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Juntos, e não sozinhos. || Turno: AJ&Audrey&Connor
Ter a sua noite iluminada uma vez mais pela luz quente da fogueira trazia um estranho ar de casa que ele só percebera quando se afastou. Desde que deixara o Acampamento Meio-Sangue que não experienciava uma e estar agora diante de uma contação de histórias como aquela fazia com que sua mãe fosse uma presença mais forte em sua vida. Ele até mesmo arriscou tornar-se o centro das atenções e contar uma de suas aventuras preferidas, mas desistiu de compartilhar ainda mais quando alguns burburinhos se formaram querendo cobrar uma história específica, fingindo-se de doido, seu melhor papel.
Mas há coisas que nem mesmo a sensação de estar de volta em braços confiáveis desfazem: seus ombros ainda tinham a mesma pose ereta que a maioria dos soldados romanos ali possuíam, diferentemente dos gregos. Ele não conseguia negar que o Acampamento Jupiter era sua casa, estava marcado profundamente pelas tradições e pelas responsabilidades, ainda que se distinguisse por sua personalidade levemente mais extrovertida.
Por isso, havia resolvido patrulhar os arredores quando o caos ruiu a tranquilidade e ele escutou gritos de guerra para todos os lados. Seus olhos correram ao redor e a primeira pessoa que avistou foi Audrey. ━━ Ei, maninha. Tudo bem? ━━ Perguntou preocupado, bem a tempo de ouvir a voz mais que conhecida de Connor mais a frente e ele fazer um sinal para a filha de Poseidon, chamando-a para a ajudar. Não deixaria que o filho de Discórdia se machucasse novamente, então brandiu a espada e correu na direção alheia.
━━ Espero que não tenha se divertido muito sem mim, paixão. ━━ Provocou Connor com um sorrisinho sem vergonha e desviou de um golpe (dado 2) do taco de beisebol, com apenas um simples passo para trás, e riu ao encarar o único olho do gigante. ━━ Poxa, irmão, assim você me decepciona. Pensei que vocês eram mais perigosos. ━━ Apesar da boca grande e sem limites, AJ segurava a espada firme e pronto para defender-se. ━━ Alguém aqui assistiu Harry Potter? Preciso de alguém para escalar ele e enfiar a espada no nariz. ━━ Brincou outra vez, saltando para a lateral bem a tempo de vê-lo atingir o chão com o taco tamanho enorme (dado 3). ━━ Esse aqui não ‘tá pra nada, podem sentar e assistir o show que vou dar. Nem precisam se preocupar! ━━ Falava sério, ele gostava de ser o centro das atenções.
Aproveitando-se da proximidade com o braço alheio, deslizou a lâmina da espada no ar, atingindo o bíceps do monstro (dado 15). Isso levou-o a recolher o braço cortado com um rugido de dor e, num ato de pura raiva, rodar o taco no alto (dado 10). Dessa vez, não houve fluidez em seus movimentos para se salvar e AJ sentiu o impacto contra sua lateral. ━━ Porra! Isso vai ficar roxo! ━━ Reclamou, após recuperar o equilíbrio e se estabelecer novamente em seus pés, a falta de ar sendo o suficiente para fazê-lo ofegar. ━━ Olá, irmão. ━━ O ciclope balbuciou, parecendo aprender cedo a ironia que deslizava no sangue de Alexander e exibia um sorrisinho sádico.
AJ bufou. Recusava-se a ser atingido dessa forma, então, franzindo o cenho, investiu novamente, um golpe certeiro de sua espada na perna (dado 15) do olhudo, apenas para sua lâmina suja com qualquer que fosse os resquícios da criatura. Não conseguia sentir remorso por alguém que atacava seu lar, ainda que minimamente parentes. Nem mesmo o ciclope parecia ter tal sentimento, grunhido de dor e raiva outra vez e atingido seu braço (dado 12) com força o suficiente para sua espada voar para longe. ━━ Ugh! Ajuda? ━━ Pediu aos outros dois, rindo envergonhada, principalmente após ter ido com tanta sede ao pote. Um palhaço mesmo nessas situações.
