Pelo amor de Helga, eu estou praticamente contanto os dias pro fim desse ano letivo, Florence. Em setembro eu não queria que ele tivesse fim porque eu não suportava pensar em não voltar para Hogwarts mas agora tudo o que quero é me livrar de todos esses trabalhos e exames de uma vez por todas. Não aguento mais!
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A luz do Sol que adentrava agora pela janela do dormitório masculino o fizera despertar abruptamente no momento em que virara para o lado e então resmungar, xingando com pouco entusiasmo quando seu colega — ele não conseguira identificar quem era — puxara com firmeza a cortina que cobria as vidraças. Por uma infeliz coincidência, a cama de Reginald era a mais atingida pela claridade, e ele sabia que agora seria praticamente impossível voltar a dormir devido ao barulho que os demais faziam ao se levantar e sair do dormitório. Havia tido um sonho incrível com Mary e mesmo tentado a esconder seu rosto sob o travesseiro, jogou suas pernas para fora da cama, esfregando os seus olhos preguiçosamente para tentar afastar o peso que sentia sobre suas pálpebras. Raramente tinha grande incentivo para levantar-se cedo, e durante os dias de semana se não fosse pelas aulas, provavelmente o garoto dormiria até o horário do almoço, o que era muito repreendido por suas amigas. Assim que mudou suas vestes e cobriu-se com um casaco, desceu até a Sala Comunal, uma revista de esportes trouxas em suas mãos enquanto jogava-se em uma das poltronas em torno da lareira acesa. Poderia mesmo ir até o Salão Principal ou dar alguns poucos passos até a cozinha, onde os elfos domésticos lhe serviriam de muito bom grado, ele sabia, mas ainda assim a ideia de sair do conforto que tinha ali era de demasiada desgastante para sequer ser cogitada.
Havia folheado algumas meras páginas da revista quando a porta da Sala Comunal rangeu ao se abrir e ao erguer seus olhos, Regi se deparou com sua amiga de infância, Maureen Dowson, um sorriso travesso em seu rosto infantil como se estivesse planejando algo que provavelmente a colocaria em alguma encrenca. Ele conhecia aquela expressão muito bem de quando era criança, e sabia que, independente do que quer que ela lhe pedisse, não conseguiria negar. No entanto, ergueu as suas sobrancelhas em questionamento a primeira frase da garota, que parecia ter saído de algum sonho maluco que a menina tivera na noite anterior. “Você andou bebendo logo cedo, mocinha?” Não conseguiu segurar a risada enquanto fechava a sua revista e a largava sobre o sofá de três lugares ao seu lado. Maureen conseguia ser adorável até mesmo quando estava propondo uma procura a cogumelos alucinógenos na Floresta Proibida tão cedo da manhã. Enquanto escutava a explicação muito plausível da garota, Reginald se ergueu da poltrona, o sorriso em seu rosto se assemelhando ao dela, porque querendo ou não, os dois tinham uma personalidade muito parecida. E ela tinha uma certa razão a respeito dos fungos. Não que ele tivesse se prestado a ler livros que contivessem aquelas informações (ou qualquer outro livro, também), mas lembrava-se de algumas coisas que a Profª Sprout explicara em uma das vezes em que foi obrigado a participar do clube de Herbologia para recuperar as suas notas.
Quando Maureen puxou sua mão e alegou que os dois já haviam feito coisas piores, Reginald soube que não havia mais volta. Foram inúmeras as vezes em que não resistira aos apelos da amiga. “Quem foi que inventou de lhe dar um livro assim? Aposto que a pessoa não lhe conhece tão bem, não é?” Sorrindo, o garoto puxou a mão de Maureen também, usando a sua livre para bagunçar as mechas do cabelo castanho dela e entrar na brincadeira. A amizade dos dois nunca exigira nada, tanto que fazia um bom tempo que não tinham uma conversa ou sequer se viam, exceto durante as aulas, o que não era nada comparado a sua infância. É claro que muitas vezes sentia falta da garota, mas ainda assim nenhum dos dois cobrava uma atenção exclusiva, e acabaram por fazer novos amigos durante aqueles anos em Hogwarts. Ela tinha Florence, e Reginald tinha Pippa e Harriet, porém, havia algo entre os dois que sempre os levava a se unirem e aprontarem as mais diversas maluquices que pudessem inventar apenas porque apreciavam aquilo. Ele gostava da dinâmica que tinham e adorava Maureen. Eram bons amigos, apesar de tudo. “Até parece que não me conhece. Eu jamais iria negar uma aventura pela Floresta Proibida e também não a deixaria ir sozinha. Ainda sou um cavalheiro. E, uau, se envolve cogumelos alucinógenos, Reginald Cattermole está dentro.” Rindo, passou seu braço pelas costas da garota e a levou na direção da saída da Sala Comunal, sabendo que provavelmente teria o dia mais divertido que tivera há semanas.
“Bebendo? Oh, não! Mas estaremos piores mais tarde se você resolver abraçar a ideia.” Brincou, dando de ombros e gesticulando ao mesmo tempo, aproveitando para sutilmente pressioná-lo a aceitar a ideia mirabolante que tivera de saírem a procura de cogumelos alucinógenos na Floresta. Maureen apostou em sua melhor expressão pidona, exibindo grandes olhos castanhos, um sorriso doce e sobrancelhas erguidas numa tentativa de reforçar o pedido. Não seria muito difícil fazer a cabeça de Reginald porque o hufflepuff sempre havia sido uma fiel companhia em ideias malucas como aquela, muitas vezes sugerindo-as ele mesmo, mas Dowson achou que não custava nada esforçar-se para fazer aquilo acontecer enquanto mencionava o livro que havia ganhado e o artigo de História da Magia sobre antigos rituais celtas, como se isso fosse justificativa suficiente. “Foi a Florence quem me deu e suspeito que ela não tenha nem sequer folheado o dito cujo antes de comprá-lo. Mesmo que o tenha feito, não reclamo. Melhor livro de herbologia que já tive! Ok, essa recente descoberta sobre cogumelos alucinógenos colaborou bastante para a minha afeição a esse livro em especial, mas juro que não é somente por isso.” A garota de longos cabelos castanhos explicava distraidamente, fazendo uma careta quando sentiu os cabelos serem bagunçados por Reginald, encolhendo-se como uma tartaruga assustada e segurando o riso. Não se importou ou reclamou, no entanto. “Deveria fazer o mesmo com você só por vingança, mas assim não vale, não quando você está esperando.” Exclamou numa divertida ameaça, socando-o de leve em um dos braços antes de sentir o braço dele em volta de seus ombros e seguirem em direção a saída do salão comunal.
“Você topa? Thank Merlin! Deixe-me somente buscar o livro rapidinho, ok? Não desapareça!” Com entusiasmo estampado em seu rosto, Maureen gesticulou para que ele aguardasse um pouco enquanto corria em direção aos dormitórios como um furacão e procurava pelo livro de capa de couro verde musgo, regressando para o Salão Comunal em menos de dois minutos. “Não queria fazer isso sozinha e acabar me perdendo na Floresta se o efeito for forte demais. Se poucas doses de bebida alcoólica já são capazes de me deixar cambaleando por aí, não quero nem imaginar o que alguns poucos cogumelos conseguem fazer.” Tagarelou, balançando a cabeça positivamente enquanto deixavam o salão de hufflepuff e avançavam pelos corredores das masmorras em direção ao andar térreo do castelo, onde poderiam rumar aos jardins. Não estava mentindo, no entanto. Afinal, era de conhecimento de toda a casa do texugo que Maureen Dowson era uma das primeiras a se embebedar nas festas no salão comunal, tendo participado de vários vexames na companhia dos amigos ao longo daqueles anos. “O cogumelo que estamos procurando é vermelho e tem bolinhas brancas, está vendo? Não deve ser muito difícil de achar em meio ao verde da floresta. E depois de lavado, ele pode ser ingerido cru. Não deve ter um gosto muito ruim mas, se tiver, podemos usá-lo para fazer algum biscoito ou bolinho. Ou uma sopa, não sei, mas biscoitos e bolinhos são melhores, não acha?” Mostrava para ele a gravura da planta nas páginas amareladas do livro quando finalmente alcançaram os jardins do castelo, que estavam extremamente convidativos naquela manhã agradável e ensolarada de Março. Depois de uma semana nublada e repleta de pancadas de chuva, não havia nada melhor do que um pouco de calor.
