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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
DEAR READER

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Alisa U Zemlji Chuda

Origami Around

JVL
will byers stan first human second
occasionally subtle

if i look back, i am lost

Andulka

★
Cosmic Funnies
Xuebing Du



❣ Chile in a Photography ❣

Love Begins

Kiana Khansmith
seen from Bangladesh

seen from Singapore
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@eas-drah-blog

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Writing prompts: 70.
70. “what are you afraid of?” : Writing Prompts, open.
Aqui.
I know that look.
With: @eas-sungmin : Dra’s Harleen office.
Harleen estava começando a se acostumar com as tardes solitárias em seu consultório; deixava-o apenas para buscar chá, ou quando lembrava-se de ter esquecido algo na sala de aula. A cabeça avoada já veio de nascença. Uma característica que talvez tivesse herdado de seu pai.
O pensamento veio e se foi com tanta rapidez, mas foi o suficiente para fazer a psicóloga franzir o cenho e apertar os lábios em desconforto.
O corpo se remexeu na poltrona e a morena suspirou, jogando os cabelos para trás com uma das mãos antes de fechar os olhos, concentrando-se em pensar na filha. Ainda que ela fosse fruto de uma desgraça da qual ela não tinha escapatória. Era sufocante mentir por tanto tempo sobre aquilo, mas estava fazendo em nome de Jolie. Precisava mantê-la à salvo da verdade, ou não teriam mais nada pelo que lutar.
Ao menos Harleen não teria mais pelo que lutar se Jolie sumisse.
O corpo sobressaltou-se quando o clique da porta se fechando fez-se ouvir na sala vazia, e a morena abriu os olhos de novo para encarar quem havia se juntado a si. A postura arrumou-se, e os saltos tilintaram contra o chão quando ela firmou seus dois pés nele, e os cotovelos encontraram apoio nos joelhos, encarando a figura estatelada atrás da porta. O conhecia. Claro que conhecia, ele era seu aluno. Quieto, e um tanto feliz demais o tempo todo, mas no geral, uma criança graciosa. Sung... Alguma coisa. Já tinham se esbarrado mas não chegaram a se falar. Harleen tinha uma pulga atrás da orelha sobre esses esbarrões; às vezes as situações eram óbvias demais o que a fez desconfiar que talvez, só talvez, ele quisesse muito falar com ela, mas não sabia como. E agora ele parecia aterrorizado com alguma coisa. Talvez tenha chegado ao seu limite?
A morena decidiu esperar, continuou mantendo-o em seu campo de visão, um sorriso curto surgindo de maneira amigável nos lábios antes que indicasse com o queixo a poltrona vazia à sua frente. – Vem, não vou te morder. – O sorriso alargou-se e ela tombou a cabeça para a direita com calma. – Do que está com medo? Precisa de ajuda, dongsaeng? – A francesa murmurou, tomando o cuidado de não assustar ainda mais a criança que tinha em sua sala, mas o tom de voz ameno deixava bem aparente a clara preocupação com o mais jovem.
It takes a fucked up head to think about dying alone already.
The Wonder Years// My Life As Rob Gordon (via onlybandlyrics)
“For the first time, you made me realize that loosing someone is sometimes the only way to love yourself.” -Rania Naim
🎨Credit: c.remington.art
evil has no boundaries.
com @eas-drah
O silencio era ensurdecedor. Seu pé não parava de bater contra o chão, causando o único som naquela pequena sala, tirando a respiração dos dois indivíduos ali. Além disso, Luke ainda insistia em batucar os dedos da mão esquerda na coxa semelhante, só que não o fazia de uma forma casual, mas sim como um tique nervoso. Seu olhar fazia um movimento constante entre a psicóloga e seu próprio colo. Ele não fazia a mínima ideia do que dizer, por onde começar. Tinha tantas coisas para falar e desafar, só que não conseguia abrir a boca. Era como se falasse em voz alta, sua ficha sobre o acontecido iria cair e o destruir um pouco por dentro. Será que no fundo era isso que a doutora queria? Será que sua suspeita sobre ela ter contado para alguém era a realidade? Ela não faria isso… Ou faria?
O olhar antes apreensivo se tornou em um cheio de raiva em questão de segundos. Típico de Luke se deixar vencer pela ira com apenas um pensamento sem fundamento nenhum. Finalmente fixou seu olhar na mais velha, tomando seu tempo para encara-la. — Eu não sei o que quer que eu diga. — O tom estava carregado de ressentimento, os nervos de Luke estavam claramente a flor da pele. Podia explodir a qualquer momento. — Todos sabem. — Sussurrou. — Todos sabem que eu sou um doente fodido. — Sorriu de forma estranha, um sorriso um tanto macabro e nada característico dele. — Era isso que queria ouvir?
Os dias estavam sendo relativamente tranquilos desde a volta às aulas, seu único paciente que era regular tinha uma agenda incrivelmente instável, e por isso não sabia ao certo quando o italiano apareceria na porta de seu consultório. Ela se perguntava diariamente como ele tinha se saído no tempo em que havia ficado separado de sua irmã; como isso o teria afetado. Mas como não se viram antes, as perguntas apenas rondavam sua mente.
O sentimentalismo fazia com que, de certa forma, Harleen ficasse mais ansiosa do que deveria por seus pacientes. Mas ela sabia como controlar aquilo de modo que não deixasse afetar seu trabalho, e menos ainda, seu emprego atual.
No entanto quando a porta se abriu de súbito, Harleen não escondeu a surpresa e o sobressalto. Estava com uma xícara de chá feito recentemente, um vestido longo até a altura dos joelhos e o típico jaleco por cima. Quando se deparou com Luke entrando o consultório abriu um sorriso largo, natural como se estivessem se esbarrando em um dos corredores do campus. – Quanto tempo, Luke-ssi. – Acenou para ele a poltrona livre, e de imediato sentiu-se arrepiar. Alguma coisa não estava certa, ela só não sabia o que ainda. Mas seu instinto dizia que iria descobrir em breve.
Deixou a xícara de lado, em cima da mesa entre eles, e sentou-se em sua própria poltrona com a ficha de Luke em sua frente. Não era comum dele ficar por tanto tempo quieto, e a sua ansiedade podia ser sentida e transmitida à Harleen. – Por que não começa do começo? – Sugeriu a francesa quando o ouviu falar enfim, mas a continuação das palavras dele não fez sentido. A morena estava genuinamente surpresa com a acusação. Seus olhos arregalaram-se e a boca entreabriu antes do cenho se franzir sem uma resposta imediata para ele. – Luke-ssi, acha mesmo que eu arriscaria o meu emprego para causar algum mal a qualquer um nesta instituição? – A pergunta saiu em um tom baixo, e menos caloroso do que era de costume da francesa, mas ainda assim não deixava de ser o mais polido e cortês possível. – E se acha realmente isso, vou ter de pedir para que se retire do consultório, e só retorne quando tiver certeza do que está falando. – Ela prosseguiu, cruzando as pernas conforme o corpo reclinou-se sobre a mesa para que erguesse a xícara à boca, tomando alguns goles do chá ainda quente antes de voltar-se para o mais jovem novamente. – Quer chá?

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writing prompts 36
Writing prompts: open. ♥
36. “Did I say that out loud?” Here it goes.