Se sentia insano, por mais que por fora a lucidez prevalecesse. Sua mente viajava a lugares indescritíveis. A razão? Porque os lugares reais, aqueles na qual você esta acostumado a ignorar por simplesmente ser mundano demais, eram na verdade os lugares que jogavam a realidade na sua cara. E não há pessoa na face deste mundo que realmente sabe o que sentir quanto a face da realidade. Sua vida era apenas um punhado de incertezas que não sabia o motivo de ser assim, como se nada fizesse sentido, como se ninguém quisesse entender o que procede dentro daquela cabeça.
Sua insanidade era prescrita pela sensação de não saber como se portar ao mundo. Não sabia o que dizer, de verdade, nem o que fazer. Sabia que tinham coisas a serem feitas. Obrigações que trouxessem certezas que ele não podia, nem conseguia, ter. Tarefas em uma lista sem fim, a serem lidadas paralelas ao seus próprios sentimentos perante aquilo tudo. Seus pensamentos no fluido da loucura eram nada mais do que apenas um punhado de inseguranças das quais ninguém entendia. Se é que tinha alguém disposto a tentar entender. Todos absortos em seus próprios problemas, tão obcecados em serem ouvidos em vez de ouvir. TODOS. Mas ele não. Ele não sabia se expressar, talvez nem queria, então apenas ouvia o que todos tanto tinham a dizer. O engraçado é que ninguém notava seu silêncio, como se ninguém se importasse. Na verdade isso não era um incerteza. Ninguém realmente se importa. Porque cade um é o que é, cada um é o que vive. E ninguém vive da mesma forma que o outro. Então não há o porque de se importar. Com ninguém, com nada. Por fora um sorriso, por dentro uma alma quebrada que ninguém tem interesse em consertar.
A loucura era o que lhe acolhia, porque não sabia o que sentir, era tudo louco mesmo. Seus sentimentos, o mundo, ele, ela, aquilo, isso... Ouvir, falar, se preocupar, entender, explicar, se preparar, planejar, aprender. Tantas coisas, que se observadas como um crítico perante um quadro, nada mais podiam expressar além do sentimento de loucura.
É realmente complicado ou apenas confuso?
Sabia que não seria lido, sabia que ninguém ouviria, mas mesmo assim escreve. Não que isso traga uma solução pra loucura, mas porque o ato de faze-lo, o faz esquecer uma vez mais toda essa loucura e lhe permite viver “normalmente” como se não houvesse problema algum.
Não sabia porque escrevia em terceira pessoa. Mas foda-se. Ninguém vai ler mesmo. E mesmo que leiam, ninguém vai se importar.
Acho que realmente é apenas complicado.
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O clima árido que se seguiu foi o maior problema. Havia até esquecido onde eu estava, e que a poucos instantes, ali estava uma cidade. Uma metrópole. Mas uma pergunta que não queria parar de ecoar em minha cabeça. Porque eu ainda estava ali. Minha perna continuava doendo como se tivesse sido triturada por um açougueiro sádico enquanto usava um maçarico para fritar meus nervos. Mas a pergunta era mais importante. Reuni forças para fazer de alguma forma um curativo. Improvisei talas e fiz um torniquete com o que sobrou da minha blusa. Duas vigas de madeiras, ou o que restou, se tornaram muletas. Sentia que minha pela estava queimada pois ardia como o cão. Mas a pergunta era mais importante. Caminhei pela vastidão da desolação daquele novo mundo. Muitos corpos pelo caminho. Muitas vidas extintas pela força radioativa. Porque? Porque eu ainda estava ali. Era essa a pergunta? Horas se passaram e senti que não podia mais dar nenhum passo. Me debrucei sobre o que sobrou de uma estatua. Eu conhecia aquele lugar. Era um marco histórico da cidade. Ponto central, literalmente. Me lembrava de que quando eu era apenas um jovem adolescente, costumava vagar por aquelas ruas. Ficava observando e desenhando. Observava a cidade, as pessoas com seus hábitos. Engraçado, aquilo já não importava mais. O horizonte era apenas um céu vermelho e distante. As ruínas eram, se não pó, vigas que teimavam em se manter de pé. O que sobrou dos milhares de carros era apenas carcaças ocas de metal retorcido.