Eu sinto falta da minha mãe. Ah, eu sinto tanta, tanta falta da minha mãe.
Achei que o tempo ia diminuir a culpa que eu sinto mas não, acho que terei que carregar ela comigo pelo resto dos meus dias. Eu era tão pequena e tão egoísta quando tudo aconteceu... a única coisa que queria era voltar para casa, para o meu pai e ter a minha família de volta e ao mandar uma coruja para ele falando onde eu, meu irmão e minha mãe estávamos, acabei selando o destino dela pra sempre. Eu me lembro de muito pouco daquele dia e era muito nova para entender, mas ao longo dos anos tudo foi se encaixando como um quebra cabeças. Me lembro de ver meu pai chegar com os meus tios, de ouvir gritos e de ver fogo antes de papai levar eu e meu irmão embora, de como a família da minha mãe cortou os laços conosco em definitivo, como meu pai nunca se recusou a abandonar minha mãe mesmo depois dela ter fugido, levando eu e meu irmão para estar com outro homem, como ela nunca mais foi a mesma depois de ver o homem que ela amava morrer na frente dela e como ela sempre parece um animal assustado quando mencionamos o irmão dela.
É devastador saber como pequenas e imaturas atitudes podem mudar a vida das pessoas ao nosso redor pra sempre, sabe? Mas é mais fácil lidar com isso agora, porque eu tenho Vince e tenho os nossos filhos e eu sei que fiz de tudo para me redimir de alguma forma, que fiz de tudo o que pude para cuidar dela e encontrar uma cura, para trazê-la de volta.
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It does sound good, right? I used to think about this when I was younger but now that I know it’s never going to happen it’s like someone else’s dreams, not my own.
[Flashback] It’s the little things | Maureen & Jon | September 77
Maureen nunca havia sido alguém de muitos amigos porque, ainda que fosse simpática e cordial com todos, continuava sendo tímida com aqueles com quem não tinha intimidade. Algo perfeitamente aceitável e natural, é claro, mas que refletia diretamente na quantidade de pessoas com quem se relacionava e isso estava comprovado pelo fato de que podia contá-los nos dedos das mãos. Havia Florence, aquela que considerava como uma verdadeira irmã; Vincent, que estava presente em suas mais antigas memórias de infância; Elliot, o irmão mais velho com quem trocava corujas semanalmente; bons amigos como Sophie, Eithne e Reginald e, por último mas não menos importante, Jon, a quem ela considerava como um verdadeiro melhor amigo. O jovem Stretton havia sido uma das primeiras pessoas que Maureen conhecera no Expresso Hogwarts (além de Florence, é claro) e a sintonia foi quase imediata. O chapéu seletor poderia tê-los colocado em casas diferentes mas nem mesmo a rotina de estudos e os novos amigos que fizeram ao longo dos anos conseguiram separá-los. Existem certas amizades que parecem ser verdadeiros achados, o tipo de afinidade que não requer cobranças ou exigências e que ainda assim fluem de uma maneira tão natural que é quase como se os envolvidos se conhecessem desde sempre e era exatamente assim que se sentia em relação ao o gryffindor um tanto quanto alto demais. Maureen sabia que sempre teria o seu meio gigante por perto quando precisasse.
“Espero que você goste dos bolinhos que consegui roubar das cozinhas porque foi particularmente difícil convencer aquele elfo doméstico a me dar comida suficiente para duas pessoas.” Foi a primeira coisa que disse quando se aproximou do rapaz que a esperava próximo a uma árvore nos jardins de Hogwarts, um local estrategicamente escolhido porque permitia que eles sentassem a beira do Lago Negro e até colocassem os pés na água se desejassem. Talvez isso fosse mesmo necessário no fim das contas, porque o calor absurdo que fazia nos últimos dias parecia atrair todos os estudantes para o frescor dos jardins e do Lago. “Precisei prometer a ele que lhe traria algumas especiarias na próxima semana. Tive que pagar suborno a um elfo doméstico, consegue acreditar? Acho que ele estava planejando isso desde o princípio.” Falou num tom divertido e em meio a risadas, colocando a cesta de vinil repleta de comida sob a sombra que o enorme carvalho proporcionava, um verdadeiro oásis em tempos de calor infernal. Não era de admirar que Jon precisara reservar o lugar enquanto Maureen providenciava comida, porque se não tivessem pensado nisso certamente estariam torrando embaixo do sol. Isso era tão pouco comum e peculiar que talvez fossem surpreendidos por chuvas a qualquer momento, mas talvez aquela fosse somente a forma que o verão havia encontrado para se despedir.
I think everyone’s dream is to be an actress, but I never really thought it was going to happen. Now that it’s happening, it’s incredible. I do a lot of other things, too. I’m not stuck in this little world.
O olhar interrogativo lançado em direção a Dowson não era nada menos do que genuíno, não havia absolutamente nada do que a morena dizia que fazia sentido em sua cabeça. Afinal, o ótimo rubricado em seu pergaminho não poderia estar mais legível, de maneira que não havia qualquer possibilidade de ter copiado alguma coisa errada do dever de Fawcett, embora lembrava de ter tentado mudar uma ou outra palavra a fim de não ser tão óbvio o plágio cometido. No mais, as suas dúvidas foram sanadas no momento em que a menina afirmara que haviam trocado os deveres. Aquela era uma possibilidade bastante verossímil, considerando seu histórico de notas ruins e a possibilidade quase nula da sorte – finalmente – ter resolvido dar o ar de sua graça em sua vida. – Sério mesmo? – Perguntou tentando manter alguma esperança de que a pessoa equivocada naquela conversa era a garota, embora sua vida de dessabores não colaborasse para que mantivesse a esperança de dias melhores, Linus ainda tentava se manter positivo, apesar de não parecer.
Educadamente tomou o pergaminho das mãos da morena confirmando as suspeitas da garota, de fato aquela caligrafia – que mais parecia um aglomerado de rabiscos ilegíveis – era realmente sua. O sorriso que anteriormente estava estampado em seu lábio fora substituído por uma expressão de visível desilusão, deveria ter aprendido a desconfiar quando as coisas pareciam boas demais, pensou. Mesmo que suas notas sempre estiveram muito aquém do que gostaria, não podia dizer que era por falta de esforços. Linus realmente se esforçava para ser mais inteligente, ou para jogar quidditich melhor, se tornar um amigo melhor, ser um namorado melhor, ou melhorar em qualquer coisa que se prontificava a fazer, mas infelizmente sua boa vontade nunca fora o suficiente para que surtisse algum resultado, ao menos não o resultado que desejava. – Bom, isso explica muita coisa. – Comentou sem animação puxando sua mochila para frente do corpo em busca do dever da garota, que provavelmente iria querê-lo de volta.
– Tome, acho que esse ótimo é seu mesmo. – Estendeu o pergaminho que continha caligrafia muito superior a sua e se perguntou intimamente como não havia percebido o engano, aquela letra caprichosamente escrita estava longe de ser parecida com seu costumeiro garrancho. Deu de ombros pesarosa olhando para o Péssimo de seu verdadeiro dever, preferia quando seu azar não o iludia daquela maneira. – Parabéns pelo dever, aliás. – Sorriu desajeitado tentando se dar um pouco mais de dignidade, se é que aquilo era possível. Da próxima vez que fosse copiar o dever de Ethan, provavelmente, tentaria mudar menos as palavras do amigo, pois estava claro que acabara mudando mais do que deveria, visto que Fawcett costumava tirar notas muito boas em História da Magia. – Hey, não precisa se preocupar, esse péssimo vai para a minha coleção. – Gracejou um bocado sem graça diante ao sorriso triste de Maureen, não era como se ela fosse culpada pelo seu péssimo desempenho no dever de casa, afinal.