Por sorte Audrey sempre andava com Jellyfish, sua lança, em mãos, apesar de ser mais lenta que a maioria dos semideuses, Rey não perdia tempo em não carregar sua lança para onde ia, ainda mais nos dias em que os semideuses juntavam-se a noite, a garota acreditava que tudo poderia acontecer. E realmente aconteceu. Em meio ao caos pode ouvir a falar do irmão perto de si. — Opa, maninho. Tudo certo e aí? — respondeu com um revirar de olhos e um sorrisinho a AJ assim que virou-se para encarar o mesmo.
Ouviu seu amigo Connor falar com si no mesmo instante em que observará o Ciclope aproximando-se dos três, ao menos ela lutaria ao lado do irmão e um de um de seus melhores amigos, Connor. Fez um sinal com a cabeça para ambos. — Acho que Ciclope assado é uma ótima ideia. — disse Rey com um sorriso travesso em sua face. Após ver os ataques certeiros de seu irmão, AJ, contra ironicamente outro irmão deles, o Ciclope, Audrey sabia que era sua vez de atacar, antes disso estendendo a mão para ajudar AJ a levantar-se do chão.
— Minha vez, garotos, agora vou mostrar para vocês como se ataca um parente com estilo. — piscou para ambos, não deixando de manter o mesmo bom humor de AJ e Connor presentes na conversa entre os três. Rey avançou para o Ciclope com Jellyfish sendo jogada na direção do ombro do mesmo (dado 8), acertando-o mas não causando o dano que ela esperava, rasgando de leve a pele da criatura. Correu para pegar sua lança atrás do Ciclope no mesmo tempo que o monstro tentou acertá-la e infelizmente sentiu o impacto do taco de beisebol em suas costas (dado 11). Por alguns segundos Audrey sentiu o ar de seus pulmões falhar, puxando o mesmo para tentar respirar porém sem tanto sucesso, porém agarrou a lança em sua mão, sentindo agora a raiva percorrer seu corpo.
— Você estragou toda a minha performance, big brother. — Rey disse tentando conter a raiva, com agora o ar começando a voltar para o seu peito. Enquanto estava deitada de costas no chão, suas mãos pequenas e esguias segurava a lança com força e no que o Ciclope abaixava-se para acertá-la a semideusa esperou alguns segundos a mais para o momento perfeito… Rey mirou diretamente no olho do Ciclope cravando sua lança no único olho da criatura (dado 14) vendo-o urrar de dor enquanto arrancava Jellyfish do olho e jogando-a longe, agora chacoalhando o taco de um lado para o outro, cegamente tentando acertar Rey porém como o Ciclope estava quase cego, o golpe dele passou longe de Audrey (dado 1). Uma leve risada pode ser ouvida saindo da boca da semideusa. — Viu? Lutem como uma garota, vale a pena.— zoou com os amigos enquanto levantava-se para correr atrás da espada jogada pelo Ciclope, mas o mesmo ainda chacoalhava o taco de beisebol no ar e o outro golpe investido pelo monstro que tentara acertar na filha de Poseidon fora diretamente ao chão onde ela estava (dado 5). Audrey agora tinha sua lança em mãos e teve que pensar rápido e resolvera tentar acertar a outra perna do Ciclope já que uma estava em péssimo estado graças a AJ, porém o golpe de Rey não fora tão certeiro por ter sido de última hora que apenas um arranhão foi feito pela lâmina de Jellyfish. — Sem graça. — reclamou ela.