Um pássaro pousou ao meu lado, minha visão estava turva demais para reconhecer qual tipo de pássaro, mas a lógica me dizia que era um urubu a espera da carniça. Bicho maluco esse, vivendo da morte dos outros, quase como vampiros. Fiz o grunhido que minha garganta permitiu soar para afugentar meu possível algoz. O farfalhar de suas asas ao sair voando dali, me fizeram perceber o quanto estava silencioso. Apenas eu e os carniçais faziam som ali. Nem o ar ousava se mexer mais um pouco naquela zona de extermínio. Mas sério. Porque raios eu ainda estava ali? Todos ao meu redor foram literalmente obliterados da existência enquanto eu, por mais fudido eu esteja, sobrevivi. Ou será que... Talvez a pergunta certa devesse começar com o “e se...”.
Primeiro veio aquele grande clarão no horizonte. Uma espécie de momento em que o tempo para pela fração de um segundo e você simplesmente soubesse o que viria a seguir. E eu sabia. Alguns segundos depois, num céu tão longe quanto horizonte, as nuvens começaram a se dissipar de forma radial ao ponto de origem do grande clarão. Elas levaram mais alguns momentos para cruzar toda aquela distância e chegar até mim. Junto com ela, uma força de energia absurda se deslocou sobre tudo o que ali existia. Enquanto eu era arremessado pela aquela massa de energia, vi prédios inteiros serem levados como poeira. Não sei como encontrei forças para levantar. Uma barra de ferro atravessou minha perna esquerda e acho que tinha quebrado pelo menos umas 3 costelas e um braço. Minha visão estava turva, mas não o suficiente para me impedir de ver o grande e famoso cogumelo de uma explosão atômica. Não sei nem ao menos dizer o porque, mas eu lembrei de uma dica que havia visto em algum lugar. Se eu levantasse meu polegar e medisse o tamanho do cogumelo e ele fosse do tamanho ou maior do que a altura do meu polegar, eu estaria dentro da zona de radiação.
O engraçado é que saber que eu ia morrer não era problema pra mim. O que me assustava era o que viria depois. E eu sabia o que viria. Por isso temi e relutei em me deixar entregar aos braços da dama da morte. Tentei levantar minha perna ferida, mas isso resultou em uma jorrada de sangue. Sabia que se eu não morresse pelos danos da explosão morreria por falta de sangue.
Quando se está quase caindo sobre o abismo da morte, o tempo passa devagar. É estranho e engraçado. Aquele velho ditado que dizia que minha vida inteira passava diante dos meus olhos não poderia parecer mais real do que agora. Em um ultimo resquício de força, lutei novamente para me levantar. Consegui me apoiando nos destroços de alguma antiga estrutura agora já em ruínas, E infelizmente eu realmente estava na zona da radiação. E eu temi mais uma vez, o toque da dama da morte.
Continua...
Percebi que nem sempre consigo me expressar por desenhos. As vezes preciso voltar para meios mais simples. Escrever. Não levo como profissão. Na verdade o faço eventualmente. Não escrevo certo. Nem me preocupo com isso. Deveria? Alguns dizem que sim, eu me digo que não. Talvez eu até escreva bem. Quem pode afirmar? Enfim.
Pode ser que passe, que seja momentâneo mas me sinto vazio hoje. Me sinto incompleto, vago. Nem mesmo me tornando um legionário, me sinto melhor. As músicas mais desanimadas são as que me soam bem. Sinto que percorro tempo de mais, uma caminho que não sei se dará em algo. Então de repente acordo e percebo que apostei tudo nisso. E se realmente não der, estarei diante de um abismo que não enxergo o fundo.
Também me sinto perdido. Não saber como agir, se agia certo e se devo mudar. Sinto apenas que... Não sei exatamente o que.
Sei apenas que precisava expressar de alguma maneira. Essas palavras confusas não ajudaram muito. Mas escrever não faz mal a ninguém.
Só sei que de repente comecei a gostar do CD equilibrio distante do Renato Russo.
Primeiramente quero deixar claro que mesmo com a ajuda da internet, não sei qual tipo de informação é de fato verdade ou não manipulada. Então peço desde já, desculpas sinceras caso eu diga alguma bobagem, e espero que me corrijam.
Até o momento tivemos duas semanas de manifestações que foram marcadas por atos belos e justos de patriotismo e democracia, e por alguns casos isolados, de vandalismo de depredação. O movimento tinha como objetivo primário reduzir o preço da passagem de R$3,20 para R$3,00, e este objetivo foi alcançado, ontem (dia 20 de junho) foi marcado com uma passeata em comemoração sobre a 'vitória do povo'. A questão é que vi em um site de noticia, uma garota afirmando que os protestos serão encerrados. Obvio que uma única pessoa não pode colocar a opinião de uma massa, mas não acredito que as manifestações devam sessar. As pessoas não param de dizer "não é só por R$0,20", e repetem isso incansavelmente, e agora é o momento de provar que não é só pelos R$0,20. A luta não pode parar, não se pode sentar agora com a sensação de dever comprido. Não podemos apenas nos orgulhar de quantas pessoas já foram as ruas, temos que levar mais. Também temos que saber o porque de estarmos indo as ruas. Não é certo se reunir em um protesto em que se levanta uma bandeira que não se sabe o que reivindicar.