Assistir o sorriso de Linus Fawley lentamente desaparecer do rosto dele e se transformar em uma expressão de visível desapontamento não foi algo fácil. Por alguns instantes, Maureen sentiu como se tivesse roubado uma bomba de chocolate de uma criança pequena, como se tivesse acabado com uma partida de Gobstone entre primeiranistas ou quebrado a vassoura de algum garotinho que só conseguia falar no quanto gostaria de ser um jogador de quadribol quando crescesse. Era bem verdade que estava muito aliviada ao constatar que aquele Péssimo não era de fato seu (porque se fosse, a hufflepuff estaria em sérios problemas e seria muito mais difícil recuperar suas notas até os exames finais), mas a que custo? “Me desculpe, Fawley.” Murmurou a garota de longos cabelos castanhos simplesmente porque aquilo lhe pareceu a coisa certa a se dizer mesmo que não tivesse qualquer culpa no que tinha acontecido. Dowson estava tão desconfortável que nem ao menos sabia o que fazer com as próprias mãos, apenas brincava com os dedos e mexia na gravata amarelo e chumbo como se não tivesse qualquer ocupação para eles. Vê-lo com aquela cara desanimada a fazia sentir vontade de abraçá-lo, mas Maureen controlou seus impulsos. Ah, seus impulsos.... eles ainda a fariam pagar muito caro.
“Eu consegui um ótimo?” A surpresa foi tanta que ela acabou deixando escapar aquela pergunta feita com olhos arregalados e um entusiasmo sem igual. Então percebeu o que tinha feito e teve vontade de bater com a cabeça contra a parede de pedra. Merlin, aquilo poderia ficar pior? “Uhn... desculpe novamente. Eu precisava muito de uma nota boa e a alegria subiu a cabeça, sinto muito.” Voltou a falar, pegando o pergaminho das mãos de Linus e mal conseguindo olhá-lo no rosto por conta de sua falta de tato. Não analisou muito o trabalho que agora tinha em mãos, apenas reconheceu a própria letra e passou os olhos pelo O, tranquilizada pelo fato de que aquilo estava resolvido. “Obrigada.” Maureen esboçou um sorriso quando o rapaz a parabenizou pela nota. “Linus...” Chamou-o rapidamente para evitar que ele fosse embora quando ouviu os gracejos do rapaz sobre sua coleção de Péssimos. Não, Maureen não podia simplesmente deixar aquilo passar. “Eu posso te ajudar. Quero dizer, não sou a melhor aluna do nosso ano mas quero ser Healer e preciso de notas impecáveis para isso, então até me saio bem em algumas matérias. Poderíamos estudar juntos.” Propôs, um sorriso simpático no rosto enquanto colocava uma mecha de cabelos castanhos atrás da orelha e dava de ombros, tentando tornar aquilo o mais casual possível.
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Vincent Rowle não conseguia raciocinar diante de que seus olhos registravam: seu pai, sem vida, estirado na mesa central da Mansão dos Mulciber depois de um blecaute. Dizem que o luto acontece em cinco estágios, segundo o modelo proposto por Kübler-Ross, e, ali, Vincent enfrentaria a primeira fase: negação. Não era possível que seu pai, seu modelo, sua inspiração, estivesse morto. Não. Deve estar só desacordado e seria levado ao St. Mungo’s em breve, estaria bem em poucas horas. Com isso em mente, observou a sala e as pessoas presentes ao seu redor. Era bem verdade que havia escutado alguns rumores acerca de eventos no Feriado dos Fundadores, mas, depois de nada mais ouvir, os havia julgado como infundados. A falta de Carrow, Dolohov e Mulciber, no entanto, fizeram com que um frio se espalhasse por todo seu corpo, tendo seu início no coração.
O ataque era verdade. E Maureen estava em perigo.
Desvencilhou-se do braço de Aella que estava firmemente enroscado ao seu e saiu de forma turbulenta da mesa, sem dizer uma palavra, fazendo todos acreditarem que era em reação ao familiar sem vida. Correu para fora dos limites da Mansão, sujando de terra os sapatos sociais pretos e utilizando a adrenalina em suas veias como combustível até sair dos limites de aparatação. No segundo seguinte, estava em um beco escuro em Hogsmeade. Pelo que captava em seus ouvidos, o Diretor estava no meio do aguardado discurso. Sem nem pensar, suas pernas o levaram à praça central e Rowle quase chorou ao ver a quantidade de pessoas ali. Encontrar Maureen seria quase que impossível. Correu os dedos pelos fios escuros, franzindo a testa em frustração sem parar um segundo de procurar a prima no meio da multidão.
And then he saw her. Merlin, he saw her, when finding her was almost looking for a needle in a haystack.
Dowson, no entanto, estava furiosa, por um motivo que Vincent posteriormente descobriria. Depois. Agora, precisava levá-la a um lugar seguro antes que o pior acontecesse. A surpresa ficou evidente em seus olhos quando o viu e pode até mesmo constatar quando a prima puxou ar para começar a falar, mas antes que a primeira sílaba saísse de seus lábios, Vince segurou-a pelo cotovelo, puxando Reena consigo para longe das pessoas e de onde acreditava que aconteceria o ataque. “We have to go somewhere safe. It’s not safe here.” Despejou entredentes, preparando-se para a enxurrada de perguntas e questionamentos que viriam em seguida.
Permanecia imóvel em meio a uma multidão, ouvindo o zunir das vozes e risadas dos muitos bruxos e bruxas reunidos no coração de Hogsmeade para celebrar uma homenagem aos fundadores de Hogwarts, os olhos cor de chocolate deslizando por tendas e barracas temáticas decoradas com as cores de Godric, Rowena, Helga e Salazar, servindo desde cervejas amanteigadas até tortinhas de abóboras, entretendo com jogos e vendendo artigos mágicos. Ela via mas não enxergava nada porque parecia estar em uma espécie de transe, como se sua mente não estivesse junto com o seu corpo na praça principal do povoado bruxo. Engoliu em seco, sentindo a boca amarga, não sabendo o que fazer com suas próprias mãos.
Ela podia ouvir a voz de Eithne ecoando em sua mente mais uma vez, da mesma forma que aconteceu quando a amiga lhe disse aquelas palavras minutos atrás, uma confidência inocente que Lochrin acreditou não ter qualquer importância. Maureen ouvia mas não escutava, porque nem em um milhão de anos estaria preparada para escutar aquilo. Poderia esperar isso de qualquer garoto com quem tivesse se envolvido, qualquer um deles mas nunca Vincent. Não o seu Vince.
Teve que deixar Eithne para trás com uma desculpa idiota porque não conseguia parar de imaginar os dois juntos, em como Vince beijava sua amiga com a boca que beijava os seus lábios, em como ele percorria o corpo de Eithne com as mesmas mãos que percorria o seu, em como ele deve ter gostado e pensando que ela tinha gosto de algo novo, algo entusiasmante, como um novo doce que se prova e se descobre ser a sua nova guloseima preferida. E isso era torturante demais para que pudesse suportar por mais tempo.
Dumbledore fazia o seu discurso e Dowson apenas encarava o nada. Os fogos de artifício começaram e o céu escuro foi inundado por um glorioso colorido que refletia nos rosto de cada um dos espectadores, mas Maureen não conseguia apreciar a beleza do espetáculo como gostaria, não quando não sabia nem ao menos o que deveria sentir. Raiva? Mágoa? Todos eles? Nenhum? Estavam juntos mas não efetivamente juntos, não oficialmente juntos. Durante a confusão de mãos, beijos e gemidos em salas abandonadas e armários de vassouras, em nenhum momento falaram sobre exclusividade ou um relacionamento porque isso prejudicaria Vince, cuja família não queria qualquer contato com a sua. Ainda assim, era como se não precisassem disso porque, para Maureen, eles estavam juntos de qualquer forma.
God, she did not know what to do with herself.