Connor sabia que não acabaria ruim aquela batalha, de acordo com três motivos que ele tinha pensado: eles eram fortes, o ciclope era uma criatura um pouco lenta e a sorte sempre estaria ao lado deles. Ok, talvez estivesse sendo convencido demais e isso poderia prejudicar no futuro do combante, mas Connor não estava ligando de jeito nenhum. Tinha os melhores lutadores ao seu lado, então, seria moleza... — A diversão só está começando, querido. — Piscou em direção ao filho de Netuno, afastando-se para que desse espaço para os outros semideuses também se divertirem. Enquanto isso, estava apenas apoiando-se em sua arma que estava com sua lâmina virada para o chão observando os golpes dados pelos presentes... Riu concordando com a cabeça com a fala da menina, respondendo: — É por isso que lutar como uma garota sempre é melhor. Agora, deixa eu tentar. —
Cansado de ficar parado, Connor avançou em direção ao monstro por trás e acertou seu machado com um golpe mediano (dado 10) bem no meio das costas. Viu um pouco do pó descendo pelo corpo da criatura, achando estranho aquele aspecto. Connor tinha vivenciado diversas batalhas e ele sabia muito bem que quando havia golpes bons sendo realizados contra os monstros, eles acabavam virando pó em segundos. Então, não ter acontecido aquilo no momento, só significava que algo de bom não estava acontecendo. Ele engoliu em seco, um pouco nervoso, embora não quisesse transparecer que estava começando a ficar com um pouco de medo. O ciclope virou furioso para Connor e atacou-o com seu taco (dado 8) em direção ao rosto do filho de Discórdia, o qual tentou desviar do golpe com sua arma (dado 5), mas a força maior acabou vindo do ciclope.
Connor acabou indo parar na terra sendo seguido pelo monstro que tentou dar outro golpe, de novo, no rosto alheio (dado 8), outra vez, tentou desviar (dado 2), mas o ciclope estava muito focado. Duas vezes acertou o rosto de Connor que estava com sangue aparecendo em volta do seu nariz. — Merda, seu monstro. — Tentou dar um golpe na barriga dele (dado 2), mas foi em vão, porque o monstro conseguiu mobilizar o corpo de Connor (dado 6) para dar outro golpe com o taco de beisebol. No entanto, dessa vez, acabou acertando a terra do lado direito da cabeça do rapaz (dado 3). — Toma seu otário. — Connor riu, enquanto o ciclope bufava de raiva. Aproveitando aquele momento, ele deu um chute bem no meio das partes íntimas alheias (dado 10) fazendo com que o monstro saísse de cima do seu corpo e rolasse para a terra ao lado esquerdo gemendo e encolhendo-se de dor. Ele levantou-se alegre e encarou os outros: — Gostaram? —
Depois de questionar seus amigos, voltou-se para o ciclope e tentou atacá-lo com um chute em suas costas, mas acabou falhando (dado 1) ao deslizar no chão com força e bater suas costas contra algumas pedrinhas da terra. Gemeu de dor e tentou se levantar, mas, o ciclope, ao se recuperar um pouco do chute, já estava de pé e tentou dar uma pisada na barriga de Connor. No entanto, erra (dado 5), pois ainda sentia uma dor imensa no seu saco. Então, tentou mais uma vez (dado 9) com uma força intensa. Connor, ao sentir o impacto, tossiu fortemente e tentou tirar o pé (dado 3) de cima dele, mas parecia estar sem forças. Tentou mais uma vez (dado 2) e nada, pois o ciclope colocava bastante força em cima de seu corpo... Isso só estava irritando o rapaz, por isso, fechou os olhos e concentrou no aparecimento de espinhos de sombras em seus dedos cravando-os no tornozelo (dado 14). O ciclope gritou de dor e tirou seu pé tentando tirar aqueles espinhos feitos de sombra, enquanto isso, o rapaz levantou sério e avançou com sua lâmina (dado 7) em direção ao braço alheio e, embora o ciclope tenha conseguido defender um pouco (dado 6), não foi possível evitar que a lâmina do machado fizesse um corte no lado esquerdo. — Isso é só o começo... —
Juntos, e não sozinhos. || Turno: AJ&Audrey&Connor
Correr. Era a única coisa que o filho de Discórdia fazia. Não conseguia pensar em nada, apenas queria chegar naquela batalha, que tinha começado há um certo tempo, antes da merda realmente acontecer. Enquanto se movia, sua arma pesava em suas mãos e, apesar de ter sentido a energia que o machado almejava quando tocou-o pela primeira vez após a transformação, Connor estava com medo em usá-lo devido ao encontro com o cachorro infernal original. Isso aconteceu no último ataque sofrido pelo seu acampamento e ele lembrava como tinha acabado aquele momento, principalmente porque sua perna metálica fazia um som que servia como lembrete a cada segundo que corria. Tentava não focar no medo que percorria suas veias, pois, caso deixasse-se dominar por aquele sentimento negativo, Connor correria de volta para o seu dormitório agora.
