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@daejvn
 Both Seoul and San Franciscoâs latitude is 37° N. Itâs almost the same. The difference in longitude is the reason why weâre 16 hours behind here, but itâs so peaceful here that itâs almost hard to believe we share the same sky.

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NAM JOO HYUK as BAEK YI JIN TWENTY-FIVE TWENTY-ONE (2022)
colocando para o lado o controle do videogame, o nam recostou-se no sofĂĄ e fechou os olhos. sentia-se no direito de descansar pelo tempo que considerasse conveniente, somente pelo estresse a qual acabara sendo acometido pela ligação de seu pai mais cedo, e que retornara para seus pensamentos apĂłs todas as mensagens enviadas pelo mesmo ao decorrer de sua tarde. nem queria imaginar o verdadeiro terror a qual seria submetido quando retornasse para seu trabalho na empresa apĂłs o fim de semana, dando a sua cota de agradecimentos mentais pelo fato de nĂŁo ter de se preocupar em trabalhar durante o fim de semana por ser filho do dono. embora sentisse-se um tanto envergonhado ao ponderar sobre todo o seu nepotismo que representava sua vida inteira, nĂŁo negava que situaçÔes como aquela causavam-no uma certa sensação de agradecimento. enquanto estivesse apenas em casa, sem ter de encarar o pai durante as horas de serviço - ao menos, as em que o homem realmente estivesse no prĂ©dio da empresa -, podia somente se limitar a desfrutar da companhia de @juwcnâ e tentar relaxar com uma das coisas que eles faziam de melhor: reclamar de suas famĂlias. âo velho anda um porre, sĂ©rio. agora tĂĄ atĂ© insistindo que a gente vĂĄ representando ele naquele teu casamento lĂĄ, acredita? e com a gente, eu falo junto da miso, mas Ă© mais fĂĄcil vocĂȘ fazer pulseirinha da amizade com a yang que ela se dispor a voltar mais cedo da inglaterra pra um casamentinho.â revirou os olhos, mencionando a sua irmĂŁ mais nova que, agora, conseguia se escapar de todas as artimanhas de seus pais pelo simples fato de estar no outro lado do mundo para estudar. âmelhor a gente agradecer por nĂŁo terem arrumado janta com os seus pais nos Ășltimos tempos, porque os dois nĂŁo precisam de mais ideias de como nos causar mais misĂ©ria.â resmungou, apoiando um dos braços por trĂĄs da cabeça.
yuna:
ela sabia que o certo a se fazer em seguida era simplesmente afastar-se, deixĂĄ-lo ali com seu drink e com todas as desculpas que ela sabia que daejung guardava para jogar em sua direção quando precisasse, com a certeza de que ela aceitaria sem maiores problemas. yuna era craque naquilo: criar hĂĄbitos que acabavam nĂŁo sendo bons para ela. prova disso era que, mesmo soubesse que o melhor que faria era dar as costas para ele, acabou sendo segurada ali pelo pedido de desculpas e pela ĂȘnfase que o rapaz estava dando em sua disponibilidade para conquistar o perdĂŁo dela. mordeu o inferior da bochecha ao sentir a carĂcia em seu rosto, sentindo sua suposta firmeza ir embora tĂŁo logo quanto havia chegado. o olhar deslizou rapidamente para aquela tentadora caixinha colocada sobre o balcĂŁo, uma espiadinha rĂĄpida, jĂĄ que logo estava encarando-o de novo, para continuar ouvindo suas palavras que traziam uma sucessĂŁo de coisas que daejung jĂĄ tinha noção que yuna queria ouvir. o jantar, a atenção dele, talvez atĂ© a ilusĂŁo de que daejung realmente tinha intençÔes mais profundas consigo. encarando-o por mais alguns segundos, a choi soltou um suspiro que esboçou sua desistĂȘncia. âdroga.