Então ela o viu, em vestes de gala e com uma expressão indecifrável enquanto caminhava na sua direção. A princípio ficou confusa porque ele deveria estar no jantar em homenagem a Salazar Slytherin que acontecia na mansão dos Mulciber. Maureen queria pular em seus braços e beijá-lo porque sentia a sua falta pois mal se viram naquelas últimas semanas, mas também quis estapeá-lo e fazê-lo sentir a dor que parecia deixar seu coração em agonia. Seus olhos escuros assumiram um ar frio, furioso, quase colérico, e ela estava pronta para esfaqueá-lo com palavras quando sentiu suas mãos firmes em seu braço. “Leave me alone, Rowle.” Rugiu como uma leoa, movimentando-se para livrar o cotovelo das mãos dele mas não conseguindo qualquer sucesso. Maureen era arrastada para longe da multidão enquanto o slytherin falava algo sobre irem a um local seguro mas a hufflepuff não prestou atenção ou deu importância. “Let go of me!” Reclamou mais uma vez, pronta para livrar-se dele custe o que custasse, até ouvir a primeira explosão. O som poderia ser muito bem confundido com os fogos de artifício, mas o grito estridente que se seguiu fez os cabelos de sua nuca se arrepiarem e o medo afundar o seu estômago. “Vincent...” Esquecera-se completamente de tentar se soltar dele ou do motivo de sua raiva, apenas olhando-o com uma expressão de pavor no rosto. Um novo grito, mais um e mais um e quando Maureen virou o rosto para trás para espiar a praça, viu o brilho alaranjado do fogo. “Vincent!” Repetiu, porque a única coisa que sabia fazer naquele momento era chamar por ele. Com a mão livre, tateou o vestido para procurar por sua varinha, as mãos trêmulas quase deixando-a cair no chão de pedra. Seu cérebro trabalhava muito depressa tentando entender o que estava acontecendo e tudo o que Maureen conseguia pensar era em como detestava a si mesma por estar tremendo de medo quando deveria mostrar-se útil e fazer alguma coisa para se defender. Para defender Vincent.
Full name: Maureen Philippa Dowson.
Nicknames: Reena.
Date of birth: 8 de Junho de 1960.
Zodiac: Câncer.
Idade: 18.
Nacionalidade: Inglesa.
Blood status: Halfblood.
Blood type: A-.
Occupation: Estudante do sétimo ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Religion: Católica.
Orientation: Heteroromantic heterossexual.
PHYSICAL APPEARANCE
Face claim: Nina Dobrev.
Height: 1,67 m.
Hair color: Maureen herdou os cabelos castanho escuro e brilhantes da mãe e ela os usa longos, quase na altura da cintura. Os fios são finos e naturalmente lisos, mas Maureen gosta e deixá-los mais volumosos e ondulados com a ajuda de poções.
Eye color: Possui os olhos escuros da família de sua mãe. De formato amendoado e com fartos cílios escuros, as íris castanhas se destacam pelo tom quente de chocolate e por sempre exibirem um brilho alegre.
Dominant hand: Direita.
Distinguishing features: Suas principais características certamente são os longos cabelos castanhos, os alegres olhos cor de chocolate e o sorriso fácil e gentil. Além disso, Maureen também possui longas e torneadas pernas e um corpo atlético fruto da boa genética mesclada a prática de exercícios físicos. Não joga quadribol ou coisa do tipo, mas de vez em quando gosta de correr.
QUICK PERSONALITY
Myers-Briggs: INFJ, “The Advocate” or “The Protector”.
The INFJ personality type is very rare, making up less than one percent of the population, but they nonetheless leave their mark on the world. As Diplomats (NF), they have an inborn sense of idealism and morality, but what sets them apart is the accompanying Judging (J) trait – INFJs are not idle dreamers, but people capable of taking concrete steps to realize their goals and make a lasting positive impact. INFJs tend to see helping others as their purpose in life, but while people with this personality type can be found engaging rescue efforts and doing charity work, their real passion is to get to the heart of the issue so that people need not be rescued at all. INFJs indeed share a very unique combination of traits: though soft-spoken, they have very strong opinions and will fight tirelessly for an idea they believe in. They are decisive and strong-willed, but will rarely use that energy for personal gain – INFJs will act with creativity, imagination, conviction and sensitivity not to create advantage, but to create balance. Really though, it is most important for INFJs to remember to take care of themselves. The passion of their convictions is perfectly capable of carrying them past their breaking point and if their zeal gets out of hand, they can find themselves exhausted, unhealthy and stressed. This becomes especially apparent when INFJs find themselves up against conflict and criticism – their sensitivity forces them to do everything they can to evade these seemingly personal attacks, but when the circumstances are unavoidable, they can fight back in highly irrational, unhelpful ways.To INFJs, the world is a place full of inequity – but it doesn’t have to be. No other personality type is better suited to create a movement to right a wrong, no matter how big or small. INFJs just need to remember that while they’re busy taking care of the world, they need to take care of themselves, too.
INFJ Strengths
Creative – Combining a vivid imagination with a strong sense of compassion, INFJs use their creativity to resolve not technical challenges, but human ones. People with the INFJ personality type enjoy finding the perfect solution for someone they care about, and this strength makes them excellent counselors and advisors.
Insightful – Seeing through dishonesty and disingenuous motives, INFJs step past manipulation and sales tactics and into a more honest discussion. INFJs see how people and events are connected, and are able to use that insight to get to the heart of the matter.
Inspiring and Convincing – Speaking in human terms, not technical, INFJs have a fluid, inspirational writing style that appeals to the inner idealist in their audience. INFJs can even be astonishingly good orators, speaking with warmth and passion, if they are proud of what they are speaking for.
Decisive – Their creativity, insight and inspiration are able to have a real impact on the world, as INFJs are able to follow through on their ideas with conviction, willpower, and the planning necessary to see complex projects through to the end. INFJs don’t just see the way things ought to be, they act on those insights.
Determined and Passionate – When INFJs come to believe that something is important, they pursue that goal with a conviction and energy that can catch even their friends and loved ones off guard. INFJs will rock the boat if they have to, something not everyone likes to see, but their passion for their chosen cause is an inseparable part of their personality.
Altruistic – These strengths are used for good. INFJs have strong beliefs and take the actions that they do not because they are trying to advance themselves, but because they are trying to advance an idea that they truly believe will make the world a better place.
INFJ Weaknesses
Sensitive – When someone challenges or criticizes INFJs’ principles or values, they are likely to receive an alarmingly strong response. People with the INFJ personality type are highly vulnerable to criticism and conflict, and questioning their motives is the quickest way to their bad side.
Extremely Private – INFJs tend to present themselves as the culmination of an idea. This is partly because they believe in this idea, but also because INFJs are extremely private when it comes to their personal lives, using this image to keep themselves from having to truly open up, even to close friends. Trusting a new friend can be even more challenging for INFJs.
Perfectionistic – INFJs are all but defined by their pursuit of ideals. While this is a wonderful quality in many ways, an ideal situation is not always possible – in politics, in business, in romance – and INFJs too often drop or ignore healthy and productive situations and relationships, always believing there might be a better option down the road.
Always Need to Have a Cause – INFJs get so caught up in the passion of their pursuits that any of the cumbersome administrative or maintenance work that comes between them and the ideal they see on the horizon is deeply unwelcome. INFJs like to know that they are taking concrete steps towards their goals, and if routine tasks feel like they are getting in the way, or worse yet, there is no goal at all, they will feel restless and disappointed.
Can Burn Out Easily – Their passion, poor patience for routine maintenance, tendency to present themselves as an ideal, and extreme privacy tend to leave INFJs with few options for letting off steam. People with this personality type are likely to exhaust themselves in short order if they don’t find a way to balance their ideals with the realities of day-to-day living.
