em nome da Excalibur, ARLO em seus VINTE E CINCO anos, jura seguir o legado de BUNNYMUND durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe EMPATIA e não se permite ser corrompida por EGOÍSMO. Por último, é deixado um corte na mão de JAN LUIS CASTELLANO como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: Criação de túneis/tocas. Arlo, com as forças de suas pernas, consegue criar buracos no chão que o possibilitam de se locomover (e a outras pessoas) para lugares já conhecidos antes ou a curtas distâncias.
OCUPAÇÃO: Corredor das rachas ilegais.
DORMITÓRIO: (x) sim ( ) não.
SOBRE: Quem olhava Arlo antes de se tornar o que é hoje não conseguiria imaginar que chegaria onde estava. Nascido em um lar quebrado, Alejandro Pascal - como era conhecido em sua terra natal - e sua irmã foram obrigados a fugir de casa muito cedo para escapar dos abusos que sofriam de seu padrasto abusivo e alcoólatra. Viver em um orfanato largado às traças pelo sistema não era tarefa fácil, ainda mais tendo que cuidar de uma garotinha de apenas seis anos. Alejandro fez o possível para deixar todo o dia a dia da sua pequena irmã o mais divertido possível, usando da fantasia como modo de escape.
Os dois viviam várias dificuldades disfarçadas de fantasia e quando ele foi apreendido e mandado para um reformatório para jovens infratores nem a fantasia conseguiu o salvar de toda a agonia e desespero que se instaurou nele. Graças ao seu descuido, sua irmã havia sofrido um acidente e morrido. Alejandro estava sozinho no mundo vazio e sem luz, preso na realidade.
Ou pelo menos até chegar a próxima Páscoa. O rapaz possuía o costume de, no feriado preferido da irmã, brincar de caça aos ovos com ela e essa tradição não seria abandonada tão facilmente. Na noite desse dia ele, que ainda não havia abandonado totalmente a esperança em levar a felicidade para todas as crianças que não a possuíam, foi chamado para participar do reality show dos guardiões como possível legado do Bunnymand e com um novo nome, Arlo. A popularidade veio certeira e quando ganhou, grande parte da população de Arthurian estava feliz com a conquista. Ele seria um bom legado, levaria a chama da esperança e renascimento para frente.
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“Tá, vou ser direto aqui...” Não se deu ao trabalho de preparar a outra pessoa para o que estava vindo, muito menos de anunciar a sua presença. As mãos repousaram na porta do carro, buscando um apoio para que pudesse se inclinar o suficiente para ser percebido pela pessoa dentro do carro. “Eu ‘tô fodido.” O sorriso em seus lábios não possuía nem um pingo de remorso ou vergonha. “Topei participar de uma corrida aí com uma galera duvidosa e agora eu perdi o meu carro... Ossos do ofício, sabe?” Deu de ombros. “Não só de vitórias se vive o homem... também vive de derrotas que o fazem ter que pedir com muito jeitinho pra outra pessoa correr por ele.” E aí estava o pedido, queria recuperar o carro perdido antes que ele acabasse desmontado e com as peças vendidas. “Eu sou um ótimo apoio, posso até tirar a camisa pra ficar igual um cara troféu pra ser exibido. Que tal? Topa?”
Onde: Qualquer lugar.
“Quanto será que o Freddy cobra pra me assombrar?” Falou sem pensar antes, uma ação costumeira vindo de Arlo. “Ele é tipo o maioral nesse rolê de susto e matar pessoas.” Nos filmes, claro, mas o aprendiz não sabia dizer até em que parte era atuação e qual não era. Não conseguia confiar em um cara que ele cresceu tendo medo, mesmo que o admirando. “Os filmes de terror do meu mundo são bons demais, não sei como que vocês aguentam viver só com esses rolês meia boca que os Adormecidos fazem.” Levou o cigarro até os próprios lábios, ascendendo-o com o isqueiro que segurava na outra mão e puxando o ar para que pudesse tragá-lo lentamente, soprando a fumaça para a direção oposta a que muse se encontrava. “Ia ser foda demais morrer nas mãos de um monstrão tão foda quanto ele, sou fãzaço.”
