"All I want for Christmas is you" | | Daeniel
“Você numa competição por aqui e você ainda acha que não vou te ver?" indagara o moreno fingindo ultraje. Claro que precisaria explicar a situação a sua mãe mas tinha certeza que ela entenderia."Entenda uma coisa, Dae." começara Daniel encarando-a nos olhos. "Faz meses que eu não te via assim, de verdade." abraçara-a mais forte para enfatizar o que dizia "Eu vou passar a maior quantidade de tempo possível com você, certo?" terminara selando brevemente seus lábios com os da garota.
Dan não pudera evitar que uma expressão completamente confusa tomasse conta de seu rosto quando a garota começara a gargalhar. “Ei, o que foi?" perguntara indignado "Eu disse algo engraçado, é?" continuara tentando conseguir alguma resposta. Sem sucesso pois sua namorada não conseguia parar de rir. "A-a-a… o quê?!" exclamara. "Um dia eu ainda acabo matando aquela nanica…" murmurara entre dentes. "Como vocês conseguiram esconder isso de mim? Não achei justo." dissera fazendo um pequeno bico. Agora estava explicado o porquê da tranquilidade de Alice quando Daniel tentava desesperadamente entrar em contato com a Dae. Ela sempre o dizendo para se acalmar e que estava tudo bem… As duas haviam realmente conseguido lhe enganar. "Eu já estava ficando morto de preocupação porque não conseguia falar com você." falara seriamente. "Eu tenho uma coisa pra te contar…" começara o moreno mexendo-se para pegar um envelope que se encontrava em cima do piano. "Recebi essa carta três dias atrás...” dissera com um pequeno sorriso surgindo no canto de seus lábios. Aquela ainda não era sua carta de aceitação, mas garantia-lhe ao menos uma chance de entrar na faculdade de seus sonhos.
Ela não pode evitar um sorriso quando ele disse que iria sim a ver competir. Sorriu com todo o seu ser, aquilo estava além de todas expectativas. Dae competia a muito tempo e, na verdade, não se importava mais com quem iria assistí-la ou não. Ainda podia se lembrar do seu primeiro concurso no qual sua mãe não foi lhe assistir, a sensação terrível de procurar um rosto que não estava na platéia e receber apenas o vazio de volta. Foi uma época terrível aquela, mas já tinha passado. E ela não tinha percebido como estava contando com a presença dele em todos os momentos até sentir o estranho e imenso alívio de saber que ele estaria lá, por ela. "Ah, Dan" disse sem parar de sorrir depois de ouvir as palavras dele "Como você consegue me fazer te amar mais ainda a cada vez?" comentou casualmente e riu.
A expressão dele era hilária e ela teve que se esforçar bastante para parar de rir. Não sabia como ele conseguia a fazer rir com tanta facilidade. "Nanica? Mas ela é mais alta que eu" rindo mais ainda. "Bom, devo dizer que eu sou incrivelmente boa com planos e me superei dessa vez" explicou. "Mas foi por uma boa causa, não?" disse, corando um pouco. Por mais que não quisesse admitir, gostava do fato dele ter se preocupado com ela. Então ele lhe mostrou a carta. E por um momento seu sorriso sumiu. Se lembrou da noite da final da competição de valsa vienense, fora a melhor coreografia que ela já tinha montado na vida, sem dúvida, e ela e Ricky dançaram com perfeição, mas ganharam o segundo lugar. Claro, eles tinham arriscado tudo e saído da coisa tradicional da valsa, até mesmo a música que utilizaram para ocasião não era nem um pouco tradicional. E por causa disso não ganharam, mesmo assim Daeneris ficou incrivelmente feliz com o segundo lugar por causa de todos os riscos que tomaram, já significava alguma coisa. A lembrança foi mais precisamente depois de anunciarem os vencerdores, quando ela e Ricky estavam se ajeitando para irem embora e um moço a parou no corredor. "Daeneris Lightwood? Bom, devo dizer que foi uma apresentação incrível. E esse não é uma adjetivo que uso sempre. Vocês certamente mereciam o primeiro lugar, mas essas coisas acontecem. Apesar disso, senhorita Lightwood, ficarei muito interessado em vê-la em Nova York comigo, no próximo semestre se conseguir." e ela perdeu o fôlego ao receber uma carta de Julliard duas semanas depois em sua casa. Disse a sua família e a Ricky que não faria o teste, sabia que não iria passar. E eles acreditaram, mas ela estava apenas tentando enganar a si mesma naquele dia. Decidiu que faria o teste, apesar de ninguém saber disso. "Meu Deus, Dan" sussurou e olhou da carta para o menino, surpresa. "É igual a que eu tenho na minha bolsa!" disse por fim e sorriu. Pensou neles juntos e em Julliard. Era bom demais pra ser verdade. "Uma pena que não vou passar no teste" deu um suspiro longo e cansado, seu sorriso falhou junto com sua confiança. "Ah, Céus, já era tudo o que eu queria e agora, com você, é tudo o que eu mais quero nessa vida" e parou, parou porque não queria se lamentar pelas dúvidas sobre o próprio talento. Queria fingir que era capaz de passar, pelo menos até terminar o teste e realmente não ter passado. Mas era difícil, principalmente com sua confiança bipolar, que ia e vinha a todo momento.













