I got a 𝐠𝐨𝐨𝐝 𝐭𝐢𝐦𝐞, yeah, time to get mine. I wandered into a maze, 𝒽𝑒𝓃𝓃𝑒𝓈𝓈𝓎 𝒶𝓃𝒹 𝓃𝒾𝑔𝒽𝓉, look at me now, I won't hide anymore, even if it hurts going 𝐢𝐧𝐬𝐚𝐧𝐞 to 𝓈𝓉𝒶𝓎 𝓈𝒶𝓃𝑒 raise your hands for the past me.
𝑨𝒕𝒆𝒏𝒄̧𝒂̃𝒐, 𝒂𝒕𝒆𝒏𝒄̧𝒂̃𝒐, 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒗𝒆𝒎 𝒍𝒂́? Ah, é CALCIFER, da história 𝐇𝐎𝐖𝐋'𝐒 𝐌𝐎𝐕𝐈𝐍𝐆 𝐂𝐀𝐒𝐓𝐋𝐄! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a EXPLORAR MELHOR OS SEUS PODERES E A SUA INDEPENDÊNCIA… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja LEAL, você é MAL HUMORADO, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: SER ATENDENTE NO FLOWTTER (ele não gosta, foi obrigado).
+ headcanons abaixo. // + informações.
𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐎𝐍𝐒:
aparenta ter 25 anos, mas pode ter centenas de anos.
aniversário de vida terrena: 13 de outubro, sol em libra, lua em gêmeos.
demipanssexual, solteiro.
a sua forma humana foi criada por ele, com as características que ele acha bonito, só falhou na altura e no tamanho de seus dedos, o que não condiz com a força do demônio e o poder que ele pode alcançar. seus cabelos seguem a cor que ele quer, atualmente está loiro, mas pode aparecer de cabelos pretos, vermelhos, entre outras cores que tiver interessado em ter naquele momento. os olhos são azuis, independente do seu desejo, porque condiz com a energia lunar que corre em seu corpo.
calcifer é fortemente ligado a howl e a sofie, a ponto de sentir um pouco o que eles sentem, a razão não é explicada, mas sempre foi algo muito curioso sobre o demônio.
igualmente vaidoso, como o próprio feiticeiro, sempre bem vestido e chamando bastante a atenção, não só pela sua aparência belíssima, mas pelo seu estilo diferenciado. visual livre de pressões de gênero e usa maquiagem, ele gosta.
calcifer não pode ficar muito tempo longe do castelo, então ele é do tipo que encerra conversas de forma abrupta, já que é o momento que ele sente que precisa voltar, ele TEM que voltar.
quando chega no castelo, ele só tem tempo suficiente para chegar até a lareira, pois a sua forma retorna as chamas alaranjadas, e a sua fome volta a ser de lenha e restos de comida, que ele adora.
por falar em fome, ele parece ser insaciável, come por um batalhão inteiro porque ele ama comer, é uma coisa que ele passou a admirar muito na sua forma humana. ele também gosta de sexo, mas isso é com pessoas muito específicas e que desperta isso nele, então ele come mais do que transa.
muito curioso, consequentemente fofoqueiro, tá sempre de olho na vida dos outros e se mete demais em papo que não interessa a ele, então não se surpreenda se ele souber alguma coisa da sua vida que provavelmente nem você esteja sabendo.
ele também é meio pivete, gosta de ver o mal, então ele vai adorar ver pessoas se dando mal, mesmo que o seu coração seja enorme e ele seja uma das pessoas mais empáticas que possa conhecer, ele realmente acha graça por coisas que jesus tá vendo e tá julgando. é que depois ele se arrepende, fica com a consciência pesada, mas isso é problema dele.
ele não gosta muito de fazer novas amizades, mas sempre tá com um amigo novo, sabe-se lá o porquê disso.
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o que acontece no túnel do amor fica no túnel do amor , @cvlciferdem .
calcifer era . . . - intrigante ? - é talvez essa fosse a palavra que podia definir o porque se via querendo conhecer tanto o outro , era mais que apenas sua curiosidade comum , tinha aquela sensação era esquisita e confusa quando estava com ele - o que poderia ser ? - não saberia dizer mas parecia não conter a vontade de descobrir e era por isso - e talvez algo mais - que estivesse aceitado o convite para entrar naquele lugar - o túnel do amor , que nome peculiar - sentia o coração acelerado podia dizer que era medo de levar um susto - afinal era halloween - mas não tinha certeza porque havia uma pequena chance de ser só o efeito do demônio sobre si - ele sempre lhe deixava com os nervos a flor da pele afinal - o que fazia sempre parecer uma péssima ideia ficarem a sós mas lá estavam - pela segunda vez . ❛ esse cheiro . . . é seu ? ❜ tinha o cenho franzido porque tinha certeza que conhecia mas não conseguia identificar , na verdade talvez só não estivesse conseguindo se concentrar direito em nada - que não fosse calcifer . ❛ porque esse lugar é tão quente ? deveria se chamar túnel do inferno . ❜ resmungou - e olha que nem estava usando tanta roupa assim - as mãos inquietas sobre a própria coxa enquanto fitava o outro , parecia querer decorar cada detalhe de sua aparência com os olhos . . . talvez sob seus dígitos também - que ? queria toca-lo ? ❛ acho que tem alguma coisa errada aqui . ❜ ao menos não se sentia no seu normal , teria sido o biscoito ? - bem que sentiu uma aura estranha . ❛ o que . . . vo-você tá fazendo ? ❜ viu calcifer se aproximar como de costume , parecia que era difícil pro outro manter algum limite físico , mas o barquinho era pequeno não parecia ter espaço suficiente para os dois em um lado só . ❛ ah . . . ❜ foi tudo que conseguiu dizer ao sentir o toque das mãos , entre um pequeno choque que percorria o corpo . ❛ eu . . . eu tô bem . . . não . . . tô . . . sabe . . . com . . . tanto medo assim . ❜ mas nervoso não podia negar estava obvio , podia sentir o rosto esquentar talvez por vergonha por estar gaguejando tanto ou fosse só aquela temperatura estranha . ❛ mas obrigada . . . você . . . você é muito gentil . ❜
Se encontrar com o coelho era a melhor parte da noite, poderia cair em diversas armadilhas feitas naquela noite, mas nenhuma delas deixaria Calcifer abalado só por estar naquela companhia… era confuso, de fato, mas gostava tanto que não tinha como se opor as sensações esquisitas que tinha naquele momento. A ida até aquele túnel foi pela curiosidade, quer dizer, que tipo de atração era aquela afinal? Mas logo de cara estavam vivenciando um dos maiores medos de Calcifer: a água, por que diabos tinham que navegar sobre ela? Estava tão tenso com a possibilidade de cair naquele canal e acabar se afogando, ou sabe-se lá o que mais poderia lhe acontecer, já que nunca teve contato com coisas molhadas, ao menos não o suficiente para lhe encharcar por completo.