Ele estava passando perto da enfermaria quando escutou um rugido por perto e acabou não notando a aproximação rápida de um ciclope, que carregava consigo um taco de beisebol, por suas costas. Só conseguiu perceber quando sentiu a arma bater fortemente (dado 11) contra as suas costelas, fazendo com que Connor arqueasse seu corpo todo como se o ar nos seus pulmões tivesse sumido por um instante. Em seguida, o monstro tentou atacar outro golpe (dado 2), mas acabou acertando o ar. O filho de Discórdia aproveitou para afastar-se encarando a criatura com um certo desprezo misturado com raiva: — Seu idiota! Você vai se arrepender por ter aparecido no meu lar! — Com um tom de voz raivoso, Connor atacou-o (dado 2) diretamente, mas o ciclope esquivou-se facilmente dando uma risada.
— Seu bobão! — Aquela pequena provocação fez um efeito imediato no Page. Agora, qualquer coisa que tivesse menção a sentimentos de esperança ou algo assim, foram deixados de lado e a raiva se assume total. Era como se o velho Connor tivesse voltado. Achasse um tolo por ter achado que poderia ter qualquer sensação de esperança sobre dias melhores. Mas também não podia mais voltar atrás, tinha que aceitar que fora um idiota e agir com determinação de volta… Bem, era o que o rapaz pensava. Por isso, ele atacou (dado 9) a barriga do monstro causando um corte mediano.
Não tinha o bastante, mas não desistirá. Então, notou a figura de AJ perto dali e gritou para o “amigo”: — Querido, que tal a gente fazer uma sopa de ciclope?! — Na mesma hora, também notou a presença da filha de Poseidon, e sorriu convencido. Dois amigos poderosos junto com ele, que já era forte… O monstro não teria nenhuma chance. — Audrey, assado ou cozido? — Perguntou-a ficando em prontidão para o ataque.
POV - Connor Page Isso que dá ter esperança.
Reunião numa fogueira. Nossa, Connor não se lembrava se tinha aquela tradição do Acampamento Meio-Sangue no seu mundo romano e isso era uma total falta. Ele nunca tinha experimentado algo do tipo, embora tivesse visto de longe algumas reuniões pequenas acontecendo de vez em quando nas horárias mais tardes da noite. Ele tinha a curiosidade de saber o que acontecia em cada um, como funcionava, se tinha um limite e essas coisas. E, embora fosse parecer ingênuo com esses eventos, Connor não tinha vergonha disso. Na verdade, admitia que realmente não conhecia nada daquele universo e estava disposto a experimentar. Queria muito. Essa aventura pequena acabou se tornando uma de suas metas pessoais que ele não compartilharia para ninguém.
A noite estava bonita, relaxante, quieta e acolhedora. Embora adorasse mais o dia devido ao fato de que poderia descontar sua agitação, Connor não poderia negar que o anoitecer também tinha suas belezas e os sentimentos bons que vinham com ela. Era uma boa sensação. Além disso, a companhia de seus amigos faziam toda a diferença. Como Amélia, a qual ele conhecia desde que tinha chegado ao acampamento e que tinha voltado recentemente, era uma presença necessária na vida de Connor e estar ao lado dela em um momento de amizade e calmaria, não tinha nenhuma comparação. Era como se estivesse em casa, ao lado de sua irmã que não tinha contato há um certo tempo. Amélia acabou se tornando uma irmã para ele e Connor ficava feliz por ter feito as pazes com a menina deixando seu orgulho de lado.
Além da filha de Júpiter, também havia outras pessoas que Connor tinha feito uma promessa de que protegeria-as contra qualquer ataque. Uma dessas pessoas era AJ, o filho de Netuno. Embora tivesse tido várias brigas com ele por causa de assuntos que Connor não entendia ainda o motivo de serem considerados o estímulo das brigas, ele não podia negar que o momento ao lado do garoto causava-lhe sensações boas. Era um segredo que ele levaria para seu túmulo, ao não ser se algo acontecesse para ele revelar aquele fato. Ele tinha medo, mas estava tentando tecer uma nova jornada, principalmente após o último ataque.
