundos) e tudo que há nele (e neles). ela é o real e o irreal, ela é o passado, presente e futuro e existe independentemente deles, ela é qualquer conceito de espaço material/físico e psicológico/imaginativo (e, portanto, imaginação e físico se tornam o mesmo), ela é o eu, eles e nós, porque tudo o que existe, sem excessões, é diretamente a Consciência — não um fruto (separando a Consciência em uma fonte maior e o resto em um produto menor), mas para sempre Ela. portanto, a Consciência é a perfeita capacidade de Ser que permite a existência do que há e do que não há.
dessa forma, por exemplo, qualquer coisa ao seu redor e em sua vida é Ela e por consequência, é perfeita por si só. isso inclui você, “o Deus de sua própria realidade”.
1.1) se a Consciência é tudo, como ela se organiza?
não há organização alguma. tudo já tem a capacidade de representar o Ser Consciente em sua essência, então não há nenhuma hierarquização: o passado, o presente e o futuro são o mesmo; o aqui e o lá são o mesmo; o você e o outro são o mesmo; o real e o irreal são o mesmo...
dessa maneira, não existe nenhuma evolução espiritual ou momento em que você atinge a transcendentalidade, porque qualquer coisa já é diretamente o Aquilo que cria. simplesmente ser (e não tentar se tornar) é a maneira mais direta de realizar-se no controle: olhe ao seu redor e reconheça tudo o que você puder enxergar e também o que não puder como você, ou seja, como a Consciência.
tudo é perfeito e é você; você é perfeito e é tudo.
a única coisa que você sabe com certeza é que você está consciente e vivo. esse reconhecimento é leve e instantâneo: você jamais necessita afirmar Ser. isso, de fato, sempre foi, é e sempre será sua única identidade.
assim, todas as coisas sempre existem ao mesmo tempo, sem que alguma se sobressaia sobre a outra. isso é uma simples demonstração de unidade: se tudo é o Eu Consciente, não há separação e tudo existe sempre nas mesmas condições de existência. entretanto, se tudo Sou Eu, é real e existe no instante-já, como eu posso vivenciar essa totalidade como eu vivencio o que enxergo agora?
resposta: decidindo o que quer e sendo.
1.2) o ego-mente-corpo e como experienciar.
se você compreendeu que a Consciência é/tem tudo, incluindo você e então você é/tem tudo, você já atingiu o maior estado de liberdade: o simples ato de desejar algo demonstraria a totalidade, porque você não pode desejar o que você nunca vivenciou, em primeiro lugar, nesse contexto, como Ser; você não quer ter o que nunca teve, porque ninguém deseja algo que nem conhece — se você deseja, é seu, porque sempre foi Você/a Consciência.
entretanto, enquanto a totalidade consciente pode ser experienciada imediatamente ao realizar-se o próprio Tudo-Nada, experienciar limitadamente as características infinitas da Consciência também é possível por meio da seleção de perspectivas e interpretação de percepções.
a Consciência se molda em perspectivas, formatos infinitos que ela assume de diversas formas. perspectiva é desde o conceito do objeto até sua materialização, diretamente significando a capacidade consciente de existir como qualquer coisa. ela é o que você escolhe determinar como real. alterar sua percepção (como você concebe a perspectiva), dessa forma, é mudar o que você consideraria como a realidade do “mundo ao seu redor”, ciente da existência de qualquer coisa (tudo mesmo...) ao mesmo tempo e do imediatismo dessas experiências.
embora a conceituação mais comum de perspectiva seja como uma ampliação do que consideramos como realidade (o conjunto de experiências objetivas e subjetivas vividas em um universo), ela não se restringe somente aos formatos que a Consciência pode assumir ao ser interpretada por uma percepção sensível (dos cinco sentidos). se o que pode ser visto é percepção, o que não pode também é; se o que pode ser tocado é percepção, o que não pode também é; se o que pode ser escutado é percepção, o que não pode também é; se o que pode ser palatável é percepção, o que não pode também é e se o que pode ser cheirado é percepção, o que não pode também é, porque, novamente, perspectivas são apenas maneiras de perceber e interpretar o tecido consciente. isso significa que, ao alterar sua percepção (como você concebe tudo que existe), você muda de realidade (= perspectiva), porque você passa a interpretar o seu desejo como uma verdade.