Neste momento precisamos ser cautelosos pois grandes poderes tem os olhos sobre essas manifestações, e esse mesmo grande poder quer que você vá mesmo as ruas. Já vimos isso acontecer, e não posso dizer que pudemos comemorar uma vitória. Saiba que essa luta não é partidária. É uma luta do povo, pelos seus direitos. E por mais que já se tenha dito isto, "não é por 20 centavos". É pela palhaçada de como pagamos impostos abusivos e não vemos esse dinheiro retornar. Não temos hospitais com saúde de qualidade, não temos segurança adequada, nem educação pública em um nível minimo de decência. Nossos professores recebem valores completamente ínfimos do que realmente deveriam receber. Nosso transporte público está totalmente em mãos de um monopólio privado. Os 20 centavos são apenas uma variável. Um estopim. O gigante não pode sentar no sofá agora, tem que se reunir mais e mais, ciente de seus objetivos e de que não se deve apoiar a causa do 4º poder.
Também devo dizer que não é de muita valia, os pequenos protestos que temos em alguns bairros. Ontem fecharam a única entrada do meu bairro e colocaram fogo nas ruas, tornando um caos. Não sei o que esses pequenos protestos podem ajudar. Eles não são pacíficos e as autoridades que realmente deveriam olhar pra isso, estão preocupados com outros grandes protestos. Hoje está marcado para a tarde, um protesto no centro de minha cidade, Barueri. Onde o aumento da passagem também já foi revogado.
Espero sinceramente que essa comemoração, que não teve nenhum objetivo, não termine essa onde de protestos. Espero que nossos canais de comunicação continuem parados com os olhos no povo reagindo.
Temos objetivos mais válidos do que 20 centavos a se lutar. Não parem agora, não saiam as ruas em protestos que apenas saem xingando pra la e pra cá. Saia em protestos que valham a pena de ir. Aquele protestos em que se tem um objetivo. Um ideal. Não vá apenas para fazer sua parte e no final do dia se sentir orgulhoso por ter sido patriota e lutado por seus direitos. Porque isso é bem mais do que você e eu. É um possível futuro melhor sendo formado por nós.
E o mais importante de tudo. Não fique calado, não seja imparcial. Diga sua opinião, e que ela não seja irrelevante. Lembre-se que não podemos contar com os meios de comunicação normal. Que a internet é nossa única aliada. Continue gritando os fatos, espalhando para que todos saibam o que acontece nos protestos. Compartilhe os objetivos. Informe o povo do PEC 37 que vai hoje a votação. Não seja apenas uma estatística manipulada em uma multidão de revolucionários.
Também peço desculpas pelo meu jeito de redigir o texto, sou apenas um artista tentando por em palavras o que minha mente grita.
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Caminhei por trilhas incontáveis. Subi morros e desci ladeiras. Corri por avenidas. Chorei por entre os becos. Gargalhei jogado em uma calçada. Pensei ao pé de uma arvore. Parei o tempo no meio da floresta. Fiz escorregador na grama de uma colina. Conversei no banco do terminal. Refleti na beira da estrada. Cai em um canto qualquer. Odiei. Amei. Odiei novamente. Me apaixonei. Amei novamente. Toquei teclado. Toquei violão. Toquei flauta doce. Joguei RPG. Meditei na bera de uma 'cachoeira'. Ouvi música. Li livros. Escrevi textos. Compus músicas que não me lembro mais. Caminhei pela noite cantando e gritando. Sentei sozinho em VÁRIOS lugares. Sentei acompanhado em vários outros lugares. Alterei meu estado de mente. Me cortei. Me machuquei. Me emocionei. Admirei o sol e sombra das nuvens no chão chegando lentamente ao longe. Tomei banho de mangueira. De chuva. Fiquei donte. Fiquei saudável (quase todo o tempo). Engordei. Perdi peso. Engordei novamente. Entrei na academia. Fiz parte de uma banda. Conheci pessoas. Esqueci pessoas. Ignorei pessoas. Fui ignorado. Liderei. Fui liderado. Esculpi em argila. Desenhei(e muito).
Faça esse exercício de citar, em frases curtas, todas as experiências que foram importante para você. Analise e faça um reflexão de como você mudou. E como suas experiências mudaram.