"Cheiro?" Não tinha feito o básico que era puxar o ar com certa atenção até perceber que o aroma era estimulante, não tinha melhor palavra para descrever, havia uma mistura de muitas coisas gostosas, um pouco de cravo e canela, Calcifer sempre gostou desse cheiro, além da presença Ylang, não sabia o porquê daquela flor estar tão forte naquele ambiente, mas era também um dos aromas que mais gostava. "Eu gostei desse cheiro, não é meu, acho que…" Virou o rosto para que pudesse se aproximar discretamente dele, não era do coelho, mas definitivamente tinha gostado do cheiro que sentiu nele. Não saberia explicar ao certo o que se parecia aquele aroma, mas definitivamente estava na sua lista do que mais gostava. "Também não é seu" Sussurrou, tentando conter aquele desejo incontrolável de toca-lo um pouco mais, chegou a se afastar um pouco mais para respeitar o espaço dele.
O comentário dele sobre o calor lhe arrancou uma risada baixa, porque de fato foi engraçado ouvir aquilo. "Lembrando que também tenho a forma de uma bola de fogo, posso estar quente demais agora" Provocou de uma maneira bastante vaidosa, mas realmente estava derretendo debaixo de toda a roupa que Howl usava, o casaco já estava amarrado em sua cintura e as mangas estavam arregaçadas até a altura de seu cotovelo, mesmo assim, queimava debaixo daquela roupa. Mas poderia ser a saúde dele também, por isso decidiu, mais uma vez, se aproximar do outro e tocar a sua testa, bochecha e pescoço. "Você está bem?" A pergunta foi genuína e verdadeira, a preocupação estampada em seu rosto e só esteve assim na vez que o seu mestre sofreu pelo rompimento de uma relação e quando Sophie adoeceu em um dia da semana, coisa que nunca acontecia porque ela cuida bem da própria saúde.
"Medo? De mim? Ou desse lugar? Porque não parece nem um pouco assustador" Explicou rapidamente ao lançar o olhar rapidamente ao redor e voltar para o coelho, porque parecia ímã, sempre voltava para ele, para a forma como o nariz dele ficava bonitinho quando franzia ou como aquela joia ficava bonita no canto dos lábios dele. "Não sou nem um pouco gentil, mas agradeço o elogio. Não se balance tanto…" Disse em voz baixa, ao segura-lo pelo braço, como se tentasse mantê-lo firme e, consequentemente, próximo um do outro. "Não podemos cair na água"
Queria muito se aproximar e ganhar a confiança de Calcifer por que acreditava que isso poderia lhe ser útil, mas não era exatamente um trabalho fácil e bem a fantasia alheia também não ajudava em nada o humor da bruxa. E agradecia ao inferno inteiro que estivessem no bar, por que apenas a bebida poderia lhe relaxar um pouco, quando ouviu as palavras alheias arqueou uma sobrancelha. ❝Espero que não esteja falando de Howl.❞ O tom de voz era de advertência, aquele era um assunto delicado e do qual a bruxa não tinha muito interesse em entrar. ❝Talvez se ele ficou muito tempo sozinho foi por que fez por merecer.❞ Havia certa mágoa na voz da bruxa, ainda que ela mesma fosse terrivelmente sozinha. E era justamente por isso que desejava solidão eterna e desgraça não apenas para Howl, mas para qualquer um de seus ex parceires que ainda respiravam e andavam nessa vasta terra. Deu um breve suspirou e se esforçou para sorrir, tinha de ser minimamente simpática. ❝Mas por que não falamos de algo mais interessante? Eu adoraria saber mais sobre você.❞
Calcifer se dividia as vezes, a sua devoção a Howl vinha por diversos motivos verdadeiramente plausíveis para isso, mas que se acabava quando se tratava de Drusilla, por ser uma criatura verdadeiramente incrível, mas não podia confiar nela por ser totalmente leal ao Howl, uma briga interna que se intensificava sempre que a mulher se aproximava. E foi o que aconteceu naquele momento, apesar dela ter associado a figura no qual representava com a sua fantasia, Calcifer não falava de seu mestre, comentava sobre um dos diversos personagens que surgiram naquela parte do reino dos perdidos com o Halloween, apenas uma análise que fazia sem qualquer compromisso. “Howl nunca esteve sozinho, não era dele que eu falava” Disse de maneira provocativa, pois tinha percebido a forma como ela reagia ao mencionar aquele nome ou apenas surgir na frente dela com aquela roupa. “Acho que está falando de si mesmo” Brincou com certa maldade, já que a bruxa era, de fato, mais solitária do que o seu mestre ou o próprio Calcifer. E então o assunto mudou para algo que ele gostava bem mais, a si mesmo, adorava falar de si e contar muitas vantagens, se a Bruxa buscava uma maneira de ludibriar o rapaz, estava indo pro caminho certo. “Eu sei que sou muito mais interessante, infinitamente mais bonito também” Brincou com um tom bem verdadeiro, porque ele realmente acredita nisso. “O que você quer saber?”