dessa forma, imaginar uma perspectiva e interpretá-la pelo viés dos cinco sentidos (vivenciá-la no físico) é a mesma coisa, porque a Consciência é o Tudo-Nada que se molda em perspectivas que podem ser percebidas de diversas maneiras. não há “um físico, uma imaginação e uma Consciência” porque não são conceitos separados. o mundo só existe porque a Consciência existe, mas a única razão pela qual você pode vivenciá-lo é porque você reconhece que ele existe e então decide experienciá-lo da maneira que seja.
você controla o mundo (porque ele é você!) mesmo quando diz a si mesmo que não.
dessa forma, quando variadas perspectivas existem para assumirem o formato infinito da Consciência como apenas uma fração da infinitude, passam a existir o que conhecemos como realidades, conjuntos de experiências objetivas e subjetivas vividas em um universo. mas tudo o que é vivido só recebe essa categoria se algum indivíduo a vivenciar, e isso é o ego-mente-corpo: a Consciência experienciando ela mesma.
muitas pessoas acreditam que o ego-mente-corpo é o conceito de individualidade, “uma falsa premissa”. entretanto, nós somos, na verdade, a Realidade Suprema e não estamos separados Dela. dessa forma, o ego-mente-corpo é o Ser Consciente quando decide experienciar pedaços de sua infinidade por uma vivenciação finita: a identidade é simplesmente um padrão de eventos no tempo e no espaço. altere o padrão e você terá mudado também o ego-mente-corpo. (o que quero dizer com isso é: você só enxerga o seu “eu na realidade desejada” como diferente do seu “eu na realidade atual” porque ambos experienciam coisas que, em uma primeira instância, parecem ser diferentes; o de lá tem um padrão identitário que você classifica como imediatamente diferente do aqui, então mudar o padrão instantaneamente significaria mudar o indivíduo).
olhando ao seu redor, você estará, como esse ego-mente-corpo (ainda a Consciência) vivenciando essa perspectiva (ainda a Consciência). ao alterar o espaço-tempo vivenciado (percebendo aquela perspectiva), você também altera o ego-mente-corpo (percebendo aquele ego-mente-corpo).
mas esse e essa, aquele e aquela separam falsamente o conjunto de variados ego-mente-corpo e variadas perspectivas, todos igualmente uma expressão do Ser. como uma separação meramente conceitual, ela não expressa a realidade unitária, mas é capaz de explicitar o fenômeno de alteração na percepção da Consciência.
enquanto as perspectivas são diretamente formas da Consciência, a percepção é a sua capacidade de interpretar e experienciá-las. pense nisso dessa maneira: um joalheiro que deseja remodelar uma jóia primeiro a derrete até que a transforme em um produto disforme; da mesma forma, é preciso relembrar seu verdadeiro estado consciente totalitário (que garante infinitas existências) e unitário (porque todas essas existências representam o mesmo Eu) antes que um novo nome e forma possam surgir para vivenciar algo. assim, experienciar qualquer coisa segue esta lógica:
a Consciência é o Tudo-Nada que dá origem a todas as perspectivas (espaços-tempos definidos) e ego-mente-corpo (indivíduos definidos) existentes. ou seja, ela é você 🫵 e qualquer outra coisa.
um dia, esse Ser Consciente (você), em meio a sua infinitude magnífica, decide querer experienciar cada pedaço de si individualmente, vivendo até os detalhes.
por isso, você se transmuta em... você. um ego-mente-corpo que sem deixar jamais de ser a Consciência, apresenta uma mente que imagina e racionaliza e um corpo que sente e permite a existência dos cinco sentidos. somados, forma-se o ego, uma identidade. ao mesmo tempo, existe todo um mundo ao seu redor que permite que você experiencie você mesmo.