Então, era como se uma vida nova se passasse com o filho de Discórdia. Depois de perder a sua perna pelo cão infernal original no primeiro ataque ao seu acampamento, parecia que ele tinha renascido. Sentia-se mais leve e feliz com a determinação de tornar os dias melhores tanto os seus quanto os de seus amigos que ele considerava como uma família, mesmo com brigas acontecendo. Bem, família era sim. Inclusive, até seus pensamentos acerca do universo mitológico estavam transformando-se, ou seja, ele não sentia a raiva dos deuses por causa de todo desastre que acontecia no momento. A presença de Hécate, para o rapaz, poderia ser interpretada atualmente como um sinal de esperança, a qual fazia há um tempo que não parecia para ele. Esperança era algo complicado para Connor, mas ele estava tentando mudar essa situação.
Connor, como muitos outros semideuses, estava sentado perto da fogueira contando histórias de terror, mesmo que várias risadas fossem ouvidas em seguida devido às reações das crianças e de outros campistas mais velhos. Era um sentimento de pertencimento que voltava a crescer no coração do filho de Discórdia, e ele não desejava perder aquela sensação nunca mais. Já tinha perdido uma vez, no passado, quando sentia-se deslocado e com raiva de todo mundo, até mesmo daqueles que ele era mais próximo. E, ele admitia secretamente, foi uma época difícil e complicada. Tinha noites que ele não conseguia dormir por causa da vontade de não se sentir bem em seu dormitório. Connor era um bom rapaz, só precisava controlar seus impulsos e era o que estava tentando fazer ultimamente. Ele levantou-se do local e andou em direção ao refeitório para pegar alguns marshmallow que faltavam nas mesas perto da fogueira. Ofereceu-se para ir sozinho, pois já estava acostumado com aquela caminhada e o que poderia acontecer?!
Ok, talvez a gente devesse ter cuidado com o que falávamos. Connor estava pegando alguns sacos quando escutou um estrondo vindo da fogueira e depois gritos com uma fumaça ao longe. Imediatamente, suas mãos soltaram as embalagens em meio aos seus pés, enquanto a mão esquerda apertou o botão do pingente do machado em sua pulseira na outra mão. Rapidamente, a arma apareceu em sua mão e ele balançou como sempre fazia quando sentia a energia que o instrumento almejava, então, começou a correr em direção ao seu destino não se importando em juntar as embalagens com a comida. O importante era a batalha que parecia acontecia na fogueira e ele torcia para que ninguém tivesse ferido. Ninguém.

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FLASHBACK:
“Ah mas é claro que sei! Nascemos um para o outro, meu querido, disso não tenho duvidas!” disse em tom animado, provavelmente Connor havia sido a sua amizade mais improvável, nada como uma noite de desabafos e ajudas sobre problemas da vida para juntar os dois em duas pessoas extremamente próximas. A bebidas haviam chegado e Audrey já segurava seu copo em mãos. “Bom, o mais forte fica de pé até o fim da noite, certo?” disse rindo. “Aparentemente nossas vidas estão um pouco mais pacatas do que esperávamos como semideus, um brinde a isso porque nunca se sabe quando a merda vai cair em nossos colos.” disse já levantando sua caneca para brindar com Connor, em seguida o brinde tomando um gole da tal nova cerveja. “Pelo menos acertamos e demos sorte com essa nova cerveja, é mesmo boa.”