sentence: "Você é especial. Algumas pessoas têm medo de pessoas especiais"
Tinha terminado de se arrumar e estava pronto para seguir até o festival quando viu Sophie, propositalmente, fez o mesmo que tinha feito a Howl mais cedo, desfilou como se estivesse em uma passarela, fazendo poses e imitando o seu mestre em gestos, movimentos semelhantes a ele quando fazia magia e até quando ele gargalhava, cheio de charme e diversão. "Pode dizer que estou bem mais bonito que ele" Brincou, rindo baixo ao se aproximar dela e então os olhos foram em direção a sua roupa, analisou cada detalhe e a expressão aos poucos ganhava uma mistura de desgosto com confusão. "Já vestiu toda a roupa? Não tá faltando peça nessa sua fantasia?" O ciúmes era visível em sua voz, completamente desacreditado que ela estava praticamente pelada. "É pra ser assustador, não é? Tipo, o Howl dá medo porque criaram aquela lenda de que ele come corações… no caso eu que como" Riu ao perceber que agora poderia ser o Howl como imaginavam, mas logo percebeu que talvez Sophie acreditasse que estava assustadora. "Certo, você é especial. Algumas pessoas têm medo de pessoas especiais… pode ser assustadora dessa forma"
sentence: "Há algo errado com este lugar. Não estou imaginando, eu posso sentir"
Estava caminhando em direção a sabe-se lá onde, talvez estivesse procurando por seus amigos do castelo ou qualquer outra amizade que tenha feito nesse reino esquisito, já que estavam nele fazia algum tempo, quando tudo ficou estranho. Por sorte não estava sozinho, ao seu lado estava Soluço, não era uma amizade conquistada naquele reino, mas gostava da companhia, quer dizer, isso dentro da percepção do demônio sobre o que ele gosta ou deixa de gostar, Calcifer reclama muito e fala coisas negativas o tempo todo, mas no fim, gosta das pessoas ao seu redor e Soluço era um desses queridos que adorava. "Há algo errado com este lugar, não acha?" Disse quando a lama virou tijolos escuros e desregulados, e uma floresta esquisita surgiu do nada, parecia até que tinham atravessado a porta do castelo quando colocavam em uma das cores da maçaneta. "Não tô imaginando coisa, eu sinto que tem algo esquisito aqui"
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sentence: "Vim hoje porque ontem à noite tive um sonho sobre este lugar"
Calcifer gostava de poucos perdidos, pouquíssimos mesmo, alguns sequer ele conhecia, mas dos que teve esse desprazer, ele realmente só conseguiu se apegar a poucos que poderia contar nos dedos de suas mãozinhas minúsculas. E Gwendolyn era uma dessas pessoas, talvez pelo fato dela estar aprendendo magia para ser, exatamente, uma personagem mágica de um conto, a mais legal de todas se fosse analisar. Quem não acha legal uma fada madrinha que usa de uma magia diferente e ainda por cima é cega e tem uma pobre cobra de estimação que apanha na mão dela? Ok, essa imagem não é exatamente a da figura em si, mas gostava dessa versão do conto. O convite para irem até o navio fantasma foi feito assim que se encontraram e praticamente imposto quando segurou o pulso da mulher e a arrastou até aquela escada. E bem, lá estavam eles, entre espíritos que invadiam corpos vivos quando bem entendiam só para se divertir, sendo esse a diversão escolhida pelo demônio, decidiu então, inventar uma desculpa para isso. "Ontem à noite tive um sonho sobre este lugar, por isso estou aqui" Mentira, ele não tinha sonhos premonitórios, ao menos não teve nenhum até hoje.
CALCIFER` s 𝐨𝐮𝐭𝐟𝐢𝐭 𝐬𝐞𝐥𝐞𝐜𝐭𝐞𝐝 !!!
local: halloween festival.
descrição: para a infelicidade de seu mestre, calcifer pensou exatamente nele quando foi o momento dele escolher a sua fantasia, bem caracterizado, com a inseparável calça preta e blusa branca, com aquele casaco estilizado, sapatos de salto (até porque howl é alto, algo que calcifer não é), apesar da raiva que provavelmente irá passar, howl se divertiu com o que viu, lhe entregando o anel, o colar e o par de brincos para completar a roupa.
pelo canto do olho , eva pode notar as flores se agitando a cada passo que ela dá , quase como se tentassem impedi - la de chegar até muse . o pensamento a faz sorrir travessa e , para o aparente desespero da flora local , a impulsiona a terminar seu percurso . ❛ as rosas me mandaram tomar cuidado com você . ❜ ela declara com a mesma naturalidade de quem comenta sobre o clima . poderia até o fazer , contudo , aquele é um assunto bem melhor para se quebrar o gelo e ela está entediada o suficiente para o fazer . quando a outra pessoa se vira , encontra o par de olhos castanhos brilhando enquanto lhe fita de cima a baixo . ❛ agora fiquei curiosa . tem algum motivo para isso ou você só não é muito popular ? ❜
ou então responda com um emoji para um starter fechado ( 0 / 3 )
Calcifer entendia qualquer pessoa que fizesse alguém de tomar cuidado com a aproximação até ele, afinal de contas, era um demônio fruto de um acordo insano vindo de poderes milenares que poderia destruir qualquer um, por muitos anos seu mestre foi perseguido por simplesmente ter dado o seu coração ao ser de fogo, todos temiam até onde poderia ir com aquele poder e ele sabia muito bem o porquê disso. Mas o quão curioso poderia ser alguém que sequer sabe sobre a existência, agora está plantando um verde para conseguir informações privilegiadas sobre ele. "Elas estão certas, se quer saber" Ainda que goste de contar vantagens por ser tão demoníaco como gosta de dizer, sabia que a sua aparência não ajudava em nada, quer dizer, ajudava sim e muito, pois ninguém desconfiaria daquele rapaz adorável que caminhava por entre os seres daquele reino cheio de curiosidade e malícia. "Talvez tenha um motivo para isso, porque a minha popularidade é bem grande por aqui, muitos me conhecem e exatamente por me conhecer, eles preferem se manter longe"
Diaval recostou-se em seu assento e cruzou os braços, apenas observando Calcifer enquanto tentava se acostumar com a presença dele ali. "Que tipo de acordo?" Diaval questionou, como de costume. Não tinha certeza se Calcifer ia respondê-lo, mas nunca custava tentar. Acabou soltando uma risada curta e seca de escárnio. "Os Perdidos ainda estão com medo de dar qualquer passo em falso." Não iria conseguir um acordo com nenhum deles tão fácil assim, a não ser que eles estivessem desesperados, o que certamente não demoraria para acontecer. Quando a atenção se voltou pra si, Diaval suspirou, ainda hesitando em deixar qualquer coisa sobre si escapar pra ele. "Eu achei que esse joguinho de segredos era mais divertido pra você? Não consegue mais descobrir as coisas sozinho?" Debochou, elevando uma sobrancelha como se isso fosse um jogo pra ele mesmo também. "Eu deveria relembrá-lo que sou bom em espionar, quando precisar de um favor...?" E um dia Calcifer iria pedir, parte dele sabia. Seja lá quem estivesse devendo entre eles, era um fato que sempre retornavam com algum acordo. Assim como os perdidos, no entanto, Diaval tinha que estar desesperado para voltar fazer qualquer tipo de negócio com o demônio, com o histórico deles e tudo mais. E os deuses sabiam que ele estava ficando bem desesperado. Voltou a se ajeitar no lugar, olhando para a própria xícara de café quase vazia. "O que está acontecendo comigo não é diferente do que está acontecendo com todo mundo com as noites tão instáveis." Não era só a instabilidade na maldição, é claro. Diaval também estava sofrendo com as pétalas que marcavam a sua morte, mas esse detalhe ele poderia salvar para um futuro onde pudesse começar a se desesperar.
