Rio quando esperam riso,
respondo quando chamam meu nome,
mas há um silêncio em mim
que nunca vai embora.
No fim do dia,
até minha sombra parece cansada
de fingir companhia.
Lint Roller? I Barely Know Her
Not today Justin
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@devaneiostolosxxx
Rio quando esperam riso,
respondo quando chamam meu nome,
mas há um silêncio em mim
que nunca vai embora.
No fim do dia,
até minha sombra parece cansada
de fingir companhia.

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Eu acordo, mas não começo.
Respiro, mas não vivo.
Sou um intervalo vazio
entre o que poderia ser e o que nunca fui.
As horas passam por mim
como se soubessem que não vale a pena parar e me fazer companhia.
E no silêncio mais honesto,
eu percebo: Não é que o mundo não precise de mim…
é que ele nem nota que eu estou aqui.
Tento segurar o choro, na mais completa solidão.
O norte, incerto, é um abismo na palma da mão.
Entre o café morto e o livro velho, manchado
Sou o eco vazio, sozinho, totalmente abandonado.
Caminho por salas vazias, as vezes, cheia de pessoas, mas sempre, vazia, onde até mesmo o silêncio me evita. Há um peso no ar, sou um turista, um estrangeiro, na minha própria pele, hóspede de um corpo que não me pertence, não me reconhece.
Existir se tornou um fardo, um sussurro trêmulo que precede o choro, um pedido de abrigo para portas que nunca se abriram.
O silêncio e o vazio, são ótimas companhias, ele não exige sorrisos, não julga, não pede que eu seja mais que o pouco, ou nada, que sobrou. Ali ninguém me procura, ninguém sente minha falta, será que se lembram do meu nome? Eu existo? Sou apenas um eco malfeito, procurando uma parede por onde morrer.
O triste conforto da alma que chora, se recorda da força que tivera, hoje sem voz, sem aurora, sem brilho no olhar, ali acontece um suspiro, lento e aflito, no peito onde os sonhos já foram extintos.
O vento suspira nomes que já me esqueci, lugares que não me recordo, e isso me entristece, nem consigo olhar no espelho, olhos vazios e sem expressão, e no fundo deles, juro que consigo ver um abismo.
Sinto o peso do mundo nos ombros, o horizonte distante tenta me consolar, mas ainda assim, tão distante, onde as esperanças se findaram.

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Em um quarto, vazio e escuro, o tempo flui, cruel e invencÃvel. A solidão me conhece mais que o próprio espelho, é uma visita frequente, e que insiste em não sair, por mais acompanhado que esteja, a solidão é a maior presença no grupo de amigos, eu não pertenço aquele lugar, aquele grupo, aquela cidade… Há um murmuro entre as paredes que insiste em me lembrar que tudo passa, tudo vai embora, tudo jaz, e é isso, nada muda.
O coração pulsa em vão, em um compasso que poderia não existir, como um pêndulo preso ou uma bússola sem magnetismo.
Sonhos, outrora flores e aromas incrÃveis, hoje são pó inodoro, pertencentes a um inútil sapiens, que é sombra do que já foi um dia, sem voz, sem força, sem vontade.
Sento-me ao lado do vazio, e ali, minha única companhia, o vazio me encara de volta, sempre volto pra ti, sempre encontro meu lugar aqui, nesse quarto, vazio, escuro e entre as cinzas.
Viver é carregar um fardo pesado, chamado vida.
Romantizam muito a vida, mas viver é crescer, é envelhecer, é abrir mão de seus sonhos enquanto eles apodrecem na margem da estrada da vida. As vezes a vida perde a alegria, nada mais te deixa feliz, e a sensação que fica é só o desejo de que o tempo passe logo, e a vida se acabe, virando o pó de onde ela nunca deveria ter saÃdo.