Duende, em que site se tirou essa sua imagem de onde fundo e quais sites se usa pra tirar essas imagens ?? tem alguns específicos ? se tiver me fala ai por favor ?? Eu ficaria muito grato ^^ desde já agradeço sua compreensão By: Vampiro solitário
Essa imagem do fundo eu tirei do google e editei no photoshop...Todas as imagens que eu posto são do google, é só procurar bem o que você quer que acha uma imagem legal. Só tem que tomar cuidado, porque pode dar problema de direitos autorais então da uma olhada no site de onde está essa imagem e vê se não ta protegida. Espero ter ajudado. Vlw por seguir, estou seguindo de volta!
Sejam bem vindos a mais um Conto do Duende Maluco! Sente-se ao redor desta aquecida fogueira, pegue um cobertor, e se prepare, pois hoje falarei sobre Vampiros! E aviso desde já, pode ter cenas fortes para algumas pessoas.
É um conto de vampiros baseados no vampiro original, aquele concebido por Caim.
E que se inicie o conto...
Em uma noite como qualquer outra, em um vila comum, numa cidade comum, uma garota escrevia em seu diário as aventuras de seu longo e exaustivo dia. Escrevia sobre como o namorado era lindo e inteligente, e sobre quanto o amava. Deitava em sua cama de casal king size, vestido uma suave camisola de seda semi-transparente e balançava os pés para cima enquanto mordiscava a ponta da caneta. Era um digno exemplo de uma garota de família nobre. Morava na maior casa daquela pequena vila. A casa maior mesmo que até a prefeitura, ficava no centro da cidade em uma rua que se dividia em outras cinco, e sua casa, ficava bem na esquina norte. Em seu quarto havia uma janela que apontava de frente para uma avenida principal que levava para a saída sul da vila.
Estava inerte pensando em suas linhas já escritas, analisando se já tinha escrito informações suficientes para que sua memória não perdesse esses momentos, quando uma briza gelada levitou a janela, fazendo-a arrepiar-se e fazendo com que ela se levantasse, vestisse um roupão e fosse fechar a janela. Ao se virar, Vincent seu namorado, estava parado atrás dela com o pescoço sangrando, deitado em sua cama com as mão tapando o ferimento. Ficou tão assustada e preocupada que nem questionou como ele entrou ali sem ela perceber. Tentou virá-lo e percebeu que havia algo de estranho alem do ferimento. Os olhos de Vincent estavam fundos e sucados, com a iris toda vermelha e veias negras subindo pela face até os olhos. Em sua boca, suas presas se alongaram de maneira animalesca e os traços de humanidade deixaram aquele individuo. A garota gritou mas foi silenciada pela mão de Vincent que a ergueu com facilidade. Suas unhas alongaram afiadamente rasgando a pele da bochecha rosada. Vincent a arremessou em direção ao armário do quarto fazendo com que pelo menos umas 4 costelas dela se quebrassem em um estalido 'crack'. Caminhou suavemente para a porta e girou a chave trancando o quarto por dentro. Virou seu olhar funesto para a ferida e amedrontada garota no canto da sala. E ela viu nesse instante, o ferimento do pescoço de seu namorado cicatrizar até parecer novo. deixando só as marcas de sangue em sua pele que agora estava pálida como porcelana. Então disse:
-- Pare Vincent! Está me machucando. Por favor. - implorou entre lágrimas.
-- Vincent Hahahaha, o Vincent se foi a algum tempo garota, lutou bravamente contra sua nova essência. Agora estou diferente, estou poderoso, e renovado. Sinto que posso fazer qualquer coisa, enxergar qualquer coisa e entender a tudo e todos. Já nem me lembro mais como é se sentir tão patético como você está agora.
Vincent ouvia o coração da garota bater em ritmo frenético. E o cheiro? Ahh que cheiro maravilhoso aquele que sentia. Um chore doce e convidativo, cheiro de medo. E de sangue.
-- Sabe Julia, você vai ser minha primeira vitima, seu sangue parece ser o banquete mais maravilhoso que eu poderia desfrutar neste momento. O Vincent antigo lutou contra ele mesmo quase se matando para não deixar que este momento chegasse, mas como disse, não sou tão patético quantos os humanos. E não ache que serie fresco como estes novos vampiros do cinema. Estou aqui para te matar, e não ache que eu não o farei.