“Por que você achou que ia ser legal vir pra essa praia mesmo?” Caminhava para a praia do pântano em passos lentos e despreocupados, suas mãos estavam ocupadas com duas cadeiras reclináveis de praia ainda dobradas e cuidadosamente posicionadas embaixo dos braços de Arlo para que ele pudesse as levar sem correr o risco de derrubá-las. “Quase não tem sol, esse lugar é broxa demais.” A reclamação em seus lábios era quase que automática, o aprendiz era fã de sol e todas as atividades que ele proporcionava em uma praia, então o convite foi aceito quase que automaticamente. Agora ele não sabia o que fez com que não lembrasse que Halloween Town era... assim. “Devíamos ter ido pra Seatopia, na moral.”
“Cara, você não é, sei lá, da música?” A pergunta era praticamente retórica, graças a família alheia era difícil imaginar qualquer outra coisa para o rapaz a sua frente. Arlo estava tentando ser convincente, por pior que ele fosse com pedidos, por esse motivo ele possuía ambas as mãos alheias cuidadosamente colocadas entre as suas, em uma súplica silenciosa. “Ir na Ópera vai ser uma experiência foda, mesmo que você já tenha ido milhões de vezes... Eu vou estar lá!” Falou orgulhosamente, como se sua presença fosse somar alguma coisa ao evento. Não ia. “Não sei o que vai ter lá hoje não, só sei que vai.” Comentou, dando de ombros. Claro que sabia. “Ok, vai passar HSM 2. Um homem pode ter seus hobbies.” Deu de ombros, não negaria que no decorrer de sua vida Arlo acabou adquirindo um gosto duvidoso para obras midiáticas. “E aí, ‘cê vai comigo?”
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“Age como se eu tivesse tido uma coisa super engraçada.” Soprou ao pé do ouvido alheio, se aproximando rapidamente para que pudesse apenas o fazer e se afastar novamente, interrompendo a conversa que estavam tendo momentos antes. O largo e pomposo sorriso em seus lábios era uma confirmação visível de que o aprendiz estava tentando impressionar alguém, não que ele realmente achasse que tudo aquilo era necessário, estava mais para um longo processo de conquista que Arlo considerava infalível. Esperou que o grupo de pessoas onde a garota que estava flertando se encontrava passasse por eles para agir como se só tivesse percebido a presença dela naquele momento, direcionando um sorriso e um aceno para a mesma. Assim que o grupo saiu de seu campo de visão, Arlo levou a destra até a o ombro de Cecile, apertando-o em um agradecimento silencioso. “Tá, diz aí o que você que em troca. ‘Tô disponível agora, manda.”
a academia não era um lugar seguro, não por todas as implicações das últimas semanas, mas porque tinha uma perseguidora. certo, talvez perseguidora fosse um exagero e, quem sabe, um tanto maldoso de sua parte. a questão é que baby sente medo da verdade. não podia contá-la e, mesmo assim, acreditava que a amiga da qual fugia a arrancaria de sua garganta — e sabe lá o que aconteceria. nas notícias arthurianas não teria nada sobre ela, o castigo nunca saberia e quem a conhecia acreditaria em qualquer coisa, porque ela é qualquer coisa. sendo assim, corria pelas ruas sombrias e estranhamente aconchegantes da peculiar halloween town — amava o estranho, sentia-se em casa. “eu não tô aqui, por favor, por favor, por favor...” disse rápido e ofegante para muse, usando o corpo deste de esconderijo e encolhendo-se atrás da silhueta alheia para observar cuidadosamente os arredores.