— Ainda bem que você sabe, porque, senão, eu ficaria bem chateado. — Fez rapidamente um biquinho dando uma gargalhada leve em seguida. Adorava passar um bom momento com Audrey em qualquer contexto, principalmente por lembrar o motivo da origem daquela amizade tão boa. Pegou sua bebida e levantou em direção à amiga em forma de convite para brindar. — Certo, quem ficar em pé vai levar o outro para o chalé, fechado? Isso é verdade, quando menos esperar, a merda vai chegar de forma bem intensa. — Riu para não chorar, como sempre pensava quando via uma situação complicada, brindando e dando um gole depois. — Não é?! Que tal um concurso? Quem beber mais, faz algo que o outro pedir. —
“bom, eu nunca cheguei a conhecer nenhuma das pessoas que chegaram junto da deusa. não cheguei a viver em qualquer dos acampamentos.” deu de ombros. não tinha motivos específicos. “ah, faz sentido… agora estou até um pouco envergonhado de ter caído nessa…” ele deveria ter imaginado com aqueles sorrisinhos nos rostos dos semideuses que tinha alguma pegadinha naquele mapa. assentiu ao que ele o chamou, olhando ao redor ao que ele guiava o caminho. “sim, acho que já passei por aqui o suficiente pra saber um pouquinho de onde estou.” todos os caminhos desenhados levavam àquele lugar, afinal. “6 anos? e antes disso viveu fora do acampamento?” perguntou, sem muitas travas na língua quanto ao que perguntar. vivera sua vida sob perigo iminente, não via problemas com aquilo, mas se esquecia que outros podiam ver.
— É sério? E você ainda está vivo? Como? — A curiosidade de Connor foi desperta na mesma hora. Ele sabia que muitos semideuses que não foram rapidamente para qualquer um dos acampamentos teria uma vida fadada no mundo mortal de lutas e de dores, podendo chegar até a morte... — Tudo bem, cara. Não precisa ter vergonha, pelo menos, você já passou pela iniciação. Acho que não precisa mais se preocupar, eu acho... — Riu levemente dando de ombros. — Ótimo, vamos continuar. Você deve conhecer tudo aqui, então, vamos seguir reto para Nova Roma, um local bem tranquilo e de boas. — Continuou andando em direção ao destino estabelecido, enquanto conversava com o rapaz. — Isso, 6 aninhos. Também, vivi até os 15 anos com meu pai quando eu fui achado pela minha mãe e ela me contou a verdade... Você viveu aonde antes de vir para cá, Kai? —
“Viu? Por isso somos amigos!” falou a filha de Poseidon num tom animado para Connor, era bom como seu humor sempre melhorava na presença dele, por mais que ela estivesse preocupada com algo, Connor sempre conseguia arranjar um jeito de anima-la. “Pronto, o pedido feito e agora vamos esperar para saber se é realmente tão boa quanto dizem por aí, né? Eu espero que sim.” comentou Audrey. “Ah, está indo bem, eu acho. Cansativa e tediosa as vezes, e a sua?”
— Somos almas gêmeas, Rere. Não sei como não soube disso ainda! — Respondeu-a em um tom animado também. Embora fossem de acampamentos diferentes, Connor sentia-se bem confortável ao lado da filha de Poseidon como se fossem melhores amigos desde de antes. Tinha ajudado Audrey em um momento por isso a aproximação foi mais fácil. — Espero que seja ou vamos detonar esse local... Eu acho que vida tediosa é a mesma coisa que paz, algo que a gente não tem muito... Um pouco de boas também até agora não aconteceu nada... Pergunto-me se as parcas tão frescando com a minha cara para chegar um momento bem foda. Ou eu tô brincando com a sorte mesmo! —
Marlowe sorriu para o irmão assim que ele se sentou. — Manona é estranho, me chama só de Maninha. — Franziu o cenho sorrindo. — Eu vim causar um pouco de discórdia no treinamento, meus poderes estavam falhando e eu quase morri semana passada por causa disso. — Comentou dando de ombros, sabia que se não fosse Norman, não estaria ali para contar história. — Mas e você já cansou de treinar?
— Também é estranho, porque sou mais novo, mas eu vou te chamar de Maninha, então. — Riu levemente dando de ombros. — Seus poderes também?! Então, é algo do acampamento mesmo... Como vamos causar discórdia? Porque também sinto falta disso. É legal ter paz, mas também é divertido ver as pessoas brigando entre si... — Confessou fitando o horizonte. Connor estava um pouco diferente. Não era tão explosivo como sempre foi, mas ainda havia uma pequena combustão querendo explodir. — Sim, estou um pouco cansado, ultimamente, e queria te fazer companhia. —
POV - Connor Page: Está tudo bem ter um pouco de fé. - Capítulo Único.