Deu de ombros com o questionamento do corvo, pensativo sobre como deveria nomear aquele acordo, um sorrisinho brincando em seus lábios denunciando a malícia por trás dela. “Acordo vitalício, aquele tipo de dívida que dificilmente pode ser paga” Riu ao dizer aquilo, apoiando o queixo na palma da mão enquanto lançava aquele olhar travesso na direção do animal alado. “Sabe, o meu preferido? Sempre que eu quiser algo, eu posso conseguir facilmente” Lembrou-se do último perdido que encontrou, além de outros que lhe pareceram muito interessantes, porém, aquela em questão com medo de morrer na mão de alguém lhe parecia uma vítima perfeita. “Depende de qual perdido estamos falando, alguns estão apavorados e esses me parecem os mais fáceis” E tinha uma coisa que atraía em Diaval, era o fato dele saber exatamente o que dizer para lhe provocar e isso era tão divertido, sendo esse o momento que o sorriso de Calcifer ganhava um tom mais maldoso, como se realmente gostasse daquele tipo de provocação, como se esperasse por isso para ser maldoso como ele adorava ser. “E se eu quiser descobrir um segredo com a ajuda do meu amiguinho de asa, será que esse favor cobriria os favores que fiz a você?” Brincou com aquela troca, já que a dívida deles sempre migravam de um ao outro, no caso, os dois pareciam não aceitar o fato de serem quase aliados nas coisas que faziam, como se um fosse parceiro do outro, só que o orgulho não deixava isso ficar mais visível entre eles, sempre com aquela barreira da dívida como desculpa para se ajudarem. E então a expressão do demônio mudou, de fato, aquele assunto mexia um pouco com ele, cada vez mais próximo de ter certeza que a sua história seguiria sendo aquela que não gostava nem um pouco, odiava qualquer mudança e ele não queria correr o risco de morrer por alguém que não confiava. “Por acaso tem algum plano para mudarmos isso? Tentar descobrir a fonte de tudo isso?”
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ele estava ficando cada vez mais acostumado a se deparar com figuras sobrenaturais e criaturas de contos de fadas , mas , por dentro , o ceticismo ainda o acompanhava . quando os olhos de calcifer começaram a brilhar com uma coloração alaranjada , loren quase deixou escapar um comentário debochado , mas se conteve , decidindo apenas observá-lo com as mãos nos bolsos , como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo . ele inclinou ligeiramente a cabeça , como quem está prestando atenção , mas na verdade estava apenas esperando o espetáculo terminar . as imagens bagunçadas que surgiam na névoa pareciam caóticas , confusas , algo além de sua compreensão imediata . não que ele fosse admitir que não entendia ; loren raramente confessava esse tipo de coisa . ‘ impressionante . ’ disse com o tom mais casual possível , cruzando os braços e lançando um olhar descontraído para calcifer , como se estivessem falando de algo tão simples quanto o clima . ‘ na verdade , perdi o interesse nessas tralhas . quer beber uma cerveja ? ’ o que demônios faziam em seu tempo livre ? loren não fazia ideia . o comentário alheio o fez soltar um riso nasalado , como se estivesse realmente achando graça da situação . ‘ charme inegável ? ’ repetiu , com uma entonação que beirava o sarcasmo , mas sem ser ofensivo . ‘ você não faz o meu tipo , mas tenho certeza de que há uma legião de fãs por aí dispostos a concordar com isso . ’
“Mentiroso” Porque não foi nada impressionante, foi até desanimador se fosse analisar, não tinha tantos segredos ocultos naquele lugar. “Pelo amor da mãe lua, eu quero” Soltou quase como uma súplica, definitivamente não queria mais ficar naquele lugar, não só pela poeira como pela preguiça de procurar coisas novas, ainda que estivesse muito interessado em explorar cada canto daquele lugar a procura de alguma coisa relevante, desvendar mistérios ou descobrir um segredo cabeludo era tudo o que precisava para depois usar contra Malévola, mas não tava muito afim naquele momento. “E você por acaso faz o meu?” Fez uma careta com o comentário dele, mesmo que tivesse um quase elogio em seguida, que ele ainda não botou nenhuma fé. “Nah!! Eu não quero uma legião de fãs, meu charme só pode ser usado para quem eu quero de fato me desejando, uma legião de fãs me parece muito estressante” Fez uma careta ao dizer isso, nunca viu de perto algo assim, mas entendia que poderia ser algo bem chato se fosse analisar de alguma forma, ainda mais sendo ele o ser adorado. Calcifer era vaidoso, mas ter fãs não lhe parecia uma forma adequada de se sentir amado ou desejado. “Um copo de chopp e uma briga de bar é tudo o que eu quero pra matar esse tédio”
a risada que calcifer deu fez com que o assistisse , ou algo assim perto de apreciação ou admiração , havia algo de muito bom em ver alguém explodir em felicidade , bunnymund costumava gostar de ver esses momentos fosse no mundo real ou das historias , preferia os motivos bobos das crianças que os questionáveis dos adultos mas haviam casos a parte , como naquele momento . ❛ presente . . . romântico ? você quer . . . ser romântico comigo ? ❜ perguntou em confusão , os olhos atentos enquanto calcifer cortava a flor com precisão do caule , podia dizer que era um tanto satisfatório pra si a cena assim como sentia um aperto no peito ao ver alguém cuidado errado de plantas num geral , a flor sendo colocada atrás de sua orelha o deixou com aquele nervoso que parecia comum quando na presença de calcifer , talvez fosse pela aproximação das mãos em seu corpo mesmo que ele não tivesse o tocado , o que por alguma razão era frustrante ? mas porque ? porque estava esperando por aquilo ou porque queria ? ❛ o-obrigada . ❜ murmurou , só porque parecia ter perdido o ar e não ter forca na voz para dizer alto , pela primeira vez talvez tivesse agradecendo pela curta distancia permitir que calcifer ouvisse . ❛ é . . . ❜ fazia parte de quem era , de sua criação e origem , mas também gostava do que não fazia parte de sua historia em si mas só despejar um monte de informações sobre si mesmo seria estranho não é ? sequer sabia se ele queria saber .