Não era novidade, pelo menos para quem tinha um pouco de conhecimento sobre o aprendiz, que Arlo gostava de fazer umas transições... suspeitas. Que no mínimo não pegariam bem caso caíssem no conhecimento dos guardiões ou nos tabloides e por isso, ele estava tenso. O pequeno pacote que possuía em mãos foi rapidamente guardado no bolso assim que ouviu a voz feminina atrás de si. O pânico que pulsou por suas veias ao ser pego de surpresa fez com que ele, involuntariamente, batesse o pé em sequência no chão, ativando seu poder e gerando um grande buraco no lugar onde o chão que os mantinha em pé se encontrava. Cair era inevitável e a garota estava tão perto de si que acabaria sendo levada por ele também, mostrando que seu grande plano de fuga não passava de uma furada. “Porr-” Começou a dizer assim que percebeu a cagada que havia feito, tendo as palavras presas em sua garganta ao sentir a gravidade o empurrando para baixo, fazendo com que ele caísse no túnel já conhecido por si. Por já saber o que aconteceria, aquela parte foi a mais fácil para ele que em um reflexo puxou o corpo feminino para perto de si, abraçando-a para que os braços e pernas alheios ficassem presos entre seu próprio corpo em uma tentativa de evitar que ela acabasse quebrando alguma coisa pela queda de mal jeito. Quase como escorregar em um tobogã.
Arlo criou seu perfil em ambas as redes com o mesmo pensamento que o motiva a fazer quase tudo em sua vida “por que não?”. Ele não espera de verdade encontrar o amor da sua vida ou uma namorada, mas não tem nada que o desmotive a usar o finder/true love, então é bem comum o encontrar por ali quando está entediado.
mande “💌 + @doseupersonagem” para uma inter (match) no TRUE LOVE
e “🔥 + @doseupersonagem” para uma inter (match) no FINDER!
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Não era bom naquilo, definitivamente. Arlo havia passado o dia realizando missões de treino e cumprindo suas atividades como aprendiz de guardião. Estava estressado, mesmo se tudo tivesse corrido como esperava, o estresse não deixaria de tomar a sua cabeça, afinal, o aprendiz não estava se sentindo o melhor na função atualmente, não estava se sentindo bom nesse tipo de coisa e temia que nunca seria. Nesses meses tensos havia adquirido um novo vício, o café. Sabia que não era nem um pouco saudável, mas a necessidade que possuía de tomar um copo de café quando se sentia estressado era quase semelhante ao seu antigo, e já há muito tempo abandonado, desejo de fumar para aliviar o estresse. Aproveitou o tempo livre para passar em uma cafeteria de Halloween Town, enfrentando a grande fila que o estabelecimento possuía para experimentar o que ele esperava ser um tipo diferente de café. Estava na cidade dos monstros, afinal. Satisfeito, podia quase sentir o gosto da bebida em sua boca e foi aí que percebeu o próprio corpo esbarrando contra o de alguém menor, derramando o conteúdo do copo recém destampado. ”Porr-… Desculpa! Perdão, eu não te vi ai! Puts…’’ Falou, percebendo o que havia acontecido, seus olhos alternavam entre a mancha de café na roupa alheia. Suas as mãos estavam erguidas como se ele se controlasse para não tentar tirar o café dali com a mais pura força de vontade e mãos ágeis. Nunca agradeceu tanto por preferir café gelado ao quente quanto naquele momento.
“Ei, oi!” Chamou, diminuindo o passo de sua recém caminhada-quase-corrida para conseguir falar com a mulher de madeixas loiras que se encontrava ali, a respiração um pouco mais afoita que o normal graças a pequena corrida que havia dado. “Você viu um cachorro mais ou menos desse tamanho…” Usou as mãos para medir antes que continuasse a falar, levando a destra até o próprio joelho. “Preto com uma cara de safado que saiu correndo do dono por causa de um carrinho de cachorro quente?” Sorriu a medida que explicava a situação, Fluffy - o aprendiz fazia questão de explicar todas as vezes que esse nome foi dado ao cachorro por causa de sua irmã mais nova - sempre foi um animal rebelde, honestamente Arlo não era lá um adestrador muito bom, sair correndo por causa de comida era algo mais do que comum no relacionamento dos dois, só que daquela vez o cachorro havia ido um pouco longe demais e agora não sabia pra onde ele podia ter corrido.