há uma escolha do que existir (por exemplo, “essa perspectiva atual”) e de quem experienciará isso (por exemplo, “esse ego-mente-corpo atual”) e isso é chamado de realização (o reconhecimento do que você vive/quer viver como real por ser uma parte integrante de si). em seguida, você percebe o imediatismo de poder experienciar essa perspectiva graças à sua totalidade e, por fim, essa perspectiva é percebida (concebida como passível de ser experienciada agora) e interpretada pelo seu viés desejado (cinco sentidos ou não).
escolher (e consequentemente decidir) é o que estabelece uma nova forma de percepção. isso não é conciliável com dúvidas; uma decisão é firme, e é a partir dessa firmeza que a sua realidade se mostra (porque ela sempre foi) de acordo com o que você escolheu. não há nada a fazer e nada a desistir: basta olhar e lembrar que você é tudo o que você percebe. a Consciência (o mundo) é um grande jogo de brincar de escolher ser.
o que você quiser, quando quiser, da forma que quiser, já é seu. ao contrário de ser “um mero humano controlado por uma divindade”, você se compreende como o Deus que exibe a capacidade de se tornar uma pessoa quando quiser, e ser alguém admite experienciar algo.
Você ama vivenciar suas próprias expressões, então encare as coisas que você deseja como algo que existe para que você as experimente e viva isso agora!
2. o shifting como uma ferramenta para experienciar seus desejos: o que é isso?
compreendendo o funcionamento das perspectivas e da maneira como a percepção é a forma como você interpreta-as, o shifting se torna, então, um rótulo para o ato de alterá-las, ou seja, é o nome moderno dado ao momento em que você decide experienciar uma fração específica da Consciência, sem negar a existência ou realidade das outras e a igual capacidade de experienciá-las com o mesmo mecanismo imediato.
o shifting sempre demonstrou uma expressão natural da Consciência desde os antigos hindus: trata-se do mero movimento perceptivo, categorizando as perspectivas como passíveis (ou não) de serem vividas pelo ego-mente-corpo ou até por uma categoria de identidade diferente. em outras palavras, enquanto a Consciência é infinita, shiftar é ato de decidir qual parte dessa grandiosidade você quer viver. é simples e é real.
isso não é só uma maneira de meditar, sonhar ou imaginar, afirmando a possibilidade de, de fato, modificar sua vida imediatamente quando desejar.
2.1) e como eu poderia shiftar?
se você me pedisse um resumo, eu diria que shiftar, em primeiro lugar, exige reconhecer o Ser (e a infinidade de possibilidades que ser a Consciência te oferece) e em segundo lugar exige a capacidade de decidir firmemente experienciar algo — a partir dessa decisão, tudo apenas se mostra como seu, porque ser, sempre foi. basta finalmente interpretar da sua forma desejada, normalmente a que permite uma percepção sensível.
isso porque, quando você reconhece sua natureza divina e reconhece os seus arredores em si (porque, novamente, tudo é controlável por você na medida que desejar porque é Você), você sem esforço para de lutar com o que muitos classificam como o físico.
por muito tempo, as pessoas separaram um mundo físico de um mundo imaginário, subjugando um ao outro e criando uma sensação falsa de separação. entretanto, pense: por que seu corpo reage enquanto você imagina algo? por que você, enquanto imagina uma situação horrível com alguém que ama, sente seu coração afundar em agonia? por que você, enquanto imagina uma situação horrível consigo mesmo, sente calafrios e fica com medo? por que você, enquanto imagina uma conversação, muitas vezes fala em voz alta sem querer, sorri para o nada ou demonstra expressões faciais inevitáveis? por que você, enquanto escuta música e imagina-se em x situações em sua realidade desejada, deseja se movimentar até mesmo com a mesma intensidade dos movimentos nesses cenários? dê a explicação que for, imaginação e físico são o mesmo. seu corpo e mente vivem como um só.