Era isso então, a garota chamada Julia, sabia que ali estava um vampiro, as lendas, os mitos, os contos, eram todos verdadeiros? Até então os vampiros estavam apenas em linhas e em telas de cinema. Não. Criatura tão horrenda não pode existir. Em meio ao escombros pegou um pequeno crucifixo de prata e o posicionou a sua frente como uma ultima defesa.
-- HUAHUAHUAHUAHUA! Você acha mesmo que um crucifixo vai me fazer algum mal? E o que, de prata ainda? Se liga garota, a unica chance que você tem de derrotar um vampiro é o sol. Ser humano nenhum tem o poder de nos derrotar. Sempre se acharam o topo da cadeia alimentar mas na verdade nem sequer estavam nesta cadeia. Você não tem a força necessária pra me derrotar, humana imunda.
Caminhou destemidamente, para seu primeiro banquete, estava sedento estava faminto, com sede. Sede que apenas o sangue o alimentaria. Não importa de quem fosse. Parou ao ficar de frente para ela, esbofeteou o crucifixo da mão dela e a pegou pelo braço apenas com uma mão levantando-a acima do chão como se fosse nada. Com a outra mão, usando de suas garras mortais, rasgou a pequena camisola de seda, revelando o corpo nu de uma garota de 17 anos.
-- Sabe, o antigo Vincent desejava tanto este teu corpo. Mas ele te amava e estava disposto a esperar o tempo que fosse para conseguir o que queria. Agora olho pra você e vejo apenas um amontoado de carne, pele, ossos tão frágeis como cristal. Você, humana é a pior escória da sociedade e devem ser tratado como gados do jeito que realmente são.
Violentamente mordeu seu pescoço e sugou gota por gota até o final, deixando apenas o suficiente para que o seu coração não voltasse a bater. o soltou o corpo inerte da menina no chão, pegou uma camisa social que havia deixado outra noite ali, quando ainda era o antigo Vincent e partiu pela janela em busca de uma nova vitima. Sabia que aquele novo Vincent era poderoso e que queria fazer muitas coisas que antes não podia fazer. E o mais de tudo, estava feliz, feliz por ser um morto vivo, que vive para sempre, como poderes maravilhoso. Sendo um animal.
Leiam este conto escutando a música no final do post.
Mas mesmo assim ele não tocava para aqueles ao seu redor, tocava para si mesmo. Tocava porque assim se sentia bem, não importava qual o local, ou em qual piano. Não importava se era numa movimentada estação de metrô ou se o piano estava com muitas teclas destruídas. Dentre todas aquelas almas que o achavam depressivo, era o ser mais feliz da multidão.
Onde eu fui parar? Quais os acontecimentos que me guiaram até aqui? Porque eu decidi seguir o caminho diferente Eu via a estrada se estender mas não reparei, em momento algum, a bifurcação que me tirou do trajeto. Que coisa mais inusitada, perceber que você está vivendo o que prometeu não viver mais. É triste. Pra mim. Entrar pela porta de uma prisão dia após dia por "vontade própria" só para ter a chance de viver alguns momentos que não compensam os que estou preso. De olhar por uma grande janela que mostra um enquadramento de arvores que lhe aguarda, mesmo que seja apenas para ficar debaixo dela apenas escutando o seu chacoalhar. Mas existe uma fina película de areia derretida em altas temperaturas, que me impede de viver a dança das arvores e do vento. De viver minha vida. Mas a porta esta aberta para que eu possa sair o momento que eu quiser. Será que está mesmo? Porque eu simplesmente não passo pelo batente da porta e respiro aliviado porque o primeiro passo foi dado(de novo)? Eu sei que estou distante da estrada que eu queria percorrer e de longe apenas posso contempla-lá, pois não há tempo para voltar atras, apenas para seguir em frente. Mudar os planos.
E o que dizer desta estrada que eu queria percorrer? Não posso voltar para aquele caminho porque quem caminhava comigo já não está mais seguindo a mesma estrada. Uma parecida mas não a mesma estrada.
"E mesmo se eu tiver a minha liberdade não tenho tanto tempo assim... E mesmo se eu tiver a minha liberdade, será que existe vida em marte?"
Cadê o Duende?
Ele está aqui, dentro da minha cabeça, as vezes apenas dormindo embaixo de um pequeno cogumelo proibido. Ou gargalhando histericamente sobre um assunto completamente aleatório, ou rindo de você, ou de si mesmo.
O ritmo do bardo louco.