Connor é um rapaz interessante, na verdade, utilizando as palavras certas, ele é um metamofoso. Sua vida era uma caixinha de surpresa o tempo todo desde que foi entregue ao orfanato por sua mãe. Ele não conhecia naquela época a sensação de odiar alguém porque havia sido adotado poucos anos depois por um casal bondoso, o qual tinha um segredo que apenas a mãe de Connor sabia. No entanto, quando ia crescendo, sentimentos raivosos apareciam também como se ele tivesse satisfação em tê-los ao vivenciar uma discussão. Mas, o que realmente lhe dava felicidade, era ver outras pessoas brigando por questões bobas até àquelas problemáticas, principalmente entre seus pais adotivos. É claro que aquilo parecia não fazer bem para sua irmã mais nova e, embora tentasse parecer que também não estava bem, Connor sentia-se bem diferente. Então, só entendeu a verdade quando Discórdia apareceu com palavras que conquistaram seu coração e fizeram sua cabeça colocando-o contra o seu pai.

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Abriu um sorriso enorme ao que ele lhe dera um abraço, retribuindo o mesmo animada por ter algum tempo livre das obrigações como semideusa, apenas queria espairecer naquela noite. “O melhor festeiro do Acampamento Júpiter!” respondeu Rey a Connor. “Imagina, você chegou no horário certo, não precisa se preocupar.” falou ela risonha batendo sua mão na dele no high five. “Como sempre, eu quem decido, é claro.” não segurou a risada daquele comentário, então já o puxou pela mão o levando para um local mais perto do balcão onde serviam as bebidas. “Ok, pensei em experimentarmos uma nova cerveja que estão oferecendo por aqui. Que tal?”
— Ainda bem que encontrei também a melhor festeira daqui! — Respondeu-a com um sorriso animado bem evidente. Connor adorava passar um tempo com a filha de Poseidon, considerando-a uma das melhores pessoas mais animadas do local. — Que bom, porque odeio estar atrasado... — Deixou-se ser guiado pela garota até o balcão e sentando-se na cadeira que tinha na frente. — Tô’ louco para provar, dizem que realmente é uma coisa maravilhosa. Pode pedir... E aí, como está a vida? —
Marlowe tinha Mufasa ao seu encalço, o cão infernal era seu xodó, apesar de amar os três cachorros por igual, era o enorme cachorro preto que nunca desgrudava dela, a morena não conseguia segurar o riso baixo ao notar a reação dos mais novos ao cachorro, que apesar de enorme, raramente fazia mal a alguém.
Depois de roubar alguns morangos do refeitório, andou até uma área onde podia se sentar e observar os outros treinando, com Mufasa deitado atrás de si e somente a cabeça em seu colo, ficou fazendo carinho no cachorro até perceber que alguém se sentou ao seu lado, sorriu levemente e olhou para a pessoa. — Posso te ajudar em alguma coisa? — Perguntou sem olhar para muse, apenas comendo seus morangos.
Tinha passado uma boa tarde treinando contra um boneco de pano, pois fazia um tempo que realmente não colocava a mão na massa. Até que decidiu que era a hora do descanso andando até a arquibancada para pegar sua garrafa de água quando avistou sua irmã indo até lá para sentar ao lado da mesma. — Hey, maninha, ou manona. O que está fazendo por aqui? Vai treinar também? — Questionou-a fazendo um leve carinho na cabeça do cachorro grande, embora tivesse tido problemas com o grande cão infernal original no passado.
“mesmo se me perguntar, não saberei te responder…” deu de ombros. apenas achara engraçado o jeito como ele havia falado, não tinha nenhuma intenção de mostrar que sabia alguma coisa, até porque não sabia. “sério? mas realmente tem uma árvore aqui e uma montanhinha ali…” comentou, apontando no papel. franziu seu cenho por um momento mas logo suspirou, talvez tivesse sido pego em alguma pegadinha. “ok… podemos, sim.” assentiu, levantando-se, pronto para acompanhá-lo. “então… há quanto tempo está aqui no acampamento?”