se a imaginação e o físico são o mesmo e você vai, inevitavelmente, por meio dos cinco sentidos, experienciar sua realidade desejada, por que você teme “apenas imaginar”? por que você ainda separa o inseparável e nega-se a aceitar a única verdade possível?
reconhecer-se Ser trata-se do momento em que você passa a enxergar tudo como uma extensão de si, e isso por si só cria uma sensação de completude: você consegue experienciar essas frações que você chama de realidade sem apego ou desapego, desinteresse ou obsessão, ou qualquer emoção que implique uma relação com algo exterior, porque não há. há só você, como sempre foi. e, portanto, há a escolha de viver ou não: esse mundo só existe porque Você existe, assim como todos os outros; mas o que você vive só é vivenciado se você estiver lá para perceber. então, sem hesitação alguma (por medo ou dúvida), decida perceber o que você ama!
dessa forma, para de existir a necessidade de controle, e isso transmuta-se em uma concepção magnífica: seja o que você classifique como ruim ou bom, já existe, porque para a Consciência não há separação; tudo é um só. a única coisa que você precisa fazer é decidir o que viver, e inevitavelmente você viverá isso porque Você É.
o ato de shiftar está ligado à sua capacidade, como Consciência, de decidir experienciar. como já afirmado, quando você já é uma expressão infinita de tudo o que há, você pode viver o Tudo-Nada ao reconhecer sua totalidade, mas também pode viver frações que você sempre pode escolher (porque, até agora, você sempre escolheu, mesmo que pense que não. observe toda sua vida; isso só existe porque você permite que exista). o shifting não se trata de uma mudança para fora de si e você não viaja por universos apoiando-se em uma mente superpoderosa. você é o universo, assim como você é todos os universos, então shifting é reconhecer diferentes expressões de si próprio como uma possibilidade e decidir até que ponto você viverá isso.
a única coisa que você faz, para shiftar, é tomar uma decisão: uma decisão >sempre< leva à uma realização.
se você entendeu isso, não há nada mais que eu possa te dizer. suas perspectivas se ajustam de acordo com o que você acredita ser verdadeiro ou falso quando as percebe.
enquanto shiftar é uma tomada de decisão (na perspectiva A, você decide experienciar a perspectiva B → você reconhece a existência da perspectiva B e decide experienciar ela com seus cinco sentidos → você está na perspectiva B), a maneira como você toma essa decisão é totalmente up to you. isso também, você decide. sua perspectiva se constrói inteiramente para te demonstrar a realidade de suas escolhas, porque assim como todo o resto, elas também podem ser reais se você quiser.
não há distância entre você e sua perspectiva desejada, porque qualquer elemento da sua perspectiva desejada é Você. a partir do momento em que você sequer sente sua perspectiva desejada, você já está lá, porque tudo lá representa a Consciência. shiftar é, essencialmente, uma mudança na sua percepção (como você concebe perspectivas) e uma mudança no que você escolhe interpretar (eu vivencio, mas de que forma? eu escolho os cinco sentidos ou quero algo além disso? explore-se de verdade!). é uma transformação própria, porque também não há interno ou externo; só há Você.
é uma mudança suave onde você alinha sua identidade e seus arredores com o que você deseja experienciar.
isso é natural, porque você vêm fazendo desde sempre: sua vida inteira é baseada em mudanças em sua percepção. você é o mesmo de dez anos atrás? e seus amigos? familiares? o mundo inteiro? se você observar, perceberá que mesmo o que você acha que é estático e experienciado da mesma maneira desde sempre, não é. note que o mundo ao seu redor muda o tempo todo e você sempre aceita isso sem dúvidas: quando sua vida continua, você percebe como a maneira como você concebe essa perspectiva é alterada. se sua percepção é alterada, você shiftou. e, nesse contexto, não existe “uma alteração pequena”: alterações são alterações. se você decide uma mudança brusca, ela deve ser brusca; jamais abra excessões e seja firme, porque todo o mundo ao seu redor é um conjunto de peças infinitas da Consciência se engendrando para formular uma experiência que pareça concisa e linear, mas nada é. tudo só é o que você deseja.