o cenho de bunnymund franziu pela nova risada . ❛ tá rindo de mim de novo ? ❜ indagou entre um resmungo . ❛ é a primeira vez que mantenho uma dívida . . . e não parece ser bom não pagar dívidas . ❜ se defendeu , a expressão emburrada porém se desfez para uma de choque , entre olhos arregalados , tinha ouvido direito ? como assim eu quero você ? o que aquilo significava ? ❛ como assim ? ❜ e se já estava quase tendo um treco apenas com as palavras proferidas pelo do outro o olhar foi o fim da picada , fazendo com que os tons de vermelho voltassem a tomar o rosto de aster . ❛ na-ão . . . ❜ negou com a cabeça para dar enfase em suas palavras . ❛ me olhe desse jeito . . . ❜ pediu . ❛ como . . . como se . . . me desejasse . . . você não deveria me desejar . ❜ advertiu . ❛ porque eu não vou retribuir . ❜ e céus como queria enfiar a cabeça em um buraco ou só dar meia volta e ir embora dali , em todos aqueles anos nunca precisou dar um fora em alguém então não sabia como fazer aquilo . ❛ olha não é você, sou eu . . . ❜ já havia escutado aquilo em algum lugar não era ? era muito clichê ? talvez devesse se explicar melhor ? ❛ eu não . . . sinto . . . essas coisas . . . ❜ tentou explicar com certa dificuldade porque sentia um pouco de vergonha , não tinha qualquer problema com sua sexualidade mas sabia que era difícil as vezes para as outras pessoas entenderem quando para elas atração era algo tão natural . ❛ você é lindo , muito muito mesmo e tenho certeza que deve existir muitas pessoas que adorariam ficar com você . . . mas eu não sou uma delas . ❜ estava sendo muito rude ? bom mas não era como se existisse uma obrigação em ser reciproco , não era como se ser rejeitado fosse algo terrível não é ? esperava mesmo que calcifer pudesse entender .
as ideias e sugestões para efetuar o pagamento porém lhe fizeram franzir o cenho novamente . ❛ então . . . na verdade você . . . só quer minha companhia ? ❜ tinha entendido errado então ? bom tinha uma chance levando em conta sua inexperiência , mas então o que aquele olhar era pra significar ? - céus aquele homem deixava buunnymund muito confuso - entre o cenho franzido encarava o outro tentando decifra-lo de alguma forma sem qualquer êxito . ❛ sou ? eu não saio muito . ❜ na verdade não saia nunca , isso apenas mudou após a chegada dos perdidos , o que parecia uma otima oportunidade pra explorar um pouco os lugares do reino certo ? entre um sorriso um tanto traquino pensou sobre onde gostaria de ir . ❛ ouvi falar de um lugar chamado reino do nunca mas não sei se vamos achar . ❜ já que o local vivia mudando de lugar e você precisava encontra-lo ou ele querer que você o encontrasse . ❛ então acho podemos ir no pub mesmo , seria legal , não fui lá ainda . . . e podíamos ir depois no observatório , o que acha ? ❜ pra alguém que queria só pagar um divida até que estava estendendo bastante aquele encontro , bom não podia negar que talvez de fato gostasse da companhia do demônio e por isso acrescentou . ❛ mas eu também adoraria que você fosse no meu jardim um dia . . . e adoraria conhecer seu castelo também . ❜ poderiam ainda ser amigos não era ? calcifer poderia se contentar em lhe ter apenas daquela forma ?
A confusão de Bunnymund era adorável, mas era uma confusão de Calcifer também, apesar de ser um ser milenar, a sua vida ainda era nova em muitos quesitos, como aquele que estava vivendo no momento. Até aquele instante, o seu fascínio se resumia ao seu círculo, Howl, Sophie, Michael, até a bruxa malvada que tentou envenenar o coração de seu mestre, quando ganhou pernas, esse fascínio se tornou maior e mais complexo. Se queria? Repentinamente, sim, ele desejava isso, mas como poderia dizer isso em voz alta sem parecer muito esquisito? "É, acho que sim" A resposta vaga poderia ser menos constrangedora se tivesse sendo um grande esquisitão, mas também poderia ser uma ideia ruim se tudo aquilo não fosse para acontecer de modo algum, como poderiam ser tão confusos?
Calcifer nem percebia mais que as risadas saíam como resposta ao que o coelho lhe dizia, era esquisito pensar que tinha reações diferentes das diversas reclamações e pensamentos maldosos que lhe seguia por tanto tempo, ter penas e dedos minúsculos estava lhe dando experiências muito novas que não sabia mais como descrever. "Você é adorável, não consigo não rir" Poderia pedir desculpas por isso, mas Calcifer não era de fazer tal coisa, mas piorou quando a proposta foi solta, dizer que não desejava arrancar gemidos daquele rapaz era a maior mentira que poderia contar naquele momento, sim, havia um desejo interno de fazer coisas proibidas com aquele guardião, mas tinha coisas a mais, não só o desejo lhe movia naquele joguinho, tinha pontos extras que não saberia explicar ao certo.
Então a expressão que se formou em seu rosto foi de choque e confusão, não o interrompeu em momento algum, deixou que ele falasse tudo o que desejava e recebeu baques que não foi proposital por parte do coelho, era óbvio que ele ficou incomodado com a parte do desejo não recíproco, de não poder sentir aquilo, foi algo que ficou preso em sua garganta a ponto de impedir até que a saliva passasse por ali, nem mesmo o elogio que recebeu amenizou aquele sentimento. "Bem, eu não costumo sentir isso com qualquer um, é até surpresa pra mim que eu esteja sentindo isso por você" Não saberia explicar o porquê, mas de fato, Calcifer não ia pra cama com qualquer pessoa, era preciso um vínculo e ele não era de ter vínculo com qualquer pessoa, era seletivo em absolutamente tudo em sua vida.
