olá, internauta! não sei o que te trouxe até aqui, mas seja bem-vindo!
eu me chamo maria e sou uma jovem adulta de - quase - vinte e três anos. gostaria de me apresentar, sinta-se à vontade para fazer o mesmo:
hoje é dia dezenove de janeiro de dois mil e vinte e seis, ás exatas vinte duas horas e seis minutos, e eu, uma jovem de pensamentos turbulentos e inquietos, decidi tirar do papel um desejo que tenho a anos: ter um blog! e um canal no YouTube! talvez você esteja se perguntando "mas, por que?" - ou não, né. bem, aà vem a parte meio triste, meio chata, meio pra baixo da história - sempre vão existir partes chatas, tristes e pra baixo nas minhas histórias, sendo bem sincera; sou uma mulher bastante melancólica. enfim.
os últimos seis meses da minha vida têm sido bem...difÃceis...emocionalmente falando. passei por situações as quais não soube - mesmo - lidar bem e isso me levou ao que parece ser o fundo do poço. ando vivendo meus dias no automático, mergulhando em minha melancolia e fazendo esforços múltiplos para não me isolar completamente das pessoas que amo. existir vem sendo cansativo - mais cansativo do que eu já estava acostumada.
veja, eu sempre fui uma menina meio tristonha, sempre enxerguei o mundo com um olhar melancólico, quase completamente triste. mesmo em momentos de alegria, sempre senti como se houvesse uma nuvem pairando sobre minha cabeça; uma nuvem da qual não conseguia me ver livre e que hoje parece querer se desfazer em chuva sobre mim. por um tempo, tive um certo amparo - um amor. esse amor foi embora a seis meses. calma, ele ainda tá vivo! só deixou de me amar mesmo.
acredito que a dor da perda é o testemunho de que amei profundamente, apesar de parecer uma piada cruel. e sei que para alguns pode ser besteira estar sofrendo por isso, mas a verdade é que ele era um ponto de estabilidade na minha vida. para ele, podia contar tudo sabendo que nunca seria julgada, mas, sim, ouvida e acolhida. ler suas palavras duras - apesar de honestas - me colocou em um estado de completa inércia. não comia, não sorria, não interagia com ninguém. me isolei. só não foi pior pois tenho minha famÃlia e meus amigos que não permitiram que eu me afundasse completamente na tristeza. e, então, depois de dois meses, decidi reagir - da pior forma. fiquei louca. não aguentava ficar em casa, queria sair, me distrair o tempo todo, de toda forma. e foi nessa onda que comecei a conversar com alguém novo....e o final você pode já saber, ou pelo menos imaginar: me apaixonei, mas não fui correspondida. claro, isso é um resumo do resumo. a história é bem mais complicada, - bem mais complicada meeesmo. talvez um dia, quando tiver de fato processado tudo que aconteceu, eu conte um pouco mais para você.
o que interessa agora é que isso ativou em mim, novamente, aquela tristeza, aquela sensação de ser tão facilmente esquecida. tão facilmente abandonada. como se me perder não significasse nada. e, sim, eu faço terapia - mas ainda não estou colhendo os frutos.
então, estou aqui. dia após dia tentando não mergulhar nesses pensamentos horrÃveis sobre mim mesma. tentando não acreditar neles. resistindo. estou tentando enfrentar tudo sozinha, sabe? não quero ser um peso. não quero cansar as pessoas que ainda estão aqui. mas, porra, é difÃcil, mesmo com a terapia. não sei até onde aguento.
acho que por isso decidi criar esse espaço - aqui e no YouTube. mesmo que ninguém leia ou se importe, quero sentir que estou fazendo algo diferente, algo que sempre quis. não sei, ter a sensação de que algo está sob meu controle e que não perdi completamente as rédeas da minha vida. bem, é isso.
se você leu até aqui: muito obrigada!