Enneatype: Type 4 with a 3 wing. Type four people care more than most about the emotional significance of events. They can become trapped by a sense of the meaninglessness of their own life, and of the world. One of their talents is an intuitive connection to the source of beauty. Average 4/3 is emotionally spicy. Because of the conflict between the three-wing's desire to be in the spotlight and the four's self-conscious fear of exposure, they may alternate between extremes of extroversion and introversion. Unlike the cooler 3/4s, 4/3s may find it difficult (if not impossible) to stay calm when emotions come up. They are more likely to talk about their overwhelming feelings than the much more rational, analytical, withdrawn 4/5s. Balanced 4/3 finds the peace of equanimity. When four integrates to one and three integrates to six, deep compassionate wisdom is augmented by a feeling of brotherhood and belonging. Finally, the 4/3 reaches a point where comfort is possible without being tormented by a desire that others recognize that special uniqueness. Others who are feeling emotional difficulty can find sensitive, unselfish understanding in a balanced 4/3. When 4/3 becomes deeply self-aware, there is a feeling of tremendous emotional integrity. Others feel that they are genuinely being heard, but not judged in any way. Somehow the advanced 4/3 manages to be both an equal and a teacher, both a sympathetic listener and a disciplined advisor. Real transformations happen in the lives of those who tell their stories to such people. People become powerfully motivated to find the real meaning in their lives. Unbalanced 4/3 swings through wild emotional cycles. As fourish emotionality gets more out of control, bringing in the selfish expectations of special treatment of the unhealthy two, the three-wing's nineish tendencies cause a kind of split within the psyche. The more intensely the dramatized pseudo-emotions are felt, the less in touch the 4/3 becomes with the real, honest feelings that lie underneath. The dramatic emotions become more and more staged and false. In the unhealthy extreme, there is little actual contact with real feelings, despite the possibly awe-inspiring intensity of the outward expression. All the theatrical emotionality is a fearful cover for an inner emptiness that will not go away. Extremely unbalanced 4/3 has become so attached to the outward expression of the false emotions that the real feelings are overwhelmed and drowned out. The conviction of being hopelessly flawed may lead to desperate attempts to end it all with suicide, almost always in some dramatic, attention-grabbing way. I'm a hopeless romantic, unable to live a normal life. I might as well end it all right now, because no one will ever understand my torment. At least then, others might see the depth of my pain. 4/3 is the type most interested in a really artful, tastefully unique presentation. They often like to combine black and bright colors. 4/3s are usually thin to medium in build, although there are some exceptions. The females often wear their hair in some way that gives it a lot of body, such as shoulder-length (or longer) curls. Both sexes like to dress up. Some of the most outrageous costumes ever seen in ordinary public places are on 4/3s (the rest are on sevens).
Moral alignment: Lawful Neutral / Neutro Lícito. Um personagem extremamente justo, acredita imensamente na ordem - pessoal, sistêmica, ambas - acima de tudo. Ele sempre procura obedecer e preservar a ordem, independente da inconveniência para os outros ou até para si mesmo, mesmo que admitam que a lei em questão não é tão 'justa' quanto parece, em alguns casos. Que fique claro que personagens assim não necessariamente cumprem obsessivamente todas as leis, considerem todos os crimes iguais ou partam para o extremismo, isso não é uma regra e sim exceção. .
Basic fear: Não possuir uma identidade própria e, de tanto querer agradar a todos, acabar perdendo a si mesma. Não ter significado algum na vida das pessoas que a cerca. Perder aqueles que ama ou ser culpada pelo mal causado a alguém.
Basic desire: Encontrar a si mesma pessoal e espiritualmente. Fazer algo de positivo na vida das outras pessoas e participar da mudança do mundo para algo melhor.
Key motivations: Conseguir alcançar seus objetivos pessoais, aqueles pelos quais tanto trabalhou por muitos anos. Ser útil na mudança do mundo e não ser somente mais uma pessoal que observou passivamente as coisas se desenrolarem na sua frente. Agir como uma “rescuer”, trazendo um pouco de alegria, positividade e coisas boas na vida daqueles com quem convive. Expressar a si mesma de forma verdadeira, sem medo de ser julgada pelo que é.
House: Hufflepuff.
Patronus: Coelho/Rabbit. There is a purity to the rabbit, one that is incredibly rare. These people, no matter how many cynical or bitter ideas the world may give them, will always have a curious innocence to them. The world interests them greatly, and they want to explore it without being judged harshly. They are very sensitive and emotional, and are not embarrassed to show this. They can lack confidence at times, because they may have others put them down and make them feel like they are not as strong as everyone else. This is untrue, those with this patronus have beautiful hearts and serene souls deep within them, no matter what else goes on in their life. They need to hold onto this to find their true happiness. The most common house for the rabbit patronus is Hufflepuff, the most common signs are Cancer and Libra. .
Significant skills: É extremamente talentosa em Herbologia e tem um amplo conhecimento de ervas mágicas e não-mágicas e suas propriedades. Também é muito boa em Poções e as duas áreas são essenciais para que Maureen consiga realizar seu desejo de se tornar uma Healer. Possui uma facilidade natural para cuidar e ajudar os outros. Gostaria de ser melhor em Duelos e vem tentando mudar isso ao praticar mais.
OVERALL BACKGROUND
Current residence: Frome, Somerset, UK.
Home town: Faulkland, Somerset, UK.
Financial status: Classe alta.
Role model: Seu pai é sua principal inspiração. Maureen admira sua força e sua maneira serena de lidar com os problemas e de manter a família unida, mesmo depois de certas tragédias que atingiram o lar Dowson. Seu irmão mais velho também lhe é fonte de inspiração, assim como seu primo Vincent e sua melhor amiga Florence.
Significant relashionships:
Father: Hamish Dowson. Ninguém além de Guinevere saber que Hamish não é o pai verdadeiro de Maureen e Elliot mas, mesmo que soubessem, talvez não fizesse muita diferença. A ligação de Hamish e seus dois filhos é extremamente forte e a proximidade e o companheirismo entre eles é admirável. Por conta das circunstâncias, Maureen acabou fazendo vezes de mãe para o irmão mais velho e o pai, tomando a liberdade de cuidar dos dois por necessidade e por gostar disso. São amigos e apoiam um ao outro incondicionalmente, inclusive nos momentos difíceis, que andam sendo bem frequentes dentro da família desde quando Guinevere começou a definhar.
Mother: Guinevere Dowson (neé Rowle). Maureen sempre ouviu sobre o quanto era parecida com a mãe mas nunca realmente entendeu isso. Sempre foi mais próxima do pai, mas nutria um carinho especial pela mãe, mesmo que discutissem por besteiras com certa frequência. Maureen não se lembra muito bem de como tudo aconteceu, mas se recorda de Guinevere levar ela e o irmão consigo e de passarem alguns dias num chalé no litoral na companhia de um homem que ela nunca tinha visto na vida. Maureen não sabe, mas aquele era seu pai, um trouxa por quem Guinevere era apaixonada desde antes de noivar com Hamish e ser obrigada pela família a se casar com o rico herdeiro dos Dowson. Quando Henri e Magnus Rowle (irmãos de Guinevere) descobriram o paradeiro dela e suas crianças, trataram de ir resgatá-los, mas enquanto Hamish aparatava com os filhos, uma briga entre Magnus e a irmã acabou dando muito errado. Ninguém realmente sabe o que aconteceu porque Guinevere não fala a respeito, mas depois daquela noite ela nunca mais foi a mesma. Definhando em completa tristeza e apresentando sérios problemas mentais, Guinevere passou a viver no sótão da casa da família e Maureen passou a cuidar pessoalmente da saúde da mãe. Exatamente por isso, Maureen escolheu ser Healer, pois tem a esperança de que consiga curar Guinevere.
Brother: Elliot Dowson. Com quase três anos de diferença entre eles, nada impediu que os irmãos Dowson fossem extretamente próximos. São melhores amigos desde criança e um cuida do outro.
Cousins: Vincent Rowle. Os dois primos tem a mesma idade e convivem desde que aprenderam a andar e a falar. Junto com Elliot, os três eram praticamente inseparáveis durante a infância e brincavam juntos quase todas as tardes até a tragédia acontecer. Com o rompimento entre Os Rowle e os Dowson, se tornou cada vez mais difícil para que os três conseguissem se reunir, mas como Tio Henri ainda visitava Guinevere em segredo, acaba sempre trazendo Vince consigo.