Seguir até o ponto em que chamou ele pra sair acabou lhe causando um desconforto na boca do estômago, talvez pelo constrangimento, o rosto quente e desviou o olhar, mesmo que ele estivesse tentando entender onde queria ir, até mesmo Calcifer queria entender, ele parecia muito constrangido para seguir com isso. "Eu também ouvi sobre esse reino do nunca" Falou meio vago, tentando desviar o seu foco nas flores ao seu redor, organizando a vitrine florida com o pensamento nas pétalas coloridas. "Eu gosto do observatório…" Franziu os lábios em um bico enquanto pensava nas opções que tinham, de fato, não queria perder tempo procurando algo que provavelmente não encontrariam, então… "Pode ser o pub e depois o observatório, talvez encerrar o passeio lá, não sei. De preferência em dia de aposta de dardos… é divertido"
a respiração de violeta estava ansiosa desde o primeiro momento em que se percebeu naquele lugar. todos pareciam bem adaptados, até mesmo os que também não faziam parte das histórias originais, mas ela se sentia deslocada o suficiente para pensar apenas em ir embora. tinha um curso pra terminar na faculdade, não queria acabar reprovando por falta depois de todo o esforço pra ganhar uma bolsa. "AHHHHH!" o grito parecia ter saído do fundo da alma, tamanho fora o susto da aproximação desconhecida. deu alguns passos para trás, prestes a se esconder em algum lugar, e realmente o teria feito se o rosto de muse não parecesse tão amigável. "tinha um inseto esquisito no meu braço, por isso me assustei." mentiu, sequer se importando em soar verdadeira. só era humilhante demais assumir que estava com medo de todo mundo por ainda não confiar em ninguém. "se eu morrer aqui, morro na vida real também? é melhor ter um cuidado dobrado, né? vai saber." as palavras abandonavam a boca de maneira nervosa, sem se dar tempo nem pra respirar. apesar de ter alguém bem na sua frente, violeta fazia questão de olhar para os lados. estava assustada.
Calcifer se assustou com o susto dela, dando um grito junto com a menina e olhando a sua volta para saber do que se tratava, até que ouviu sobre o inseto e soltou um riso debochado. "Sério que foi por isso? É um tipo de fobia ou coisa assim?" A pergunta soou com um tom de reprovação, estava pronto para debochar novamente quando a pergunta invadiu os seus ouvidos. Ok, Calcifer era a PIOR pessoa para se fazer um questionamento como aquele, o pequeno se aproximou dela com um olhar cheio de malícia, por sorte, meninas costumavam ser mais baixas que ele, o que era ótimo. "Você quer tentar? Eu posso te ajudar com isso" Apesar do tom carregado de verdade, Calcifer não falava sério e acabou soltando uma gostosa gargalhada ao fim da provocação. "Eu acredito que sim, mas você não vai morrer se tomar cuidado. Temos de tudo aqui, menina, fadas, bruxas, mocinhos e vilões, também tem uns animais que você não tem no seu mundo, não seja comida de monstro e tudo ficará bem" E fez um joinha com a mão para a garota como se fosse uma coisa muito legal para se dizer.
‘ alguma coisa aqui tem utilidade ? parece mais um depósito de bugigangas de halloween . ’ a mente de loren estava girando em torno da ideia de como exatamente ele poderia tirar algum proveito de tudo aquilo . algo útil para ir para casa , de preferência . a presença de calcifer ao seu lado acrescentava uma camada adicional de estranheza à situação , mas ele tentava ignorar . quando o outro se aproximou da bola de cristal , loren o seguiu com o olhar , ainda tentando entender o propósito daqueles itens . a curiosidade que o demônio demonstrava não era compartilhada por loren , mas ele estava disposto a ouvir , se isso significasse obter algum insight útil . ‘ então , me diz , o que exatamente se pode fazer com isso ? ’ examinou a bola com uma expressão de descrença , passando a mão ao redor dela , mas sem tocar . ‘ bem , pelo menos , ela ainda tem um charme inegável . a fonte da juventude dela é digna de admiração . ’
A mão do demônio tocou a peça, fazendo com que coisas acontecessem, uma névoa dominando o objeto enquanto o segurava e o ergueu até a altura de seus olhos, que agora ganhava uma coloração alaranjada brilhante, como se as íris tivessem em chamas, a névoa foi ganhando a mesma coloração, entendendo que a peça estava sob o seu domínio enquanto a tocava, era possível uma mistura de imagens bagunçadas, um pouco do antigo conto de Aurora e as novidades com a chegada de perdidos, nada realmente concreto ou compreensível, como se realmente tivesse alguma interferência. “Desvendar mistérios? Conhecer um pouco mais sobre a grande rainha do mal?” E então ouviu algo caindo ao fundo, como se um objeto tivesse perdido o equilíbrio e caído no chão, fazendo com que a concentração do ser foi roubada e seus olhos piscassem, tirando a magia dali imediatamente, logo a bola de cristal perdia a névoa e ficava apenas no formato que era antes, suspirando em desgosto, e fazendo o que não podia fazer de forma alguma, jogando a peça por trás de seu ombro, por sorte, a bola caiu sobre um amontoado de cortinas empoeiradas. “Podemos encontrar outras coisas, se você tiver com muita vontade de procurar” E então riu baixo. “Não é a fonte da juventude que deixa ela impecável, enquanto a magia dela tiver rodando por aí, ela continuará com todo esse charme inegável… tipo eu”
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bunnymund devolver o sorriso que calcifer lhe deu , este que aumentou ainda mais com a resposta que recebeu , em partes porque achou fofo o outro ter esquecido que era dono de um jardim botânico - ou talvez não tivesse prestado atenção quando o disse - e também por ficar feliz de saber que ele conhecia o nome , mas sua resposta inicial veio com negar com a cabeça . ❛ eu sei , eu sei o nome de todas elas , das flores . ❜ era conectado com a fauna , mas não só isso , também apaixonado por ela sendo uma das coisas que mais lhe fascinava no mundo . ❛ e não precisa me dar , eu tenho dahlias no meu jardim botânico , na verdade tenho todas as flores do mundo lá . ❜ ainda assim sempre se veria fascinado em observa-las todas as vezes não importa onde ou quando . ❛ só . . . gosto , da fauna . ❜ por isso tinha um braço fechado com tatuagens referente a mesma .
bunny travou por um instante ou dois em certa confusão com a pergunta , enquanto encarava calcifer , como se só a presença dele já fosse o suficiente para lhe fazer esquecer o que tinha ensaiado fazer ali - o que queria ? ❛ o que você quer ! digo quero quitar minha divida , é por isso que tem me rondado né ? então você decidiu o que você vai querer ? ❜ tinha um pingo de ansiedade correndo nas veias para saber o que teria que dá-lo , talvez porque estivesse cogitando fazer um segundo trato , calcifer talvez pudesse lhe ajudar com as transformações de coelho e negatividade primaveril .