Aaaaah, todo reino que se preze deve ter em seu castelo um bobo da corte, uma frota de serviçais, a guarda real, um rei, uma rainha. E frequentemente esse Rei e Rainha gostam de ouvir música. E eu te digo, não é todo reino que possui um bardo que se preze. Um menestrel louco de um reino a muito esquecido pelo resto do mundo, vivia seus dias cinzas e monótonos na calmaria de uma chuva triste. O Rei, desapegado da vida a um ponto de não conseguir mais governar, consegue se divertir toda sexta a tarde, depois de ver alguns de seus melhores guerreiros digladiarem entre si e diminuir a guarda real pouco a pouco. Toda sexta a tarde é dia do Bardo Louco vir ao castelo. Esse nome estranho pode parecer meio preconceituoso, tachador e ignorante, mas a questão é que uma pessoa que canta o que ouve na sua cabeça não pode ser dito como um exemplo de sanidade.
E hoje é sexta feira! O vento silvante passando pelo grande pátio vazio, congelaria a espinha do mais forte campeão. Pois num castelo majestoso como aquele, não há visão mais horripilante do que velo vazio no domínio de um rei depressivo que ouve cancões de um bardo maluco, e esse bardo vem vindo pela estrada, tocando sua lira como se fosse uma pessoa sã. Passa pelo pátio e então quebra esse silêncio mortificante. Adentra o grande salão real e vê, mais uma vez, aquele rei gordo com aquela expressão. desliza suavemente seus dedos pelas cordas de pelos de cavalos selvagens, entonando sua mais 'bela' canção.
"Olhe o louco dançarino que caminha pelas nuvens de sangue
Veja o que ele fez, arrancou cabeças com seus ares de majestade
Banhou a noite de crianças com o liquido escarlate
Subindo pelas paredes como a cria do Senhor do Mal
Oh minha querida Rainha, banhe esse suplente dançarino
com seu sangue de dragão morto por um campeão."
E então o rei muda de expressão e ninguém sabe ao certo, o verdadeiro motivo. Pois com essas palavras ele consegue sorrir e gargalhar. Os mais atentos, ou presunçosos, diriam que no espaço entre cada gargalhada, que ele usa para puxar o ar de volta aos pulmões, existe uma suplica pedindo para que esse bardo louco pare de tocar sua pequena harpa maldita. E para os menos atentos, se divertem toda a sexta feira a tarde, junto com o seu rei, rindo de palavras insanas que não entoam a magica que um bardo deve tocar. Aquilo não era um bardo. Era um Maldito Bardo Louco. Que encantava o rei. Que parava sua tristeza, ou gerava mais um pouco, e definia que todos deveriam ficar assim junto com o seu rei. Porque era exatamente assim, que naquele reino as coisas funcionavam.
Funcionavam exatamente como hoje, e como se o rei fosse você, vivendo alienado sobre o que realmente importa. Apenas ouvindo a canção de um bardo maluco que quer que você ouça o que o demônio quer dizer. Embalado no ritmo de um caçoante da razão. No ritmo do bardo louco.
Nota do Autor:
" Esse texto é uma metáfora e espero que vocês entendam o que realmente esta escrito aqui! "
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Pelos deuses! Ah quanto tempo não aparece aqui nessa fogueira. Me desculpem por isso mas eu tenho uma justificativa, eu me enfiei em uma "biblioteca" para estudar minhas habilidades que não compete citá-las aqui. Enfim. Venho lhes dizer, antes do conto, que logo logo meu tumblr terá algumas novidades. Não vou dizer agora porque isso tiraria todo o mistério e graça, da coisa toda. Enfim, chega de papo. Sente-se nesse aconchegante calor e vamos a mais um conto do duende maluco.
A Essência Maluca
Era sempre assim, seus dias monótonos se estendiam por estradas sem fim e corrida apenas por passos curtos de um indivíduo sem vontade. Bom, como disse, era sempre assim. E agora não era diferente. Procurou caminhar por um bosque tranquilo numa tarde tranquila para ver que tipo de pensamentos invadiriam sua mente. E era óbvia a resposta. NADA! Caminhava por ai com o desejo dissonante de sua natureza. Precisava se inspirar. Precisava se livrar daquele peso. E que peso. Aquele peso que todos carregamos mas apenas alguns o sentem. O peso da sanidade. Porque saiba que, é muito mais complicado viver sua vida sabendo e compreendendo com todas as razões, as coisas que o cercam. E ele era assim. Sempre astucioso para com tudo. E isso cansa. As vezes você apenas precisa sentar, tomar a essência maluca e relaxar.