— E por que? — Franziu o cenho confuso com a respsota alheia. — Eu sei que tem várias coisas, mas, acredita em mim, isso não representa nada do acampamento. Eles só desenharam coisas aleatórias parecidas com a realidade na tentativa de, sabe, pregar pegadinhas. — Riu um pouco, embora soubesse como era difícil se orientar quando você era novato no local. Connor tinha encontrado várias dificuldades desde o início tanto por sua impulsividade quanto pelos filhos de Mercúrio. — Vamos lá... — Ele começou a andar em direção às partes da Via Praetoria. — Você conhece por aqui? Bem, estou aqui desde os meus... 15 anos, então, uns 6 anos. —
❝you could’ve died!❞ a intenção de Nina era sim gritar com o melhor amigo, o tapa que seguiu não foi intencional, mas ecoou pelo ambiente como se eles estivessem em uma sala pequena e fechada. A ruiva levou a mão até sua boca, cobrindo-a, escondendo o choque que sentia pelo que fez. ❝Connor… não queria te bater, me desculpa! Mas você me assustou… não pode simplesmente fazer isso e pronto, eu realmente achei que você havia se machucado. ❞
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Havia um certo tempo que não via Nico e até tinha falado com Mason se ele tinha a visto, recebendo nada como uma resposta. Então, no outro dia, Connor foi até a coorte alheia procurando pela sua amiga quando viu a figura de Nico e aproximou-se sorrindo colocando sua mão sob o ombro alheio: — Hey, Ni... — Sua voz interrompeu-se quando viu a reação alheia, incluindo o tapa. Connor encarou-a com os olhos arregalados com a mão em sua bochecha, tentando entender o que raios tinha acontecido ali. — Po-por que? Como assim morto? Nicolina, o que está falando? Eu não fiz nada. Só peguei em seu ombro... —

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Tremendo. Era assim que Jasmine se encontrava quando entrou na III Coorte atrás de Connor. Por ser a augur ela tinha permissão para entrar em qualquer lugar do acampamento. A menina bateu na porta do rapaz e entrou no quarto, se jogando na cama que ela sabia ser dele e mordeu o próprio lábio inferior. ❝Sabe, hoje eu vi um vídeo engraçado… Era daqueles tipos que a mulher tá grávida e faz uma surpresa para o homem, tipo dar uma camiseta de bebê escrito ‘meu pai é o melhor’, coisas desse tipo.❞ a menina tentou não se afobar ao falar, ou levar a mão ao ventre como tem feito nos últimos dias, quando estava nervosa. Já havia comunicado Lupa sobre sua atual situação e a deusa havia lhe dado um horário novo de treinamento. ❝E eu fiquei pensando ‘nossa, como meus amigos iriam querer a revelação deles?’ e isso me traz aqui… Se alguém, qualquer uma, na verdade, estivesse grávida e você fosse o pai, como você iria querer descobrir?❞
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Era o seu dia de folga e Connor só desejava descansar. Todo o estresse e responsabilidade que tinham vindo junto com a nova posição estava começando a fazer o rapaz repensar se realmente era aquilo que queria. Mas, de qualquer forma, era só o cansaço falando mesmo. Estava guardando as roupas do seu guarda-roupa quando escutou a voz e depois viu de realce o corpo de sua amiga em cima de sua cama. Riu levemente e falou para ela: — Bom dia para você também. — Escutando as palavras sobre o assunto, Connor perguntava-se como aquele assunto tão aleatório tinha surgido já naquela hora da manhã. Parou de guardar suas roupas, virando-se para ela encarando-a com uma expressão confusa: — Jas, você fumou? Bebeu algo? Porque história doida é essa... — Riu levemente, mas deu de ombros sobre a pergunta. Connor não imaginava ser pai, na verdade, nem sabia se queria ser, pois sua experiência paterna não é uma das melhores. Então, ele nunca teve essa curiosidade. — Eu não sei, não acho que precisa fazer mistério, talvez. Só falar... E você? —
‘ Cause we’re one and the same We’re something more than ordinary One and the same I think we’re almost legendary You and me the perfect team
Ela não sabe quando, mas de repente connor virou um irmão para Nicolina. Os dois se conheceram ainda pequenos, quando ele chegou no acampamento e viraram melhores amigos. Apesar de serem de Coortes diferentes, estavam sempre treinando juntos, festejando e bebendo fora de hora, curtindo a vida em seu limite como se não houvesse amanhã e atualmente as vezes ela sente que realmente não tem.
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