“Eles tem idade pra estar aqui?” Perguntou para a pessoa mais próxima a si, sem perceber até aquele momento que se tratava de Ivy. Os dois garotos que começaram uma comoção no meio do bar com direito a trocação de soco, bebida voando e a presença dos seguranças - que prontamente tentavam afastar os dois do emaranhado de socos e chutes que trocavam - fez com que Arlo levasse o copo de cerveja até os próprios lábios, sorvendo o líquido com um pouco de constrangimento por toda a situação, lembrando que no seu passado ele havia sido o tipo de pessoa que brigava com desconhecidos em bares que definitivamente não possuía idade para estar, sem se importar se estava atrapalhando a noite de pessoas como o ele do presente, que só tinha ido ali em busca de um pouco de tranquilidade após um dia puxado. Era impossível para o aprendiz negar que algumas coisas que fez em seus tempos de escola poderiam ter sido evitadas e definitivamente o faria se fossem outros tempos, lidar melhor com as coisas foi algo que ele teve que aprender. "Cinquentão que o moleque de vermelho ganha."
O aprendiz estava sentado em seu sofá, passeando por todas as redes sociais possíveis em seu celular, em busca de alguma coisa que conseguisse o entreter. Ele podia jurar que já havia conseguido zerar todas as postagens do spellgram - aplicativo que quase não usava - até que passou por uma foto de Lux, fazendo com que um curto sorriso aparecesse em seus lábios, o levando a mandar uma mensagem para a amiga - que ele não escondia pra ninguém que queria que fosse algo mais - quase que imediatamente.
[ text ➜ luz (luxie) ] : luxie
[ text ➜ luz (luxie) ] : pensei que vc fosse a responsável dos seus irmãos
[ text ➜ luz (luxie) ] : e se fosse caso de vida ou morte? eu morria 10000%
[ text ➜ luz (luxie) ] : como esquece das coisas assim?
Assim que terminou de digitar, Arlo levantou para ir até a cozinha, não esperava que a mulher o respondesse na mesma hora, talvez ele fosse o único desocupado que existia no mundo e existia a possibilidade dela nem o responder, mas não custava nada tentar.
‘‘Atenção, atenção! Eu encontrei uma coisa irada aqui, vamo.’’ O aprendiz chegou no local onde havia deixado os amigos minutos antes com essas palavras na ponta da língua, não esperando a confirmação de nenhum deles para repousar cada um dos braços nos ombros dos dois mais próximos, os puxando para perto do próprio corpo e fazendo com que eles fossem quase compelidos a caminhar no mesmo passo que ele e esperando que puxasse a faltante para o bolo; essa era uma das várias manias que ainda mantinha, puxá-los daquele jeito para algum lugar estranho e que definitivamente não era tão legal assim. “Tá na hora da gente atualizar aquela porra de foto antiga que temos.” Ele disse com um sorriso vitorioso nos lábios, como se aquele photobooth fosse um grande achado, quase um tesouro. E para ele era, estar junto dos amigos e ainda mais com aquela cabine no mesmo ambiente era uma oportunidade rara. Se tinha uma coisa que ele não estava naquelas fotos antigas era bonito, nem minimamente descente já que as marcas de uma briga sem sentido e recente que ele havia se enfiado adornavam todo o seu rosto, fora que ele achava que fazer carranca para foto era descolado. “Vamo aí, é pra sei lá… mostrar pros filhos de vocês como éramos bonitões antes de ficarmos com cabelos brancos e pelancas em todo lugar.’’ Desfez o contato anterior para colocar a palma das mãos nas costas deles, empurrando-os um de cada vez como uma forma de estimular a ida ao photobooth, agora vazio.
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