â resmungou para si mesma, aproveitando que ele havia aproximado a mĂŁo com a caixinha para colocar a prĂłpria em cima da dele, impedindo-o de afastĂĄ-la. ânĂŁo pode fazer isso de novo. nunca mais. vocĂȘ sabe que nĂŁo Ă© justo continuar fazendo isso comigo.â e talvez aquela fosse a pior parte, a parte que ele tinha plena ciĂȘncia que ela acabaria desculpando-o⊠mas yuna preferia nĂŁo pensar naquilo no momento. âe o mĂnimo que vocĂȘ pode fazer Ă© me levar para jantar mesmo, entĂŁo, obrigada. vou pesquisar qual Ă© o restaurante mais caro da cidade, e assim que eu tiver decidido, eu te aviso.â esboçou seu primeiro sorrisinho em direção a ele naquela noite, mesmo sabendo que aquilo, que ela usava como vingança, nĂŁo fazia nem cĂłcegas em daejung. encarou-o por mais alguns momentos, antes de bufar baixinho. âĂ© uma injustiça quando vocĂȘ usa essa sua carinha para o mal, sĂł para deixar claro.â soltou a mĂŁo dele, para que ele pudesse afastĂĄ-la e yuna conseguisse apanhar a caixinha em mĂŁos, que jĂĄ formigavam de curiosidade. âo que vocĂȘ comprou dessa vez?â
o nam deixou escapar um quase teatral suspiro de alĂvio quando a mais baixa aparentou tĂȘ-lo jĂĄ perdoado por suas infraçÔes anteriores, agradecido por tĂȘ-la conquistado de maneira tĂŁo rĂĄpida, como nĂŁo estava realmente com desculpas mais plausĂveis sobre a sua ausĂȘncia quanto ao seu encontro da semana anterior. e, embora reconhecesse que realmente nĂŁo fora legal, daejung se via constantemente em um impasse de nĂŁo saber como agir de maneira diferente; era intrĂnseco em sua personalidade nesse ponto. alĂ©m do mais, a noção um pouco mais profunda sobre yuna e a quem mais ela costumava encontrar lhe era o suficiente para diminuir seu impasse interno. o pai de seu amigo era um fator que delimitava rapidamente uma relação com alguĂ©m, nĂŁo Ă©? era atĂ© absurdo, na verdade. âeu sei, eu sei. me desculpa, de verdade, tĂĄ bom? eu prometo que vou fazer tudo pra te compensar. o que vocĂȘ quiser, Ă© sĂł me falar.â prometeu, acariciando a mĂŁo alheia que cobria a sua prĂłpria com o polegar, enquanto mantinha seu olhar no rosto dela - uma bela visĂŁo, como sempre. nem o prĂłprio daejung compreendia a dinĂąmica entre os dois, se fosse ser sincero, e Ă s vezes ponderava atĂ© mesmo sobre como era melhor nĂŁo pensar mais do que deveria no tĂłpico em questĂŁo. âpode escolher o restaurante que vocĂȘ quiser, yuna. levo atĂ© um buquĂȘ de flores pra vocĂȘ, sĂł nĂŁo quero te ver com aquela carinha de novo.â disse, acompanhando o sorriso dela com um prĂłprio. âse vocĂȘ quiser, depois que vocĂȘ se liberar aĂ, a gente pode atĂ© ir naquela loja que vocĂȘ tinha gostado semana passada.â sugeriu. âmas Ă© uma linda carinha, nĂŁo Ă©?â ergueu uma sobrancelha, abrindo um sorrisinho convencido - era o clĂĄssico do nam, verdade fosse dita. ânĂŁo vou te dizer exatamente, porque vocĂȘ tem que ver por conta...â murmurou, lembrando-se da bebida que lhe fora servida antes e aproveitando sua pausa dramĂĄtica para tomar um gole da mesma. ânĂŁo tem como se liberar daĂ sĂł por, sabe... uns cinco minutos? posso te ajudar a colocar, mas nĂŁo com o seu chefe vigiando. eu nĂŁo quero te encrencar tambĂ©m, nĂ©.â
yuna:
o olhar da choi estreitou-se rapidamente na direção do outro, assim que flagrou a expressĂŁo que apossou-se do rosto alheio, que ainda tinha a coragem de lhe esboçar aquele sorrisinho idiota tĂŁo deliberadamente. rolou os olhos rapidamente diante de sua prĂłxima sentença, mas logo decidiu embarcar naquela brincadeirinha que daejung havia resolvido iniciar. âfoi a mesma atendente que vocĂȘ deixou plantada igual uma idiota semana passada? se for ela, sim, jĂĄ ouvi falar, sim. ouvi dizer, inclusive, que vocĂȘ jĂĄ fez isso umas trinta vezes com a coitada.â seu tom era pouco afĂĄvel, mas suficientemente baixo para que apenas ele a escutasse. diante de suas instruçÔes, passou a preencher a coqueteleira com os ingredientes para um cosmopolitan, sendo o primeiro drink que lhe veio a cabeça. deu um passo para trĂĄs afim de melhorar o espaço para misturar tudo quando jĂĄ havia fechado o recipiente, bem a tempo do olhar escorregar atĂ© o que era escondido pelo bolso da jaqueta do rapaz, o que fez com que yuna vacilasse em sua postura por um momento ao que a mente instintivamente aguçada pela curiosidade começava a imaginar o que poderia ter ali dentro. engolindo em seco, ela logo negou com a cabeça para si mesma, colocando uma taça sobre o balcĂŁo para poder despejar a bebida jĂĄ pronta para o rapaz. ânĂŁo, sem essa. vocĂȘ sempre faz dessas e sempre acha que pode se desculpar assim, mas dessa vez nĂŁo vai rolar.â era difĂcil atĂ© para ela mesma acreditar nas prĂłprias palavras, mas havia prometido para si mesma que seria mais firme, e era o que tentava fazer ali. aproximou-se novamente, com a desculpa de acrescentar uma rodela de limĂŁo na borda do copo, para finalizar o drink, e assim sibilar novamente na direção dele: âuma hora, daejung! vocĂȘ me deixou esperando lĂĄ por uma hora antes de se dar ao trabalho de mandar a porcaria de uma mensagem. eu devo mesmo ser uma palhaça pra vocĂȘ, nĂ©?â
se daejung jĂĄ nĂŁo fosse experiente em contornar a situação que se apresentava diante dele, era realmente possĂvel de somente ter lhe encarado com um sorriso amarelo ao escutar a verdade - isso ele nĂŁo poderia negar - que a choi jogava em sua cara. reconhecia que nĂŁo era exatamente considerativo com yuna deixĂĄ-la esperando sem maiores avisos, e contar a realidade poderia sĂł piorar aquilo; poderia atĂ© ser idiota, mas nĂŁo ao ponto de colocar o seu na reta contando que sĂł fora para a casa de um amigo jogar conversa fora. âfoi mal, de verdade. eu ia te avisar, mas o meu amigo âtava precisando de um apoio, eu nĂŁo queria deixar o cara na mĂŁo ali. aĂ nĂŁo vi o tempo passar e... foi mal mesmo, yuna.â existia mesmo um amigo, certo? entĂŁo nĂŁo era um conto tĂŁo viajado assim aquele que entregava para a garota. e juwon estava estressado, nĂŁo no ponto em que seu tom de voz aparentava, mas aĂ jĂĄ eram detalhes. âo que eu posso fazer, pra vocĂȘ me desculpar?â questionou, aproximando-se o suficiente para tocar de leve com a destra no rosto da garota, passando o polegar de leve em sua bochecha. ânĂŁo vai mesmo querer ver o que Ă©? eu tenho certeza de que vocĂȘ vai gostar.â embora daejung falhasse em incontĂĄveis pontos com ela, ao menos sabia afirmar com toda a certeza que presentes nĂŁo eram um deles - era Ăłtimo nisso, em sua prĂłpria opiniĂŁo. assim, afastando a mĂŁo do semblante feminino, pegou a caixinha de dentro do bolso e a colocou sobre o balcĂŁo. âeu tĂŽ aqui agora, nĂŁo tĂŽ? tentando te compensar por isso. eu sei que errei demais contigo nessa, mas eu te prometo que nĂŁo vai rolar de novo, se vocĂȘ quiser sair essa semana. eu te levo onde vocĂȘ quiser. te busco na sua casa e tudo.â sugeriu, deslizando a caixinha na direção dela para que a abrisse por sua prĂłpria conta.

