to pensando a algumas noites no que dizer eu realmente queria dividir algo com o mundo. falar da minha amiga de cabelo vermelho e da que parece um cocker spaniel, que eu descobri ser um dos amores para minha vida. e que eu pensei em sair da biblioteca com um livro do viktor frankl embaixo do braço sem ter feito cadastro nem nada. é verdade. mas eu ia devolver. de eu escutar scatolove durante as brigas e romantizar partidas. e não é? as pessoas são assim no final de tudo. elas vem. elas ficam. nos fazem amå-las. ai elas vão.
e eu sou boa demais em despedidas.
a ironia no fato de que, embora seja boa demais nisso, queria algo diferente, uma permanĂȘncia que desafie meu dom de ir embora.
e eu acho engraçado sabe, o amor da nossa vida e o amor pra nossa vida nem sempre Ă© a mesma pessoa. o amor da sua vida Ă© chuva de estrelas cadentes frio na barriga e poesia. aĂ, o amor para sua vida Ă© um riacho silencioso, calmo (com jazz)
e eu nĂŁo gosto da monotonia. nem de saxofone.
a gente se conversa num tom de saudade.
saudade do que jĂĄ aconteceu?
ou poderia ter acontecido?
e eu sei que isso Ă© errado, mas eu queria mudar isso tudo. Ă© horrĂvel ser responsĂĄvel pelo prĂłprio destino. "mesmo quando a realidade parecer tragicamente imutĂĄvel, restarĂĄ no espĂrito a liberdade de mudar nosso modo de ver e sentir a realidade" essa eu tirei do livro do viktor frankl. Ă© nessa liberdade que busco redefinir o ser. romper com o previsĂvel do adeus e transformar as despedidas em um eterno reencontro. olĂĄ;
duvido fazer uma histĂłria sem errar uma folha.