O azul pode ser a cor mais quente, mas em vocĂȘ, o vermelho Ă© bem mais atraente.
Alex Cross
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O azul pode ser a cor mais quente, mas em vocĂȘ, o vermelho Ă© bem mais atraente.
Alex Cross

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VocĂȘ Ă© como uma estrela no cĂ©u.
Te procuro além desse véu.
Teu brilho incandescente me encanta.
Brilho que ilumina, alegra e canta.
Com a calda de um cometa vocĂȘ espalha seu calor.
Te procuro a noite toda, a busca desse sabor.
Azul pode ser a cor mais quente, mas em vocĂȘ o vermelho Ă© bem mais atraente.
Assim como seus lĂĄbios me atraem, todo teu corpo me seduz.
Me sinto mais perto enquanto te procuro, mesmo a quilĂŽmetros de anos luz.
VocĂȘ.
E somente vocĂȘ.
O novo: faz tempo que usei tumblr, voltei a usar e nĂŁo tenho ideia de como Ă© isso, mas jĂĄ estou amando. vou tentar escrever algumas coisas vai que da certo um pouco de libertar a criatividade daqui de dentro.

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Diante disso, nota-se:
Hoje em dia, se falta interesse, falta tudo.
quarta feira e me encontro nesse estado
INTERVALO DE COMPREENSĂO: O MAL-ENTENDIDO QUE DEIXOU DE BASTAR
Em algum ponto da histĂłria humana, a linguagem deixou de ser um campo comum e passou a se fragmentar. No inĂcio, comunicar-se era partilhar palavra, sentido e intenção; produzia vĂnculo: grupos pequenos, cĂłdigos semelhantes, entendimento direto. Com o crescimento das populaçÔes, as migraçÔes, o isolamento geogrĂĄfico e as disputas por poder, a linguagem começou a se dividir.
A ruptura acontece quando os humanos tentam ordenar de forma totalizante, centralizando poder e identidade. A Torre de Babel, narrada em GĂȘnesis, nĂŁo Ă© um ataque direto a Deus, mas a tentativa de criar uma unidade absoluta, uma linguagem que impedisse a dispersĂŁo. A consequĂȘncia foi a confusĂŁo: as pessoas falam, mas nem sempre se entendem; mesmo quando usam a mesma lĂngua, carregam histĂłrias, valores e referĂȘncias diferentes.
A partir daĂ, a linguagem deixa de ser apenas meio de conexĂŁo; nĂŁo era mais apenas se expressar, era pertencer, e passa a estruturar identidades, culturas e fronteiras. Cada povo organiza a forma de pensar, viver e se relacionar com o grupo. Historicamente, isso se intensifica com migraçÔes, guerras, colonizaçÔes e imposiçÔes culturais. Ao longo do tempo, elas tornam-se instrumentos de dominação por povos vencedores; outras sobrevivem como resistĂȘncia, misturam cĂłdigos ou quase desapareceram.
Mesmo no Novo Testamento, em CorĂntios, a linguagem aparece como questĂŁo central, mas sob outro eixo: o dom das lĂnguas nĂŁo Ă© bagunça, Ă© mediação. NĂŁo serve para exaltação individual, mas para edificação coletiva, exigindo responsabilidade no uso e atenção ao outro. Aqui, a lĂngua nĂŁo separa; ela exige assimilação para voltar a fazer sentido e cumprir sua função de vĂnculo.
O poliglota surge como alguĂ©m que atravessa o movimento. Ele nĂŁo acumula conversas; ele transita entre visĂ”es de mundos divergentes. Cada lĂngua aprendida Ă© uma tentativa de reduzir o ruĂdo instaurado desde a separação. Estudar idiomas Ă© uma forma de lidar com essa herança: aceitar que uma unidade foi perdida, de uma decodificação comum e sustentar o esforço contĂnuo para uma reconexĂŁo na multiplicidade como ponte onde houve quebra.