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yunaâ:
yuna havia jurado para si mesma algumas vezes que haviam certos comportamentos que abandonaria, jĂĄ que tinha uma especialidade inconveniente de propagar manias que nĂŁo lhe faziam bem. uma delas, que estava no topo da lista, inclusive, era relevar as merdas que @daejvnâ fazia consigo. a Ășltima vez que havia falado com ele sequer havia sido em uma conversa, jĂĄ que a Ășnica coisa que recebera fora uma mensagem dizendo que ele nĂŁo poderia mais comparecer ao local que haviam marcado de se encontrar â isso, Ă© claro, sĂł depois de jĂĄ fazĂȘ-la esperar por uma hora. havia decidido que havia sido a gota dâĂĄgua, e atĂ© tivera sucesso em ignorar as mensagens que lhe foram enviadas pelo rapaz nos dias seguintes daquela ocasiĂŁo. porĂ©m, nĂŁo estava contando com a possibilidade de encontrĂĄ-lo pessoalmente, e vĂȘ-lo do outro lado do balcĂŁo do bar em que trabalhava fez com que a choi respirasse fundo por um momento, antes de tomar coragem de se aproximar. âeu duvido um pouco que vocĂȘ tenha vindo justamente para esse bar, justamente nesse dia e justamente nesse horĂĄrio por pura coincidĂȘncia.â fora a primeira coisa que murmurara ao se colocar de frente para ele, limpando rapidamente o balcĂŁo como forma de disfarçar para que seu chefe nĂŁo a flagrasse de papo furado com qualquer cliente durante seu turno. âmas eu vou fingir que Ă© mesmo uma grande coincidĂȘncia, afinal, vocĂȘ nĂŁo seria cara de pau a esse ponto, nĂŁo Ă© mesmo, daejung?â ergueu o rosto para fitĂĄ-lo, finalmente, exibindo um sorriso duro enquanto deixava o pano de lado e apoiava as mĂŁos sobre o balcĂŁo. âentĂŁo, olĂĄ! eu sou a yuna e vou te servir essa noite. o que vocĂȘ vai beber, senhor?â
aparecer daquela maneira no local de trabalho de yuna, depois de mais uma de suas desculpas esfarrapadas ser jogada em seu colo tĂŁo em cima da hora quanto no Ășltimo encontro que o nam desmarcara, realmente exigia uma boa quantidade de cara de pau. contudo, isso qualquer um jĂĄ poderia notar que existia em sombra em daejung, que nunca fora exatamente conhecido por ser a pessoa mais Ă©tica ou considerativa em qualquer ocasiĂŁo. e ele nĂŁo se iludiria, imaginando que a outra nĂŁo daria a menor bola de imediato pelo que fizera - aquela estava distante de ser a sua Ășnica vez cometendo um deslize daqueles, e tambĂ©m nĂŁo seria a Ășltima -, ainda mais quando jĂĄ conhecia o andar da dinĂąmica que existia entre ambos; dinĂąmica esta que, por sinal, sequer era capaz de explicar o surgimento ou porquĂȘ ainda se dedicava Ă manutenção. somente pela outra nĂŁo ter respondido suas mensagens nos Ășltimos dias, era claro e cristalino que estava dando ao rapaz alguma forma de tratamento de silĂȘncio. e estava no bar onde ela trabalhava por saber de cor e salteado qual era a forma ideal de contornar isso. âjĂĄ vi coincidĂȘncias mais bizarras, pra falar a verdade. talvez eu sĂł tenha bom gosto de lugares pra ir.â sentou-se no banquinho de frente Ă parte do balcĂŁo onde ela estava, abrindo um sorrisinho presunçoso - clĂĄssico. âmas, eu admito que tambĂ©m posso ter vindo aqui por outros motivos um pouco mais egoĂstas. vai me dizer que tambĂ©m nĂŁo ouviu da atendente linda que trabalha por aqui?â erguendo uma sobrancelha, daejung debruçou-se no balcĂŁo, inclinando-se na direção dela. âtĂĄ, falando sĂ©rio, embora nĂŁo tenha mentido na Ășltima parte. eu vou aceitar o que vocĂȘ considerar bom pra nĂŁo te encrencar aĂ, e tenho uma coisa pra te mostrar.â contou, retirando a caixinha do bolso da jaqueta apenas o suficiente para comprovar sua existĂȘncia. âlembrei de vocĂȘ quando eu vi, acho que vai gostar.â
bill skarsgĂ„rd & lili taylor â hemlock grove. 1x02 (2013)
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