Pensando nisso, o pequeno duende sentou-se ao pé do seu cogumelo preferido e puxou de seu bolso uma pequena raiz de uma erva nativa de suas terras, e a desfez em seu caximbo, assendeu, e deu uma longa tragada. Aos poucos o caminho da insanidade ia se abrindo e um caminho tortuoso e divertido ia se abrindo. Era aquele o caminho de sua fuga, um caminho que ele percorreria a distancia que for e não cansaria pois nem saiu da sombra daquele cogumelo. Começou a ver coisas, mas não as questionava, deixavam passar e esperava as proximas. Via coisas que sabia ser impossivel, apenas por um pequeno resquicio de sanidade, mas ignorava pois era divertido. E assim foi por longas e longas horas, ate cair no sono. Um merecido descanço. Quando acordou, não lembrava se tudo que virá foi um mero sonho ou foi mesmo a sua fuga. Mas sabia que estava descançado. Sabia que não era pra sempre, e que precisaria daquilo tudo de novo. Alias, esses pensamentos infimos sequer passavam em sua cabeça. Era tão natural para o duende que aquilo poderia se tornar o seu café da manha.
Mas preciso que você saiba. Ele é um duende, e você, eu suponho, um humano. E é isso. Seres humanos já são insanos por natureza. Não precisa de nenhum alucinógeno ou bebida para sair da sua realidade e viver pensamentos profundos e mirabolantes. Você precisa viver sua vida como você acha que deve ser vivida.
Como o duende.
Como é? O que é isso na minha mão?
Carambolas pequenino(a). É meu caximbo.
Eu posso, pois sou um duende. E preciso da essência que me deixa maluco.
(meu conto ficou desconexo porque o mentalizei pelas vias tortas de minha insanidade)
Nota do autor:
Não estou fazendo apologia a nenhum tipo de consumo de alucinógenos ou qualquer coisa do gênero O duende maluco é um personagem e não expressa necessariamente as minhas vontades.
Oh Vida, para que és vivida?
Tu és vida como o mar abriga?
Como palavras sem sentido a serem entendidas?
Chama crepitante que consome o ser
Chame de vida o que você ama
Pois vida é amor
Pois vida é paixão
Mas a vida não tem rimas
Em versos de escarnios
Agradeço a vida
E maldigo a morte
Mesmo depois da morte
Eu vivo e viverei
Enquanto eu sonhar, eu viverei
como você consegue achar um tema que realmente te interesse pra começar a escrever uma história? minha grande dificuldade é essa, acho um tema, mas depois as coisas ficam confusas e todos os temas do mundo se juntam formando uma bagunça. me dá uma dica?
Vou te dar um conselho que eu dei para uma pessoa próxima de mim esses dias. Quando você quer escrever algo, converse com você mesmo. Pergunte sobre um tema que você goste para você mesmo, assim algum personagem dentro da sua cabeça vai responder. Quando você faz isso, você vai escrever um texto bom seguindo sempre a mesma linha! Nossa cabeça tem vários personagens já criados. E varias historias, basta pedir para que eles lhe contem.E outra coisa que você pode fazer é escrever apenas sobre coisas que você conhece bem. (A não ser que você esteja inventando tudo). Procure olhar para as coisas ao seu redor, ao seu sentimento no momento e passe isso pro papel(ou pra tela do pc).
Não sei se eu expliquei bem. Caso não tenha entendido me pede pra explicar de outro jeito que eu explico!Fique sempre de olho ai no meu blog e obrigado por me seguir. To seguindo de volta!
Um conto para a realidade humana #01 - Liberdade Magnânima
Naquele momento, crucial eu diria, ele ouviu um som agradável, um som que conhecia. Era um som que lhe dava sensações de liberdade e paz. Procurou com os olhos os rostos conhecidos que ali estavam. Viu todos, os amigos, irmãos, parceiros, namorada. E ao perceber que fazia parte daquilo tudo ele sorriu. Estava feliz. Todos andavam em seus skates e patins por uma pista vazia. O som que ele ouvia ali, era uma música do Charlie Brown Jr. Qual era mesmo o nome? Aquela Paz. E era isso que sentia. Aquela paz. Aquele som, aquela batida, representavam a essência do que era importante para ele. Subiu para o alto de uma rampa calçou seus patins e então desceu. No ritmo da música, ele fluia indo e vindo para cima e para baixo, para um lado e para o outro. Foi para fora da rampa e desceu em uma piscina e ganhava velocidade a cada descida depois de um salto.
-- Ouvi dizer que só era triste quem queria! --
Era aquilo que desejava para sempre, seu sonho. Ele queria sempre sentir aquela sensação de que está no caminho certo, de que não desviou da via certa. De que todos que precisava estavam ali ao seu lado. Um amigo próximo para rir. Uma mulher para amar. Um bom som tocando ao fundo numa tarde de por do sol alaranjado. Entre amigos. Sem preconceitos. Sem julgamentos. Sensação de fuga. E mesmo que voltasse para a rotina da realidade, ele continuaria feliz, pois se seguiriam momentos como esse que se repetem na vida e ele diz pra si mesmo. "vale a pena".