Her mother’s family: O único Rowle com quem convive é Vincent. Da família de sua mãe, simpatiza apenas com Tio Henri (pai de Vince) além do primo e nada mais. Nem mesmo antes do acontecido Maureen gostava de seu Tio Magnus ou vovô Theodore, mas vovó Saoirse as vezes conseguia conquistá-la com bolos de limão.
Romantic interests: Vincent Rowle (cousin, best friend, love of her life), Linus Fawley. Maureen sempre foi extremamente próxima do primo, talvez até demais. Ela e Vincent eram completamente inseparáveis durante toda a infância e, quando não estavam juntos, trocavam até correspondências. Eles não sabem, mas Henri e Guinevere já chegaram a brincar a respeito dos dois acabarem se casando quando estivessem mais velhos, impressionados em como os dois eram amigos. Maureen não sabe dizer exatamente quando passou a olhar para o slytherin com outros olhos, quando Vince deixou de ser seu primo e amigo de infância e passou a ser um garoto atraente com o qual ela gostava de passar tempo junto. Quando deu por si, passou a se sentir nervosa na presença dele, a se sentir enciumada com as namoradas que arranjava e a olhar para o seu corpo torneado pelo quadribol por tempo demais. Talvez ela sempre gostasse dele e não tivesse percebido ainda. Por um bom tempo, guardou isso somente para si com medo de não ser correspondida e de acabar estragando o que tinham, mas foi Florence quem a incentivou a tentar alguma coisa. Por isso, em alguns verões, acabou encurtando os vestidos e tentou fazê-lo ver que havia crescido e que podiam dar certo juntos. A verdade só surgiu no Natal de 77 e, depois de ouvir de Vincent que seus sentimentos eram correspondidos, acabou se entregando ao garoto. Nos meses seguintes, eles iniciaram um namoro escondido, com encontros em salas abandonadas e armários de vassouras. Maureen estava feliz como nunca imaginou que estivesse, mesmo com as pequenas discussões e crises de ciúme. No entanto, a vida lhe puxou o tapete quando descobriu uma traição horas antes do ataque em Hogsmeade em Março. Completamente zangada e magoada com Vince, terminou tudo com o garoto sem saber que Tio Henri acabara de falecer. Maureen ama Vincent mais do que amou qualquer pessoa em toda sua vida e confiava plenamente nele, mas o envolvimento dele com uma de suas amigas a magoou profundamente, especialmente porque ela esperava isso de qualquer pessoa menos dele. Por isso, está travando uma difícil batalha contra os próprios sentimentos, a saudade dele e a dor em vê-lo perder o pai e não estar ao seu lado para ajudá-lo a passar por isso. É justamente nesse momento conturbado de sua vida que ela se aproxima de Linus, o colega de casa de personalidade divertida que consegue deixá-la mais leve e fazê-la esquecer momentaneamente dos próprios problemas.
Friends: Florence Cauldwell (sister, best friend), Jon Stretton (best friend), Sophie Branwell (good friend), Eithne Lochrin (good friend), Reginald Cattermole (good friend). Florence é sua irmã nascida de outra mãe. Maureen costuma dizer que a amiga é sua alma gêmea, pois nunca conseguiu encontrar outra pessoa em quem confiasse tanto ou com quem se sentisse tão confortável. Faria tudo para proteger a amiga e, com uma guerra onde bruxas como Flor estão sendo caçadas, Maureen sabe que precisará estar pronta para protegê-la e vem tentando se dedicar mais ao Clube de Duelos por conta disso. Jon, apesar de ser de uma casa diferente, ainda é seu melhor amigo. Os dois se conheceram no expresso e foi amizade imediata, ainda mais por serem tão parecidos. Dividem quase absolutamente tudo um com o outro, Maureen confia cegamente no rapaz e sabe que pode contar com ele para o que precisar, assim como sabe que ele tem consciência de que ela estará do lado dele para tudo. Sophie é uma de suas amigas mais próximas e as duas dividem interesses e paixões em comum (como o gosto por Herbologia e flores, por exemplo). Apesar de não serem inseparáveis, são muito amigas. Eithne, mesmo sendo de uma casa diferente e um ano mais nova, conquistou a simpatia de Maureen desde o início e as duas tinham uma amizade sem cobranças que acabou sendo abalada pela traição de Vincent. Maureen tem conhecimento de que Eithne não sabia sobre o seu envolvimento com o slytherin e por isso tem consciência de que não pode culpá-la, mas também não consegue superar a mágoa. Outro bom amigo é Reg, o colega de casa com quem apronta junto com frequência, alguém que confia e que gosta da companhia.
MISCELLANEOUS
Tropes: “Adorkable“, “Brainy brunette”, “Girl Next Door”, “Hidden Depths”, “Death Glare”, “Long hair is feminine”, “Nice Girl”, “Bad Liar”, “The Medic”, “Kissing cousins”, “Beware the Nice Ones”, “The Determinator”, “Daddy’s Girl”, “She’s Got Legs”, “Pluck Girl”, “Apologises a Lot”, “Clingy Jealous Girl”, “ Heterosexual Life-Partners / Romantic Two-Girl Friendship”, “Sugar and Ice Personality”, “Childhood Friend Romance”, “The Corruptible”, “The Cutie”, “Genki Girl”, “Undying Loyalty”, “The heart”.
Inspired by: Allison Argent (Teen Wolf), Elizabeth Woodville (The White Queen), Chloe Sullivan (Smallville).
Linus: Sério? Você emprestaria anotações? Isso seria incrível! Provavelmente eu não ler e nem estudar depois, mas bom saber que menos terei anotações se algo fora comum acontecer. Do tipo eu estudando. Binns poderia um bom cantor músicas infantis. Ou alguém poderia inventar sonífero com voz dele. Mas melhor ouvir ele explicando do que anotar que ele fala. Nunca vi fantasma rápido assim. Parece até tem algum tempo a perder.
Maureen: Claro! Bem, você poderá recorrer a elas sempre que necessário, não é? Nem que seja para tentar formular jeitos novos de colar durante a prova, apesar de que Binns tem conseguido pegar todos nós no flagra nos últimos exames. Meu Merlin, ele quase tomou minha prova quando me viu tentando espiar a de Florence. Garanto que ele seria um melhor cantor de músicas infatis do que é professor.
Linus: Você tem razão... e não está sendo chata, de maneira alguma! Eu só não consigo isso que você faz, sabe? Sentar e copiar tudo o que Binns fala (além do que, ele fala muito e eu nem acompanhar). Acho que eu tenho problemas para escrever, talvez eu não tenha alfabetizado direito. Enfim, eu não anotar e provavelmente é por isso que eu sou uma negação em História da Magia.
PS. Eu me desconcentraria de qualquer jeito.
Maureen: Acredite, copiar tudo o que ele fala é a pior coisa do mundo, mas só faço isso porque sou uma completa negação (como você) na matéria e estaria totalmente perdida se não fizesse isso. Quer minhas anotações depois? Posso te emprestar se você quiser. Quer também uma sugestão? Tenta ouvir Binns e entender sobre o que ele está falando. E lute para não dormir, mas não ficaria surpresa se você perdesse essa batalha porque é muito, muito difícil não dormir com o som da voz de Binns. É quase uma canção de ninar, já reparou?
Maureen: Não querendo ser chata mas já sendo... acho que você realmente precisa parar de olhar pela janela e divagar sobre a morte do hipogrifo para prestar um pouco mais de atenção na aula de História da Magia. Sei que é um pouco chato (eu também acho, acredite!) mas os exames estão logo aí!
PS. Acabei de me dar conta de que mandar um bilhete para você talvez te desconcentre ainda mais. Ignore se quiser, ok?