Piscou algumas vezes, meio confuso que ele viesse com aquela informação, só então se deu conta de que estava falando com o guardião da primavera, era meio óbvio que ele saberia o nome das flores. Isso lhe arrancou uma risada divertida, quase infantil e assentiu com a cabeça. “De fato, é mesmo” Mesmo assim, pegou uma única Dahlia e cortou a ponta, sem nem usar tesoura, apenas os dedos como se elas fossem lâminas (magia né). “Mas é um presente, parece que é romântico fazer isso por aqui” Deu de ombros, colocando a flor atrás de sua orelha, deixando-o com aquela aparência ainda mais adorável, mesmo assim, não tocou no outro para não assusta-lo e acabar perdendo aquela flor. “Eu imagino que goste, é o que faz parte da sua história né” E é óbvio que ele sabia a história de cada guardião, tinha lido sobre eles e o que eles faziam, da conexão com a lua e, também, com as crianças.
E esperou pela resposta, estava curioso e precisava fazer com que aquele encontro durasse um pouco mais, igual foi na festa em que se viram e acabou fechando aquele acordo. E então ele veio com o que ele já esperava e riu diante da forma como ele buscava acabar com aquela dívida o mais rápido possível. “Eu quero você, Bunnymund” Cruzou os braços a frente do tórax e pendeu a cabeça levemente, tinha tanta coisa que poderia conseguir pagar aquela dívida, o guardião da páscoa sequer sabia como ele era precioso para o demônio de fogo, nada lhe custaria mais caro. “Não vai ser fácil quitar essa dívida, não quero nada material, e isso significa que não quero o seu coração e nem o seu corpo” Sorriu de canto, os olhos seguiram um caminho só: das íris galáticas, ia até a cintura fina, passeando pelo braço tatuado e parando nas coxas torneadas. “Talvez… a gente possa sair… podemos ir até a casa de chás da rainha branca ou ao pub… você também pode me levar ao seu enorme jardim ou eu posso te levar ao meu castelo, não sei, você é mais criativo do que eu” Riu, virando-se na direção dele e levando uma mão até o queixo enquanto complementava. “O que vai ser, coelho?”
o jeito como o outro falava deixava questionamentos que acabavam por escapar da boca de bunnymund sem controle . ❛ você não se importaria de se tornar uma sereia do nada ? ❜ havia aquele tom de julgamento misturado com curiosidade porque não conseguia entender muito bem aquele homem . ❛ não é que mudar seja ruim , é só que , coisas novas são um pouco assustadoras . . . ❜ mas tinha aprendido a encontrar certo fascínio nelas também , porque não poderia achar naquela calda também ? os olhos encararam o que antes era suas pernas e permitiu percorrer os dedos pelas escamas . ❛ mas eu não poderia mais andar . ❜ ao menos não sem fazer um trato suspeito com úrsula ou alguém com magia ao qual todas as historias alertavam para ter cuidado - sim , nem mesmo a fada azul ou a fada madrinha pareciam confiáveis . ❛ talvez eu pudesse ver com as luas . ❜ murmurou mais pra si que para o outro , incerto sobre aquela ideia porque sempre foi complicado se comunicar com a mesma e agora que ela era basicamente uma perdida sem controle carregando energia lunar não parecia uma boa ideia .
estava perdido entre os pensamentos quando sentiu novamente a mão o tocando o rosto , o aperto fazendo com que corasse - aquilo significava que ele tinha o achado fofo não é ? - bunnymund daquela vez . ❛ eu pudesse ver com as luas . ❜ "Não estou rindo de você por você ser engraçado, nem por estar em uma situação engraçada" Disse em um tom jocoso, mas logo mudou, de fato o coelho estava mal e não estava mais tão divertido assim rir dele. Pela força da mãe lua, como podia estar se sentindo assim? Só uma pessoa o deixou tão confuso assim e foi exatamente a citada anteriormente, antes de Sophie, era Howl quem tinha poderes sobre ele e agora percebeu que aquele guardião parecia conseguir o mesmo.
alguma coisa importante , não é dinheiro e nem nada material . . . o que poderia dar a ele ? bunny tinha o cenho franzido enquanto pensava até que ouviu o nome arregalando os olhos . ❛ ca-ca-calcifer ? ❜ o titulo demônio de fogo o fazia engolir em seco porque não soava coisa boa , entretanto conhecia sua historia e havia uma duvida para todos os personagens nela , eles não pareciam maus mas também não eram exatamente bons , como podia confiar nele ? ❛ você vai querer meu coração também , como o do howl ? ❜ não parecia muito bom fazer aquela troca , ainda assim se via sem saída para ter suas pernas novamente e calcifer tinha poder pra isso - deveria aceitar ? - foi entre os pensamentos confuso e a distração que acabou sobressaltando em um sustinho com o toque do outro em seu braço , as bochechas corando violentamente porque não era nada demais ainda assim sempre acabava com os nervos a flor da pele quando aquele tipo de coisa acontecia . ❛ céus você realmente gosta de tocar . . . ❜ murmurou mais em uma constatação para si do que para o outro . ❛ parece uma criança . ❜ acrescentou rindo e negando com a cabeça , talvez se pensasse daquela forma pudesse ficar um pouco mais confortável . ❛ se quiser vê-las de verdade deveria ir até minha toca . ❜ declarou um tantinho animado com a ideia , gostava de receber visitar em seu jardim , afinal a razão de ter aquelas marcas era porque era fascinado pela fauna . ❛ é porque gosta do meu corpo ? quer dizer é um corpo legal , eu sei , mas . . . ❜ bom na cabeça de bunny não fazia sentido calcifer gostar dele . ❛ ele não vai ter que ser o pagamento né ? ❜ bom levando em conta que seu corpo era especial pra si até que fazia sentido mas também não fazia já que o pagamento também seria seu corpo normal de volta .