tudo existe ao mesmo tempo, no mesmo lugar e da mesma forma. shiftar é o simples ato de reconhecer a existência de uma perspectiva e percebê-la como parte de você nesse instante; é uma alteração no que você percebe enquanto experiência. a partir disso, basta interpretá-la: se a perspectiva desejada é real, é acessível agora e, na verdade, é uma parte inseparável de você, cabe apenas a si mesmo decidir vivenciá-la por meios sensíveis (cinco sentidos) ou por todas as outras formas de vivência igualmente válidas (e igualmente incríveis).
a única coisa que há é o reconhecimento de já Ser o indivíduo capaz de alterar sua concepção de realidade, porque você é a única realidade que se transmuta em todas as outras exatamente para experienciá-las.
2.2) e quanto tempo isso demora?
o processo de shiftar não é sequer um processo, mas sim um reconhecimento do que já é. então, ele é instantâneo. quando você pensa em viver essa perspectiva, você não pensa que demora. ao pensar na sua perspectiva desejada, então, você deve a perceber e a reconhecer como real e existente no instante-já, porque é assim que a Consciência funciona. dessa forma, a simples decisão de “já estar experienciando-a com um ego-mente-corpo” faz com que sua interpretação sensível ocorra. e isso não demora nem um segundo, a não ser que você queira.
a única razão pela qual muitas pessoas “não shiftam instantaneamente” é porque elas dizem que não shiftam instantaneamente. se você abandonar o conceito de tempo (porque ele é simplesmente um tabuleiro numérico que organiza suas experiências em antes, agora e depois, mesmo que elas ocorram sempre ao mesmo tempo para que você as veja dessa forma), vai perceber que seu desejo muitas vezes não é sequer shiftar, mas “sair daqui o mais rápido possível”. ao invés de usar o tempo como a ferramenta de experienciação que ele é, você o coloca como uma limitação. essa preocupação excessiva com o tempo traz o foco para o que se passa aqui, e você se dispersa do que se passa lá.
você está, ao dar atenção para essa preocupação, reafirmando a permanência na sua percepção atual, ao invés de reconhecer a desejada.
esqueça completamente o passado, o presente e o futuro e enxergue tudo no agora, porque é assim que sempre foi. assim, shiftar demonstra-se em seu imediatismo.
2.3) professor, tenho dúvidas!
eu entendo que existam sentimentos que criam hesitação. reconhecer-se Consciência é natural, mas também é assustador porque tudo é infinito e não há razão para que isso exista. mas essa magnitude só te assusta se você ainda achar que a infinitude da Consciência é externa à você: ninguém teme a si próprio.
o que você pensa ser um obstáculo é, na verdade, mais uma expressão de si que você pode escolher transpor: isso é apenas um reflexo do que você decide ser real. se você escolhe acreditar em limitações, elas parecerão exatamente o que você as projeta para ser.
se algo parecer uma substância que te atrapalha, lembre-se que isso é você, e não há nada mais fácil do que mudar a si próprio. tudo que existe é extremamente maleável e está em constante transformação, porque embora a Consciência seja uma só e sempre igual, ela ainda é infinita, e a infinidade se move, moldando-se de acordo com suas decisões. portanto, jamais se desespere ou pense que você pode desistir de algo: ninguém se olha no espelho e se assusta com a própria imagem, assim como você também não covardeia-se perante sua extensão; ninguém desiste do que sempre teve, assim como você também não pode desistir do shifting.
perante o shifting, é essencial que você deixe de se preocupar, porque sua preocupação nunca diz respeito ao lugar de lá, mas sempre te traz de volta para cá. isso prende sua atenção na perspectiva atual, e sequer te faz querer, de fato, shiftar; em algum momento você passou a preferir temer, duvidar e odiar o aqui do que viver o que você, há tanto tempo, deseja. quando você realmente ignora todas essas dúvidas, quando você para de decidir que elas sejam tão poderosas, shiftar se torna divertido.