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“How could you possibly know that?” A pergunta foi feita num tom que misturava exclamação, divertimento e surpresa e Aidan a olhou com certa admiração por sua estranha capacidade de deduzir a idade alheia. Não se importou por ter sua idade exposta tão rapidamente, não, isso nem de longe o incomodou. Na verdade, Murdoch estava verdadeiramente admirado com o chute certeiro de Florence. “I’m starting to think ye’re not only a metamorphmagus but also a seer.” Disse num tom bem humorado, erguendo a dose de firewhiskey que já estava quase no fim como se brindasse a mulher a sua frente antes de ingerir mais alguns goles de sua bebida até ser pego de surpresa pela mão que repousou em seu braço. Talvez aquilo não passasse de um toque casual e inocente, mas enquanto Aidan baixava os olhos para mirar a mão pequena e pálida de Cauldwell que descansava em cima da manga de seu suéter cor de vinho, ele pensou em como não se sentiu incomodado com aquilo e em como gostaria que aquilo se repetisse mais vezes. Percebeu que gostava não somente de estar perto dela mas também de conversar com ela e do toque dela mas, mais do que isso, se deu conta de que estar se deixando levar não apavorava alguém que jurou para si mesmo que não cometeria esse erro novamente. Contudo, quando cogitou ignorar as hesitações que o prendiam e alcançar a mão dela com a sua, Florence já havia recolhido o braço, deixando para trás um ratro frio que o incomodou mais do que Murdoch gostaria.
Quando deixou escapar que estar perto dela estava se tornando uma de suas coisas preferidas, Aidan não conseguiu desviar os olhos de Florence nem mesmo quando ela corou e mirou o chão, visivelmente constrangida. Se estivesse observando a si mesmo naquele exato momento, teria notado o sorriso torto e ligeiramente bobo em seu rosto e em como parecia absolutamente fascinado pensando que ela jamais esteve tão bonita como naquele momento, tentando esconder o sorriso. Ela podia ser encantadoramente radiante até quando essa não era a sua intenção. “Merlin, i’m fucked.”, Aidan pensou, chegando a conclusão de que Florence Cauldwell era, de fato, seu ponto fraco e que ele não podia fazer muita coisa para evitar o que se tornava cada vez mais óbvio - she would be the death of him.
“No, it’s not.” Apressou-se em dizer, negando de forma objetiva a possibilidade levantada por Florence de que aquilo era somente o álcool falando. “Firewhiskey can make me say things I wouldn’t if I wasn’t drinking but surely wouldn’t make me lie. And it is just one shot, you see. I’m irish, Florence. Did ye forget that?” Justificou-se, trazendo um pouco de bom humor quando ergueu sua dose para mostrar que nem havia bebido tanto assim e mencionando sua nacionalidade como se isso já explicasse o suficiente. “All joking aside, it’s nice to know that. At least I’m not the only one who is in danger here.” Esticou um dos braços para diminuir a distância que a mesa colocava entre ele e envolvendo a mão de Florence com a sua, afagando carinhosamente o seu pulso com os dedos e sentindo o rastro de frio antes deixado pela interrupção do toque se Florence ser rapidamente substituído por uma agradável sensação de calor. “I would ask you to tell me more things about ye but it would be for nothing because I wouldn’t be able to concentrate and pay attention to ye since the only thing I’m thinking right now is how much I want to kiss ye.” Murmurou, sua voz ligeiramente rouca e seus olhos muito azuis fixos nela. Talvez tivesse sido muito preciptado, talvez sua impulsividade gryffindor o tivesse traído, mas Aidan Murdoch simplesmente não conseguia parar de olhar para os lábios de Florence e imaginar que gosto teriam.
Se meses atrás alguém lhe dissesse que sua vida se desenrolaria da forma que tem feito nas últimas semanas, Maureen jamais acreditaria. A hufflepuff provavelmente teria uma crise de risos, provocada principalmente pelo nervosismo que aquele assunto despertava do que por qualquer outra coisa, se faria de incrédula e fingira que aquilo não era o que ela havia desejado por tanto tempo. Mas ali, caminhando pelas ruelas de pedra de Hogsmeade e incapaz de esconder o sorriso bobo que surgia em seu rosto somente quando ela o encontrava, Dowson se deu conta de que nunca, em um milhão de anos, suspeitou que estaria caminhando por aquelas calçadas tentando não deixar estampado na cara que esteve com ele e que seus cabelos ligeiramente assanhados e suas roupas um tanto quanto amassadas denunciavam o que estivera fazendo naquelas últimas horas na companhia de Vincent Rowle. Por um instante ela chegou a se perguntar se os colegas que a olhavam e a cumprimentavam com maneios de cabeça sabiam ler através da expressão feliz demais e das tantas outras pistas que podiam ser facilmente captadas por um bom observador, mas Maureen logo descobriu que ela não se importava. Ainda que aquilo ainda precisasse ser tratado como um segredo, por Merlin, porque se sentiria culpada por sua própria felicidade?
Com isso em mente, decidiu focar em sua busca por Florence Cauldwell, que havia sumido misteriosamente e parecia não estar em nenhuma das lojinhas que elas usualmente frequentavam quando visitavam juntas o vilarejo bruxo. Havia se despedido da melhor amiga mais cedo para se encontrar com Vincent e as duas combinaram de se encontrar horas depois na Praça Principal, mas depois de não achar a hufflepuff em nenhum lugar, Maureen estava tentando não ficar preocupada demais. Entrou esperançosa no Three Broomsticks, um dos últimos lugares que ainda não havia checado e, tirando o gorro de lã púrpura que cobria seus cabelos longos e escuros, colocou-se nas pontas dos pés e esticou o pescoço para procurar pela amiga entre os muitos bruxos e bruxas que tomavam uma bebida no salão do popular pub. Quase gritou quando reconheceu os cabelos loiros em uma mesa mais ao canto, deixando escapar um gritinho excitado antes de correr na direção da amiga, afoita demais para notar que Florence na verdade estava acompanhada.
“FLORENCE! Por Merlin, estava te procurando há um tempão e comecei a ficar preocupada! Entrei em tantas lojas atrás de você, até em umas que nunca fui antes, sabia? Você estava aqui esse tempo todo?” A hufflepuff falava rápido demais e olhava para a amiga de cima a baixo como se estivesse checando se ela estava de fato inteira, e só então ouviu uma voz masculina que a fez congelar em seu lugar e xingar a si mesma mentalmente como nunca havia feito antes. “Murdoch!” Maureen exclamou, virando-se na direção do homem com o sorriso mais sem graça do mundo. “Não tinha visto você aí!” Acrescentou rapidamente, dividida entre a vontade de esconder-se embaixo da mesa para sempre e surtar com o fato de que Florence estava com Aidan Murdoch. Em uma mesa do Three Broomsticks. Bebendo, conversando e parecendo mais íntimos do que nunca. E ela havia acabado de interrompê-los, Agrippa’s sake! “I’m so sorry.” Virou-se para a amiga mais uma vez, seus lábios mimetizando um pedido de desculpas sem que realmente o falasse em voz alta enquanto se decidia se continuava por lá ou fingia que aquilo não tinha acontecido e corria para o mais longe possível deles.
Sua vida amorosa era uma bagunça. Provavelmente era sua culpa, mas nunca pensava nas consequências. Ela teve dois garotos incríveis dispostos a terem um relacionamento sério com ela, faziam de tudo para deixá-la feliz, mas ela não conseguia retribuir. Não entendia como era capaz de afastá-los e se meter em bagunças com outros. Eithne até tentou ter um relacionamento com Jon. Ele era íncrivel, mas não merecia alguém como o grifano. Talvez fosse porque começou namorar cedo, mas sentira falta de não ter um compromisso, uma responsabilidade. Fora que os sentimentos de Jon estiveram em um nivel mais profundo que o dela. Kenna amava o amigo o suficiente para terminar com o relacionamento antes que o magoasse de uma maneira pior. Nesse meio tempo quebrou o coração de outro amigo, Johnny, por não poder lhe retribuir de maneira nenhuma. Logo depois havia entrado numa situação divertida com Vincent. Uma grifina com um sonserino, quem diria. Não havia sentimentos envolvidos, além da atração e implicâncias caladas por beijos. E como um tornado, Black havia aparecido. Se não lhe bastante um sonserino, havia se metido com dois. No entanto, ela havia sentido algo por Black, que lhe assustara. Aquilo não deveria acontecer. Então, novo ano escolar havia aparecido, havia beijado Linus por causa de uma lição ridicula em Alec, novamente Black reapareceu e Vince brotou. Uma bagunça que só. Eithne não tinha ideia de onde havia se metido, apenas quando já a confusão estava arrumada. Em torno de Outubro/Novembro havia conversado com Vince para terminar qualquer coisa que tinham. Graças à Merlim, Linus não tinha qualquer sentimentos por Eithne. Havia sido um momento e nada mais. Sua situação com Regulus havia se complicado ainda mais. Encontros regulares e sentimentos que jamais pensou em sentir aconteceram.