E vou dizer pq entendo bem esse garoto. O entendo porque eu sou ele. Porque vivo entre amigos. Entre parceiros e irmãos. Com uma linda mulher para amar. Sempre com uma boa música ao fundo e sensações de paz e liberdade.
E no final do dia, o sol se escondeu ao um outro bom som do mesmo autor.
-- Mas todos vivemos dias incríveis que não passam de ilusão
Mas todos vivemos dias difíceis mas nada disso é em vão
Todo bem que você faz pra quem te ama e quem te ama te faz
Isso tudo é que é levar a vida na paz! --
Partículas que se reuniam em uma massar de ar disforme não sabiam a mágica que estava para acontecer. Mais e mais delas se formavam e se juntavam em uma grande e imensa festa de gotículas. Se reuniram até um ponto em que sua massa ficou maior que a do meio em que se encontravam e então precipitaram. A queda foi espetacular, varias gotas caindo de alturas inimagináveis. Elas viam a terra, e viam como ela era linda. Contemplaram os mais diversos detalhes de nosso planeta, até se colidirem e então trazer água para terras a muito secas. Terras essas, que precisavam de chuva para que a vida florescesse de novo em abundancia. A chuva caia em vales de pó, montanhas secas, desertos quentes. E a tudo que a chuva encostava, gerava vida. Germinavam plantas, enchiam rios, matava a sede dos animais. E escorre pelos cantos, fluindo pela superfície e encontrando novos lugares onde ela é precisam dela. E se não encontram, o sol se encarrega de evapora-las para subirem novamente em um mormaço e no futuro repetir esse ciclo mágico.
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Olá, aqui quem fala é o Paulo Henrique. Autor do blog Contos do Duende Maluco. Estou criando esse post tão fora do habitual pois quero criar um espaço pra divulgar alguns outros blogs e posts interessantes. E primeiramente gostaria de divulgar um blog de duas garotas que se reuniram para criar um tumblr. Achei muito interessante a ideia e recentemente elas mudaram o layout do blog. Olhem lá e se der pra ajudar a divulgar, ajuda ai que elas mandam bem.
http://abclentes.tumblr.com/
De vez em quando aparecerei por aqui em vez do duende para divulgar algumas coisas.
Obrigado leitores.
O que posso chamar de terminado? Quando é que terei a inspiração para começar e ir até o fim. É um empreitada solitária. Você olha para o lado esperando que tenha alguém para lhe ajudar, e não há ninguém. É triste e doloroso. Sou um artista, ou o que eu gostaria de ser. Começo obras e elas vão ficando tristes e monótonas. Apagadas e surradas. E fogem da ideia inicial. É quando decido destruir a obra, a arte que seria bela deixa de existir pela solidão e falta de inspiração. Personagens morrem sem motivos. Outros nem chegam a nascer. Vejo outros como eu, que olham ao seu redor e buscam se inspirar naquilo. Mas como irei me inspirar em paredes brancas? Brancas? Poderia ser eu o que segura o pincel sobre uma obra futuramente apreciada e entendida? E mesmo que eu consiga acabar meus refúgios da arte, tenho medo. Tenho medo que elas acabem caídas no esquecimento. Ou que não sejam entendidas. Que meu nome seja maldito por causa dos meus traços. Mas no momento não consigo terminar. Onde estão as musas? Onde estão as grandes obras? Eis a questão. Estar triste? Ser moldado como um pequeno origami feito por artistas outrora glorificados. Me sinto inacabado. Me sinto desiludido. Me sinto moldado por alguém que não acabou sua própria vida. Vida? Viver sem inspiração, só apreciação. apenas o mundano. Não nasci pra isso. Nasci para a vivência da obra. Que palavras sem sentido que o gnomo pintor esta dizendo? Eu não sei. A loucura espreita os artistas. A loucura engole-os de uma maneira que eles vivem em seus mundos criados e acabam na beira do fim do nada que esta inacabado. É tudo tão esdruxulo. Esdruxulo? Quantos artistas há de estar dentro de mim? O gnomo pintor? O elfo escritor? O duende moldador? O sátiro músico? E todos choram, por não conseguirem terminar suas obras. Porque todos são "eu". E eu me sinto sem inspiração para terminar qualquer coisa. Me sinto abandonado, me sinto realmente, inacabado.