bunnymund mantinha os olhos atentos a calcifer e o que ele contava , imaginando como deveria ter sido um raio lunar e o quão perto ele pode estar das luas , mas também tão longe do mundo - será que ele assistia os outros em suas vidas e por isso quis deixar suas origens ? - aquele ponto tinha os olhos brilhando em certa admiração , calcifer deve coragem de mudar , de se arriscar em uma nova realidade - será que conseguiria fazer o mesmo ? ❛ mestre . . . também sou um mestre sabia ? de thai chi chuan , karate e taekwondo . ❜ comentou com certo orgulho daquele feito porque era algo seu , uma paixão que descobriu em meio a rotina que antes tinha dedicada apenas as crianças agora poderia se dedicar a si , isso implicava aceitar mudanças - seria aceitar também uma cauda ? - bunny encarou a mesma mais uma vez antes de voltar a atenção para calcifer e as mãos erguidas em sua direção , elas pareciam pequenas mas ainda assim levou suas mãos pra perto em uma comparação . ❛ são pequenas mesmo . ❜ disse em um pensamento alto mas não queria dizer de uma forma ruim , estava sorrindo enquanto as fitava porque as achava bonitas . ❛ eu entendo . . . eu queria um corpo que fizesse com que eu não precisasse de ninguém pra nada . ❜ odiava precisar de outras pessoas ou se sentir imponente , entretanto via a mesma necessidade em calcifer mas não sabia como ajuda-lo . ❛ você não pode conseguir o que quiser com sua magia ? e até sem ela também , duvido que alguém consiga te negar algo . ❜ era uma boa vantagem em ser fofo .
" e então , coelho ? vai querer fazer o trato comigo ? " bunny estava prestes a abrir a boca para fechar o acordo quando - foi salvo pelo gongo - a alexa fez o aviso alto o bastante pra que todos na festa escutassem : caso você esteja lidando com os sintomas do crescimento de caudas , por favor procure pelos nossos especialistas mágicos para que o seu corpo retorne ao normal . ❛ acho que não vou precisar . . . mas . . . pode me ajudar a ir até lá ? ❜ as bochechas coraram com o que aquele pedido implicava - ser carregado no colo pelo mesmo de novo . ❛ eu fico te devendo uma , tipo um favor ou um benefícios ? tipo deixo você ir na magic sin sem pagar as flexões . . . ❜ mas pensando bem calcifer era forte o bastante para carrega-lo então seria fácil pagar 20 flexões . ❛ te dou o que você quiser da marmoreal artesanais , até faço um personalizado pra você . . . ❜ era uma boa oferta ?
Calcifer negou com aquele questionamento, o demônio era curioso e adorava viver coisas novas quando conseguia, a liberdade de poder ter corpos diferentes sempre lhe deixou bastante encantado, não se importaria de ter calda de peixe e poder mergulhar por debaixo daquele oceano imenso. “Ah, viver é meio assustador” Uma frase solta, já que o simples fato de ter se desgarrado de sua mãe lunar fez com que ele entendesse isso, ter o mago ao seu lado e a disposição de fazê-lo viver, talvez tenha sido uma coisa boa, porque teria enlouquecido por fazer isso sozinho. As luas, era uma incógnita sobre como estava funcionando as coisas depois daquela mudança no mundo deles, se questionava como seria a comunicação com ela depois de tudo, ainda mais por vê-la por aí na forma de uma perdida, era estranho e curioso.
E então ouviu aquele questionamento, primeiro sobre o seu nome e depois sobre o coração do mago, fazendo um sorriso misterioso brincar nos lábios cheios do demônio, o brilho em seus olhos denunciando o quanto tinha gostado de ter feito aquele trato. “Existem diversas formas de se conseguir um coração” E Calcifer tinha interesse em explorar todas elas, por que não? Como era curioso a forma como ele reagia aos toques e, ao contrário do que deveria causar a uma pessoa consciente e educada, Calcifer gostava de ver isso. Mas logo fechou a cara. “Não sou uma criança, eu sou um ser milenar” Respondeu rapidamente de maneira quase infantil, porque claro, tinha que ser contraditório até nisso. Haviam informações que gravava para si, tudo o que poderia servir para, quem sabe, poder cobrar o favor que faria, e o seu interesse de ir até a toca era uma delas. Assentiu sobre a pergunta do corpo e sorriu mais uma vez com a pergunta sobre o pagamento, rindo baixo com a forma como ele parecia preocupado com o que iria pedir para pagar pela magia. “Existem diversas formas de conseguir um corpo” E o tom de sua voz ganhou um grave quase sexy, porque ele bem sabia disso, era uma das suas coisas preferidas daquela nova forma que ele tinha.
“Ah, outro tipo de mestre… de magia” Óbvio que ficou curioso sobre a questão de ser mestre de luta corporal, vindo de alguém que era basicamente sedentário, gostava de ver as pessoas lutando e brigando em impactos corporais que não levavam a lugar nenhum, era divertido. Quase sempre causava brigas em bares só para assistir. O momento em que as mãos foram comparadas, ele percebeu outra coisa que gostava no corpo do coelho, os dedos, o formato deles e a firmeza do músculo naquela parte específica do corpo, aquele guardião estava despertando muitas coisas em Calcifer que ele não conseguia entender. E depois de tantos questionamentos e tantas voltas, eles ainda não tinham chegado a lugar nenhum. “Até consigo, mas não quando se trata de mim, a forma que consegui é a que vai ficar, não consigo mudar nada” Não que estivesse reclamando, Calcifer definitivamente ficou bonito, com sorriso bonito, olhos e lábios bonitos, só reclamava do tamanho do corpo inteiro, de resto, era perfeito. “Você quer mesmo ter uma dívida comigo…” Comentou em voz baixa, a cabeça pendendo levemente e deu de ombros. Calcifer tinha escutado o aviso e ignorou por completo, sorrindo levemente enquanto pensava se deveria pegar aquele ser em seu colo de novo, tinha gostado da experiência, mas logo passaria, o que poderia cobrar dele só por ter carregado no colo… com os dedos curtos, Calcifer tocou a mão dele e posicionou de uma forma que pudesse dar um aperto de mão.
O lance era a parte de cima, enquanto fechava um acordo imaginário de carrega-lo até sabe-se lá onde, Calcifer tinha seus olhos ganhando um brilho alaranjado, como se chamas estivessem surgindo em sua íris e o sorriso ficando ainda mais malicioso, carregado de ideias, e então… “Fechado!” E o aperto de mão aconteceu, dando uma risadinha baixa enquanto as escamas começavam a cair na terra, os primeiros sinais de que aquela calda deixaria de existir e logo o rapaz voltaria a ter o seu corpo normal. “A gente se vê por aí, coelho” Deu uma piscadela e se levantou, caminhando sozinho para longe dele. No final conseguiu o que queria, ajudou o guardião a recuperar o seu corpo e conseguiu uma dívida que nem mesmo tinha percebido o quanto desejava por ela.