E lá estava ela, na metade do segundo semestre, percebendo que estava se apaixonando por um cara proibido. Como ela havia se metido em tamanha bagunça? Ela havia tido dois caras perfeitos e os deixara escapar. Se tivesse algum bom senso não teria provocado Linus em Setembro. E Vince… Não é como se ela se arrependesse, foram momentos divertidos, no entanto, tinha grande constrangimento de contar a verdade para uma amiga tão próxima. Odiava mentir e esconder informações de pessoas que se importava. Já bastava seu relacionamento proibido com Regulus Black, esperava não omitir mais nada por um bom tempo. Sentia-se tão errada, perante sua família e amigos, por ter perdido seu coração para alguém como Black que até estava se comportando nos últimos tempos. Quem diria, Eithne Kenna contendo a si mesma. Olhava para Jon e sentia-se culpada. Ele havia voltado a ser seu melhor amigo, contudo, naquele ponto de suas vidas, Jon conhecia Eithne bem demais. E, mesmo sabendo que ela escondia algo, não tentara forçar a barra. Perguntava-se como seria se não tivesse terminado com o rapaz e se naquele momento estariam compartilhando momentos de carinho, ao invés de deixar sua mente flutuar para longe, para o Banquete Anual dos alunos de Salazar Slytherin onde um sextanista de olhos azuis profundos e brilhantes estaria ao lado de sua noiva honrando o nome de sua família.
Maureen apareceu como sua heroína particular. Sentia falta da amiga e precisava tirar todo aquele sentimento que estava sendo falsa com ela do peito. Talvez declarar uma de suas omissões lhe deixaria mais leve. E poderia ser distraída mais facilmente com a lufana do que com Jon, que só lhe fazia lembrar mais e mais o quanto sua vida amorosa era uma bagunça. - Pensei que não apareceria mais. - Retrucou divertida enquanto retribuía o abraço da morena. - Não, ficamos por aqui conversando. Eu combinei dar uma volta com você, cumpri com a minha palavra. - Sorriu para a amiga e virou-se para se despedir de Jon. Ele era, sem sombra de dúvidas, umas das companhias que nunca trocaria por nada. Mas naquele momento, estava ansiando para deixá-lo antes que conseguisse arrancar a verdade dela. “Eu prometo te dar mais atenção depois” Abraçou o rapaz e aproximou-se do seu ouvido. “Desculpa pelo sumiço, eu amo você, não se esqueça disso. Vejo você amanhã.” Afastou-se do rapaz, dando-lhe uma piscadela e entrelaçando seu braço com o de Maureen misturando-se a grande multidão que se formava no vilarejo. Em todas suas saídas para Hogsmeade, nunca tinha o visto tão cheio. Um pouco aterrorizante, mas ao mesmo tempo excitante. - Não pense que eu não reparei que seu sorriso não chega aos seus olhos. - Alfinetou Maureen. - Mas não estamos aqui para falar de coisas ruim, hm? Precisamos nos divertir. Você decide, eu pago. - Entendia a outra morena porque o seu próprio sorriso não estava alcançando seus olhos. Mesmo que Regulus dissesse que esse noivado não atrapalharia o que tinham, Eithne não podia se impedir de sentir-se com ciúmes. E ela não era ingênua de pensar ela teria um final feliz ao lado dele. Em algum momento após se formarem de Hogwarts teriam de terminar. Só de pensar na possibilidade, seu coração se apertava.
“Acabei demorando mais do que gostaria para chegar ao povoado. Florence foi para o acampamento e eu aproveitei para ficar um pouco com a minha família.” Começou a falar assim que se desfez do abraço de Eithne, sentindo que precisava explicar o motivo de seu pequeno atraso. Não entrou em detalhes, ocultando a parte de que quase pensara em não vir ao Festival para fazer companhia a mãe, que não via desde o Natal e que parecia estar com a saúde cada vez mais debilitada. Nunca havia visto Guinevere Dowson tão murcha e isso lhe cortava o coração. “Acho bom, provavelmente roubaria você de Stretton caso tivesse mudado de ideia.” Havia um tom divertido em sua voz quando olhou de Eithne para Jon com um sorriso no rosto. Estava sendo divertida e engraçada não somente para fazê-los rir mas para trazer leveza para si mesma e deixar para trás todas as preocupações e problemas familiares que tanto a atormentaram durante aqueles poucos dias de recesso dado aos estudantes. Não, não iria pensar na saúde da mãe, nem em seu pai sobrecarregado de trabalho, no quanto Vincent parecia cada vez mais distante ou nos perigos que seu irmão estava enfrentando ao escolher colocar-se contra o movimento político que ganhara força ao longo dos últimos anos e almejava eliminar pessoas como Florence. Aquele era um dia de comemorações, conversas animadas e cervejas amanteigadas e Maureen precisava de uma folga de sua própria vida.
A hufflepuff aguardou pacientemente enquanto Eithne se despedia de Jon, aproveitando aqueles breves instantes para olhar ao redor e admirar-se em como Hogsmeade levava aquele Festival a sério ao se enfeitar nas cores dos quatro fundadores especialmente para aquele dia. Tentou buscar por rostos conhecidos, mas a quantidade de pessoas era tanta que isso acabara se tornando uma tarefa quase impossível. “Por Merlin, esse lugar está lotado! Nunca pensei que pudessem caber tantas pessoas na praça principal.” Comentou quando Eithne aproximou-se e entrelaçou o braço no seu para que começassem a caminhar entre as pessoas, passando por barracas de bebidas, comidas e até jogos e brincadeiras. Estava distraída olhando uma das tendas quando o comentário da gryffindor a surpreendeu, fazendo-a virar o rosto na sua direção com uma expressão admirada. “Você as vezes me surpreende. Como consegue fazer isso?” Não pode deixar de perguntar, deixando escapar um riso baixo ao balançar a cabeça negativamente. Nunca havia sido talentosa com mentiras, muito menos em ocultar seus sentimentos. Maureen sempre havia sido um livro aberto e qualquer um era capaz de lê-la com um rápido olhar, deveria saber que a amiga rapidamente perceberia que ela não parecia a mesma de sempre. “Exatamente, obrigada. Acredite, não há melhor remédio do que esse para mim nesse momento.” Era visível o tom de alívio em sua voz quando Lochrin deixou claro que aquele não era o momento para que falassem de seus problemas. Queria rir, não relembrar daquilo que justamente tentava deixar de lado.
“Olhe, uma barraca de tiro ao alvo! Quer tentar e quem saber ganhar algum prêmio? Eles parecem ter uns bem interessantes!” Exclamou quando avistou uma das tendas, apontando para a barraca enfeitada com tecidos nas cores de Godric Gryffindor e arrastando a amiga para lá. Pediu ao bruxo jovem e barbudo que as deixasse jogar e entregou a ele os sicles equivalentes as suas tentativas e as de Eithne, sacando a varinha e empunhando-a com firmeza para tentar acertar os alvos que surgiam de todos os lados e movimentavam-se com velocidade. “Então... você e Jon...” Começou a falar enquanto tentava acertá-los com feitiços não-verbais, errando porque provavelmente não estava se concentrando o suficiente por estar se dividindo entre aquilo e conversar com Eithne. “Vocês estão juntos novamente? Não que eu esteja querendo me intrometer, mas sempre achei que vocês formavam um casal incrível.” Admitiu, olhando rapidamente para a amiga com um leve sorriso. Simpatizava com Jon e ele e Eithne sempre pareceram ter uma sintonia invejável, quase o mesmo tipo de dinâmica que Maureen tinha com Vincent. She was luck to fall in love with her best friend and she wanted Eithne to have the same.