“não conseguir shiftar” é uma mentira! perceba que não há erro no shifting, porque não existe um processo sólido que você precisa seguir; não há demorar demais, porque você já shiftou; não há “shifting ser uma mentira”, porque em primeiro lugar Você não é uma mentira, mas mesmo aqueles que afirmam isso, inevitavelmente procuram pelo shifting novamente, porque shifting também é a Consciência, e de si ninguém foge. ao decidir que essas crenças, esses medos, essas barreiras e essas limitações não existem, você se sente poderoso para criar a realidade que você realmente deseja. se você decide, sem hesitação ou dúvida, que shiftar é fácil e que não há algo que possa te impedir, então essa se torna a sua realidade.
tudo o que resta é confiar plenamente no Já Ser.
3. perguntas frequentes e interessantes.
3.1) por que nascemos aqui?
você não nasce aqui. você está em todos os lugares ao mesmo tempo, porque você é tudo. o dia do seu nascimento nessa perspectiva condiz com o dia do seu nascimento em todas as outras perspectivas e condiz também ao dia da sua morte. apenas perceba isso.
a sensação dessa perspectiva como a primeira é somente porque você não reconhece verdadeiramente as outras como reais também. se sua perspectiva desejada está em um espaço-tempo muito mais antigo do que essa, qual seria a primeira, afinal? a resposta sempre será nenhuma, pois em uma profunda concepção, ambas expressam a Consciência e Ela não está em segundo lugar jamais.
3.2) o que acontece quando morremos lá?
o que você quiser que aconteça, assim como aqui, esse também é o mecanismo empregado. a morte, na verdade, é um conceito muito amplo; cabe a você decidir se seu ego-mente-corpo se cessará e, caso isso ocorra, o que acontece depois. é até difícil de delimitar, porque genuinamente, quem escolhe é você — a Consciência nunca morre, então se você é consciente, também não.
aquilo que você pensa ser antes da morte continua sendo depois dela. sua autoimagem sobrevive.
3.3) eu sinto medo de shiftar/do shifting.
se você pensa que sentir medo é algo insatisfatório, apenas mude completamente a maneira com a qual você se relaciona com o shifting. analise-se: medo de quê? depois, jogue isso fora e crie algo completamente novo.
a forma como você se vê é a forma como você vê o mundo. se você se imaginar separado do mundo, ele lhe parecerá fora do seu controle e você experimentará medo. mas o Tudo-Nada é Você; uma coisa existe porque você sabe que ela existe, assim como seu corpo e sua mente existem enquanto você acreditar nisso. nos tornamos aquilo que acreditamos ser: abandone todas as ideias preconcebidas sobre si mesmo e você se descobrirá além de tudo o que pode acontecer ao corpo ou à mente, ou seja, se veja como a coragem.
3.4) eu penso que não shifto fisicamente por comodismo e sinto que me acostumei a ter “só a imaginação” e mesmo que ela não esteja separada, faço essa separação.
isso é uma conceituação que parece ser perspicaz, mas não é. observe suas falas: você não acha que não shifta fisicamente, porque você sempre shifta; a unidade não passa a existir quando você a reconhece ou para de existir quando você pensa que separou algo. ela é tudo!!!
ter só a imaginação = ter só o físico. você pensar que separa não muda nada porque tudo sempre é uno. se você realmente perceber a imaginação como o físico, toda essa afirmação se desfaz: até onde você interpreta sua imaginação pelo viés de uma percepção sensível e permite que seus cinco sentidos atuem no tecido da perspectiva desejada?
você sempre está shiftando. mas quando você deliberadamente decide shiftar, cabe a si também decidir como essa experienciação ocorre; delimite seus cinco sentidos e incorpore sua realidade desejada, a vivenciando como você vivencia o que acontece aqui.
isso é shifting.















